Artigo de Opinião “A Assistente do Google que fala consigo” (Revista SPOT)

A Assistente do Google que fala consigo (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

No mês de novembro a Google disponibilizou a Assistente do Google na língua portuguesa, e esta será uma revolução na forma como vamos passar a interagir com os dispositivos ligados à internet. A forma como interagimos com os “computadores” evoluiu do teclado para o toque com o dedo, e a partir de agora passa a ser possível interagir com os dispositivos por voz, em português, falando com o telemóvel (Assistente do Google). Essa tecnologia já estava disponível há algum tempo, no entanto a Google foi a primeira grande marca tecnológica a disponibilizar a Assistente do Google na língua portuguesa de Portugal.

Basta afirmar “OK Google” para o telemóvel activar a Assistente do Google, e se por exemplo afirmarmos “como está o meu dia” a assistente dá as boas vindas, diz o nosso nome, mostra como está o tempo, quais os compromissos na agenda para o dia de hoje. É possível solicitar a distância ou o tempo que uma viagem decorre até determinado local ou cidade. É possível solicitar por voz que seja enviado um SMS ou uma mensagem via Whatsapp para determinada pessoa, e depois falar qual a mensagem pretendida e em seguida confirmar o envio da mensagem sem necessidade de tocar com o dedo num teclado ou num ecrã. É possível fazer uma lista de compras, e sempre que alguém se lembrar de um produto que é necessário adquirir pedir à Assistente para adicionar o produto à lista de compras. É possível solicitar que a Assistente adicione um evento para determinada hora com determinada designação na nossa Agenda.

Uma das funcionalidades mais importantes está relacionada com as pesquisas que se pode fazer no motor de buscas do Google, solicitando informações por voz. Por exemplo, se alguém perguntar “o Que é o Natal?” a assistente da Google dá uma breve resposta em voz além de sugerir o link do Wikipedia. Noutros temas a Assistente pode apenas mostrar os links relevantes no ecrã. Se alguém disser o comando “Ok Google, sugere um restaurante perto daqui” a Assistente sugere restaurantes num raio de 4 Kms de acordo com a nossa localização e os perfis e classificações do Google Business / Google Maps.

No entanto, estas são apenas algumas das funções iniciais dos Assistentes Virtuais que podem ser comandados por voz, já que a Inteligência Artificial irá evoluir imenso. Aliando a Inteligência Artificial à Internet das Coisas e à Domótica, será possível interagir também com outros dispositivos ligados à internet, como por exemplo a TV de casa, a Iluminação, electrodomésticos, entre outras funcionalidades. À medida que os dispositivos estejam conectados à internet é possível por exemplo solicitar à Assistente do Google que ligue ou desligue a TV da sala, que ligue ou desligue a luz da sala de estar, entre outras situações que apenas eram possíveis em filmes de ficção científica.



Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn

# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.



Artigo de Opinião “Segurança nos métodos de pagamento” (Revista SPOT)

Segurança nos métodos de pagamento (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

A partir de Setembro de 2019, entrou em vigor uma nova directiva comunitária de pagamento (DSP2 na sigla em inglês), e tem como intenção tornar os pagamentos mais seguros, por exemplo quando os utilizadores acedem à sua conta de pagamento por via online, quando realizam operação de pagamento por meios electrónicos, e ainda quando realizam operações através de canais remotos, como app’s que permitem levantamentos de dinheiro e outras operações financeiras.

Todas as operações financeiras são passíveis de envolver risco de fraude nos pagamentos, e as entidades financeiras vão ter de implementar métodos de autenticação mais fortes, solicitando pelo menos 2 tipos de elementos de segurança, onde se incluem os elementos de “conhecimento” (por exemplo: nome de utilizador, palavra-passe, etc), de “posse” (algo que só o cliente tem, como por exemplo um sms enviado para o telemóvel) e/ou  de “inerência” (como por exemplo a impressão digital).

Por outro lado, alguns métodos de segurança tradicional vão desaparecer. Os cartões matrizes usados para certificar operações online, pelo facto de poderem ser copiados ou extraviados, desaparecem. Os levantamentos com cadernetas chegam ao fim, devido à proibição do uso dos meios que apenas usam banda magnética, para levantamentos ou transações de numerário. Cartões de débito e crédito que além da banda magnética também têm chip poderão continuar a ser utilizados. Brevemente deixará de ser possível realizar pagamentos com cartões de crédito na internet utilizando apenas o número do cartão impresso, data de validade e código cvv/cvc, já que esses dados podem ser também extraviados ou acedidos por piratas informáticos, hackeando as bases de dados dos sites onde os clientes realizavam as suas compras, como infelizmente acontecia até agora.

Com a nova regulamentação, uma operação só passa a ser considerada autorizada caso o utilizador (particular ou empresa) tenha conhecimento e dado o seu consentimento à execução da operação, através de mais do que um método de segurança, medida que permitirá aumentar a confiança dos consumidores e das empresas em relação aos métodos digitais e aos métodos à distância, área onde os chineses e os americanos estão a apostar forte com o lançamento de iniciativas inovadoras como a Alipay, WeChat Pay e a Libra, esta última que vai envolver o Facebook, Messenger e Whatsapp, entre outras entidades credíveis a nível mundial.

Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn

# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “Os métodos digitais de pagamento” (Revista SPOT)

Os métodos digitais de pagamento (Revista Spot)

O Facebook anunciou o apoio e o seu envolvimento no lançamento da moeda digital Libra, que poderá ajudar a revolucionar a forma como os negócios são realizados e como os pagamentos são processados. O projecto Libra além do facebook envolve empresas como a Vodafone, Visa, Ebay, Spotify, Paypal, Uber, Mastercard, Kika, a Farfetch, entre outras entidades.

As notícias que têm vindo a ser conhecidas apontam para a possibilidade de os utilizadores poderem, a partir de 2020, transferir dinheiro ou pagar compras, por exemplo, através do Facebook Messenger e do Whatsapp, algo que poderá revolucionar a forma como as marcas se posicionam no digital e em particular nas plataformas de Social Media.

Esta iniciativa já está a suscitar medos e receios do sector financeiro tradicional e dos reguladores, que sempre controlaram os principais movimentos financeiros e os métodos de pagamento. Com esta iniciativa imagine-se um utilizador do Facebook, que conta com mais de 2 mil milhões de pessoas, poder visualizar um produto ou serviço na rede social e realizar o pagamento da aquisição sem sair da plataforma do Facebook e sem depender dos métodos de pagamento da banca tradicional.

Os micropagamentos poderão receber um novo impulso e uma solução interessante para rivalizar com as soluções tradicionais de pagamento, onde por exemplo uma transferência interbancária tradicional pode demorar vários dias para chegar ao destino e por vezes é necessário enviar comprovativo bancário para o comerciante de forma a ajudar a identificar o pagamento realizado.

Esta solução do projecto Libra contrasta com a recente movimentação da banca portuguesa ao penalizar os utilizadores do MBWay, solução digital que permitia na maioria dos casos a realização de pagamentos e de transferências de baixo valor sem custos. A Banca portuguesa, numa movimentação de “cartel” decidiu aumentar as comissões para as transferências realizadas nessa plataforma digital portuguesa, e demonstrou a falta de visão dos reguladores e dos banqueiros nacionais.

A tendência internacional para métodos de pagamentos digitais está a chegar à Europa e aos Estados Unidos, e já é muito forte na China tendo o Alipay cerca de 900 milhões de utilizadores. No caso nacional, ou Portugal consegue perceber a mudança tecnológica ou então as instituições portuguesas ficarão mais uma vez atrás do pelotão ao nível do processo de inovação que vai alterar as tecnologias e os processos que começam a revolucionar a forma como as pessoas utilizam o dinheiro, realizam transferências e efecutam os seus pagamentos.

Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn

# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “Os robôs e a Segurança Social” (Revista SPOT)

Os robôs e a Segurança Social

A robótica e a inteligência artificial irá revolucionar nas próximas décadas grande parte dos empregos cujas tarefas possam ser automatizadas, e não admira que pessoas que actualmente tenham a profissão de motoristas, agricultores, operários da indústria, atendimento / caixa, telemarketing, administrativos, contabilistas, advogados, entre outras profissões que podem ser replicadas pelos robôs e pela inteligência artificial, comecem a perceber os riscos que a evolução tecnológica poderá trazer para as suas actuais profissões.

Naturalmente que vão surgir muitas novas profissões ligadas à tecnologia, à sustentabilidade, ao envelhecimento da população, entre outras necessidades que surgirão nas próximas décadas, no entanto a grande dúvida é se a destruição de empregos provocada pela automatização, robotização e pela inteligência artificial irá ser reposta ao mesmo ritmo pelas necessidades identificadas para as próximas décadas.

Se num planeta com mais de 7 mil milhões trabalham cerca de metade, é difícil de prever se daqui a 30 anos, por volta de 2050, com 10 mil milhões de pessoas, se serão necessários 50% de trabalhadores ou apenas 20% ou 30% da população. E este assunto, sim poderá gerar tremendos impactos na evolução da sociedade na medida em que se não for necessária uma percentagem considerável da população para efectuar as profissões indispensáveis ao bem-estar da humanidade então poderemos começar a debater modelos em que as pessoas só tenham de trabalhar 20 horas por semana, em vez das actuais 40 horas, ou então modelos onde a renda básica universal poderá ser implementada nas próximas décadas.

Nas próximas décadas este debate irá acentuar-se na medida em que poderá não ser necessária tanta gente a trabalhar, ou a trabalhar tantas horas. Este aspecto irá suscitar questões relevantes para a sustentabilidade da segurança social e para o modelo de estado social da europa e não admira que surjam algumas visões alarmistas de que as pessoas poderão ter de trabalhar até aos 70 anos e até aos 80 anos devido ao envelhecimento da população na europa, devido a menos pessoas a contribuir com os seus impostos.

Acontece que além desses modelos previsionais existem modelos que apontam para um tecto máximo das pensões de velhice a atribuir no futuro, algo que aliás já se verifica em Inglaterra, Suiça e outros países desenvolvidos. Outros modelos defendem que os robôs deverão pagar impostos no futuro, posição defendida por Bill Gates (fundador da Microsoft), e existem modelos que defendem que as empresas devem contribuir para a segurança social através de outros indicadores como o valor acrescentado criado pelas empresas, e não apenas devido aos salários de cada uma das empresas. O debate apenas está no início e não será de admirar que estes assuntos mereçam muita atenção por parte dos políticos e da sociedade civil nos próximos anos.

Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn

# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “As crianças Alpha e a relação com a tecnologia” (Revista SPOT)

As crianças Alpha e a relação com a tecnologia (Revista SPOT)

Um dos métodos muito utilizados no estudo do comportamento dos consumidores e na segmentação de mercado tem sido através da definição de várias gerações como os Baby Boomers (46-64), Geração X (65-79), Geração Y ou Millennials (80-90), Geração Z (90-10) e agora começa-se a estudar a geração Alpha que corresponde às crianças nascidas nesta década.

A Geração Y na casa dos 30’s é uma geração caracterizada pelo surgimento da internet no decorrer da adolescência ou da idade adulta, enquanto que a Geração Z na casa dos 20’s já é caracterizada pelo facto de serem nativos digitais, extremamente conectados na internet e nas várias plataformas e formato de comunicação digital.

A Geração Alpha é caracterizada por crianças com uma relação intrínseca com a tecnologia, estimulados pelos mais diversos dispositivos desde que nascem, podendo interagir com tablets, smartphones ou portáteis desde idades muito precoces. Aprendem por si sós a trabalhar com as tecnologias de uma forma muito intuitiva e com uma curva de aprendizagem muito rápida.

Vários estudos indicam que as crianças da Geração Alpha serão ainda mais adaptáveis e independentes, com acesso a informação abundante muito mais cedo do que aconteceu com as gerações anteriores, e estas características terão muita influência no tipo de educação que estas crianças estarão propensas a aceitar, existindo a necessidade de alterar por completo o paradigma da educação, com uma vertente mais tecnológica e personalizada. São crianças que desde muito cedo começam a utilizar ferramentas como o Youtube para visualizar os temas que interessam, a pesquisar a internet e os motores de busca e até para aprender línguas utilizando ferramentas como o google tradutor.

Quanto aos aspectos relacionados com o consumo de produtos e serviços começa-se a perceber que esta nova geração irá valorizar muito as marcas que apostem em aplicações e plataformas digitais muito visuais, intuitivas e fáceis de utilizar, como forte propensão para as videoconferências e cujas plataformas permitam experiências personalizadas de acordo com as preferências e necessidades das crianças. Esta próxima geração de crianças será muito mais propensa para pesquisar produtos e serviços na internet e também em realizar compras online, o que levará a que o contacto seja menos presencial, com excepção das visitas às lojas numa vertente social, de experiências, de visualização e de demonstração dos produtos que pretendem adquirir.

Estas mudanças profundas de comportamento que já se começam a verificar também na geração Z e em parte na geração Y irá originar a uma mudança de paradigma dos pontos de venda, para passarem a ser cada vez mais pontos de experiências e de demonstração, escolhendo depois o cliente o canal para o fecho da venda e o método mais adequado de entrega ou de recolha dos produtos e serviços pretendidos.



Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn

# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.



« Página anteriorPágina seguinte »