‘Botox’ vs. inovação

August 12, 2006 by Inovação & Marketing  
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Por Soumodip Sarkar (Professor associado, Univ. Évora)

In Jn (02/08/06)

Outro dia, num jantar, alguém perguntou- -me o que é “inovação“? A verdade é que, se houvesse um prémio para uma palavra que captura a imaginação dos académicos, políticos e media, uma forte candidata deveria ser a palavra “inovação”. Associada com “empreendedorismo“, deixa a promessa de abrir todos os portões que possibilitam melhorar a produtividade e promover o crescimento económico.

Em termos muito simples, inovar significa ter uma ideia nova ou, por vezes, aplicar as ideias de outros de uma forma original e com eficácia. Neste sentido, todos somos inovadores. O desafio está em saber quando é que a inovação, tanto de processo como de produto, ao nível da empresa, está ligada ao lançamento de novos produtos ou à criação de novos mercados.

Apesar de a inovação estar intimamente relacionada com a adopção de tecnologias, não tem que ser necessariamente assim. Se o mercado a aceitar, e a empresa tiver sucesso na tradução da ideia para o produto que vende, então isso também é uma inovação. No mundo da moda, um fato escandaloso (que ninguém vai algum dia vestir) é considerado inovador. De facto, o mundo da moda é conduzido constantemente para a inovação, que tem muito a ver com o apelo ao choque.

Então o que é a inovação? Sucintamente, a inovação é a exploração de novas ideias que encontram aceitação no mercado, incorporando novas tecnologias, processos, design e melhores práticas. Quando a Pringles criou a batata frita ondulada fez uma pequena alteração num produto já existente. A mudança foi feita quando a empresa se apercebeu de que uma superfície ondulada tornava mais fácil para os consumidores comerem a batata frita com molhos. Isto é apenas um entre muitos exemplos em que pequenas mas extremamente eficazes alterações são feitas em produtos existentes. O aparente falhanço do Segway, considerado há apenas um par de anos como a maior inovação dos últimos anos, e que prometeu mudar o futuro dos transportes, relembra-nos que a inovação não é ser apenas “novo”, mas sim sobre duas coisas fundamentais: o mercado tem que aceitar a inovação e a inovação tem que ser sustentável. A história está repleta de exemplos de grandes ideias que falharam no mercado e nalguns casos tiveram aceitação no mercado apenas por alguns momentos.

Hoje a inovação é vista por muitos como um botox. Aplica-se e a economia volta para o caminho da convergência! O caminho para se tornar uma economia verdadeiramente inovadora é longo e tortuoso. É de primordial importância que políticas de promoção da inovação sejam postas em prática, o que implica promover e encorajar a excelência em todos os campos da vida. Uma das melhores formas de promover a inovação, na minha opinião, é promover a competição. A competição traz novas ideias e é o maior catalisador da mudança. A chave para a inovação no nosso país pode ser abrir as portas da competição em todos os campos da vida.

Plugging Nature back into Technology

August 12, 2006 by Inovação & Marketing  
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Via OOOMS Design

Dutch designer Guido Ooms has invented a neat Amelia Bedelia-esque play on words with this little piece of technology. Who ever said technology and nature don’t mesh!?

As Ideias são grátis

August 12, 2006 by Inovação & Marketing  
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Por Miguel Pina e Cunha (Director MBA UNL)

In Dn (26/07/06)

O tema da inovação está definitivamente instalado no discurso empresarial em Portugal. Trata-se de um facto positivo, uma vez que as economias do conhecimento dependem, de forma crucial, da capacidade para gerar inovação. Todavia, nem sempre o processo de inovação é considerado de uma forma completa. O discurso da inovação de âmbito estratégico não é complementado com o discurso da microinovação, sem impacto estratégico mas de grande relevância para a criação de culturas de inovação. Se se entender a inovação como um processo complexo realizado em laboratório por especialistas em questões para lá do alcance comum, cria-se a ideia de que a inovação é algo que compete a grupos particulares. Esta leitura limita a criação das referidas culturas de inovação, na medida em que estabelece que a maioria dos membros da organização não tem qualquer responsabilidades na criação de inovações vantajosas para a organização em que trabalham. Esta visão é duplamente perniciosa porque quem não participa na inovação não gera ideias relevantes e tende a opor-se mais facilmente às ideias dos outros.

Ao contrário do entendimento da inovação como um processo de âmbito exclusivamente estratégico, isto é, planeado, de grande impacto e consumidor de recursos relevantes, uma das características das organizações que entendem os seus colaboradores como pessoas inteligentes e criativas é a de estimularem a respectiva participação na inovação, com vista à melhoria da empresa numa base contínua. A inovação e o seu alimento principal, a criatividade individual, deixam pois de ser apanágio ou exclusivos de alguns, para passarem a ser responsabilidade de todos.

Miguel Monteiro, presidente da Avanport, uma holding portuguesa do sector das tecnologias de informação, decidiu, como relatou Elisabete de Sá no Jornal de Negócios, pôr em prática as ideias expressas por Alan Robinson e Dean Schroeder no livro Ideas are Free. O autor defende que a generalidade das pessoas tem ideias que podem contribuir para melhorar a organização. Todas somadas podem representar ganhos ou poupanças significativos e criar uma cultura organizacional de participação ampla e de envolvimento alargado. Os resultados obtidos são sugestivos: 2650 ideias recebidas num ano, das quais mais de mil foram implementadas. O objectivo de cada um dos 250 membros da organização é o de gerarem duas novas ideias por mês. Entre as ideias suscitadas encontram-se a instalação do sistema Skype em todas as lojas, o que permitiu a redução da conta telefónica, bem como um processo de poupança de toner, que permitiu uma poupança de 1500 euros por ano. A pressão para a geração de ideias força a curiosidade e o interesse, impedindo a acomodação e a repetição de rotinas automáticas. A ideia de que todos devem contribuir para melhorar a organização através das microideias pode, apesar da evidência das suas vantagens, ser mais fácil de apregoar que de praticar. Funcionários habituados a executar e sem uma história de participação, podem simplesmente preferir o statu quo, esse estado de cin- zento rame-rame no qual noções como responsabilidade, melhoria, desafio e novidade constituem valores perigosos e indesejáveis, cuja impraticabilidade deve ser demonstrada pela prática. Ou seja, as ideias são grátis, mas nem sempre.

Good & Bad – Axe

August 12, 2006 by Inovação & Marketing  
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AIP

August 12, 2006 by Inovação & Marketing  
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Disponibilização de informações sobre Seminários e Conferências, Formação, Internacionalização, Consultoria, Projectos, etc.

AIP - Associação Industrial Portuguesa

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