Marketing: Marcas com melhor reputação entre portugueses
August 31, 2010 by Inovação & Marketing
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A Google é a marca com melhor reputação entre os portugueses enquanto a Luso é a marca nacional com melhor imagem, segundo um estudo que a Marktest lança em Setembro e que pretende tornar num barómetro anual. De acordo com o estudo – que atribui uma pontuação de 0 a 100 em termos de reputação -, a marca do motor de busca internacional foi quem obteve mais pontos, chegando aos 87. Nesta lista das marcas em que os portugueses mais confiam, a Luso é a primeira nacional, posicionando-se no oitavo lugar com 80 pontos. Entre as cinco melhor posicionadas no ranking, três são de automóveis, com a Porsche a ocupar a segunda posição com 86 pontos e a Mercedes e a BMW no terceiro e quarto postos, ambas com 85 pontos.
O estudo, realizado este ano pela primeira vez, teve como base entrevistas feitas em Junho a 1400 pessoas entre os 15 e os 64 anos e residentes em Portugal continental, tendo sido apurada uma lista global das marcas e dez específicas para os sectores automóvel, de telecomunicações, da indústria Farmacêutica, de banca e seguros, de media, entre outros. A Marktest pretende transformar o estudo num barómetro anual “para criar um ranking de comparação entre marcas”, explicou à Lusa o presidente executivo da Marktest, Jorge Fonseca Ferreira.
A decisão de avançar com a análise anual surgiu na sequência de “solicitações de várias empresas ao longo dos últimos dois anos, que não se preocupavam tanto em saber o ‘share’ das suas marcas mas sim a satisfação dos consumidores ao nível da imagem e da confiança e da reputação das suas marcas”. Por isso, e depois de terem sido feitos vários estudos específicos para algumas empresas, a Marktest decidiu “avançar com um modelo que permitisse fazer uma análise estatística e sustentada destas variáveis”, adiantou.
As primeiras conclusões, que serão apresentadas de forma completa no dia 21 de setembro, mostram que “há um peso grande das marcas estrangeiras”, admitiu Jorge Fonseca Ferreira, sublinhando, no entanto, que “no conjunto das 100 marcas há muitas portuguesas com valores de reputação bastante bons”. Entre as 10 com melhor reputação entre os portugueses contam-se ainda a Nokia e a Nestlé nos quinto e sexto lugares e ambas com 83 pontos, seguidas da Sony, com 81 pontos, da Luso e da Nívea, com 80 pontos cada e, em último, da Volkswagen, com 79.
No próximo ano, adiantou o responsável da Marktest, o estudo – que será sempre apresentado no primeiro semestre de cada ano – já incluirá valores comparativos. (Lusa)
Fonte: Meios & Publicidade
Marketing: Confiança dos portugueses recupera após nove meses em queda
August 31, 2010 by Inovação & Marketing
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Consumidores acreditam que situação da economia nacional vai melhorar.
O indicador de confiança dos consumidores portugueses recuperou em Agosto, interrompendo o acentuado perfil descendente observado desde Novembro de 2009, revelam dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Esta melhoria resultou do contributo positivo de todas as componentes. As expectativas sobre a evolução da situação económica do país apresentaram o contributo positivo mais expressivo para o andamento do indicador de confiança, contrariando o forte perfil descendente observado desde o final de 2009.
As expectativas sobre a evolução da situação financeira do agregado familiar também recuperaram em Agosto, suspendendo o agravamento iniciado em Dezembro. O saldo de respostas extremas (SER) das perspectivas relativas ao desemprego diminuiu no mês de referência, após ter aumentado em Junho e Julho.
Portugueses esperam começar a poupar mais
As perspectivas de evolução da poupança registaram um movimento ascendente ténue nos dois últimos meses, interrompendo o forte agravamento iniciado em Novembro.
Relativamente às variáveis que não integram o indicador de confiança, o INE diz que as apreciações dos consumidores sobre a situação financeira do agregado familiar se agravaram nos últimos seis meses, embora de forma ténue em Agosto.
O SRE das opiniões sobre a situação económica do país aumentou, após ter diminuído continuamente desde o final de 2009. O saldo das apreciações sobre a evolução passada dos preços voltou a registar um aumento significativo, mantendo a subida iniciada em Dezembro e apresentando o valor mais elevado desde Março de 2009. Pelo contrário, o SRE das perspectivas de evolução dos preços diminuiu, depois de ter registado em Julho o máximo desde Agosto de 2008 na sequência da forte trajectória descendente iniciada em Agosto de 2009.
O SRE das opiniões sobre a compra de bens duradouros no momento actual estabilizou nos últimos dois meses, suspendendo o movimento descendente observado desde Dezembro. As perspectivas sobre a compra destes bens retomaram a trajectória negativa iniciada em Outubro, atingindo o mínimo histórico da série.
Por sua vez, as apreciações sobre a poupança no momento actual mantiveram o agravamento iniciado em Fevereiro, embora registando um andamento mais ligeiro em Agosto que nos meses anteriores.
Indústria é a única mais optimista
O INE revela ainda que o indicador de clima económico estabilizou nos últimos dois meses no valor mais elevado desde Setembro de 2008, interrompendo o movimento ascendente iniciado em Maio de 2009.
Em Agosto, observou-se uma recuperação do indicador de confiança da Indústria Transformadora e uma deterioração dos relativos à Construção e Obras Públicas, ao Comércio e aos Serviços.
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Desbloquear telemóveis é mais fácil a partir de agora
August 31, 2010 by Inovação & Marketing
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A nova lei muda as regras para o desbloqueamento dos aparelhos.
Desbloquear telemóveis será gratuito a partir de hoje para equipamentos que já não estão sujeitos a períodos de fidelização das operadoras TMN, Vodafone e Optimus.
A partir de hoje, “é proibida a cobrança de qualquer contrapartida pela prestação do serviço de desbloqueamento dos equipamentos findo o período de fidelização”, lê-se no decreto-lei publicado em Diário da República no dia 1 de Junho e que entra hoje em vigor .
As operadoras têm agora o prazo máximo de cinco dias para realizar o desbloqueamento pedido. Além disso, impõem-se limites à cobrança das operadoras para rescindir o contrato e desbloquear os telemóveis. Assim, a partir desta segunda-feira é proibida a cobrança de valores superiores a 100% do valor do equipamento à data da compra no decurso dos primeiros seis meses do período de fidelização, deduzido o valor do telemóvel já pago pelo utente.
No caso do desbloqueamento ser pedido passados seis meses da data inicial de fidelização, as operadoras podem cobrar até ao máximo de 80% do valor do equipamento à data da compra, tendo de ser deduzido o valor já pago cliente.
Fonte: Económico
Redes Sociais: Riscos e Oportunidades para o Marketing
August 27, 2010 by Inovação & Marketing
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Por Fabrício Saad (estatístico com pós em marketing pela FGV e atualmente cursa MBA Executivo pela Fundação Dom Cabral)
Que fatores são considerados chaves para que as empresas mantenham um sólido relacionamento de longa duração com clientes e stakeholders nos dias de hoje? Como promover uma estratégia de Marketing focada na geração de valor de seus clientes, considerando um mundo cada vez mais competitivo e complexo, um ambiente em que a comunicação rompeu definitivamente a barreira do “Eu falo e muitos ouvem” e evoluiu para o estágio da co-criação, do “todos ouvem, dão feedbacks e constroem a verdadeira comunicação”?
Um contexto “apimentado” pelas novas tecnologias, entre elas as redes sociais e pela (des)construção de padrões de comportamento promovidas por uma nova geração, ou por que não dizer por duas novas gerações, denominadas por “Geração Y” e “Geração Next” e, complementando, um mundo que observa um novo comportamento de compra denominado por “neoconsumo”, dificultando cada vez mais a vida de profissionais de Marketing e executivos em geral.
Nesse cenário, o esforço de Marketing não pode mais ser visto como consequência de produto. Não existe mais espaço também para que as estratégias de Marketing sejam simplesmente encaradas como estratégias de apoio à vendas. É preciso engajar, conquistar o consumidor, o parceiro e qualquer stakeholder da cadeia. Vender a qualquer preço não pode ser o mais importante sem se preocupar com a relevância do que está sendo vendido ao cliente e, consequentemente, sem pensar em qual impacto essa “má venda” trará na fidelização deste cliente.
Cliente insatisfeito com o produto “empurrado” não será alvo fácil de uma estratégia de cross-selling, up-selling, etc… e com certeza causará um impacto negativo na imagem da empresa, entrando ai sim, o papel definitivo das redes sociais. É preciso ser rápido e transparente quando isso acontece nas redes. Caem no descrédito empresas que tiram do ar os comentários negativos promovidos por consumidores em seus blogs sem se preocupar em dar o minimo de feedback. Existem até (mesmo nos dias de hoje) as empresas que optam por processar clientes que usam a rede para critica-las ou a seus produtos, o que acaba por potencializar a crítica, numa estratégia que me parece equivocada.
Também responder a todos os apontamentos negativos com uma frase padrão pode ser até pior e optar por responder as criticas uma a uma, parece ser inviável. No geral há uma confusão entre ser rápido e ser eficiente nas redes: não dá para enviar uma resposta por impulso, para dizer qualquer coisa. Acredito que o mais coerente seja mapear o que está sendo dito de negativo (é o chamado risco das redes) e criar ferramentas positivas de comunicação, usando a própria rede para gerar um viral e contrapor esses pontos.
Pensando nas oportunidades para uma empresa estruturada e que utilize corretamente as mídias sociais, elas são imensas. Por que não utilizar as redes sociais para construir um relacionamento contínuo com clientes e sua cadeia de steakholders? Para o incremento do brand awareness, testar a adesão a novos produtos e serviços ou para promover geração espontânea de leads e, aí sim, a consequente rentabilização do negócio? Importante, sim, um bom planejamento em midias sociais (cada vez mais) para transformar o investimento nesses canais em oportunidades, ao invés de risco. Aliás, outros dois grandes desafios se apresentam aos profissionais que atuam nessa área: 1. como criar mecanismos eficazes que comprovem a eficiência do investimento nas redes; e 2. como promover o link entre essas redes e as demais estratégias de comunicação da cia, criando uma estratégia multi-canal.
Um outro desafio latente e totalmente menosprezado pelas organizações é o potencial e necessidade de engajar seus colaboradores através das redes sociais para que trabalhem pela imagem positiva da cia. Dados do meio digital apontam que as empresas brasileiras estão entre as mais controladoras do mundo, impedindo seus colaboradores de acessarem canais como twitter, monitorando ou proibindo o que cada funcionário expressa nas redes, dificultando até mesmo o acesso à plataformas de community marketing proprietárias desenvolvidas pela organização para o público externo.
Afinal, cases vencedores dos mercados americano e europeu ainda não nos ensinaram que, nos dias de hoje, temos que encarar o ambiente digital como um aliado, como uma oportunidade? Até quando vamos continuar nos enganando, decepcionando nossos colaboradores, perdendo um importante canal para engajamento e, o pior, perdendo talentos desistimulados por atitudes como essas? Pensando na geração Y, esse impacto negativo do “controle voraz” é ainda maior. Nos Estados Unidos, por exemplo, esse cenário já é mais animador com empresas como Best Buy e Starbucks utilizando plataformas como o twitter ou o facebook para engajar seus colaboradores no melhor atendimento ao cliente.
Dessa forma, temos um complexo mapa ao tratar desse assunto:
Midias sociais e redes socias (como um subconjunto da primeira) sendo impactadas diretamente por fatores como o Neoconsumidor e o surgimento das gerações Y + Next e, secundariamente, pela necessidade de encontrar medidas de mensuração para o investimento nessas redes e formatação de uma estratégia multicanal que link esse mundo com os outros ambientes. Essas midias e redes sociais, por sua vez, podem ser potencializadas e co-criadas no âmbito externo às organizações (via clientes e demais stakeholders) e no âmbito interno (via colaboradores). E tudo isso sempre envolvendo um risco e dezenas de oportunidades existentes que você, ou seus concorrentes, podem aproveitar.
Por fim, fica a reflexão de que vivemos em um mundo de disruptura onde o papel do digital marketing e das redes sociais, com um número cada vez maior de usuários, é crescente e a idéia do “nada do que foi será” vira verdade cada vez mais “rapidamente”. Interessante pensar que há 10 anos era praticamente impensável compartilhar a grande quantidade de videos, fotos e dados que trafegam hoje pela web – videolog era uma utopia.
Interessante também ver o poder da internet para promover o bem, a sustentabilidade, o “cyberativismo” ou o uso da web para o empreendedorismo digital. Quer melhor canal para empreender? Vale lembrar o exemplo dos “garotos” do Google e tantos outros. Não podemos também esquecer o uso da web para promover o ‘mal’, para atacar moralmente empresas e pessoas. Quem não participou (nem que fosse como expectator) do fenômeno “Cala a boca Galvão” que tomou conta do país durante a Copa 2010, promovido via Twitter? Nesse novo mundo, ganha importância cada vez maior temas como gestão de inovação e gestão do conhecimento. Afinal, é muito complexo viver na era dos fractais, da co-criação. A era onde cada vez mais somos um único organismo vivo e interligado. Somos todos um!
Fonte: Mundo do Marketing
Inovação: Brisa, Investir em inovação rende €186 milhões
August 26, 2010 by Inovação & Marketing
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A Brisa Inovação e Tecnologia (BIT) aposta na investigação e desenvolvimento como vantagem competitiva e alavanca de criação de valor.
Os novos sistemas não se limitam à segurança rodoviária, asseguram receitas e otimizam a atividade da Brisa. É o caso do reconhecimento automático de matrículas (ALPR-Advanced Licence Plate Recognition), que permitiu recuperar 95% das receitas perdidas com a violação das portagens.
E da interoperacionalidade entre sistemas de portagem (ITS-IBus – Intelligent Transport Systems Integration Bus), com a célebre Via Verde, desenvolvida como uma plataforma aberta à concorrência e em associação com o Multibanco. Também é o caso dos sistemas de monitorização de tráfego, que permitem detetar veículos a circular em contramão (TRAFFIC e AVISAR). Outro exemplo são as estruturas rodoviárias (SMARTE), com a colocação de sensores para avaliar o estado de conservação de pontes e viadutos.
“São produtos que não se limitam à segurança rodoviária, asseguram as receitas, aumentam a qualidade e garantem a otimização das atividades da Brisa“, frisa Jorge Sales Gomes, presidente executivo da BIT. De acordo com este responsável, “a inovação tem potenciado a criação de valor para a empresa, calculado em €186 milhões, entre 2003 e 2009, para um investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) ligeiramente superior a €11 milhões”. Para 2010, a carteira de proveitos esperada ascende a €30 milhões.
A Brisa Inovação e Tecnologia resultou da integração da Direção de Inovação e Tecnologia com a unidade de manutenção e logística de equipamentos Brisa Access Eletrónica Rodoviária.Além da captação de sinergias entre estas duas unidades, a criação da Brisa Inovação e Tecnologia garante uma visão estratégica e de eficiência da cadeia de valor como um todo, permitindo ainda a rentabilização do conhecimento em inovação e tecnologia existente na Brisa.
Com um total de 80 colaboradores (dos quais 60 investigadores), a Brisa Inovação e Tecnologia constitui um centro de competência de vanguarda tecnológica na área das infraestruturas de transportes, que passará a assegurar as atividades de investigação, conceção, produção, instalação e manutenção de todos os sistemas inteligentes de transporte que serão usados nas autoestradas do futuro. Entre os quais o sistema de comunicação entre infraestruturas e veículos (VII-Vehicle Infrastructure Integration), um mecanismo que permite avisar os automobilistas de possíveis engarrafamentos, acidentes e travagens bruscas, que a Brisa Inovação está a testar, há um ano, nos Estados Unidos. Jorge Sales Gomes prevê dispor, em breve, de um demonstrador, mas este sistema deverá ficar limitado aos EUA, dado que a sua tecnologia assenta na frequência 5,9 giga-hertz (GHz), enquanto a Via Verde e todo o espaço europeu utiliza a frequência 5,8 GHz.
Paralelamente, a Brisa Inovação está a revelar-se uma incubadora de empresas (com seis start-ups criadas entre 2005 e 2009), promovendo parcerias com instituições académicas (tem protocolos com 15 universidades nacionais e estrangeiras) e desenvolvendo projetos de I&D (30 nacionais e 10 internacionais) que já se traduziram por uma patente (ALPR), diversos registos e muitas teses de mestrado e doutoramento.
Entretanto, a empresa acaba de reunir no livro “Open Roads to Innovation” (Estradas Abertas para a Inovação) o conjunto de publicações e trabalhos científicos, desenvolvidos entre 2003 e 2009, que estiveram na base de muitas tecnologias usadas na rede de autoestradas de que a Brisa é concessionária, em Portugal e nos Estados Unidos.
“A edição destes trabalhos é a resposta aos repetidos pedidos de informação, por parte das comunidades científica e académica, sobre os projetos desenvolvidos pela Brisa no âmbito da gestão rodoviária. Simultaneamente, esta publicação é o testemunho do percurso de uma empresa virada para a inovação e evolução científico-tecnológica”, explica Jorge Sales Gomes.
Fonte: Expresso




