Artigo de Opinião “5 Tendências para 2017” (Revista SPOT)

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5 Tendências para 2017

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Uma das áreas fundamentais para a área da inovação está relacionada com a Análise de Tendências que poderão afectar os consumidores ou o ambiente externo de uma empresa. Atendendo ao início do ano nada melhor do que delinear algumas das Tendências para 2017 que poderão influenciar as empresas portuguesas:

1 – Fazer mais com menos (Crédito limitado) – O elevado endividamento das economias mais desenvolvidas tem originado maiores dificuldades de financiamento junto do sistema financeiro tradicional o que obriga a que as empresas, principalmente as PME’s, tenham de fazer mais com menos, seja na vertente de lançamento de novos produtos, actividades operacionais, ou actividades comerciais. A criatividade e a diferenciação ganham uma importância acrescida!

2 – Pensar global, a partir de Portugal (Brexit e Trump) – Duas das principais economias (EUA e Reino Unido) estão a desencadear processos “protecionistas” às suas economias, o que tornará mais difícil a exportação para esses mercados. Como se tratam de dois dos principais parceiros comerciais, que Portugal tem tido nas últimas décadas, será importante intensificar a prospecção internacional para outras geografias onde temos relações históricas privilegiadas (Ásia, América do Sul e África) e onde o crescimento económico continuará a acontecer!

3 – Luxo e Nicho versus Massas (“Crise”) – Com o menor poder de compra que se tem verificado por parte da classe média, as marcas que se dedicam a Produtos de Luxo e a Produtos de Nicho por norma conseguem passar os momentos de “crise” com menores dificuldades. A Aposta na criação e lançamento de Marcas para as Massas, em momentos de reduzida liquidez por parte da classe média, continuará a ser algo muito mais arriscado!

4 – Digital a crescer (Google, Facebook, Amazon e Apple) – o Digital continuará a ganhar terreno aos “media” tradicionais e ao comércio tradicional. A Google e o Facebook continuarão a ser os grandes players digitais a revolucionar a área da informação e dos “media”. A Amazon continuará a ditar tendências globais ao nível do comércio electrónico e prevê-se a sua possível entrada no próprio comércio tradicional. Além destes “gigantes” importa acrescentar a Apple que continua a ser a empresa com maior sucesso e maiores lucros na venda de dispositivos de acesso à internet. Não admira que, ao longo de 2017, os 4 “gigantes” continuem a ser 4 das empresas mais valiosas do mundo, em termos bolsistas!

5 – Indústria, Turismo, Tecnologia, Comércio Externo (exportações) – Os incentivos do Portugal 2020, vocacionados para as empresas, são claros. Investimentos que ajudem a melhorar a balança comercial com o exterior são privilegiados. Sectores como a Indústria, Turismo, Tecnologia e Comércio Externo continuarão a ser decisivos para o bom desempenho da economia nacional. É nas exportações, e não tanto no consumo interno, que poderá estar a chave do sucesso da nossa economia para 2017!

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business

Artigo de Opinião “A Coca-Cola e o Imaginário” (Revista SPOT)

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A Coca-Cola e o Imaginário

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Aproxima-se o Natal, época de nostalgia, família, magia e muito consumo e Marketing!

Hoje em dia é difícil de dissociar o Natal da figura do Pai Natal. Mas tal situação nem sempre foi assim. O Pai Natal é uma personagem mitológica que já tinha surgido em ilustrações no século XIX. Até aos anos 30 a imagem do Pai Natal variava muito de acordo com o artista ou com a ocasião.

Em 1920 o Pai Natal apareceu pela primeira vez num anúncio da Coca-Cola, e durante os anos que se seguiram foram contratados vários ilustradores que foram apresentando desenhos algo diferentes para a mesma personagem. No entanto, foi em 1931 que nasceu o Pai Natal como todos o conhecemos actualmente, desenhado pelo artista Haddon Sundblom, por iniciativa da Coca-Cola, numa publicação do The Saturday Evening Post. Deu-se início a uma das maiores inovações na área da Comunicação de Marketing.

Com base no São Nicolau foi criada uma personagem simpática, afetuosa e acolhedora que acabou por cativar a generalidade das pessoas e ajudou a criar uma imagem definitiva do Pai Natal. Essa figura também acabou por exponenciar a associação do Natal aos Presentes que o Pai Natal oferece nesta altura do ano, influenciando a partilha e o consumo nesta época festiva.

Para se perceber a importância do Pai Natal importa referir que em 2013 a Brand Finance avaliou a marca “Apple” em 87 mil milhões de dólares e a marca “Pai Natal” em 1.58 triliões de dólares, sendo a marca mais valiosa do mundo. Curiosamente a Coca-Cola na década 30 acabou por nunca registar o design gráfico do Pai Natal e devido à sua aceitação pelo público essa situação influenciou a que a generalidade das marcas começasse a utilizar essa imagem do Pai Natal nas suas estratégias de Comunicação de Marketing, aumentando a notoriedade e o valor da marca Pai Natal.

Em Dezembro de cada ano, o Pai Natal valoriza produtos e marcas e influencia os consumidores a adquirir mais produtos e serviços em sectores como as Viagens, Retalho, Tecnologia, Hotelaria, entre outros. O final do ano é por excelência uma altura do ano em que muitas marcas têm incrementos consideráveis nas vendas e sem dúvida que o papel do Pai Natal da Coca-Cola acabou por ser determinante para este fenómeno.

Apesar da vertente consumista é importante também lembrar que o Natal é uma época de harmonia, solidariedade, entreajuda e de aproximação entre amigos e familiares. Nem sempre durante o ano as pessoas partilham e vivenciam esses valores, o espírito natalício e a aproximação à família e entreajuda para com os que mais precisam. No entanto, como se costuma dizer “o Natal é quando um Homem (e uma mulher) quiser”!

Bom Natal e um Excelente Ano Novo para todos!

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Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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Artigo de Opinião “O Design, a Inovação e Steve Jobs” (Revista SPOT)

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O Design, a Inovação e Steve Jobs

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

O Design pode ser considerado como a idealização, criação e desenvolvimento de produtos com o objectivo de melhorar os seus aspectos funcionais e visuais. Além da estética a questão funcional é fundamental para o desenvolvimento de um novo produto. A ligação do Design à Inovação é crucial na medida em que o Desenvolvimento de Produto assume-se como uma etapa crucial no processo de Inovação.

Nos últimos anos, o caso mais emblemático de uma empresa que tem sabido aliar o Design ao processo de Inovação, e por sua vez ao Marketing, é a Apple. Steve Jobs, um dos maiores visionários da era moderna sempre se preocupou em apresentar produtos excepcionais ao mercado, onde a vertente estética e funcional sempre assumiram uma atenção especial.

Além de ter revolucionado a usabilidade dos Pc ‘s (iMac), com um sistema operativo visual, estético e fácil de usar, seguiu-se a revolução nos dispositivos móveis de música (iPod), onde a facilidade de personalizar as músicas que queríamos ouvir e a facilidade de transferência dessas mesmas músicas assumiu uma atenção especial, tendo revolucionado toda a indústria da música.

Mas não se ficou por aqui. De seguida focou-se nos dispositivos móveis de comunicação, os telemóveis, que no início apenas serviam para fazer e receber chamadas e sms ‘s, e pouco mais. Steve Jobs pensou no telemóvel (iPhone) como uma extensão do ser humano, como um aliado precioso de muitas das funções que queremos executar no dia-a-dia, envolvendo comunicação, trabalho, acesso e partilha de informação, entretenimento, etc.

De seguida pensou numa nova categoria de produto, cujos estudos de mercado indicavam pouco potencial no início, porque os consumidores não entendiam muito bem o que poderiam fazer com ele: os tablets (iPad). O início da revolução editorial começou, e dentro de alguns anos o livro físico será uma peça de museu. Hoje em dia podemos observar crianças a pegar em livros e a tentar expandir com os dedos a informação que está nesses mesmos livros, como se fosse possível executar a mesma função que encontramos nos tablets ou nos smartphones.

O sucesso da usabilidade dos tablets é fácil de reconhecer observando crianças de 2 ou 3 anos, que mesmo ainda não sabendo ler e escrever conseguem utilizar esse dispositivo para jogar jogos, ver vídeos no youtube, entre outras funções de fácil usabilidade que a tecnologia permite.

Steve Jobs já não está entre nós, mas o seu sonho de um iWatch, de um iCar ou de uma iHouse, mesmo que os 2 últimos exemplos possam não ser um produto a 100% da Apple, estão em desenvolvimento. A internet das coisas começa ao poucos a ser uma realidade, e o futuro que nos espera será radicalmente diferente do presente e do passado a que nos habituamos, “porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são aquelas que o mudam” (Apple, Think Different, 1997)

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica

Artigo de Opinião “Competitividade das Empresas” (Revista SPOT)

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Competitividade das Empresas

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

A “Crise” só existe para as empresas e organização que encontram dificuldades na adaptação à mudança, e uma das principais características da sociedade actual é o aumento desse ritmo de mudança, em grande medida provocado pela maior aposta no conhecimento e no desenvolvimento tecnológico, que impulsionam a Inovação, em diferentes áreas da sociedade, tal como tem acontecido no mundo empresarial.

A capacidade competitiva de uma empresa, hoje em dia, está em grande medida correlacionada com a sua capacidade de Inovação. E por sua vez, os países com maior capacidade de inovação apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e de riqueza.

Portugal tem dado maior atenção à temática da inovação, sendo esta uma política transversal a toda a União Europeia. O “rosto” mais evidente desta política é o “Portugal 2020”, que consiste, ao nível das empresas, em sistemas de incentivos para apoiar a competitividade através de uma maior aposta na inovação, nas suas diferentes vertentes (conhecimento, investigação & desenvolvimento, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, etc.) bem como numa maior aposta no marketing (onde o marketing inovador, o marketing digital e o marketing internacional assumem um papel de maior relevo).

Hoje em dia, uma empresa deve ter uma visão abrangente do mercado, estando disposta a apostar numa presença global, na criação e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, na criação de marcas credíveis e com notoriedade, canais de distribuição adequados, presenças digitais bem elaboradas, além de uma força de vendas motivada e focada, tudo com o objectivo de satisfazer as necessidades do mercado, que vão mudando ao longo dos tempos, e vão tendo sempre diferentes soluções a cada momento.

Esta maior competitividade global coloca maiores desafios às empresas, bem como aos profissionais que contribuem para o seu desenvolvimento. A flexibilidade, melhoria contínua e criatividade, devem ser orientadas e focadas para a resolução de problemas reais e importantes na sociedade, e que permitam a sua monetização.

É possível o lançamento de estratégias inovadoras em sectores não lucrativos, como acontece por exemplo, no sector estatal, ou em organizações sem fins lucrativos, no entanto para que exista inovação nas empresas é preciso que o mercado acolha esses novos produtos e serviços com rentabilidade adequada para quem desenvolve essas propostas únicas de valor.

As empresas que conseguirem esse desiderato, de uma forma consciente e contínua, estarão sempre um passo à frente da sua concorrência, e mais preparadas para os desafios que irão enfrentar, e para os sucessos ainda por conquistar, na medida em que inspirado em Darwin já se escreveu que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.

 

Sobre o Autor

Bruno Silva

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.

Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 6

Shark Tank Portugal

Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 6

Considerações sobre os 5 projectos apresentados:

ORIGAMA (Toalha de Praia com Apoio de Costas)
(INVESTIMENTO DE 120 Mil€ por 30% – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira)
– Empreendedores pediam 100 Mil€ por 10% (Avaliação de 1M€)
– Já venderam 10 mil unidades. (30€/cada) e facturaram 300 mil€, em 2014.
– O custo de produção é neste momento de 13,60€, mas pode baixar para os 8€ com maiores quantidades produzidas. Aos distribuidores o preço é de 30€. O PVP é de 44,9€
– Esperam vender 1M€ em 2015. Neste momento têm 7 Trabalhadores + 3 comerciais e pretendem expandir o negócio. No digital têm cerca de 120 mil likes no Facebook e o site tem mais de 220 mil visualizações/ano. Já exportam para 40 países, e têm já lojas presenciais a vender o produto.
– O produto está patenteado (Patente europeia).
– Existiu uma proposta de 3 Sharks – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira (120 mil€ por 30%) e outra proposta do João Koehler por 200 mil€ (51% do negócio). Os empreendedores aceitaram a 1ª proposta.
– Este foi até agora dos projectos mais bem apresentados, com sustentabilidade financeira, métricas de vendas, métricas de marketing digital, métricas financeiras, informação sobre força de vendas e presença física, informação sobre a propriedade intelectual, tratando-se de um produto em rápido crescimento e em fase de internacionalização. É natural que com estes pressupostos todos alcançados existissem várias propostas para investimento no capital da empresa. Foi um Bom Pitch e um Bom Investimento por parte dos Sharks.

TUGA NATURA (Parque de Diversões ao Ar Livre) (SEM INVESTIMENTO)
– o Empreendedor solicitou 35 mil€ por 10% (Avaliação 350 mil€)
– Este projecto explora um Parque de Diversões ao Ar Livre, utilizando as Laser Tag (Distribuição exclusiva na Península Ibérica). A Facturação em 2014 foi de 80 mil€, e a margem ronda os 40%.
– Apesar de este projecto ter algum potencial de expansão, e poder ser importante para o “cluster” do Turismo, a realidade é que os números financeiros não batem certo com a avaliação feita pelo Empreendedor (múltiplo superior a 4 face à facturação anual e um múltiplo superior a 10 face à margem anual).
– Vários “Sharks” interessaram-se pela Laser Tag e até assumiram que poderão frequentar o espaço como clientes, no entanto enquanto investidores tomaram a melhor opção ao não investirem num projecto que gera pouca margem anual para a avaliação solicitada.

AQUA VERE (Torneira multi-funções) (INVESTIMENTO de 50 mil€ por 100% – Mário Ferreira)
– Os Empreendedores pediam 30 mil€ por 25% da exploração de uma patente de uma Torneira multi-funções (água, líquido e secador). (Avaliação de 120 mil€).
– Apesar de o produto ser interessante e inovador, e ter existido o cuidado na protecção da propriedade intelectual, a verdade é que os jovens Empreendedores estavam mal preparados para apresentar um Pitch sobre a viabilidade do negócio em torno da exploração comercial da Torneira multi-funções. Conheciam mal os custos de produção individual e em escala, qual poderia ser a rentabilidade, projecções de vendas, custos, margens, necessidades de investimento, etc.
– Devido a esse facto ninguém se interessou em ser sócio desse negócio, e a única proposta que existiu foi para a compra da Patente. Mário Ferreira ofereceu 50 mil€ por 100% da patente, e os jovens empreendedores aceitaram a proposta. Foi um investimento interessante, que agora poderá ser explorado com parceiros industriais, e a sua disponibilização a muitos negócios potenciais, como por exemplo o canal “Horeca” (hotéis, restaurantes, cafés) e o canal “particulares”. É também um negócio com potencial de internacionalização.

SMART TRAILER (Atrelado sem rodas para automóvel) (SEM INVESTIMENTO)
– O Empreendedor solicitava 60 mil€ por 20% (Avaliação de 300.000€)
– Até agora, em 5 anos, apenas foram vendidas 58 unidades, com 510€ de margem e 890€ PVP por unidade.
– O Produto não tem “patente”, tendo sido essa umas das principais objecções para o investimento. O Produto também ainda não está “pronto”, já que necessita de algumas melhorias no Design de Produto.
– Trata-se de um produto de nicho, tendo despertado pouco interesse. Miguel Ribeiro Ferreira até tem nas suas empresas todas as máquinas que o Empreendedor precisava de adquirir, só que a avaliação excessiva e as baixas vendas retiraram o interesse ao Shark, que noutro cenário poderia ter-se tornado sócio deste projecto. Sem patente, sem marca registada e com pouco histórico de vendas é difícil que algum investidor se interesse por um negócio deste género, ainda para mais com uma avaliação excessiva e irrealista.

MITA (Fraldas reutilizáveis) (INVESTIMENTO de 30 mil€ por 50% – Tim Vieira)
– A Empreendedora solicitava 20 mil€ por 15% (Avaliação de 133 mil€).
– Em 2014 esta marca de Fraldas reutilizáveis venderam 5 mil€, e cada produto custa 4€, e o Kit completo custa 10€/Cada.
– A ideia tem algum interesse, mas trata-se de um produto de “nicho” nos mercados mais amadurecidos, destinado para crianças alérgicas às fraldas descartáveis, ou a pais preocupados com a questão da ecologia.
– João Koehler, que actua no sector, foi algo duro e frontal sobre esta ideia de negócio. Outros Sharks tentaram colocar alguma água na fervura, e o Tim Vieira acabou mesmo por investir 30 mil€ por 50% do negócio.
– Apesar de ser um produto de “nicho” é um produto que pode ser internacionalizado, e como o Shark tem relações com o continente Africano pode tentar explorar esse produto em países em desenvolvimento, onde as famílias que não tenham tanta capacidade financeira para comprar as fraldas descartáveis. Sem essas ligações internacionais o investimento seria mais arriscado. Neste caso, é um investimento que se aceita por parte do Tim Veira.

Vídeo do Episódio Completo:

 

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# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
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