Inovação: Renováveis ganham terreno ao petróleo até 2030

Julho 26, 2011 by  
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A equação fundamental da energia é simples: mais população com maior rendimento significa que a produção e o consumo vão subir. Segundo a BP, o consumo primário vai aumentar 40% até 2030, impulsionado, quase em exclusivo, pelas economias emergentes. Pela primeira vez, os combustíveis não fósseis serão a principal fonte de crescimento. No entanto, as emissões atingem o seu pico em 2020, 20% acima dos valores de 2005 e superiores às metas internacionais.

 

O crescimento energético mundial durante os próximos 20 anos deverá ser dominado por economias emergentes como a China, Índia, Rússia e Brasil, enquanto as melhorias operadas no campo da eficiência energética vão acelerar.

 

De acordo com o cenário base definido pela petrolífera britânica, correspondente à projecção mais provável, o consumo energético primário deverá aumentar quase 40% nas duas décadas que agora se iniciam, com uma fatia de 93% desta expansão a ter origem em países exteriores à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Desta forma, as nações não pertencentes à organização vão incrementar rapidamente a sua quota da procura por energia à escala global, de pouco mais de metade, hoje, para dois terços em 2030. Acresce que, durante o mesmo período, a intensidade energética, uma medida chave da utilização de energia por unidade de produção económica, irá melhorar a nível mundial, impulsionada pelos ganhos de eficiência nas mesmas economias.

 

DIVERSIFICAÇÃO DO MIX ENERGÉTICO

A multiplicação de fontes de energia vai acentuar-se, com os combustíveis não fósseis, sobretudo a energia nuclear, hidráulica e renovável a assumirem, em conjunto, o papel de principal fonte de crescimento pela primeira vez na história da humanidade. Neste quadro, entre 2010 e 2030, o contributo das energias renováveis (solar, eólica, geotérmica e biocombustíveis) para o crescimento energético deve avançar de 5% para o patamar dos 18%.

 

Por seu lado, o gás natural será o combustível fóssil de mais rápido crescimento, enquanto o carvão e o petróleo devem perder quota de mercado, com a totalidade dos combustíveis fósseis a apresentarem taxas de expansão mais reduzidas. Neste sentido, a contribuição desta classe de combustíveis para o incremento do consumo energético primário deve recuar de 83% para a fasquia dos 64%.

 

Recorde-se que a procura petrolífera no seio da OCDE atingiu o seu pico em 2005 e, em 2030, deverá regressar para níveis próximos dos apurados em 1990. Quanto aos biocombustíveis, vão representar 9% dos combustíveis utilizados no sector dos transportes ao redor do globo.

 

Segundo as projecções da BP, a procura energética primária mundial vai registar um crescimento médio anual de 1,7% entre 2010 e 2030, embora esta tendência de expansão deva desacelerar ligeiramente depois de 2020. Em particular, o consumo de energia fora do espaço da OCDE será 68% superior ao actual em 2030, com um crescimento médio de 2,6% por ano, correspondendo a 93% do crescimento energético global. Em contraste, o crescimento da OCDE vai limitar-se a uma média anual de 0,3% durante os próximos 20 anos. Acresce que, a partir de 2020, o consumo per capita no espaço de influência da OCDE vai apresentar uma tendência decrescente de menos 0,2 pontos percentuais por ano.

 

TRANSPORTES ABRANDAM

A subida da utilização de energia nos transportes vai abrandar, penalizada pela quebra registada na OCDE. Como referido, a procura total de petróleo e outros combustíveis líquidos na região alcançou o seu ponto máximo em 2005 e vai regressar aos valores de 1990 em 2030. Perto do final do período em análise, a procura de carvão no mercado chinês deixará de aumentar, com o gigante asiático a transformar-se no maior consumidor mundial de petróleo.

 

OPEP GANHA PESO…

A quota da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) na produção global de crude vai avançar para a marca dos 46%, um nível que não é observado desde o ano de 1977. Em simultâneo, a dependência das importações de petróleo e gás natural nos EUA vai cair para níveis inéditos desde a década de 90 do século passado, devido à melhoria da eficiência e ao incremento da quota de utilização de biocombustíveis na maior economia mundial. A taxa de crescimento do consumo global sofrerá ainda o impacto do aumento dos preços do barril de crude, contabilizado nos últimos anos, bem como da redução gradual dos subsídios nos países importadores de petróleo.

 

… MAS CRUDE PERDE PROTAGONISMO

O mix de combustíveis altera-se com o decorrer do tempo, reflectindo o longo período de vida dos activos. Neste âmbito, o petróleo, excluindo os biocombustíveis, vai crescer lentamente, a uma cadência de 0,6% por ano, enquanto o gás natural deverá beneficiar de uma taxa de expansão mais de três vezes superior à projectada para o crude, na casa dos 2,1% anuais. Por seu lado, o carvão vai aumentar em 1,2 pontos percentuais por ano e, em 2030, deve fornecer um volume de energia equiparável ao do petróleo, excluindo os biocombustíveis. Sublinhe-se ainda que o reforço das medidas de combate às emissões poluentes nos países da OCDE arrisca-se a ser mais do que compensado pelo crescimento esperado para as economias emergentes.

 

A energia eólica e solar, os biocombustíveis e outras fontes energéticas renováveis vão continuar a crescer fortemente, elevando a sua quota na energia primária dos actuais menos de 2% para os mais de 6% projectados para 2030. Em concreto, os biocombustíveis vão fornecer 9% dos combustíveis no sector dos transportes e as energias nuclear e hidráulica vão crescer de forma consistente e conquistar quota de mercado no consumo energético total. Neste ponto, cumpre referir que a projecção da BP resulta de análises estatísticas anteriores ao acidente na central nuclear japonesa de Fukushima, que motivou um recuo da aposta na energia atómica em países como a Alemanha.

Fonte: Oje –  Jornal Económico

Inovação: O poder criativo de uma multidão

Julho 26, 2011 by  
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Ideias de todo o mundo juntam-se em ‘crowdsourcing’. O resultado é inovação rápida e barata.

E se um mundo inteiro se juntasse para produzir ideias, criar conteúdos e encontrar soluções para uma pequena empresa no interior de Portugal. Sim, é possível. Chama-se ‘crowdsourcing’ e Portugal é dos poucos países onde esta prática ainda não se tornou moda.

Numa altura em que a Optimus acaba de lançar a Eureka, a sua própria plataforma de ‘crowdsourcing’, as empresas nacionais parecem demonstrar ainda alguma resistência a esta ferramenta de inovação. Miguel Velhinho, presidente do Projecto Manhattan e um dos responsáveis pela plataforma portuguesa de ‘crowdsourcing’ Idea Hunting, diz que em Portugal a adesão das marcas tem sido “tímida”, enquanto em países como o Brasil ou os Estados Unidos este é um fenómeno em explosão.

O projecto da operadora de telecomunicações da Sonaecom surge depois de marcas como a Starbucks, a Fiat e a Lego terem apostado neste tipo de plataforma. Hugo Figueiredo, director de marketing da Optimus, lembra o exemplo do Fiat Mio, cujo protótipo do modelo da marca italiana foi desenhado, em parceria com os seguidores. “Foi um dos casos que nos impressionou”, reconhece.

Fonte: Económico

Marketing: Preço da publicidade no Facebook sobe 74%

Julho 26, 2011 by  
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É cada vez mais caro pôr anúncios no Facebook devido ao crescente interesse das grandes marcas, que preferem investir na rede social em detrimento da televisão e da imprensa escrita.

Eis a conclusão de dois relatórios divulgados recentemente. Segundo a TBG Digital, empresa de marketing especializada em media social, no último ano, o “custo por clique” de um anúncio no Facebook aumentou 74%, em quatro dos maiores mercados de media.

A TBG refere que o preço da publicidade, cobrado por cada mil “impressões” ou anúncios visualizados, subiu 45% em termos homólogos nos EUA, Reino Unido, França e Alemanha no segundo trimestre do ano. O domínio do mercado das redes sociais e o crescimento do Facebook têm suscitado comparações com o Google.

“Estimamos que o investimento em anúncios publicitários no Facebook cresça este ano 80% face ao ano passado”, realça Jonathan Beeston, director de marketing global da Efficient Frontier. Estes números reflectem a futura oferta pública de venda, que deverá ter lugar antes da Primavera de 2012. Nos últimos meses, a empresa esforçou-se por conquistar a indústria publicitária, criando novos formatos para os anúncios e a figura do “provedor do cliente” que aconselha sobre a melhor maneira de chegar a uma audiência de 750 milhões de utilizadores. O preço da maior parte dos anúncios no Facebook é fixado por leilão e pela própria rede social. O valor mínimo depende de como o publicitário se posiciona face ao público-alvo – localização, idade e interesses -, sendo o preço final determinado pelo número de compradores que concorrem ao mesmo espaço. A procura, porém, tem crescido mais do que a oferta de espaço publicitário, à medida que o interesse das grandes marcas aumenta e a adesão de novos utilizadores diminui na Europa Ocidental e nos EUA – sinal, para alguns analistas, de que estão prestes a atingir a saturação.

Fonte: Económico

Inovação: Estudo aponta 19 medidas para promover TICE nacionais

Julho 26, 2011 by  
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Foi divulgado um estudo que analisa e projecta oportunidades para as indústrias portuguesas das Tecnologias de Informação, Comunicação e Electrónica (TICE). O documento faz um diagnóstico do sector e compara dados nacionais e internacionais, alinhando 19 recomendações estratégicas.

Aumentar os incentivos fiscais para as empresas que investem em inovação ou internacionalização é uma das sugestões dos autores do estudo. Na mesma linha, o documento defende um reforço dos instrumentos de apoio à I&D e à inovação, como a duplicação do peso dos Vales I&DT e Inovação nos sistemas de incentivos empresariais, por exemplo. Também preconiza um maior esforço de acompanhamento dos projectos apoiados, propondo que o valor final dos incentivos financeiros e fiscais concedidos ao sector seja condicionado à concretização das metas previamente propostas.

Noutros domínios, como a educação/formação ou os movimentos associativos, o estudo também faz sugestões. Relativamente à educação defende um “alargamento dos numerus clausus nas áreas TICE, devidamente articulado com um ajustamento mais efectivo entre a oferta formativa e as necessidades previamente inventariadas das empresas”, pode ler-se no sumário executivo que resume o trabalho. Na área específica da formação frisa-se a importância de formar ou reconverter recursos humanos com um nível de habilitações intermédio para o sector TICE.

Os autores do estudo, da responsabilidade da Augusto Mateus e Associados e do Pólo de Competitividade das Tecnologias de Informação Comunicação e Electrónica (Tice.pt), também defendem que seria vantajoso para o país que existisse uma aproximação forte ou mesmo uma fusão, entre estruturas associativas do sector TICE nacional até 2015.

Dados do sector

O estudo sublinha que desde 1996 o valor do comércio internacional das TICE aumentou cerca de 160%, representando em anos recentes cerca de 15% do total do comércio de mercadorias.

Na economia portuguesa a sua expressividade ainda é “moderada”, em termos directos. Em 2008 representava 6 por cento das exportações, 2 por cento do emprego e 8 por cento do investimento. Contudo, afirma-se como um dos sectores mais relevantes em termos de I&D empresarial, com uma quota de 24 por cento.

Os dados apurados pelo estudo mostram ainda que por segmentos, é o dos equipamentos que mais contribui para as exportações no sector (98 por cento). O software e serviços TI é o mais relevante em termos do número de empresas (93 por cento) e um dos mais importantes em termos de emprego (60 por cento).

Os maiores volumes de investimento, criação de valor e geração de volume de negócios continuam, no entanto, a ser assegurados pelas empresas de telecomunicações. Estas asseguram 79 por cento do investimento do sector, 62 por cento do valor acrescentado e 54 por cento do volume de negócios.

Fonte: Sapo TeK

Inovação: 6 tecnologias que ainda vão revolucionar esta década

Julho 26, 2011 by  
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A década mal começou e já são grandes as expectativas sobre o que a tecnologia poderá nos oferecer durante os próximos anos. Pensando nisso, a equipe do Tecmundo selecionou seis prováveis inovações que devem alterar a maneira que vivemos ou marcar a evolução da humanidade. Confira a seguir o que pode (ou não) revolucionar o seu futuro.

1. Carros do Google sem motorista

 

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde publicados em 2011, o trânsito é responsável por mais de 1 milhão de mortes todos os anos no mundo. Agora, você deve estar se perguntando: essa estatística é culpa dos motoristas ou dos automóveis?

Infelizmente, o fator de risco está muito mais associado à pecinha que se encontra atrás do volante do que propriamente à engenharia dos carros. Para o bem da humanidade e para tentar dar um basta nessa situação, adivinhe quem resolveu comprar essa briga: ninguém menos do que o Google.

Os carros sem motorista já vêm sendo testados — e com sucesso — desde 2010 nos Estados Unidos. Atendendo pelo nome de Google Cars, os veículos rodaram mais de 1,5 mil km sem nenhuma intervenção humana e cerca de 230 mil km (o suficiente para dar quase cinco voltas em torno do raio da Terra) com eventuais participações do motorista.

Todo esse percurso foi feito de maneira segura, graças a um software de inteligência artificial capaz de detectar toda a área em volta do carro e copiar as decisões feitas por um ser humano. Ironicamente, o único acidente foi culpa de um motorista de outro carro, que atingiu o Google Car na traseira quando este parou em um semáforo.

 

Segundo os engenheiros responsáveis pelo projeto, robôs reagem mais rápido do que humanos, têm percepção de 360º, não ficam com sono nem embriagados.  Além disso, a câmera integrada consegue captar movimentos de pedestres, ciclistas ou o que mais estiver no caminho, ajudando assim a esquiva do veículo.

No final de junho de 2011, o Estado de Nevada, nos Estados Unidos, foi o primeiro a regulamentar a circulação de carros com piloto automático e sem condutor — um grande passo para o início do comércio desse tipo de automóvel. Será que até 2020 vai ser comum olhar para o lado e não ver ninguém na boleia?

Se depender do Google, no futuro cada um terá seu próprio motorista… Ou, bem, quase isso.

2. Construções que voam

Direto da Austrália, em meio a cangurus e coalas, vem surgindo uma nova tecnologia que promete revolucionar o fluxo aéreo. Um balão gigantesco, em formato de disco, foi projetado para transportar até 150 toneladas de uma vez só — para se ter uma ideia, o peso suportado seria capaz de mover mansões, hospitais, estátuas ou até uma centena de carros.

Inflado com hélio (mesmo composto usado em dirigíveis), o objeto tem 150 metros de circunferência trefega a até 83 km/h, com autonomia para cruzar até 2 mil km — o que equivale a mais ou menos uma viagem entre São Paulo e Salvador.

 

Com a evolução da tecnologia, poderia ser possível transportar edifícios, teatros e estruturas inteiras pelos céus, sem a necessidade de construir ou reconstruir nada — uma verdadeira maravilha para o show business e construção civil.

Outra aplicação interessante para o Skylifter seria na questão de ajuda humanitária. Hoje, um helicóptero consegue carregar 20 toneladas de suprimentos, 7,5 vezes menos do que o balão conseguirá comportar

.A diferença entre o protótipo australiano e os clássicos dirigíveis está justamente na forma como o disco consegue elevar os compartimentos. Através do guindaste e cordas externas, edificações ou reservatórios enormes podem ser alçados, mais ou menos da forma como acontece com um container em um caminhão.

A área de turismo é outra que deve se beneficiar. Sobrevoos na selva amazônica ou no safári africano a bordo de um hotel de luxo móvel com certeza seriam experiências desejadas por quem pudesse pagar por elas.

Entretanto, pelas expectativas, ainda não veremos os megainfláveis tão cedo. Os primeiros testes já foram realizados com miniaturas, e o Skylifter em tamanho integral deve estar pronto somente em 2013. Bem que um teste poderia ser realizado aqui no Brasil na abertura da Copa do Mundo em 2014, não é mesmo?

 

3. Telas estilo pergaminho

Se você acompanha o TecMundo, sabe que esse tipo de tecnologia, apesar de ainda não ter chegado ao mercado, não é novidade. Depois da corrida pela tela mais fina, várias empresas vêm se empenhando em desenvolver telas flexíveis e mais resistentes.

Imagine quando você puder pegar uma TV de 32 polegadas, enrolá-la e colocá-la na mochila para levar até a casa de um amigo. Chegando lá, é só desenrolar, ligar e aproveitar. Provavelmente você também estará conectado à internet e terá canais de TV fechada sem precisar de cabos — mais prático impossível.

Isso será possível graças à tecnologia OLED, que consegue exibir imagens de alta qualidade em superfícies com apenas 0,1 mm de espessura. Claro que algo tão fino não poderia ser totalmente rígido. Por isso, as telas poderão ser dobradas e enroladas.

Como se pode esperar, os monitores desse tipo devem fazer parte de vários dispositivos, como smartphones, tablets e video games portáteis. No entanto, outra ideia que circula é a de combinar o conceito touchscreen com OLED para recriar páginas impressas — o que poderia sepultar, aos poucos, jornais e revistas.

Até 2020, é quase garantido que veremos displays animados em OLED estampando paredes, prédios, lojas, outdoors, veículos e onde mais a criatividade humana conseguir colocá-los.

4. Turismo espacial

O homem foi pela primeira vez ao espaço há mais de 50 anos. Naquela época, as projeções do futuro apontavam que até a virada do milênio existiriam bases na Lua e o ser humano estaria conquistando todo o espaço. Como você e eu sabemos, a história não foi bem assim.

Desde os anos 90, algumas pessoas comuns tiveram a oportunidade de ir ao espaço para contemplar a Terra enquanto estavam em órbita. Quer dizer, na verdade os psuedoastronautas nem eram tão “comuns” assim — o ticket de cada um custou ente US$ 20 e US$ 30 milhões.

Quem pretende mudar essa realidade é o multiempresário Sir Richard Branson. O proprietário da Virgin Galactic foi responsável pelo primeiro voo comercial realizado no mundo, em 2004. Ao contrário do que acontece com os projetos da NASA, a nave da Virgin é mais simples e não tem seu lançamento feito a partir de uma plataforma.

A SpaceShipTwo levanta voo desligada, acoplada a um avião carregador. A dupla segue até uma altura de 15 km quando, subitamente, a nave se solta e cai. Depois de alguns segundos de queda livre, os propulsores são ligados e a SpaceShipTwo segue até uma altura de mais de 100 km do solo, entrando em subórbita.

Quando a nave deixa a atmosfera terrestre, seus motores são desligados, deixando os passageiros à vontade para aproveitar uma sensação de gravidade zero e contemplar a imensidão da Terra lá do alto.

Já estão sendo construídos locais especiais (“espaçoportos”) para pouso e decolagem espacial nos Estados Unidos, Dubai e Suécia. Enquanto isso, os 300 primeiros bilhetes para viajar através da SpaceShipTwo já foram pré-vendidos a US$ 200 mil — 1% do que a NASA cobrou em suas operações.

O próprio Branson acredita que, até 2020, com outras companhias operando voos desse tipo e o interesse maior do público, será possível a realização de viagens ao espaço pelo custo de US$ 20 mil. Nada exorbitante, quando se comparado ao preço atual e outros destinos terrenos.

Daqui a dez anos, talvez, a dúvida sobre o que fazer para comemorar a lua de mel poderá girar em torno de sete dias no Caribe ou uma viagem inesquecível ao espaço.

5. Edifícios de 1 km de altura

No começo de 2011, na cidade de Dubai, foi inaugurado o edifício Burj Khalifa. O gigante de 828 m de altura ganhou o posto de estrutura mais alta já construída pelo homem, ao mesmo tempo em que também impressionou pela rapidez com que foi erguido: apenas cinco anos.

Se faltou pouco para os árabes atingirem 1 km de altura com o seu monumento, isso não deverá ser problema para outros engenheiros nessa década.  Hoje, já existem mais de 20 prédios sendo construídos que excederão a barreira de 500 m de altura e quase uma dezena de projetos para edifícios que superarão os 1000 m.

Quem deve iniciar essa era é o Mubarak al-Kabir, que tem sua inauguração planejada para 2016. O colossal prédio será levantado no Kuwait em uma grande área de 250 km² e terá 1001 m de altura, em homenagem à lenda das mil e uma noites — se tudo ocorrer bem, o mundo ganhará um novo topo daqui a cinco anos.

Também em Dubai, está projetado um arranha-céu de fazer sombra ao Burj Khalifa. Em sua planta, o Dubai City Tower conta com a incrível estatura de 2,4 mil metros — é como se empilhássemos os quatro maiores prédios de hoje um em cima do outro.

O design, inspirado na Torre Eiffel, prevê 400 andares e elevadores que imitarão trens verticais, podendo chegar à velocidade máxima de 200 km/h. Junto a tudo isso, os arquitetos ainda têm a intenção de transformar a construção em sinônimo de sustentabilidade, garantindo que o suprimento de energia venha de fontes solares, termais e eólicas.

Outra edificação que deve literalmente cutucar o céu é o Kingdom Tower (anteriormente Mile High Tower), na Arábia Saudita. Com sua construção já autorizada pelo governo, ele deve ter uma milha de altura (1,6 km). A pretensiosa obra deve ficar pronta antes de 2020, enquanto a Dubai City Tower está prevista apenas para 2025. Pelo visto, o futuro vai ser vertiginoso.

6. Roupas invisíveis

Eis aqui uma tecnologia que, ao mesmo tempo em que é legal, também preocupa. O que fazer quando as pessoas e coisas conseguirem ficar invisíveis? Quando saber se você está sozinho? E se essa inovação cai nas mãos de ladrões e gente mal-intencionada?

A verdade é que, querendo ou não, as capas de invisibilidade podem sair do mundo de ficção de Harry Potter e fazer parte do nosso dia a dia daqui a alguns anos. Vários testes vêm sendo realizados por diferentes grupos de cientistas ao redor do mundo e os resultados têm sido bastante animadores.

 

Apesar das imagens do vídeo mostrarem um efeito de transparência, foram necessários vários aparatos (câmeras, projetores e computadores) para tornar a experiência possível — o que se vê realmente é uma distorção das imagens (o que também não deixa de ser um princípio da invisibilidade).

Ainda estamos engatinhando nesse quesito, mas os cientistas japoneses (da Universidade de Tóquio) e americanos (das universidades de Duke e Berkeley) garantem que uma boa evolução deve acontecer nos próximos dez anos, tornando possível o desenvolvimento de uma roupa invisível portátil e funcional.

Se isso de fato acontecer, também vamos precisar de cercas com radares e câmeras com detectores para proteger nossas residências.

E você, o que pensa de tudo isso? Preparado para as inovações desta década? Também sabe de algo novo que vai chegar para mudar totalmente nossas vidas? Conte para gente no espaço abaixo.

Fonte: Tecmundo