Artigo de Opinião “5 Tendências para 2017” (Revista SPOT)

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5 Tendências para 2017

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Uma das áreas fundamentais para a área da inovação está relacionada com a Análise de Tendências que poderão afectar os consumidores ou o ambiente externo de uma empresa. Atendendo ao início do ano nada melhor do que delinear algumas das Tendências para 2017 que poderão influenciar as empresas portuguesas:

1 – Fazer mais com menos (Crédito limitado) – O elevado endividamento das economias mais desenvolvidas tem originado maiores dificuldades de financiamento junto do sistema financeiro tradicional o que obriga a que as empresas, principalmente as PME’s, tenham de fazer mais com menos, seja na vertente de lançamento de novos produtos, actividades operacionais, ou actividades comerciais. A criatividade e a diferenciação ganham uma importância acrescida!

2 – Pensar global, a partir de Portugal (Brexit e Trump) – Duas das principais economias (EUA e Reino Unido) estão a desencadear processos “protecionistas” às suas economias, o que tornará mais difícil a exportação para esses mercados. Como se tratam de dois dos principais parceiros comerciais, que Portugal tem tido nas últimas décadas, será importante intensificar a prospecção internacional para outras geografias onde temos relações históricas privilegiadas (Ásia, América do Sul e África) e onde o crescimento económico continuará a acontecer!

3 – Luxo e Nicho versus Massas (“Crise”) – Com o menor poder de compra que se tem verificado por parte da classe média, as marcas que se dedicam a Produtos de Luxo e a Produtos de Nicho por norma conseguem passar os momentos de “crise” com menores dificuldades. A Aposta na criação e lançamento de Marcas para as Massas, em momentos de reduzida liquidez por parte da classe média, continuará a ser algo muito mais arriscado!

4 – Digital a crescer (Google, Facebook, Amazon e Apple) – o Digital continuará a ganhar terreno aos “media” tradicionais e ao comércio tradicional. A Google e o Facebook continuarão a ser os grandes players digitais a revolucionar a área da informação e dos “media”. A Amazon continuará a ditar tendências globais ao nível do comércio electrónico e prevê-se a sua possível entrada no próprio comércio tradicional. Além destes “gigantes” importa acrescentar a Apple que continua a ser a empresa com maior sucesso e maiores lucros na venda de dispositivos de acesso à internet. Não admira que, ao longo de 2017, os 4 “gigantes” continuem a ser 4 das empresas mais valiosas do mundo, em termos bolsistas!

5 – Indústria, Turismo, Tecnologia, Comércio Externo (exportações) – Os incentivos do Portugal 2020, vocacionados para as empresas, são claros. Investimentos que ajudem a melhorar a balança comercial com o exterior são privilegiados. Sectores como a Indústria, Turismo, Tecnologia e Comércio Externo continuarão a ser decisivos para o bom desempenho da economia nacional. É nas exportações, e não tanto no consumo interno, que poderá estar a chave do sucesso da nossa economia para 2017!

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business

Artigo de Opinião “A Coca-Cola e o Imaginário” (Revista SPOT)

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A Coca-Cola e o Imaginário

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Aproxima-se o Natal, época de nostalgia, família, magia e muito consumo e Marketing!

Hoje em dia é difícil de dissociar o Natal da figura do Pai Natal. Mas tal situação nem sempre foi assim. O Pai Natal é uma personagem mitológica que já tinha surgido em ilustrações no século XIX. Até aos anos 30 a imagem do Pai Natal variava muito de acordo com o artista ou com a ocasião.

Em 1920 o Pai Natal apareceu pela primeira vez num anúncio da Coca-Cola, e durante os anos que se seguiram foram contratados vários ilustradores que foram apresentando desenhos algo diferentes para a mesma personagem. No entanto, foi em 1931 que nasceu o Pai Natal como todos o conhecemos actualmente, desenhado pelo artista Haddon Sundblom, por iniciativa da Coca-Cola, numa publicação do The Saturday Evening Post. Deu-se início a uma das maiores inovações na área da Comunicação de Marketing.

Com base no São Nicolau foi criada uma personagem simpática, afetuosa e acolhedora que acabou por cativar a generalidade das pessoas e ajudou a criar uma imagem definitiva do Pai Natal. Essa figura também acabou por exponenciar a associação do Natal aos Presentes que o Pai Natal oferece nesta altura do ano, influenciando a partilha e o consumo nesta época festiva.

Para se perceber a importância do Pai Natal importa referir que em 2013 a Brand Finance avaliou a marca “Apple” em 87 mil milhões de dólares e a marca “Pai Natal” em 1.58 triliões de dólares, sendo a marca mais valiosa do mundo. Curiosamente a Coca-Cola na década 30 acabou por nunca registar o design gráfico do Pai Natal e devido à sua aceitação pelo público essa situação influenciou a que a generalidade das marcas começasse a utilizar essa imagem do Pai Natal nas suas estratégias de Comunicação de Marketing, aumentando a notoriedade e o valor da marca Pai Natal.

Em Dezembro de cada ano, o Pai Natal valoriza produtos e marcas e influencia os consumidores a adquirir mais produtos e serviços em sectores como as Viagens, Retalho, Tecnologia, Hotelaria, entre outros. O final do ano é por excelência uma altura do ano em que muitas marcas têm incrementos consideráveis nas vendas e sem dúvida que o papel do Pai Natal da Coca-Cola acabou por ser determinante para este fenómeno.

Apesar da vertente consumista é importante também lembrar que o Natal é uma época de harmonia, solidariedade, entreajuda e de aproximação entre amigos e familiares. Nem sempre durante o ano as pessoas partilham e vivenciam esses valores, o espírito natalício e a aproximação à família e entreajuda para com os que mais precisam. No entanto, como se costuma dizer “o Natal é quando um Homem (e uma mulher) quiser”!

Bom Natal e um Excelente Ano Novo para todos!

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Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
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– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica

Artigo de Opinião “O Design, a Inovação e Steve Jobs” (Revista SPOT)

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O Design, a Inovação e Steve Jobs

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

O Design pode ser considerado como a idealização, criação e desenvolvimento de produtos com o objectivo de melhorar os seus aspectos funcionais e visuais. Além da estética a questão funcional é fundamental para o desenvolvimento de um novo produto. A ligação do Design à Inovação é crucial na medida em que o Desenvolvimento de Produto assume-se como uma etapa crucial no processo de Inovação.

Nos últimos anos, o caso mais emblemático de uma empresa que tem sabido aliar o Design ao processo de Inovação, e por sua vez ao Marketing, é a Apple. Steve Jobs, um dos maiores visionários da era moderna sempre se preocupou em apresentar produtos excepcionais ao mercado, onde a vertente estética e funcional sempre assumiram uma atenção especial.

Além de ter revolucionado a usabilidade dos Pc ‘s (iMac), com um sistema operativo visual, estético e fácil de usar, seguiu-se a revolução nos dispositivos móveis de música (iPod), onde a facilidade de personalizar as músicas que queríamos ouvir e a facilidade de transferência dessas mesmas músicas assumiu uma atenção especial, tendo revolucionado toda a indústria da música.

Mas não se ficou por aqui. De seguida focou-se nos dispositivos móveis de comunicação, os telemóveis, que no início apenas serviam para fazer e receber chamadas e sms ‘s, e pouco mais. Steve Jobs pensou no telemóvel (iPhone) como uma extensão do ser humano, como um aliado precioso de muitas das funções que queremos executar no dia-a-dia, envolvendo comunicação, trabalho, acesso e partilha de informação, entretenimento, etc.

De seguida pensou numa nova categoria de produto, cujos estudos de mercado indicavam pouco potencial no início, porque os consumidores não entendiam muito bem o que poderiam fazer com ele: os tablets (iPad). O início da revolução editorial começou, e dentro de alguns anos o livro físico será uma peça de museu. Hoje em dia podemos observar crianças a pegar em livros e a tentar expandir com os dedos a informação que está nesses mesmos livros, como se fosse possível executar a mesma função que encontramos nos tablets ou nos smartphones.

O sucesso da usabilidade dos tablets é fácil de reconhecer observando crianças de 2 ou 3 anos, que mesmo ainda não sabendo ler e escrever conseguem utilizar esse dispositivo para jogar jogos, ver vídeos no youtube, entre outras funções de fácil usabilidade que a tecnologia permite.

Steve Jobs já não está entre nós, mas o seu sonho de um iWatch, de um iCar ou de uma iHouse, mesmo que os 2 últimos exemplos possam não ser um produto a 100% da Apple, estão em desenvolvimento. A internet das coisas começa ao poucos a ser uma realidade, e o futuro que nos espera será radicalmente diferente do presente e do passado a que nos habituamos, “porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são aquelas que o mudam” (Apple, Think Different, 1997)

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica

Análise: Finanças de Benfica, Porto e Sporting (R&C 2015/2016)

Análise realizada por Bruno Silva (InnovMark)

Atendendo ao mediatismo que está a recair sobre a temática das Finanças de Benfica, Porto e Sporting foi elaborada uma análise para se perceber melhor a situação dos 3 Grandes do Futebol Português, atendendo aos Relatórios e Contas das 3 SAD’s (época 2015/2016).

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Em termos gerais verifica-se um aumento dos Rendimentos anuais da Benfica SAD, e um decréscimo da Porto SAD e da Sporting SAD. Ao nível dos Resultados do Período 2015/2016, a Benfica SAD teve os seus lucros a aumentar para os 20,4M€, enquanto que a Porto SAD e a Sporting SAD agravaram a sua situação passando de lucros para prejuízos (58,3M€ e 31,9M€ respectivamente).

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Analisando as principais rubricas da Demonstração de Resultados e do Balanço das 3 SAD’s, poderemos retirar as seguintes conclusões:

Resultados Operacionais:

A Benfica SAD é a que obtém mais Rendimentos Operacionais (126,1) tendo melhorado a sua situação face à época anterior. A Porto SAD piorou a sua situação ao obter menores receitas com a UEFA, tendo obtido 75,9M€. A Sporting SAD melhorou a sua situação situando-se nos 68,8M€ de Rendimentos Operacionais.

As 3 SAD’s agravaram os seus Gastos Operacionais, e as rubricas FSE’s e Gastos com Pessoal representam a grande maioria dos Gastos dos 3 Grandes. A Porto SAD foi a que despendeu mais em Gastos com Pessoal (75,8M€) sendo seguida da Benfica SAD (61,5M€) e da Sporting SAD (48,9M€) que praticamente duplicou a verba despendida com os funcionários (dirigentes, treinadores, jogadores, etc)

A Benfica SAD foi a única a obter Resultados Operacionais positivos (+7,9M€) pelo facto de os Rendimentos Operacionais (126,1M€) terem superado os Gastos Operacionais (118,2M€). A Porto SAD agravou muito a sua situação (-48,6M€), com 75,9M€ de Rendimentos Operacionais e 124,5M€ de Custos Operacionais. A Sporting SAD também agravou a sua situação (-9,7M€) tendo obtido 68,8M€ de Rendimentos Operacionais e 78,5M€ de Gastos Operacionais.

Resultado com Transacções de Atletas:

Ao nível dos Rendimentos com Transacções de Atletas, a Porto SAD neste momento contabiliza o Valor “Bruto” das Vendas, incluindo o Valor Contabilístico dos jogadores transaccionados como “Gastos com Transacções de Atletas”, enquanto que a Benfica SAD e a Sporting SAD contabilizam as Mais-Valias obtidas com as Vendas, além dos Rendimentos com Empréstimos. Por norma as Mais-Valias (Valor “Líquido”) costumam ser a referência a contabilizar como Rendimentos, e deveria ser essa a metodologia a adoptar pelas 3 SAD’s. Com esta opção a Porto SAD inflaciona de forma “artificial” os seus Rendimentos Totais, sem expressão prática na actividade da SAD. Com essa metodologia diferente dos rivais, a Porto SAD inflacionou os Rendimentos com Atletas em 28,5M€ em 2014/2015 e em 31,6M€ em 2015/2016.

Analisando em concreto estas rubricas a Benfica SAD obteve 81,9M€ de Rendimentos com Atletas, a Porto SAD 75,4M€ de Rendimentos “Brutos” (tendo obtido 40,2M€ de Mais-Valias com alienações de Atletas, em relação aos 71,8M€ “Brutos” relativos às alienações), e a Sporting SAD obteve 7,7M€ de Rendimentos com a Transacções de Atletas. Apenas foram consideradas transacções entre 1 de Julho de 2015 a 30 de Junho de 2016, sendo que o exercício económico difere da época desportiva e do período de transferência que ocorre no verão.

Os investimentos totais realizados pelas 3 SAD’s, em Atletas, têm de ser Amortizados ao longo da duração dos contratos. Neste momento a SAD do Benfica tem maiores custos com Amortizações e Imparidades (36,8M€) pelo facto de ter investido mais em Atletas. A Porto SAD ficou-se pelos 31,6M€ e a Sporting SAD ficou-se pelos 9,4M€. Além das Amortizações é necessário abater aos Rendimentos com Atletas os Gastos com Transacções (custos com intermediação, fundos de solidariedade, etc) e no caso da Porto SAD ainda é preciso subtrair o valor contabilístico que os Atletas transaccionados tinham no Balanço no momento da sua venda (31,6M€). Nos Gastos com Transacções do Sporting foi considerada a despesa com a Doyen no caso Rojo (15,0M€), que é um Custo não recorrente.

No global, a Benfica SAD tem tido Resultados positivos com a Transacção de Atletas (+30,1M€) a Porto SAD obteve um resultado positivo de 7,1M€ e a Sporting SAD teve um resultado negativo -16,7M€. Entre 1 de Julho a 31 de Agosto foram realizadas transacções de Atletas que já não entraram no exercício económico de 2015/2016 e serão considerados no 1º Trimestre de 2016/2017.

Resultados Financeiros: 

A Benfica SAD apresenta Resultados Financeiros superiores (-17,5M€) em relação à Porto SAD (-15,2M€) e à Sporting SAD (-5,8M€) pelo facto de ter dívida financeira superior aos rivais. Por outro lado, o Sporting teve parte da dívida financeira que passou para VMOC’s (valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis) que na prática não pagam taxa de juro. Analisando os montantes da dívida financeira e dos VMOC’s pode-se considerar que a Sporting SAD deveria ter custos financeiros superiores, face às condições normais do mercado disponíveis para a generalidade das empresas.

Resultado Líquido do Período:

A Benfica SAD foi a única a obter lucros (+20,4) em 2015/2016, tendo melhorado a sua situação, enquanto que a Porto SAD e a Sporting SAD pioraram imenso a sua situação. A Porto SAD passou de lucros de 20,0M€ para prejuízos de -58,3M€. A Sporting SAD passou de lucros de 19,3M€ para prejuízos de -31,9M€.

Activo, Passivo, Capital Próprio:

Pelo facto de não se conhecer os Relatórios e Contas Consolidados, que consideram todo o Grupo Empresarial (Clube + Empresas), apenas é possível comparar a situação das 3 SAD’s.

A Benfica SAD tem o maior Activo (476,4M€) e Passivo (455,5M€) apresentando 20,9M€ de Capital Próprio Positivo. A Porto SAD tem 375,1M€ de Activo e 349,2M€ de Passivo, e um Capital Próprio de 25,9M€, no entanto considera 59,4M€ de Interesses sem controlo, pelo facto de consolidar 100% da EuroAntas (onde está o Estádio do Dragão) tendo o Porto “clube” uma participação de 53%. A Porto SAD detém 47% dessa entidade. Excluindo os interesses sem controlo a Porto SAD fica com -33,6M€ de Capital Próprio negativo. A Sporting SAD tem Capital Próprio negativo de -25,0M€ e ainda tem de se considerar 127,9M€ de VMOC’s, que até 2026 serão convertidos em Capital Social. Até essa situação acontecer, se a Sporting SAD pretender manter o controlo da sua SAD terá de gerar resultados nos próximos anos que permitam assumir a maioria dessas responsabilidades com os VMOC’s.

Conclusões Finais:

A Benfica SAD é neste momento a única SAD que tem a situação Operacional positiva, e é aconselhável que as 3 SAD’s procurem obter equilíbrio nesta rubrica, devido ao fair-play financeiro. Por outro lado, a UEFA recomenda que os clubes não gastem mais do que 70% dos Rendimentos Operacionais em Gastos com Pessoal.

A Benfica SAD é neste momento a única SAD que tem Capital Próprio positivo, atribuível aos accionistas da empresa-mãe (clube), e é importante que as 3 SAD’s melhorem consideravelmente os seus Capitais Próprios de forma a melhorar a sua Autonomia Financeira.

Por último, A Benfica SAD foi a única em 2015/2016 a obter lucros, e além do equilíbrio operacional, de forma a fazer face às Amortizações de Atletas, aos Gastos com as transacções e aos Resultados Financeiros, as 3 SAD’s terão de realizar todos os anos vendas consideráveis que possam gerar mais-valias que permitam cobrir esses custos que são considerados como custos não “operacionais”. As SAD’s de Benfica, Porto e Sporting continuarão a ter a necessidade de vender alguns dos melhores jogadores, em cada época, para corresponder aos seus Gastos Totais. Se isso não acontecer, verifica-se o que aconteceu à Porto SAD e à Sporting SAD, que apresentaram no total 90,2M€ de prejuízos numa única época.

ANEXO:

Comunicado 2015/2016 da Benfica SAD na CMVM

R&C 2015/2016 da Porto SAD, na CMVM

R&C 2015/2016 da Sporting SAD, na CMVM

* Análise realizada por Bruno Silva (InnovMark)

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Artigo de Opinião “Competitividade das Empresas” (Revista SPOT)

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Competitividade das Empresas

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

A “Crise” só existe para as empresas e organização que encontram dificuldades na adaptação à mudança, e uma das principais características da sociedade actual é o aumento desse ritmo de mudança, em grande medida provocado pela maior aposta no conhecimento e no desenvolvimento tecnológico, que impulsionam a Inovação, em diferentes áreas da sociedade, tal como tem acontecido no mundo empresarial.

A capacidade competitiva de uma empresa, hoje em dia, está em grande medida correlacionada com a sua capacidade de Inovação. E por sua vez, os países com maior capacidade de inovação apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e de riqueza.

Portugal tem dado maior atenção à temática da inovação, sendo esta uma política transversal a toda a União Europeia. O “rosto” mais evidente desta política é o “Portugal 2020”, que consiste, ao nível das empresas, em sistemas de incentivos para apoiar a competitividade através de uma maior aposta na inovação, nas suas diferentes vertentes (conhecimento, investigação & desenvolvimento, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, etc.) bem como numa maior aposta no marketing (onde o marketing inovador, o marketing digital e o marketing internacional assumem um papel de maior relevo).

Hoje em dia, uma empresa deve ter uma visão abrangente do mercado, estando disposta a apostar numa presença global, na criação e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, na criação de marcas credíveis e com notoriedade, canais de distribuição adequados, presenças digitais bem elaboradas, além de uma força de vendas motivada e focada, tudo com o objectivo de satisfazer as necessidades do mercado, que vão mudando ao longo dos tempos, e vão tendo sempre diferentes soluções a cada momento.

Esta maior competitividade global coloca maiores desafios às empresas, bem como aos profissionais que contribuem para o seu desenvolvimento. A flexibilidade, melhoria contínua e criatividade, devem ser orientadas e focadas para a resolução de problemas reais e importantes na sociedade, e que permitam a sua monetização.

É possível o lançamento de estratégias inovadoras em sectores não lucrativos, como acontece por exemplo, no sector estatal, ou em organizações sem fins lucrativos, no entanto para que exista inovação nas empresas é preciso que o mercado acolha esses novos produtos e serviços com rentabilidade adequada para quem desenvolve essas propostas únicas de valor.

As empresas que conseguirem esse desiderato, de uma forma consciente e contínua, estarão sempre um passo à frente da sua concorrência, e mais preparadas para os desafios que irão enfrentar, e para os sucessos ainda por conquistar, na medida em que inspirado em Darwin já se escreveu que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

 

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Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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