Artigo de Opinião “Os 6 Pilares da UE para o Plano de Recuperação e Resiliência” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Plano de Recuperação e Resiliência (PPR) irá apostar em domínios de intervenção estruturados em 6 pilares relevantes da UE onde se incluem a transição ecológica; a transformação digital; o crescimento inteligente sustentável e inclusivo; a coesão social e territorial; a saúde e resiliência económica, social e institucional; e por fim as políticas para a próxima geração – crianças e jovens.

Estes 6 Pilares relevantes da UE vão ser transversais aos 3 eixos de intervenção em Portugal: Resiliência, Transição Climática e Transição Digital.

Em termos de Resiliência vão existir 9 Componentes de investimento onde estão incluídos o Serviço Nacional de Saúde, a Habitação, as Respostas Sociais, a Cultura, a Capacitação e Inovação Empresarial, as Qualificações e Competências, as Infraestruturas, as Florestas e a Gestão Hídrica.

Em termos de Transição Climática vão existir 6 Componentes de investimento onde estão incluídos o Mar, a Descarbonização da indústria, a Bioeconomia Sustentável, a Eficiência Energética dos Edifícios, o Hidrogénio e Renováveis e também a Mobilidade Sustentável.

Em termos de Transição Digital vão existir 5 Componentes de investimento onde estão consideradas as Empresas 4.0, a Qualidade e Sustentabilidade das Finanças Públicas, a Justiça Económica e Ambiente de Negócios, a Administração Pública mais Eficiente e por fim a Escola Digital.

Recentemente o Primeiro Ministro referiu que as empresas devem começar a preparar as suas candidaturas para aceder aos fundos comunitários no âmbito do PPR, no entanto ainda não se sabe nada sobre o cronograma atempado dos diversos avisos e sobre eventuais candidaturas, sobre aos critérios de elegibilidade das empresas, elegibilidade da tipologia dos investimentos, prazos de candidatura e de execução dos investimentos, taxas de co-financiamento a fundo perdido e/ou linhas de crédito, dotação orçamental por tipologia de investimento ou por áreas geográficas, critérios de mérito para aprovação dos projetos, e objetivos a alcançar em cada tipologia de investimento empresarial.

Sem essas informações nenhuma empresa pode preparar nenhuma candidatura para a realização de um projeto de investimento e adequar esses investimentos à sua gestão estratégica e operacional, a não ser que se pretenda incentivar candidaturas a investimentos realizados em cima do joelho, sem grande meritocracia ou sem grande sustentabilidade.

Esperemos que exista uma alteração e uma clarificação no discurso político a nível nacional e que finalmente os atores económicos possam definir investimentos com regras claras e comunicadas atempadamente, com prazos de candidatura e de execução conhecidos com a devida antecedência, com prazos de avaliação das candidaturas muito mais céleres do que tem acontecido, e cujos investimentos apostem sobretudo na inovação, na qualificação de recursos humanos e na internacionalização da economia.

Bruno Silva

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# Coach, Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “A Habitação no Plano de Recuperação e Resiliência” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

A temática da habitação é assumida como uma componente importante do Plano de Recuperação e Resiliência aprovado recentemente por Bruxelas, assumindo um investimento de 2.733M€. No entanto a eficiência energética dos edifícios, onde os edifícios habitacionais também são considerados, assume-se também como outra componente importante do Plano com um investimento 610M€.

Em termos de habitação existe a intenção de relançar e reorientar a política de habitação e dar resposta às carências estruturais permanentes ou temporárias. Em termos de reformas é lançado o Plano Nacional de Alojamento Urgente e Temporário, e em termos de Investimentos são variados os programas de investimento, onde é considerado um programa de apoio ao acesso à habitação com 1.211M€ de investimento, uma Bolsa Nacional de alojamento urgente e temporário com 176M€, o reforço da oferta de habitação apoiada na Região Autónoma da Madeira com 136M€ e o aumento das condições do parque habitacional da Região Autónoma dos Açores com 60M€. O Parque Público de Habitação a custos acessíveis (empréstimo) representará 775M€ e o Alojamento Estudantil a custos acessíveis (empréstimo) representará 375M€.

Recentemente a ministra da Modernidade do Estado e da Administração Pública anunciou que irá ser lançada uma residência universitária em Lisboa dedicada a filhos de funcionários públicos, medida essa que foi amplamente criticada pelo facto de estar a orientar a ação política por caminhos perigosos. Ao mesmo tempo as residências privadas Zmar em Odemira foram sujeitas a requisição civil decretada pelo governo para servirem de alojamento temporário para pessoas em quarentena. Dois exemplos que em nada abonam para uma política sensata de equilíbrio entre os interesses de cidadãos da esfera privada e da esfera pública e estatal.

Qualquer política de acesso a habitação ou alojamento acessível deve ser transversal e acessível a toda a população de forma igualitária e não se deve começar a dividir os portugueses em “castas”. Por outro lado, considero pouco adequado que o Estado decida requisições civis de habitações privadas sem esgotar outras soluções criativas e fáceis de implementar para colocar pessoas em quarentena. A China criou estruturas temporárias em poucos dias para fins de combate à pandemia, e em Portugal existem muitas empresas de referência nas áreas da engenharia e da construção civil que poderiam implementar estruturas temporárias em qualquer parte do país para o combate à pandemia.

O Plano de Recuperação e Resiliência e o Portugal 2030 só poderão ser um sucesso se forem dadas condições de desenvolvimento às empresas e à iniciativa privada, que tem sido o motor do desenvolvimento económico em Portugal, na Europa e em todas as sociedades democráticas e livres, e que têm apostado na meritocracia, na inovação e na defesa dos direitos fundamentais de todos os cidadãos.

Bruno Silva

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# Coach, Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

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# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “A Transição Climática” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

A Transição Climática é um dos 3 pilares essenciais do Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), além dos pilares da Resiliência e da Transição Digital, e irá aplicar verbas europeias para a recuperação da economia portuguesa, fazendo parte da designada “Bazuca” europeia.

Ao nível da Transição Climática, que concentra 21% do total do investimento, existem 5 Componentes de intervenção em áreas estratégicas, como é o caso da mobilidade sustentável, a descarbonização da indústria, a bioeconomia sustentável, a eficiência energética em edifícios e também a área das energias renováveis.

Ao nível da mobilidade sustentável existe o objectivo de assegurar o desenvolvimento de projectos robustos com forte contributo para a melhoria dos sistemas coletivos, com especial incidência para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Em termos de descarbonização da indústria pretende-se alavancar a descarbonização do sector industrial e empresarial e promover uma mudança de paradigma na utilização de recursos, contribuindo para acelerar a transição para uma economia neutra em carbono.

A bioeconomia sustentável pretende acelerar a produção de produtos de alto valor acrescentado a partir de recursos biológicos, através da transição climática e do uso sustentável e eficiente de recursos, com especial incidência na industrial do têxtil e do vestuário, na indústria do calçado e na valorização da resina natural.

A eficiência energética em edifícios é uma componente que pretende a reabilitação energética e a eficiência energética de edifícios residenciais, edifícios da administração pública central e também edifícios de serviços.

Por último, em termos de energias renováveis pretende-se promover a transição energética por via do apoio a energias renováveis, com grande enfoque na produção de hidrogénio e de outros gases de origem renovável, além da potenciação de energias de fonte renovável nas regiões da Madeira e dos Açores.

A Sustentabilidade é a sexta onda de inovação da sociedade moderna, depois da era da revolução industrial, da era do vapor, da era da electricidade, da era da produção em massa e da era das tecnologias da informação e comunicação. Estamos no início de uma era que irá moldar a forma como a sociedade e a economia vão funcionar nas próximas décadas e esta é mais uma etapa da União Europeia para concretizar o objectivo de se alcançar um planeta e uma sociedade mais sustentável e mais “verde”.

Bruno Silva

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# Coach, Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “O Plano de Recuperação e Resiliência” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), que irá aplicar verbas europeias adicionais para a recuperação da economia portuguesa, e que faz parte da designada “Bazuca” europeia, irá aplicar 16,4 mil milhões de euros em subvenções, além de 14,2 mil milhões de euros possíveis em empréstimos, através de 3 mecanismos financeiros. Além deste valor ainda falta executar até 2023 cerca de 11,2 mil milhões de euros do Portugal 2020 (43% do total), e estarão disponíveis para o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2029 cerca de 33,6 mil milhões de euros.

Estes números actualizados foram apresentados no momento em que se conhece as componentes do PPR e os respetivos Investimentos Associados. Existirão 3 grandes áreas estratégicas no PPR ao nível da resiliência, da transição climática e da transição digital.

Em termos de resiliência, cerca de 8.543M€ em subvenções e 2.399€M€ em empréstimos serão aplicados no Serviço Nacional de Saúde, Habitação, Respostas Sociais, Eliminação das Bolsas de Pobreza, Investimento e Inovação, Qualificações e Competências, Infraestruturas, Florestas e Gestão Hídrica.

Em termos de transição climática, serão aplicados 2.888M€ em subvenções e 300M€ em empréstimos nas temáticas da Mobilidade Sustentável, Descarbonização da Indústria, Bioeconomia Sustentável, Eficiência Energética em Edifícios e Hidrogénio e Renováveis.

Em termos de transição digital, serão aplicados 2.513M€ em subvenções nas temáticas da Escola Digital, Empresas 4.0, Qualidade e Sustentabilidade das Finanças Públicas, Justiça Económica e Ambiente de Negócios e Administração Pública – Capacitação, Digitalização e Interoperabilidade.

As verbas disponíveis para a próxima década irão corresponder ao dobro das verbas que Portugal costumava receber para o mesmo período temporal e nesse sentido é fundamental que sejam implementadas várias melhorias ao nível do investimento.

Recentemente o Ministério do Planeamento referiu que pretende melhorar a divulgação das oportunidades de apoio ao investimento através das redes sociais, no entanto considero que é necessário melhorar vários outros aspectos como é o caso do Calendário Anual de candidaturas ao investimento e o respeito pelos prazos previstos da abertura das candidaturas, uma maior clarificação dos critérios de aprovação das candidaturas e a fundamentação de aprovação ou de rejeição, o respeito pelos prazos de análise e de resposta às candidaturas submetidas, a simplificação e maior rapidez nos pedidos de reembolsos dos projectos aprovados, a melhoria da comunicação pública dos projectos aprovados e apoiados em Portugal, e no geral é necessário reduzir bastante a burocracia e procedimentos complexos durante todas as fases da candidatura ou de execução dos investimentos.

Todas as sugestões de melhoria mencionadas são aspectos que têm afastado ou desmotivado vários investidores ou potenciais investidores, e compete ao Governo melhorar significativamente estes aspectos se de facto existe a intenção de apostar e apoiar o talento nacional e tornar Portugal num país mais competitivo, global e inovador.

Bruno Silva

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# Coach,Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “A Educação para o Portugal 2030” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Governo português definiu a área da Qualificação, Formação e Emprego como uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento do país nos próximos 10 anos, tendo como objectivo prioritário assegurar a disponibilidade de recursos humanos com as qualificações necessárias ao processo de desenvolvimento e transformação económica e social nacional, assegurando a sustentabilidade do emprego, ou seja, recursos humanos que ajudem Portugal a ser uma economia mais inovadora, mais competitiva e mais global.

Ao nível da Qualificação e Formação um dos pilares passa pela Educação e Formação de Jovens visando o combate ao abandono e insucesso escolar, o alinhamento das vias profissionalizantes no secundário com as novas especializações pretendidas pelo mercado laboral, a formação superior de curta duração para novas profissões e a formação avançada.

Em termos de Qualificação e Formação de Adultos, a reconversão para novas competências é uma prioridade e importa acrescentar também a necessidade de se apostar mais no reconhecimento, validação e certificação de competências dos adultos que têm muita experiência e aprendizagens ao longo da vida, devendo existir maior divulgação deste tipo de processos por parte do Governo e da rede de Centros Qualifica, além de o processo de diagnóstico e de acompanhamento dos adultos necessitarem de melhorias significativas face ao que se vai passando no terreno, sendo necessário melhorar o número de adultos envolvidos e certificados ao nível do Programa Qualifica.

O Governo anunciou que o orçamento para este Programa Qualifica iria abranger cerca de 200 milhões de euros investidos no período 2017-2020, num total de 300 Centros Qualifica espalhados pelo país. Segundo a ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, neste momento os adultos certificados não chegam aos 200 mil em cada ano, e a este ritmo seriam necessários 25 anos para certificar as competências escolares e profissionais de mais de 5 milhões de pessoas, atendendo a que apenas existem em Portugal 3 milhões e 700 mil pessoas (com mais de 15 anos) que têm o ensino secundário ou superior concluídos, de acordo com a Pordata, ou seja, 42% de um total de 8 milhões e 900 mil pessoas nessa faixa etária.

Esta é a pior métrica que Portugal apresenta nas áreas críticas para o desenvolvimento do país, e é uma métrica péssima comparando com os restantes países da União Europeia. Se analisarmos as estatísticas do Eurostat relativamente a cada país da União Europeia ao nível escolaridade da população (entre os 25 e os 64 anos), é possível perceber que Portugal está na cauda da europa com apenas 52% da população nessa faixa etária a ter concluído o ensino secundário e/ou superior, estando a média da europeia nos 78%, e apenas 5 países estão abaixo da média europeia: Grécia, Itália, Espanha, Malta e Portugal!

Para a inovação de uma região é fundamental o acesso a tecnologia e a conhecimento de qualidade, e nesse sentido continuando-se a apostar numa política que tem dificultado a educação e certificação de adultos dificilmente Portugal conseguirá melhorar significativamente a sua competitividade nos próximos anos.

Bruno Silva

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# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

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