Do “choque tecnológico” aos e-empregos no Reino Unido
July 7, 2006 by Inovação & Marketing
Filed under Artigo de Opinião
Por Nuno Cintra Torres
In Semanário Económico 07/07/06
“Já outras medidas postas em prática, como as declarações do IRS e IRC online ou, em particular, o imposto automóvel exclusivamente on-line, tiveram um valor “disruptivo” (perdõem o anglicismo agora na moda) que ultrapassa largamente o do DR on-line. Este conjunto de inovações insere-se naquilo a que o governo convencionou designar por “choque tecnológico”, uma iniciativa a favor da modernização do Estado, baseada na introdução de processos facilitados pelas tecnologias de informação, e que se pretende produza um movimento ondular na sociedade em geral.”
“Uma designação menos agressiva para o “choque tecnológico” seria mais apropriada num país onde a maioria da população é analfabeta e desconfia da inovação. A verdade é que hoje quem não possui conhecimentos básicos de informática, ou seja, quem não seja capaz de utilizar um PC para escrever, para consultar a Internet e, eventualmente para fazer umas contas em Excel, ou até para controlar a domótica lá em casa, é para todos os efeitos um analfabeto. Não basta saber ler as legendas na televisão. A triste realidade é que a maioria dos portugueses não tem e/ou não é capaz de utilizar um PC e, consequentemente, não tem interesse na Internet.”
“À excepção de algumas indústrias, como a bancária, de viagens ou de segmentos profissionais que utilizam o B2B por imposição do exterior, a Internet está em Portugal atrasada uns dez anos. Esta percepção é evidente ao consultar-se os sites da maioria dos jornais diários portugueses, incluindo os regionais. São de uma extrema pobreza, a todos os níveis – conteúdos, look & feel, ease of use, funcionalidades, utilidade, etc. A única excepção é o jornal “Público”, que desde cedo entendeu que devia especializar-se na utilização da Internet como médium.”
“O verdadeiro “choque tecnológico” será tudo menos um choque. Será um processo de médio prazo, paciente, e quase invisível, semelhante ao que ocorreu com a alfabetização ocorrida nos últimos trinta anos. O seu destinatário serão os milhares de pequenos e médios empresários e os seus empregados. O objectivo terá de ser a formação em capacidades de gestão, com recurso às TI, para aumentar a produtividade.”
“Para se perceber melhor o nosso atraso quanto à Internet veja-se a lista em baixo. Trata-se de um pequeno exemplo da oferta de empregos no sector da Internet no Reino Unido. Mas não é para a quantidade que pretendo chamar a atenção: a variedade e grau de especialização são um choque. Depois, faça-se uma consulta à fraca oferta de empregos na Internet em Portugal onde quase não há requisitos de especialização porque as empresas muito simplesmente ainda não adoptaram a Internet e o e-commerce. Fazem uns sitesitos. E-empregos no Reino Unido na semana corrente: E-Marketing Manager – Avon Cosmetics; Head of Online Marketing – Consumer Brands; Link Strategist – Bigmouthmedia; Copywriter – Bigmouthmedia; User Experience Consultant, London – PricewaterhouseCoopers; Group Account Director, London – Propel; New Media Developer, London – GMTV; CEO, London – Propel; Interactive Designer, London – Fortune Cookie;Marketing Director, London – Dream Marketing (BoysStuff.co.uk); Marketing Officer (CMS) & Online Editor, Hampshire – University of Southampton; Online Marketing Executive, London – Stephen James Ltd; Sales Executive ….”
PS: Subscrevo inteiramente as ideias no que concerne ao E-Commerce, E-Business e Web-Marketing.






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