Análise: Finanças de Benfica, Porto e Sporting (R&C 2015/2016)

Análise realizada por Bruno Silva (InnovMark)

Atendendo ao mediatismo que está a recair sobre a temática das Finanças de Benfica, Porto e Sporting foi elaborada uma análise para se perceber melhor a situação dos 3 Grandes do Futebol Português, atendendo aos Relatórios e Contas das 3 SAD’s (época 2015/2016).

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Em termos gerais verifica-se um aumento dos Rendimentos anuais da Benfica SAD, e um decréscimo da Porto SAD e da Sporting SAD. Ao nível dos Resultados do Período 2015/2016, a Benfica SAD teve os seus lucros a aumentar para os 20,4M€, enquanto que a Porto SAD e a Sporting SAD agravaram a sua situação passando de lucros para prejuízos (58,3M€ e 31,9M€ respectivamente).

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Analisando as principais rubricas da Demonstração de Resultados e do Balanço das 3 SAD’s, poderemos retirar as seguintes conclusões:

Resultados Operacionais:

A Benfica SAD é a que obtém mais Rendimentos Operacionais (126,1) tendo melhorado a sua situação face à época anterior. A Porto SAD piorou a sua situação ao obter menores receitas com a UEFA, tendo obtido 75,9M€. A Sporting SAD melhorou a sua situação situando-se nos 68,8M€ de Rendimentos Operacionais.

As 3 SAD’s agravaram os seus Gastos Operacionais, e as rubricas FSE’s e Gastos com Pessoal representam a grande maioria dos Gastos dos 3 Grandes. A Porto SAD foi a que despendeu mais em Gastos com Pessoal (75,8M€) sendo seguida da Benfica SAD (61,5M€) e da Sporting SAD (48,9M€) que praticamente duplicou a verba despendida com os funcionários (dirigentes, treinadores, jogadores, etc)

A Benfica SAD foi a única a obter Resultados Operacionais positivos (+7,9M€) pelo facto de os Rendimentos Operacionais (126,1M€) terem superado os Gastos Operacionais (118,2M€). A Porto SAD agravou muito a sua situação (-48,6M€), com 75,9M€ de Rendimentos Operacionais e 124,5M€ de Custos Operacionais. A Sporting SAD também agravou a sua situação (-9,7M€) tendo obtido 68,8M€ de Rendimentos Operacionais e 78,5M€ de Gastos Operacionais.

Resultado com Transacções de Atletas:

Ao nível dos Rendimentos com Transacções de Atletas, a Porto SAD neste momento contabiliza o Valor “Bruto” das Vendas, incluindo o Valor Contabilístico dos jogadores transaccionados como “Gastos com Transacções de Atletas”, enquanto que a Benfica SAD e a Sporting SAD contabilizam as Mais-Valias obtidas com as Vendas, além dos Rendimentos com Empréstimos. Por norma as Mais-Valias (Valor “Líquido”) costumam ser a referência a contabilizar como Rendimentos, e deveria ser essa a metodologia a adoptar pelas 3 SAD’s. Com esta opção a Porto SAD inflaciona de forma “artificial” os seus Rendimentos Totais, sem expressão prática na actividade da SAD. Com essa metodologia diferente dos rivais, a Porto SAD inflacionou os Rendimentos com Atletas em 28,5M€ em 2014/2015 e em 31,6M€ em 2015/2016.

Analisando em concreto estas rubricas a Benfica SAD obteve 81,9M€ de Rendimentos com Atletas, a Porto SAD 75,4M€ de Rendimentos “Brutos” (tendo obtido 40,2M€ de Mais-Valias com alienações de Atletas, em relação aos 71,8M€ “Brutos” relativos às alienações), e a Sporting SAD obteve 7,7M€ de Rendimentos com a Transacções de Atletas. Apenas foram consideradas transacções entre 1 de Julho de 2015 a 30 de Junho de 2016, sendo que o exercício económico difere da época desportiva e do período de transferência que ocorre no verão.

Os investimentos totais realizados pelas 3 SAD’s, em Atletas, têm de ser Amortizados ao longo da duração dos contratos. Neste momento a SAD do Benfica tem maiores custos com Amortizações e Imparidades (36,8M€) pelo facto de ter investido mais em Atletas. A Porto SAD ficou-se pelos 31,6M€ e a Sporting SAD ficou-se pelos 9,4M€. Além das Amortizações é necessário abater aos Rendimentos com Atletas os Gastos com Transacções (custos com intermediação, fundos de solidariedade, etc) e no caso da Porto SAD ainda é preciso subtrair o valor contabilístico que os Atletas transaccionados tinham no Balanço no momento da sua venda (31,6M€). Nos Gastos com Transacções do Sporting foi considerada a despesa com a Doyen no caso Rojo (15,0M€), que é um Custo não recorrente.

No global, a Benfica SAD tem tido Resultados positivos com a Transacção de Atletas (+30,1M€) a Porto SAD obteve um resultado positivo de 7,1M€ e a Sporting SAD teve um resultado negativo -16,7M€. Entre 1 de Julho a 31 de Agosto foram realizadas transacções de Atletas que já não entraram no exercício económico de 2015/2016 e serão considerados no 1º Trimestre de 2016/2017.

Resultados Financeiros: 

A Benfica SAD apresenta Resultados Financeiros superiores (-17,5M€) em relação à Porto SAD (-15,2M€) e à Sporting SAD (-5,8M€) pelo facto de ter dívida financeira superior aos rivais. Por outro lado, o Sporting teve parte da dívida financeira que passou para VMOC’s (valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis) que na prática não pagam taxa de juro. Analisando os montantes da dívida financeira e dos VMOC’s pode-se considerar que a Sporting SAD deveria ter custos financeiros superiores, face às condições normais do mercado disponíveis para a generalidade das empresas.

Resultado Líquido do Período:

A Benfica SAD foi a única a obter lucros (+20,4) em 2015/2016, tendo melhorado a sua situação, enquanto que a Porto SAD e a Sporting SAD pioraram imenso a sua situação. A Porto SAD passou de lucros de 20,0M€ para prejuízos de -58,3M€. A Sporting SAD passou de lucros de 19,3M€ para prejuízos de -31,9M€.

Activo, Passivo, Capital Próprio:

Pelo facto de não se conhecer os Relatórios e Contas Consolidados, que consideram todo o Grupo Empresarial (Clube + Empresas), apenas é possível comparar a situação das 3 SAD’s.

A Benfica SAD tem o maior Activo (476,4M€) e Passivo (455,5M€) apresentando 20,9M€ de Capital Próprio Positivo. A Porto SAD tem 375,1M€ de Activo e 349,2M€ de Passivo, e um Capital Próprio de 25,9M€, no entanto considera 59,4M€ de Interesses sem controlo, pelo facto de consolidar 100% da EuroAntas (onde está o Estádio do Dragão) tendo o Porto “clube” uma participação de 53%. A Porto SAD detém 47% dessa entidade. Excluindo os interesses sem controlo a Porto SAD fica com -33,6M€ de Capital Próprio negativo. A Sporting SAD tem Capital Próprio negativo de -25,0M€ e ainda tem de se considerar 127,9M€ de VMOC’s, que até 2026 serão convertidos em Capital Social. Até essa situação acontecer, se a Sporting SAD pretender manter o controlo da sua SAD terá de gerar resultados nos próximos anos que permitam assumir a maioria dessas responsabilidades com os VMOC’s.

Conclusões Finais:

A Benfica SAD é neste momento a única SAD que tem a situação Operacional positiva, e é aconselhável que as 3 SAD’s procurem obter equilíbrio nesta rubrica, devido ao fair-play financeiro. Por outro lado, a UEFA recomenda que os clubes não gastem mais do que 70% dos Rendimentos Operacionais em Gastos com Pessoal.

A Benfica SAD é neste momento a única SAD que tem Capital Próprio positivo, atribuível aos accionistas da empresa-mãe (clube), e é importante que as 3 SAD’s melhorem consideravelmente os seus Capitais Próprios de forma a melhorar a sua Autonomia Financeira.

Por último, A Benfica SAD foi a única em 2015/2016 a obter lucros, e além do equilíbrio operacional, de forma a fazer face às Amortizações de Atletas, aos Gastos com as transacções e aos Resultados Financeiros, as 3 SAD’s terão de realizar todos os anos vendas consideráveis que possam gerar mais-valias que permitam cobrir esses custos que são considerados como custos não “operacionais”. As SAD’s de Benfica, Porto e Sporting continuarão a ter a necessidade de vender alguns dos melhores jogadores, em cada época, para corresponder aos seus Gastos Totais. Se isso não acontecer, verifica-se o que aconteceu à Porto SAD e à Sporting SAD, que apresentaram no total 90,2M€ de prejuízos numa única época.

ANEXO:

Comunicado 2015/2016 da Benfica SAD na CMVM

R&C 2015/2016 da Porto SAD, na CMVM

R&C 2015/2016 da Sporting SAD, na CMVM

* Análise realizada por Bruno Silva (InnovMark)

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Artigo de Opinião “Competitividade das Empresas” (Revista SPOT)

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Competitividade das Empresas

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

A “Crise” só existe para as empresas e organização que encontram dificuldades na adaptação à mudança, e uma das principais características da sociedade actual é o aumento desse ritmo de mudança, em grande medida provocado pela maior aposta no conhecimento e no desenvolvimento tecnológico, que impulsionam a Inovação, em diferentes áreas da sociedade, tal como tem acontecido no mundo empresarial.

A capacidade competitiva de uma empresa, hoje em dia, está em grande medida correlacionada com a sua capacidade de Inovação. E por sua vez, os países com maior capacidade de inovação apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e de riqueza.

Portugal tem dado maior atenção à temática da inovação, sendo esta uma política transversal a toda a União Europeia. O “rosto” mais evidente desta política é o “Portugal 2020”, que consiste, ao nível das empresas, em sistemas de incentivos para apoiar a competitividade através de uma maior aposta na inovação, nas suas diferentes vertentes (conhecimento, investigação & desenvolvimento, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, etc.) bem como numa maior aposta no marketing (onde o marketing inovador, o marketing digital e o marketing internacional assumem um papel de maior relevo).

Hoje em dia, uma empresa deve ter uma visão abrangente do mercado, estando disposta a apostar numa presença global, na criação e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, na criação de marcas credíveis e com notoriedade, canais de distribuição adequados, presenças digitais bem elaboradas, além de uma força de vendas motivada e focada, tudo com o objectivo de satisfazer as necessidades do mercado, que vão mudando ao longo dos tempos, e vão tendo sempre diferentes soluções a cada momento.

Esta maior competitividade global coloca maiores desafios às empresas, bem como aos profissionais que contribuem para o seu desenvolvimento. A flexibilidade, melhoria contínua e criatividade, devem ser orientadas e focadas para a resolução de problemas reais e importantes na sociedade, e que permitam a sua monetização.

É possível o lançamento de estratégias inovadoras em sectores não lucrativos, como acontece por exemplo, no sector estatal, ou em organizações sem fins lucrativos, no entanto para que exista inovação nas empresas é preciso que o mercado acolha esses novos produtos e serviços com rentabilidade adequada para quem desenvolve essas propostas únicas de valor.

As empresas que conseguirem esse desiderato, de uma forma consciente e contínua, estarão sempre um passo à frente da sua concorrência, e mais preparadas para os desafios que irão enfrentar, e para os sucessos ainda por conquistar, na medida em que inspirado em Darwin já se escreveu que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

 

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 6

Shark Tank Portugal

Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 6

Considerações sobre os 5 projectos apresentados:

ORIGAMA (Toalha de Praia com Apoio de Costas)
(INVESTIMENTO DE 120 Mil€ por 30% – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira)
– Empreendedores pediam 100 Mil€ por 10% (Avaliação de 1M€)
– Já venderam 10 mil unidades. (30€/cada) e facturaram 300 mil€, em 2014.
– O custo de produção é neste momento de 13,60€, mas pode baixar para os 8€ com maiores quantidades produzidas. Aos distribuidores o preço é de 30€. O PVP é de 44,9€
– Esperam vender 1M€ em 2015. Neste momento têm 7 Trabalhadores + 3 comerciais e pretendem expandir o negócio. No digital têm cerca de 120 mil likes no Facebook e o site tem mais de 220 mil visualizações/ano. Já exportam para 40 países, e têm já lojas presenciais a vender o produto.
– O produto está patenteado (Patente europeia).
– Existiu uma proposta de 3 Sharks – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira (120 mil€ por 30%) e outra proposta do João Koehler por 200 mil€ (51% do negócio). Os empreendedores aceitaram a 1ª proposta.
– Este foi até agora dos projectos mais bem apresentados, com sustentabilidade financeira, métricas de vendas, métricas de marketing digital, métricas financeiras, informação sobre força de vendas e presença física, informação sobre a propriedade intelectual, tratando-se de um produto em rápido crescimento e em fase de internacionalização. É natural que com estes pressupostos todos alcançados existissem várias propostas para investimento no capital da empresa. Foi um Bom Pitch e um Bom Investimento por parte dos Sharks.

TUGA NATURA (Parque de Diversões ao Ar Livre) (SEM INVESTIMENTO)
– o Empreendedor solicitou 35 mil€ por 10% (Avaliação 350 mil€)
– Este projecto explora um Parque de Diversões ao Ar Livre, utilizando as Laser Tag (Distribuição exclusiva na Península Ibérica). A Facturação em 2014 foi de 80 mil€, e a margem ronda os 40%.
– Apesar de este projecto ter algum potencial de expansão, e poder ser importante para o “cluster” do Turismo, a realidade é que os números financeiros não batem certo com a avaliação feita pelo Empreendedor (múltiplo superior a 4 face à facturação anual e um múltiplo superior a 10 face à margem anual).
– Vários “Sharks” interessaram-se pela Laser Tag e até assumiram que poderão frequentar o espaço como clientes, no entanto enquanto investidores tomaram a melhor opção ao não investirem num projecto que gera pouca margem anual para a avaliação solicitada.

AQUA VERE (Torneira multi-funções) (INVESTIMENTO de 50 mil€ por 100% – Mário Ferreira)
– Os Empreendedores pediam 30 mil€ por 25% da exploração de uma patente de uma Torneira multi-funções (água, líquido e secador). (Avaliação de 120 mil€).
– Apesar de o produto ser interessante e inovador, e ter existido o cuidado na protecção da propriedade intelectual, a verdade é que os jovens Empreendedores estavam mal preparados para apresentar um Pitch sobre a viabilidade do negócio em torno da exploração comercial da Torneira multi-funções. Conheciam mal os custos de produção individual e em escala, qual poderia ser a rentabilidade, projecções de vendas, custos, margens, necessidades de investimento, etc.
– Devido a esse facto ninguém se interessou em ser sócio desse negócio, e a única proposta que existiu foi para a compra da Patente. Mário Ferreira ofereceu 50 mil€ por 100% da patente, e os jovens empreendedores aceitaram a proposta. Foi um investimento interessante, que agora poderá ser explorado com parceiros industriais, e a sua disponibilização a muitos negócios potenciais, como por exemplo o canal “Horeca” (hotéis, restaurantes, cafés) e o canal “particulares”. É também um negócio com potencial de internacionalização.

SMART TRAILER (Atrelado sem rodas para automóvel) (SEM INVESTIMENTO)
– O Empreendedor solicitava 60 mil€ por 20% (Avaliação de 300.000€)
– Até agora, em 5 anos, apenas foram vendidas 58 unidades, com 510€ de margem e 890€ PVP por unidade.
– O Produto não tem “patente”, tendo sido essa umas das principais objecções para o investimento. O Produto também ainda não está “pronto”, já que necessita de algumas melhorias no Design de Produto.
– Trata-se de um produto de nicho, tendo despertado pouco interesse. Miguel Ribeiro Ferreira até tem nas suas empresas todas as máquinas que o Empreendedor precisava de adquirir, só que a avaliação excessiva e as baixas vendas retiraram o interesse ao Shark, que noutro cenário poderia ter-se tornado sócio deste projecto. Sem patente, sem marca registada e com pouco histórico de vendas é difícil que algum investidor se interesse por um negócio deste género, ainda para mais com uma avaliação excessiva e irrealista.

MITA (Fraldas reutilizáveis) (INVESTIMENTO de 30 mil€ por 50% – Tim Vieira)
– A Empreendedora solicitava 20 mil€ por 15% (Avaliação de 133 mil€).
– Em 2014 esta marca de Fraldas reutilizáveis venderam 5 mil€, e cada produto custa 4€, e o Kit completo custa 10€/Cada.
– A ideia tem algum interesse, mas trata-se de um produto de “nicho” nos mercados mais amadurecidos, destinado para crianças alérgicas às fraldas descartáveis, ou a pais preocupados com a questão da ecologia.
– João Koehler, que actua no sector, foi algo duro e frontal sobre esta ideia de negócio. Outros Sharks tentaram colocar alguma água na fervura, e o Tim Vieira acabou mesmo por investir 30 mil€ por 50% do negócio.
– Apesar de ser um produto de “nicho” é um produto que pode ser internacionalizado, e como o Shark tem relações com o continente Africano pode tentar explorar esse produto em países em desenvolvimento, onde as famílias que não tenham tanta capacidade financeira para comprar as fraldas descartáveis. Sem essas ligações internacionais o investimento seria mais arriscado. Neste caso, é um investimento que se aceita por parte do Tim Veira.

Vídeo do Episódio Completo:

 

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

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# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 5

Shark Tank Portugal

Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 5

Considerações sobre os 6 projectos apresentados:

OF PRODUÇÕES (Produção de Festas) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedores solicitavam 40 mil€ por 10% do negócio de organização de festas e animações (Avaliação de 400 mil€)
– Facturaram 195 mil€ em 2014. Ganharam 25% da margem (+-50.000€), e têm tido um crescimento de 10%/Ano. Pretendiam investir em Marketing e lojas próprias para eventos em Centros Comerciais.
– Nenhum Shark decidiu investir, por não ter interesse no negócio e/ou por considerarem a avaliação desajustada. É uma decisão que se aceita. É um projecto facilmente replicável (organização de eventos) e sem grande diferenciação do que existe no mercado.

BIO POLI (Copos Biodegradáveis) (Sharks Investiram 40 mil€ por 50% do negócio – João Rafael Koehler; Susana Cerqueira, Tim Vieira)
– Empreendedores solicitavam 20 mil€ por 20%, do negócio de copos biodegradáveis. Podem ser utilizados para grandes eventos, ambiente corporativo, familiar, etc. (Avaliação de 100 mil€). O projecto está em fase de protótipo. Cada copo poderá ter uma margem de 50%.
– 3 Sharks investiram no negócio (40 mil€ por 50%), e estão ligados à área do Marketing, Organização de Eventos, etc. Trata-se de uma boa aposta num produto que poderá ter futuro numa área em crescimento (sustentabilidade).

STAND BAG (Expositor para feiras) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedor solicitou 150 mil€ por 10% do produto, que consiste na venda ou Renting de expositores de feiras Auto montáveis.
– O investimento seria apenas para o novo produto Stand Bag, e não para a empresa que o empreendedor tem. Tratava-se apenas da ideia que não está patenteada, e não tem ainda protótipo. A empresa do empreendedor facturou 300 mil€ em 2014.
– O empreendedor foi muito confuso, pouco claro e teve enormes dificuldades de responder às perguntas, e nem conseguiu justificar a avaliação da nova ideia em 1,5M€.
– Tim Vieira ofereceu 150 mil€ por 100% da empresa e também pela nova ideia de produto. O Empreendedor não aceitou a proposta. Considero que apesar de a ideia ser interessante, e ter potencial de internacionalização, teve uma avaliação absurda e o pitch foi muito mal apresentado. A proposta do Tim Vieira foi baixa (equivale a 50% da facturação anual da empresa). É natural que o Shark não quisesse o Empreendedor como sócio analisando o Pitch, e é natural que o Empreendedor também não aceitasse essa avaliação por todo o negócio (empresa+produto).

MARIA WURST (Restaurante Cachorros) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedoras solicitavam 40 mil€ por 15% do negócio (avaliação de 267 mil€).
– O Pitch foi bem apresentado pelas Empreendedoras. O negócio ainda está no início e a presença em alguns eventos permitiu facturar 22 mil€ até agora. Pretendem que cada roulotte que venha a ser desenvolvida facture 150 mil€/Ano. Cada “produto” tem 50% de margem, face ao “food cost”. As empreendedoras investiram 30 mil€ até agora. A margem do negócio é pequena para a avaliação que fizeram (267 mil€ por um negócio que ainda só facturou 22 mil€). A ideia é interessante mas a vertente financeira tem de ser mais bem trabalhada e é natural que nenhum Shark tenha pretendido investir nesta fase inicial do negócio, atendendo à valorização do negócio por parte das empreendedoras, e ao risco associado.

IMPAC TRIP (Turismo Solidário) (32 mi€ por 10% do negócio – Susana Cerqueira)
– Empreendedores solicitavam 32 mil€ por 10% do negócio, para actuar no negócio de packs de turismo solidários. (Avaliação de 320 mil€). O negócio está em fase de teste, e ainda não está na fase de vendas. Considero que a estratégia de Marketing e o Marketing-Mix apresentado tem de ser mais bem estruturado, a vários níveis.
– Susana Cerqueira ofereceu 32 mil€, não em dinheiro, mas sim em serviços de Marketing por 10% da empresa, e a proposta foi aceite pelos empreendedores. O risco da empreendedora acaba por ser baixo para entrar num negócio que está numa fase inicial, e que ainda apresenta muito risco para a viabilidade do projecto. Tratou-se de uma proposta lógica por parte da Shark que actua na área do Marketing, e a mesma foi aceite.

MICROBÓIA (Dispositivo de segurança contra afogamento) (50 mil€ por 75% – Miguel Ribeiro Ferreira, João Rafael Koehler, Mário Ferreira)
– Empreendedor solicitou 50 mil€ por 25% do projecto (Avaliação de 200 mil€), por uma ideia que não tem patente definitiva, e que se trata de um pequeno dispositivo de segurança contra afogamentos. A ideia suscitou curiosidade e interesse por parte de vários Sharks, a começar por Mário Ferreira da Douro Azul. Apesar de o negócio necessitar de melhoramentos ao nível do desenvolvimento do produto, o facto de o empreendedor estar numa fase de reorientação profissional, e poder focar-se a 100% ao negócio, incentivou à realização de uma proposta por parte dos Sharks (50mil€ por 75% da empresa). 3 Sharks acabaram por investir na empresa, sendo que 2 Sharks são da indústria e 1 Shark é do sector do turismo (onde a vertente náutica tem uma forte componente), ou seja, trata-se de áreas onde o negócio necessitará desse tipo de apoios e sinergias. A ideia é interessante, a necessidade a que o produto responde é importante. Foi notório que além da aposta na ideia existiu também uma aposta no empreendedor (na pessoa), que demonstrou uma atitude sensata e humilde durante todo o Pitch.

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Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 4

Shark Tank Portugal

Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 4

Considerações sobre os 6 projectos apresentados:

DINWALLETS (Carteira feita em madeira para cartões de crédito) O empreendedor pedia 10.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 100.000€). O produto já está em fase de comercialização num site e facebook. O Empreendedor já vendeu mais de 1.500 unidades. É um produto com grande margem comercial e recebeu 2 propostas de Mário Ferreira (10.000€ + 10% Royalties) e de João Rafael Koehler (10.000€ + 8% Royalties). O Empreendedor estava muito bem preparado em termos de valores financeiros, conhecimento do negócio, etc. (A proposta de João Rafael Koehler foi aceite e investe 10.000€ pelo negócio + 8% Royalties)

EGÍDIO ALVES (Design de sapatos de senhora) O empreendedor pedia 100.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 1 milhões de euros) É um projecto com notoriedade e comercialização internacional. É um negócio que já factura 400 mil€/Ano, e tem 40% de margem. O mercado-alvo tem sido a classe alta e luxo. João Rafael Koehler fez proposta de 200.000€ por 50% (Avaliação total de 400.000€). Egídio Alves fez uma contraproposta para ficar sócio maioritário e João Rafael Koehler não aceitou esse cenário, e a sociedade não avançou. É uma posição de ambos que se aceita.

FFAN CLUB (Ginásio com botas de mola) As empreendedoras solicitavam 10.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 100 mil euros). As botas de mola baixam o impacto físico em comparação com as botas habituais. Como negócio não têm representação exclusiva, e apenas têm margem de 10% na venda, e como tal têm alugado o serviço, criando um clube com mensalidade. Concordo com a posição de alguns Sharks, se o negócio tivesse distribuição exclusiva em Portugal seria um negócio interessante. Com a margem comercial baixa, estar a tentar criar um negócio apenas à volta do aluguer de botas de mola é uma ideia com baixo potencial, já que a introdução das botas de mola em todos os ginásios portugueses e lojas de desporto seria uma estratégia mais adequada, mas para isso a empresa teria de ter a tal representação exclusiva, e ganhar uma margem comercial mais elevada. Como o negócio neste momento tem estas limitações, a proposta possível foi a de Tim Vieira que investe 1.000€ + 9.000€ em serviços (contactos e publicidade) por 10% sociedade, e tendo conhecimento do negócio pode eventualmente tentar replicá-lo em Angola e África do Sul. A proposta foi aceite pelas empreendedoras.

CRISE DO CÃO (Casotas para cães) (Sem Investimento) os empreendedores solicitam 50.000€ por 15% (Avaliação total de 333 mil €). Não existe empresa constituída, e não existem vendas actualmente. Apenas existe uma ideia de negócio, ou seja, a avaliação do negócio foi completamente disparatada e irrealista! Com uma margem de 60€ por produto, seriam necessárias mais de 5.000 unidades vendidas para a avaliação se aproximar da avaliação dos empreendedores. Naturalmente nenhum Shark quis investir.

SLEEKLAB (Drone publicitário) Empreendedores solicitavam 20.000€ por 20% da empresa (avaliação de 100.000€). Tim Vieira gostou da ideia e investiu 30.000€ por 50% do negócio. Neste momento existe um vazio legal e poderão existir limitações para a implementação do negócio. Tim Vieira foi algo impulsivo ao propor o negócio sem conhecer as implicações legais dos drones. Os empreendedores aceitaram a proposta. É um negócio que se aceita, mas tem de ser muito bem analisado em termos jurídicos, embora o Tim Vieira possa tentar implementá-lo também em Angola e África do Sul onde as questões jurídicas sejam diferentes.

EGGCELENT (Restaurante com pratos à base de ovos) Empreendedor solicitou 100.000€ por 20% da empresa (Avaliação de 500.000€). O negócio faz 50 vendas por dia (mais de 11.000 refeições até ao momento) a um preço médio de 7,30€, o que dá 12 mil€ de facturação mensal (140 mil€/Ano). Os Sharks gostaram da demonstração, só que a avaliação excessiva foi o problema. O empresário já tem um potencial parceiro (o fornecedor de ovos poderá ter interesse na sociedade) e esse poderá ser um caminho interessante para o empreendedor. Devido à avaliação excessiva nenhum Shark quis entrar na sociedade.

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Sobre o Autor

Bruno Silva

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

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