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July 21, 2006 by Bruno Silva  
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Criatividade - Elbert Hubbard

July 21, 2006 by Bruno Silva  
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“A máquina pode substituir 100 pessoas comuns. Nenhuma máquina pode substituir uma pessoa criativa.”

(Elbert Hubbard)

Capital de Risco para PME

July 21, 2006 by Bruno Silva  
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In Jn 20/07/06

As Pequenas e Médias Empresas (PME), sobretudo as mais inovadoras, terão acesso facilitado a capital de risco se forem aprovadas as novas orientações em matéria de auxílio estatais ontem propostas pela Comissão Europeia.

As regras adoptadas pelos comissários determinam em que condições os apoios públicos aos investimentos em capital de risco das PME serão compatíveis com as regras europeias em matéria de ajudas de Estado, fixando um limiar de 1,5 milhões de euros em investimentos por PME ao longo de cada período de 12 meses, 50% superior ao actual.

Por causa do maior potencial de distorção da concorrência, as ajudas acima do novo limiar serão objecto de uma “avaliação detalhada” por parte de Bruxelas, a qual terá em conta o impacto económico, não implicando necessariamente a abertura de um procedimento formal de investigação. Os estados-membros terão de provar a existência de uma deficiência de mercado justificativa da ajuda estatal.

As “avaliações detalhadas” serão levadas a cabo se, entre outros casos, as medidas em causa financiarem a fase de expansão das PME em áreas não assistidas; se estiverem em causa investimentos complementares para além dos 1,5 milhões e da fase inicial de crescimento da empresa; e que prevejam investimentos com participação de entidades privadas inferiores a 50% em áreas não assistidas ou a 30% em áreas assistidas.

De contrário, os auxílios estatais serão apenas sujeitos a “avaliações simplificadas”.

Nota: Interessa que os financiamentos sejam aplicados em sectores inovadores sujeitos ao risco, para não ter apenas o risco no nome do capital. Quem não arrisca, não petisca.

Wood Bench

July 21, 2006 by Bruno Silva  
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Oportunidade

July 21, 2006 by Bruno Silva  
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Por Martim Avillez Figueiredo

In Semanário Económico

Ontem o paradigma nacional alterou-se.

Verdade. O acontecimento é histórico: os funcionários públicos ouvidos em programas televisivos e radiofónicos (como o Fórum TSF) disseram o que nunca se lhes ouvira: se nos derem condições, é claro que deixamos a Função Pública para o sector privado. Se um texto tivesse fogo de artifício, seria agora que os foguetes explodiriam no meio destas linhas.

O problema é conhecido: a administração pública acumulou gordura porque não era possível – pelo caminho – impor programas de dieta. Ou seja, de cada vez que um funcionário público não mostrava destreza para o lugar que ocupava contratava-se um novo para o seu lugar – mantendo, claro, o anterior. E as razões eram (e são) mais do que legítimas: a função do Estado é servir bem o cidadão, e isso exige gente qualificada. Foi este raciocínio, portanto (e não qualquer perversão difícil de definir) que permitiu o impressionante número de 580 mil funcionários públicos pagos com o dinheiro dos contribuintes. E que permitiu outras loucuras, como a que um estudo da Inspecção-geral de Finanças deu a conhecer em 2005: mais de metade do trabalho destes milhares de pessoas é dirigido a eles próprios (não ao país).

O que não se sabia é que existia abertura dos funcionários públicos para procurarem alternativas profissionais. Mas agora sabe-se, e deve sublinhar-se aqui a coragem de todos esses homens e mulheres que, ontem, declararam aceitar recomeçar as suas vidas em troca de uma indemnização justa. Porque este era o elemento que faltava no enredo: garantir que estas 580 mil pessoas não sairiam de punho no ar para a rua.

Pergunta óbvia: mas como é que se indemnizam funcionários públicos sem afectar o défice - sem esgotar os poucos recursos de uma economia fragilizada? A resposta é difícil. Marques Mendes, há tempos, sugeriu que se pressionasse Bruxelas, seguindo uma ideia de Ferreira Leite. Faz sentido: esta reestruturação é tão importante para a economia como ligar o país à Europa por comboios de alta velocidade (que são subsidiados).

O que devolve tudo ao início: para valer a pena fazer desta reforma uma missão nacional, seria preciso identificar aquilo que se espera do Estado. Sem hesitações e admitindo a revolução estrutural que tal implica. E uma vez definidas essas prioridades, fazer contas à vida. Bem simples: dos 580 mil que hoje existem, quantos são precisos amanhã? E no mesmo espírito de missão, de compromisso nacional, encontrar soluções justas para todos esses homens e mulheres que serviram o nosso país.

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