Artigo de Opinião “58 Mil Milhões para investir em Portugal” (Revista SPOT)

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58 Mil Milhões para investir em Portugal

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

No período de 10 anos Portugal terá 58 Mil Milhões de euros disponibilizados pela União Europeia para investir em diversas áreas estratégicas para o desenvolvimento do nosso país, tal como vai acontecer nos restantes membros da EU, que também vão receber cheques mais generosos para ajudar a combater a pandemia e a maior recessão que a europa está a registar nos últimos 100 anos, com a novidade de parte dos fundos serem disponibilizados por endividamento e receitas da própria UE, intensificando o sonho dos fundadores da UE em transformar a europa nos Estados Unidos da Europa.

Dos 58 Mil Milhões de euros, cerca de 12,8 Mil Milhões de euros são provenientes do actual Portugal 2020 (QFP, 2014 – 2020) que terão de ser executados até 2023. Para o Quadro Financeiro Plurianual que terá candidaturas de 2021-2027 e execução até 2030 estarão disponíveis 29,8 Mil Milhões de euros, um aumento a rondar os 20% em relação ao actual Portugal 2020. A grande novidade reside no “novo” e adicional pacote de apoios do Fundo de Recuperação que permitirá obter mais 15,3 Mil Milhões de euros de apoios a fundo perdido. Somando todos os fundos, trata-se do maior apoio que alguma vez o país teve e que representará 5,8 Mil Milhões de euros anuais.

O grande debate que se inicia diz respeito às áreas onde Portugal deve investir, e nesse aspecto lanço algumas temáticas como são os casos dos sectores da agroindústria, indústria 4.0, indústrias criativas e indústrias tradicionais que acima de tudo apostem em bens e serviços internacionalizáveis com especial incidência para as temáticas da sustentabilidade, eficiência energética e mobilidade verde, envelhecimento da população, clusters da saúde, moda, tecnologias de informação e comunicação, turismo, entre outros sectores relevantes que acima de tudo apostem em propostas inovadoras e de elevado valor acrescentado.

Para que tal seja possível é importante também que o sector estatal (educação, justiça, etc) se modernize para um Governo 3.0 onde o cidadão possa realizar qualquer interação do estado através da internet com a devida celeridade, e além disso é importante também que seja realizado algum investimento estatal nas infraestruturas rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias que apoiem e intensifiquem a internacionalização da nossa economia.

É importante que a maioria dos incentivos sejam direccionados para a iniciativa privada, que corresponde à grande fatia do desenvolvimento económico que o nosso país tem tido nos últimos anos, e seja evitada a tentação de o Estado arrecadar a grande fatia dos fundos comunitários, algo que poderia comprometer o desenvolvimento do nosso país para as próximas décadas, colocando-nos definitivamente na cauda do pelotão da europa.

Por fim, a grande aposta transversal a todo o país diz respeito ao capital humano e à aposta na qualificação dos portugueses para as competências de ponta que serão mais relevantes nos próximos anos. Nesse aspecto merece destaque a iniciativa da fundação José Neves, recentemente lançada, que se propõe ajudar nesse percurso de melhoria das competências e da empregabilidade dos portugueses, e que deve ser um desígnio de todo o país.

Bruno Silva

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# Coach,Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

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