Artigo de Opinião “As crianças Alpha e a relação com a tecnologia” (Revista SPOT)

As crianças Alpha e a relação com a tecnologia (Revista SPOT)

Um dos métodos muito utilizados no estudo do comportamento dos consumidores e na segmentação de mercado tem sido através da definição de várias gerações como os Baby Boomers (46-64), Geração X (65-79), Geração Y ou Millennials (80-90), Geração Z (90-10) e agora começa-se a estudar a geração Alpha que corresponde às crianças nascidas nesta década.

A Geração Y na casa dos 30’s é uma geração caracterizada pelo surgimento da internet no decorrer da adolescência ou da idade adulta, enquanto que a Geração Z na casa dos 20’s já é caracterizada pelo facto de serem nativos digitais, extremamente conectados na internet e nas várias plataformas e formato de comunicação digital.

A Geração Alpha é caracterizada por crianças com uma relação intrínseca com a tecnologia, estimulados pelos mais diversos dispositivos desde que nascem, podendo interagir com tablets, smartphones ou portáteis desde idades muito precoces. Aprendem por si sós a trabalhar com as tecnologias de uma forma muito intuitiva e com uma curva de aprendizagem muito rápida.

Vários estudos indicam que as crianças da Geração Alpha serão ainda mais adaptáveis e independentes, com acesso a informação abundante muito mais cedo do que aconteceu com as gerações anteriores, e estas características terão muita influência no tipo de educação que estas crianças estarão propensas a aceitar, existindo a necessidade de alterar por completo o paradigma da educação, com uma vertente mais tecnológica e personalizada. São crianças que desde muito cedo começam a utilizar ferramentas como o Youtube para visualizar os temas que interessam, a pesquisar a internet e os motores de busca e até para aprender línguas utilizando ferramentas como o google tradutor.

Quanto aos aspectos relacionados com o consumo de produtos e serviços começa-se a perceber que esta nova geração irá valorizar muito as marcas que apostem em aplicações e plataformas digitais muito visuais, intuitivas e fáceis de utilizar, como forte propensão para as videoconferências e cujas plataformas permitam experiências personalizadas de acordo com as preferências e necessidades das crianças. Esta próxima geração de crianças será muito mais propensa para pesquisar produtos e serviços na internet e também em realizar compras online, o que levará a que o contacto seja menos presencial, com excepção das visitas às lojas numa vertente social, de experiências, de visualização e de demonstração dos produtos que pretendem adquirir.

Estas mudanças profundas de comportamento que já se começam a verificar também na geração Z e em parte na geração Y irá originar a uma mudança de paradigma dos pontos de venda, para passarem a ser cada vez mais pontos de experiências e de demonstração, escolhendo depois o cliente o canal para o fecho da venda e o método mais adequado de entrega ou de recolha dos produtos e serviços pretendidos.



Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.



Artigo de Opinião “A revolução na mobilidade” (Revista SPOT)

Recentemente o Ministro do Ambiente provocou uma tempestade em Portugal ao referir que o investimento em veículos a gasóleo será um mau investimento na medida que dentro de alguns anos irão perder muito do seu valor. O Sector dos comerciantes de automóveis insurgiu-se contra essa declaração, mas a realidade é que devido às novas regras WLTP, os novos testes refletem mais 20% a 30% nas emissões oficiais declaradas e como o ISV (Imposto Sobre Veículos) em Portugal tem uma componente importante de cálculo sobre as emissões de CO2 emitidas já se nota algum inflacionamento dos preços dos carros a diesel e isso poderá vir a acentuar-se mais no futuro.

Por outro lado, recentemente a OCDE esteve em Portugal a apresentar um novo estudo sobre a economia portuguesa e defendeu que o combustível gasóleo deve sofrer um agravamento de imposto enquanto que o combustível gasolina deve sofrer um desagravamento de imposto, o que poderá levar a que não só os custos de aquisição como os custos do próprio combustível penalizem os consumidores e empresas que investirem em veículos a gasóleo.

Por outro lado existem incentivos fiscais para a compra de carros eléctricos e híbridos, sendo que o grande problema neste mercado emergente ainda se prende com o elevado custo de aquisição dos veículos, e com a ainda fraca rede de reabastecimento de energia espalhada pelo país, além de as próprias garagens e parques de estacionamento não estarem ainda preparadas, na sua grande maioria, para terem postos de reabastecimento funcionais e em quantidade suficiente para as baterias dos carros eléctricos.

Apesar dessas dificuldades iniciais de introdução de uma nova solução inovadora para a mobilidade, a realidade é que a longo prazo é previsto que a adoção de energia alternativa e sustentável será dominante no mercado a partir de 2030 / 2040, dependendo dos mercados geográficos, e é estimado que os veículos com energia limpa atinjam nessa altura o domínio do mercado.

Para acelerar essa realidade vários países como Espanha, França, etc já anunciaram que vão banir carros com motores a combustão, a gasolina, gasóleo e híbridos. A Espanha, tal como Portugal, pretende lançar essa proibição em 2040. O Grupo Volkswagen pretende deixar de produzir carros com motores a combustão por volta de 2030. Holanda, Irlanda e Índia já anunciaram que pretendem lançar essa proibição em 2030. Mas, por exemplo, a Noruega pretende lançar essa proibição já em 2025.

Devido à crise do Dieselgate, e devido aos novos testes de emissão de CO2, os veículos a Gasóleo serão os primeiros a sofrer penalizações na aquisição e nos combustíveis, no entanto esta vaga de mudança e de inovação irá expandir-se pelo planeta nas próximas 1 a 2 décadas, altura em que os fabricantes deixarão de produzir carros com motores a combustão, e numa segunda fase, passados alguns anos, será proibida a circulação de carros poluentes existentes.

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

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# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

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– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
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Artigo de Opinião: “A indústria portuguesa e a ameaça turca” (Revista SPOT)

A indústria portuguesa e a ameaça turca

Recentemente foram conhecidas algumas posições públicas por parte da CPPME – Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas e da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal relativamente a uma possível crise no sector do têxtil e vestuário, cujo impacto já se está a sentir no Vale do Ave, devido à ameaça da Turquia e ao risco de, por exemplo, a Inditex (proprietária da Zara e de várias outras marcas de moda) poder deslocalizar parte significativa da produção realizada em Portugal para esse país concorrente.

Esta ameaça turca tem vindo a crescer a partir do momento em que esse país tem vindo a desvalorizar a lira turca em mais de 50% nos últimos 4 anos, em relação ao euro, devido à instabilidade política e económica que a Turquia tem vindo a sentir nos últimos anos.

A Turquia é um país com custos de mão-de-obra e custos energéticos mais baratos em relação a Portugal, e a sua localização entre a europa e a ásia colocam-na numa posição geoestratégica importante em termos industriais. Aliado a isso, o facto de em 4 anos os seus produtos terem ficado a menos de metade do preço que custavam há 4 anos, devido à desvalorização da sua moeda, já estão a gerar impactos em Portugal num sector industrial que até está a crescer cerca de 2% em termos de exportações, no entanto as empresas que dependem muito da subcontratação da produção por parte das grandes marcas internacionais correm mais riscos no futuro.

Mesmo num ciclo económico positivo, e num sector industrial em crescimento, existem riscos quando a proposta de valor apresentada no mercado é baseada no baixo custo de produção e na pouca diferenciação em termos de produtos entregues ao mercado. Face ao que foi possível verificar na recente edição da Heimtextil, uma das maiores feiras mundiais de têxteis-lar que decorreu em janeiro em Frankfurt, ficou claro por parte de empresas portuguesas que a concorrência de países asiáticos como a China, India, Paquistão e principalmente a Turquia estão de facto a fazer alguma mossa em termos concorrenciais e na abordagem ao mercado.

Importa concluir que devido a este tipo de concorrência é cada vez mais importante apostar numa estratégia comercial e de marketing diferenciadoras, apoiadas em políticas de inovação e em presenças digitais fortes, de forma a que as empresas estejam menos sujeitas a situações concorrenciais que baseiem a sua mais-valia no preço baixo.

Bruno Silva

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Artigo de Opinião: “Mercados Externos” (Revista SPOT)

Mercados Externos

Por Bruno Silva (Revista SPOT)

Nos últimos anos as empresas que pretendem executar projectos de investimento co-financiados pela UE são incentivadas a apostar em 3 pilares fundamentais: a internacionalização da economia, a criação de emprego qualificado e por último e o mais importante, a aposta na inovação, seja ela organizacional, de produto, mercado, comunicação, etc.

Nem sempre é fácil para uma “PME – Pequena e Média Empresa” apostar na internacionalização, até porque apenas cerca de 10% das empresas portuguesas facturam mais de 1 milhão de euros anuais. A exportação ou a internacionalização de uma empresa implica investimento e existe risco envolvido no processo.

Para a estratégia funcionar é necessário uma equipa dedicada a operacionalizar essa abordagem internacional que tenha fluência em línguas estrangeiras, capacidade de análise de estudos de mercado internacionais, habilidade no desenvolvimento de prospecção à distância, e mestria na preparação de visitas exteriores e de feiras internacionais específicas ao sector de cada empresa, bem como na aposta de uma presença digital multilingue e multiplataforma de forma a auxiliar os esforços de prospeção, de negociação e de fecho de vendas internacionais.

Nos últimos anos várias têm sido as empresas que tenho contactado de vários sectores, como o turismo, a indústria da moda, engenharia industrial e metalomecânica, construção e imobiliário, tecnologias de informação e comunicação, entre outros sectores, que têm sido pilares fundamentais da estratégia de crescimento das empresas nacionais, da nossa economia e do nosso país. Todos os sectores referenciados têm estado em franco crescimento com enorme procura de emprego qualificado e em muitos casos existe até uma crescente falta de recursos humanos qualificados para esses sectores de actividade.

A estratégia de sucesso das nossas empresas portuguesas terá de aliar o conhecimento dos nossos recursos humanos à capacidade inovadora e exportadora das nossas empresas nacionais. Muitos têm sido os casos de sucesso e a expectativa é que no próximo ano com a execução dos projectos de investimento, aprovados no âmbito do Portugal 2020, existam mais empresas que poderão ambicionar novos horizontes internacionais.

Bruno Silva

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Artigo de Opinião: “Black Friday” (Revista SPOT)

 

Black Friday

Por Bruno Silva (Revista SPOT)

Recentemente viveu-se mais uma Black Friday em todo o mundo, data em que muitas marcas de retalho oferecem descontos apetecíveis para os consumidores, em várias gamas de produtos. Se é verdade que algumas compras podem ser consideradas um bom negócio pelo facto de os consumidores obterem descontos consideráveis, também é verdade que ao longo dos últimos anos têm sido reportados muitos abusos por parte das marcas que nos dias anteriores ou até mesmo horas antes da Black Friday inflacionam os preços de forma a que nessa data apresentem supostos descontos agressivos aos clientes.

Neste aspecto em particular, é importante que além da adrenalina de os consumidores se envolverem numa experiência com um cariz algo emocional, também é fundamental que aliem uma análise racional nesse processo de compra, de forma a não serem iludidos por parte estratégias pouco claras e transparentes, e nesse sentido uma das inovações dos últimos anos foi o surgimento de projectos online que permitem comparar preços do mesmo produto em várias marcas de retalho, físico e online, podendo o consumidor mais informado verificar se de facto determinado preço com desconto é um bom negócio ou apenas uma estratégia de publicidade enganosa.

A partir da utilização de determinados comparadores de preços como, por exemplo, o KuantoKusta pode-se facilmente constatar que determinado negócio que à primeira vista aparentava ser tentador afinal seria um negócio pouco apelativo, pelo facto de outras marcas de retalho praticarem preços semelhantes ou até inferiores sem utilizarem o tal “desconto”.

Devido a muitos abusos reportados que têm sido praticados, a DECO – Defesa do Consumidor lançou um comparador de preços no seu site, e defendeu e reforçou a necessidade da divulgação do preço mínimo praticado nos 30 dias anteriores ao desconto ou promoção anunciado, e nas lojas online, a apresentação gráfica da variação dos preços praticados, pelo menos nos últimos 30 dias.

Considero que esta maior transparência na informação prestada aos consumidores deveria ser uma prática corrente ao longo de todo o ano, e não apenas durante algumas épocas especiais do ano, para bem da concorrência leal entre as marcas e para benefício e satisfação dos consumidores. Inovação não está apenas relacionada com introdução de novas tecnologias, mas também com a melhoria de boas práticas e comportamentos de uma sociedade.

 

 

 

Bruno Silva

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