Pode a inovação mudar um país?

January 17, 2007 by  
Filed under Opinião BS

Por Bruno Silva

In Innoveight – Clube de Inovação / Revista Inovar-te

Sendo a inovação um processo de introdução de melhorias através da criação de algo novo, e estando os países em constante mudança, torna-se pertinente a aplicação de políticas de inovação que estimulem o desenvolvimento das regiões, organizações e cidadãos, nas suas mais diversas esferas.

A existência de uma forte relação entre a inovação e o desempenho económico tem levado a uma maior notoriedade desta temática. Mas para se mudar um país é fundamental mudar as pessoas, suas mentalidades, e até mesmo a forma como encaram a própria vida.

Apenas a mente preparada consegue inovar, e para inovar é necessário o desenvolvimento de processos criativos, que dependem do conhecimento detido pelas pessoas, sendo dessa forma fundamental a aposta em “países do conhecimento” ou até mesmo “países criativos”.

Para finalizar, creio que devemos perguntar o que é que a inovação pode fazer por um país, mas também deveremos perguntar o que é que um país está disposto a fazer pela inovação.

Sobre o Autor

Bruno Silva

Fundador e Manager da InnovMark
Fundador e Manager do Portal Inovação & Marketing
Consultor, Formador e Orador sobre Inovação, Marketing e Empreendedorismo
* Licenciado em Gestão na Universidade do Minho
* Pós-Graduado em Marketing no IPAM – The Marketing School
* Pós-Graduado em Gestão da Inovação, Tecnologia, e Conhecimento na Universidade de Aveiro
* Especializado em Empreendedorismo de Base Tecnológica na Universidade de Aveiro
* Formações em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, Pedagógica de Formadores.

Organizações em Rede

October 31, 2006 by  
Filed under Opinião BS

Por Bruno Silva

Uma organização em rede corresponde à interligação de uma organização, (conjunto de individuos que interagem de forma a alcançar determinadas tarefas tendo um propósito, uma missão em comum) com outras organizações, no sentido de estabelecer parcerias e estreitar sinergias no sentido de alcançar os propósitos a que se propõem. Redes não são organismos com um estrutura organizacional definida e uniforme, normalmente é flexivel fluida plural e descentralizada. Em rede as partes se unem para perseguir os objectivos especificos acordando os principios acordados. As redes permitem a convivencia e o trabalho comum de grupos, individuos e organizações bem diferentes, que não necessitam de alterar as suas posições particulares para actuarem em conjunto. Actualmente uma organização não consegue sobreviver isolada.Cada vez mais é essencial a partilha de informação, de competências, de conhecimento, conseguindo dessa forma maximizar as mais-valias de cada uma das organizações podendo apresentar-se um benefício superior. As organizações actualmente devido às TIC conseguem estabelecer parcerias com organizações em qualquer ponto do mundo, já que o factor territorial deixou de importar. Neste momento através de meios de comunicação moveis, internet, etc pode-se comunicar de uma forma simples e rápida alcançando o conceito de “aldeia global”. No novo paradigma é possivel ter-se um fornecedor da china, no minuto seguinte enviar por e-mail os conteudos necessários para o marketeer no Reino Unido, em seguida falar com o canal de distribuição dos EUA através de Voip, Teleconferencia e muitas outras formas de comunicação digitais.

Naturalmente o conceito de organização em rede está intimamente ligado ao conceito de Sociedade da Informação, que segundo Gouveia e Gaio (2004) “corresponde a uma sociedade que recorre predominantemente às Tecnologias da Comunicação e Informação para a troca de informação em formato digital, suportando a interacção entre indivíduos e entre estes e instituições, recorrendo a práticas e métodos em construção permanente” A organização em rede é possível devido a um uso crescente do formato digital que é possibilitado pelo uso intensivo de tecnologias de informação e comunicação.

Necessariamente deverá tentar obter-se um equilíbrio entre as tecnologias e a informação de forma a permitir a manipulação, recuperação e uso da informação; organização, representação e visualização da informação; e também combater o excesso de informação. As TIC´s permitem desta forma um aproximar das organizações, tornando-as mais abertas para o meio envolvente e em constante partilha. Obviamente que esta situação afecta também os indivíduos e até as próprias sociedades. Muitas serão as alterações no futuro mas é cada vez mais certo que o futuro será em “rede”.

Sobre o Autor

Bruno Silva

Fundador e Manager da InnovMark
Fundador e Manager do Portal Inovação & Marketing
Consultor, Formador e Orador sobre Inovação, Marketing e Empreendedorismo
* Licenciado em Gestão na Universidade do Minho
* Pós-Graduado em Marketing no IPAM – The Marketing School
* Pós-Graduado em Gestão da Inovação, Tecnologia, e Conhecimento na Universidade de Aveiro
* Especializado em Empreendedorismo de Base Tecnológica na Universidade de Aveiro
* Formações em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, Pedagógica de Formadores.

Internet: Que Segurança?

August 2, 2006 by  
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Por Bruno Silva

Nos últimos tempos tem-se assistido a algumas situações mediáticas relativamente a falhas de segurança do mundo virtual.No universo Blogger Português o Abrupto de Pacheco Pereira assume um papel de grande destaque, sendo dos mais visualizados. Acontece que nos últimos dias tem sido consistentemente vítima de ataques, surgindo um blog alternativo fazendo-se passar pelo Abrupto original, isto sem que até agora se tenha conseguido resolver a situação.Esta situação levanta uma questão óbvia: Quem garante a segurança electrónica? A Internet tem assumido e assumirá nos próximos anos um papel de primordial importância para todos nós, nos mais diversos domínios da nossa vida.

Em pouco anos a Internet conseguiu ter uma adopção mais rápida que a rádio ou até mesmo a televisão, demonstrando ser uma das maiores inovações que o homem conheceu nas últimas décadas.

Agora convêm reflectir sobre o seguinte: Se em vez de o ataque ter sido a um blog com uma média 30.000 visitantes por semana, tivesse sido a uma das rádios nacionais, ou mesmo a um canal de televisão, e temporariamente esse meio de comunicação original fosse substituído, que tipos de reacção teriam as nossas entidades?

O que nos leva a outro ponto. Se as autoridades oficiais se queixam que não dispõem de armas ou automóveis funcionais, como é que estarão preparadas para este novo mundo informático, onde começam a surgir cada vez mais ciber-crimes?

Abordo também um segundo caso, este sim mais mediático, o suposto e-mail da Caixa Geral de Depósitos. Eu fui uma das pessoas que foi brindada com esse mail. Obviamente que se verificava facilmente que o e-mail era falso, mas e se o e-mail não tivesse os tais erros ortográficos, será que algumas pessoas não poderiam ter sido ludibriadas por esta situação? E como é que é possível que os responsáveis de tal feito tenham tido acesso a milhares de e-mails pessoais?

Tanto um caso com outro me parecem graves, e só vêm colocar maior resistência ao Comércio Electrónico, já que uma das questões apontadas nos principais estudos nacionais e internacionais sobre a não compra de produtos / serviços online é mesmo a falta de segurança nos processos electrónicos.

Naturalmente o criminoso está à frente da lei e da forças de autoridade, mas torna-se vital que as nossas organizações que zelam pela lei e ordem se modernizem e se apetrechem dos mecanismos suficientes para saber lidar de forma rápida e eficaz com estas novas e complexas questões, para bem de todos nós.

Sobre o Autor

Bruno Silva

Fundador e Manager da InnovMark
Fundador e Manager do Portal Inovação & Marketing
Consultor, Formador e Orador sobre Inovação, Marketing e Empreendedorismo
* Licenciado em Gestão na Universidade do Minho
* Pós-Graduado em Marketing no IPAM – The Marketing School
* Pós-Graduado em Gestão da Inovação, Tecnologia, e Conhecimento na Universidade de Aveiro
* Especializado em Empreendedorismo de Base Tecnológica na Universidade de Aveiro
* Formações em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, Pedagógica de Formadores.

Portugal… Que Estratégia?

July 18, 2006 by  
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Por Bruno Silva

In Blog Empreender (Secção Connectis)

De acordo com a teoria do ciclo de vida do produto de Vernon, existem 3 estágios de produtos: 1 – Novo produto onde a componente mão-de-obra qualificada e a inovação são fundamentais. 2 – Produto maduro assumindo o marketing e o custo do capital papeis de primordial importância. 3 – produto standardizado, onde o consumo de massa, alicerçado pelas matérias primas, capital e mão-de-obra pouco qualificada é essencial.

Nas últimas décadas Portugal assentou a sua estratégia nas indústrias apoiadas em mão-de-obra pouco qualificada, que têm disponibilizado produtos em fase de standardização, ou seja, produtos de baixo valor. Com a concorrência Chinesa e de Leste este posicionamento deixou de ter fundamento já que relativamente a esses atributos perdemos muita competitividade no mercado onde actualmente estamos abrangidos.

Por sua vez, Michael Porter defende a existência de 3 factores fundamentais para o posicionamento estratégico: 1 – criação de um posicionamento único e de valor, o que normalmente se chama de “unique selling proposition”, 2 – estabelecimento de trade-offs, ou seja, definir o que não deve ser feito, e onde se deverá alocar grande parte dos recursos, 3 – a criação de “fits”, ou seja, a forma como as actividades de uma organização interagem e se reforçam mutuamente, impossibilitando que facilmente se efectue Benchmarketing à própria organização, ou seja, a comparação dos concorrentes face às melhores práticas do sector.

O Posicionamento envolve então a performance de diferentes actividades face aos rivais, onde a componente de Inovação é fundamental, e também a aposta no desenvolvimento de actividades similares apresentando diferentes formatos dos concorrentes, onde o Marketing possibilita a diferenciação das percepções apreendidas pela mente dos consumidores.

Atendendo a estes aspectos, torna-se premente para Portugal efectuar uma forte aposta nos dois primeiros estágios de produto, onde os vectores chave deverão assentar na qualificação dos recursos humanos, capacidade inovadora e empreendedora, financiamento e apoio ao investimento, através da maior aposta no capital de risco por parte do sector financeiro, e por ultimo nas acções de Marketing, onde a criação de marcas internacionais é cada vez mais um imperativo para as organizações nacionais.

Para tal aposta vingar teremos de estabelecer trade-offs, abandonando actividades pouco rentáveis ou com fracas perspectivas a médio-longo prazo, ou seja, actividades fortemente assentes na mão-de-obra barata e pouco qualificada, e realocando recursos apostando num novo posicionamento que nos permita aumentar o valor dos produtos / serviços produzidos.

Finalizando, através deste reposicionamento estratégico difícil de ser concretizado num curto espaço de tempo, mas urgente e necessário, poderá ser possível começar a resolver o famigerado problema da produtividade nacional, elevando a riqueza produzida em Portugal.

Sobre o Autor

Bruno Silva

Fundador e Manager da InnovMark
Fundador e Manager do Portal Inovação & Marketing
Consultor, Formador e Orador sobre Inovação, Marketing e Empreendedorismo
* Licenciado em Gestão na Universidade do Minho
* Pós-Graduado em Marketing no IPAM – The Marketing School
* Pós-Graduado em Gestão da Inovação, Tecnologia, e Conhecimento na Universidade de Aveiro
* Especializado em Empreendedorismo de Base Tecnológica na Universidade de Aveiro
* Formações em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, Pedagógica de Formadores.

Cliente único, Organização única

July 17, 2006 by  
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Por Bruno Silva

Analisando as recentes tendências de mercado facilmente se pode constatar a existência de uma luta entre as organizações pela conquista, retenção e fidelização dos clientes. Se há alguns anos a tónica centrava-se no “hard-selling” e na orientação para o negócio, agora surge a venda de relação e a orientação para o cliente. “Podem ter o carro que quiserem, desde que seja preto”. A célebre frase de Henry Ford era o expoente máximo de uma filosofia de mercado que tento acreditar não existir mais nas organizações nacionais. Devo afirmar também que quanto mais analiso as estratégias de marketing da maioria das organizações portuguesas, na sua maioria pme´s, rapidamente me convenço que será difícil acreditar na reorientação existencial dessas mesmas organizações nacionais.

A orientação para os clientes terá de ser acima de tudo uma filosofia, uma forma de estar, assente numa visão partilhada por todos os membros de uma organização, com vista ao fortalecimento dos relacionamentos estabelecidos com o seu meio externo, em particular e principalmente com os seus clientes, razão de ser da existência dessa mesma organização.

Acontece que para uma organização estar orientada para os clientes torna-se premente o conhecimento destes, de forma a se poder oferecer propostas que os mesmos considerem ser de valor, de forma a iniciar ou a prolongar a relação comercial existente entre ambos. Contudo todos os clientes são únicos, sofreram influências diferentes, vivem em contextos próprios, sentem necessidades únicas e específicas, têm ideais de vida e aspirações particulares, e atendendo a esta multiplicidade de diferenças as organizações sentem maior necessidade de personalizar a relação com cada cliente. É o ascender do Marketing One-to-One.

Se até há bem pouco tempo esta expressão era considerada como um idealismo difícil de ser alcançado, as novas tecnologias de informação vieram confirmar que afinal esse idealismo está bem mais próximo do que se julgava. Através das tecnologias de Crm (Customer relationship management) e do web-marketing, é possivel caracterizar o cliente, podendo as organizações tomar consciência das suas especificidades.

Don Peppers, o guru do Marketing One-to-One, desenvolveu o modelo IDIP que permite entender de que forma poderá ser desenvolvida a relação personalizada com cada cliente. Em 1º lugar é fundamental Identificar o cliente, com o maior detalhe possível, sendo possível reconhece-lo em todos os pontos de contacto com a organização. Em 2º lugar a Diferenciação é essencial podendo ser desenvolvida uma categorização dos clientes pelas suas diferentes necessidades, preparando-se para os tratar de forma diferente. Em 3º lugar é importante Interagir com o cliente de forma a fortalecer o relacionamento, tendo em conta o historial entre ambos. Por último, torna-se imprescindível Personalizar alguns aspectos da proposta de valor a oferecer aos clientes, de forma a melhor atender às suas necessidades.

Adoptando esta filosofia será possível a qualquer organização personalizar em massa os produtos / serviços a disponibilizar, a forma como são entregues, a forma como o “call center” responde aos telefonemas dos clientes, ou por exemplo, a forma como o site se apresenta aos clientes. Neste cenário a lógica do lucro dá origem à lógica do “life time value”, onde a manutenção e reforço da ligação entre organização e cliente é fundamental.

Actualmente assiste-se a diversos exemplos desta filosofia, como por exemplo o sector automóvel que permite a customização dos automóveis, a Nike que disponibiliza a possibilidade de os clientes personalizarem as suas sapatilhas, multiplicando-se os casos de organizações, mesmo as de grande consumo, que se esforçam por olhar os clientes como sendo únicos. Se a tónica anterior era a de “empurrar” o produto ao cliente, actualmente o objectivo é o de levar o cliente a “desejar” a oferta disponibilizada pela organização, pondo em prática o ciclo do feedback do cliente, “Eu conheço-te e lembro-me de ti. Diz-me o que queres. Eu faço-o por ti”.

Sobre o Autor

Bruno Silva

Fundador e Manager da InnovMark
Fundador e Manager do Portal Inovação & Marketing
Consultor, Formador e Orador sobre Inovação, Marketing e Empreendedorismo
* Licenciado em Gestão na Universidade do Minho
* Pós-Graduado em Marketing no IPAM – The Marketing School
* Pós-Graduado em Gestão da Inovação, Tecnologia, e Conhecimento na Universidade de Aveiro
* Especializado em Empreendedorismo de Base Tecnológica na Universidade de Aveiro
* Formações em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, Pedagógica de Formadores.

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