Artigo de Opinião “O Sector da Moda” (Revista SPOT)

 

O Sector da Moda

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

O sector da Moda, que incluí actividades como o têxtil e vestuário, calçado e outras áreas associadas, teve há alguns anos previsões de cataclismo e de que seria um sector em declínio, na medida em que apostava principalmente em produtos de baixa qualidade, baixa tecnologia e baixo preço. Contudo, nos últimos anos temos assistido a uma revitalização e regeneração do sector com exportações superiores a 5 mil milhões de euros / ano, devido à aposta em produtos com maior qualidade, aposta tecnológica, criação de marcas próprias, reforço da distribuição e logística.

A região do Minho é fundamental para o sector da Moda na medida em que o vale do Cávado e o vale do Ave têm como uma das principais actividades a indústria do têxtil e vestuário, onde o quadrilátero (Barcelos, Braga, Vila Nova de Famalicão e Guimarães) assume um destaque fundamental na presença geográfica de empresas de referência neste sector, no emprego criado e nas exportações da região.

Atendendo a que a indústria da Moda tem uma forte presença nesta região geográfica é fundamental que também se aposte em movimentos e iniciativas de dinamização dos criadores e das marcas que têm vindo a ser desenvolvidas pelas empresas, designers e pelos estilistas da região. É com satisfação que, por exemplo, temos vindo a assistir na região de Braga a iniciativas como o Moda em Movimento da ACBraga, a Gala dos Jovens Criadores da CMBraga e o Tibães Fashion.

O ecossistema de promoção e de divulgação do melhor que se faz na região, na área da moda, está a dar os primeiros passos, e ainda não tem o mediatismo e os recursos financeiros que outras regiões disponibilizam para o Portugal Fashion, Moda Lisboa, entre outras iniciativas do género. Apesar dessas limitações considero fundamental que a região onde está sediada a maior parte da indústria do têxtil e vestuário aposte também em mecanismos de promoção e de divulgação dos jovens criadores, das marcas em ascensão e dos case-studies de sucesso.

Casos de sucesso como o das empresas Impetus, Salsa e Ana Sousa são bons exemplos de sucesso de empresas na área da moda que têm apostado em inovação, qualidade, marcas próprias e distribuição nacional e internacional. Mais exemplos devem ser seguidos por outras empresas do sector na medida em que a grande maioria das empresas ainda aposta no “private label”, ou seja, no fabrico de coleções para marcas de referência internacional, ficando em Portugal apenas uma parte do valor acrescentado desenvolvido no nosso país.

É através da Inovação, do Design e do Marketing de Moda que as empresas do sector poderão valorizar a quantidade de produtos já produzidos e desenvolvidos, elevando o nível de riqueza e de emprego criado, e nessa medida considero crucial que as estratégias que incidam na criação de marcas próprias, aposta no digital e na distribuição e força de vendas internacional serão sempre cruciais para fortalecer um sector que é fundamental para a região do Minho e também para Portugal.

 

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “A Flórida da Europa” (Revista SPOT)

A Flórida da Europa

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Ao nível do desenvolvimento de Portugal e do seu modelo de competitividade têm surgido 2 correntes importantes nos últimos anos. Uma corrente tem defendido que Portugal deve transformar-se numa “Califórnia da Europa” e outra corrente tem defendido que o nosso país deve transformar-se numa “Flórida da Europa”.

A “Califórnia da Europa” pressupõe uma forte aposta nas industrias criativas, tecnologias de ponta, startups, empreendedorismo tecnológico, tal como tem acontecido nessa região dos EUA com grande destaque para Silicon Valley. Em certa medida Portugal tem apostado também neste caminho, e a aposta no Web Summit, nas incubadoras e aceleradoras tecnológicas, e no posicionamento do capital de risco e business angels a apostar em grande medida neste tipo de sectores de actividade, têm permitido sonhar com esse posicionamento.

A “Flórida da Europa” pressupõe uma forte aposta em serviços direcionados a uma faixa etária mais envelhecida, que incluem serviços de saúde, alojamento local, imóveis de 2ª residência, actividades de lazer, etc. já que é uma região nos EUA para onde se mudam muitas pessoas, séniores já em fase de reforma ou de pré-reforma, de forma definitiva ou então para passarem algumas temporadas do ano naquela região. Neste segmento, o turismo e o imobiliário assume um posicionamento muito relevante, e em grande medida temos assistido também a uma forte aposta neste posicionamento.

Existem vários factores que podem intensificar a que a “Flórida da Europa” seja uma realidade, como as viagens low cost, o preço relativamente baixo do nosso imobiliário, plataformas como o airbnb, tripadvisor, booking entre outros, que permitem facilmente a qualquer turismo encontrar hotéis, guest-houses, casas de alojamento temporário, restaurantes, cafés, bares, ou outros pontos de interesse e de visita, tudo à distância de um telemóvel e de alguns clicks.

À medida que o nosso Turismo tem crescido e vários turistas influentes têm vindo a conhecer a nossa gastronomia, a nossa cultura, a nossa segurança e a nossa boa capacidade de bem receber, cada vez mais os principais destinos portugueses começam a ser referenciados por figuras públicas, líderes de opinião, sites e revistas especializadas que sugerem e promovem o nosso país e as nossas regiões como um local para se visitar ou até mesmo para viver.

Recentemente temos verificado vários exemplos dessas figuras públicas associadas a Portugal como é o caso de John Malkovich, Monica Belluci, Michael Fassbender, Eric Cantona, Christian Louboutin e mais recentemente Madonna! Tratam-se de figuras públicas na maior parte dos casos “séniores”, acima dos 50 anos, com carreiras internacionais de sucesso, com bom nível de vída, e que  irão levar a que mais “seguidores” conheçam o nosso país, permitindo que a “Flórida da Europa” seja uma realidade, e onde também a tecnologia, as startups e a criatividade continuarão a ter um papel importante no nosso desenvolvimento, podendo o nosso país assumir-se com um posicionamento diversificado e atractivo, tendo a hipótese de conciliar de forma equilibrada a visão da “Flórida da Europa” com a visão da “Califórnia da Europa”.

 

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “As Experiências do Consumidor do Futuro” (Revista SPOT)

As Experiências do Consumidor do Futuro

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

A sociedade actual está a sofrer uma mudança de paradigma importante, pelo facto de a obtenção da informação e das formas de comunicação estarem a passar do paradigma tradicional (comunicação presencial, imprensa, rádio, televisão, etc) para um paradigma digital que está a começar a afectar o nosso processo de compra e as nossas experiências enquanto consumidores.

Antigamente existia a tendência de procurar informação, referências e opiniões à nossa rede de contactos, amigos, família, etc. e de prestarmos atenção à publicidade dos mass-media e à informação disponível no ponto de venda. Neste momento, além dessas opções começamos a prestar dar cada vez maior atenção à informação que podemos pesquisar online nos motores de busca ou que podemos consultar e pesquisar nos medias sociais.

Cada vez é mais comum um potencial consumidor procurar primeiro a informação na internet, comparar preços, condições e especificações do produto/serviço e depois dessa fase efectuar a compra online ou visitar o ponto de venda presencial. Mesmo no ponto de venda presencial, cada vez mais o que importa é a demonstração e a experiência do consumidor para depois decidir se compensa adquirir o produto ou o serviço no online ou no ponto de venda.

Naturalmente que compras de elevado valor ou de elevado risco continuarão a ser adquiridas preferencialmente no presencial, como é o caso do sector imobiliário e do sector automóvel, mas até neste tipo de comportamentos de compra é habitual a pesquisa de informação iniciar-se no digital.

E chegamos à grande questão: O que será o comércio, os serviços e o retalho do futuro?

Iniciativas como o projecto Amazon Go poderão ajudar a revolucionar a automatização no Ponto de Venda, com check-ins e check-outs automáticos, pagamentos digitais e quase sem interação necessária com funcionários na loja. Nesse modelo de comércio, os funcionários deixam de ser necessários para muitas das tarefas até agora manuais o que poderá originar menor necessidade de postos de trabalho, mantendo-se a necessidade na gestão e reposição dos stocks, no aconselhamento personalizado ao cliente e na gestão e manutenção da infra-estrutura tecnológica.

Com um crescente aumento do comércio eletrónico e com a vaga da indústria 4.0 que pretende aproximar a indústria do consumidor final, existirá menor lugar a grossistas e uma diminuição dos retalhistas, e mesmo o retalho deixará de ser um mero local de stocks, de exposição e de venda, mas acima de tudo um local de experiências onde o cliente poderá interagir com a marca, poderá experienciar e relacionar-se com o seu conselheiro personalizado, sendo dessa forma decisiva a aposta no marketing experiencial e no marketing relacional como vectores fundamentais da estratégia de inovação de uma marca, seja qual for a actividade em que actue.

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CIG, etc.

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# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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Artigo de Opinião “A Inovação no Turismo” (Revista SPOT)

A Inovação no Turismo

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Se tem existido um sector que tem ajudado a impulsionar o desenvolvimento económico de Portugal é o Turismo! Nos últimos anos o sector do Turismo tem ajudado a melhor a nossa balança comercial, face ao exterior, e em 2016 bateu-se todos os recordes com mais de 19 milhões de hóspedes e mais de 53 milhões de dormidas, sendo que 11 milhões de hóspedes vieram do estrangeiro, ou seja, mais de metade dos turistas.

O Sector Turístico está em franco crescimento, e além do tradicional destino “sol e praia” começamos a observar uma diversificação da oferta turística nacional que já começa a apostar em turismo rural, turismo religioso, turismo de negócios, turismo cultural, entre outras vertentes de diversificação que o nosso país oferece.

Numa região relativamente pequena em termos de dimensão, Portugal consegue apresentar uma diversidade geográfica, cultural e gastronómica fantástica que é muito apreciada pela generalidade dos nossos visitantes que já começam a perceber que há mais em Portugal para conhecer além do Algarve, Porto e Lisboa.

A região do Minho, que engloba os distritos de Braga e de Viana do Castelo, tem também apostado nesta tendência de promoção turística oferecendo como é natural destinos de “sol e praia” como é o caso das praias de Esposende, Viana do Castelo, Moledo, entre outros destinos balneares, bem como zonas paisagísticas naturais de excelência como é o caso do Parque Natural da Peneda Gerês.

Analisando algumas das sugestões do Tripadvisor, constata-se que na região norte de Portugal existem várias opções culturais e paisagísticas situadas no Minho muito bem classificadas pelos turistas, para além do destino “praia e mar” como é o caso do Centro Histórico de Guimarães (Castelo de Guimarães, Casa dos Duques de Bragança, Praça de S. Tiago, Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, Largo do Toural, Estátua de D. Afonso Henriques, etc), o Centro Histórico de Braga (Sé, Jardim de Santa Bárbara, Praça da República, Arco da Porta Nova, Palácio do Raio, Rua do Souto, etc), o Santuário e Funicular de Santa Luzia, Igreja da Misericórdia e o Museu do Traje (Viana do Castelo), a Ponte Romana (Ponte de Lima), o Miradouro da Pedra Bela e a Cascata Tahiti (Gerês), o Navio Gil Eannes (Viana do Castelo), o Parque da Penha, Santuário da Penha e o Teleférico (Guimarães), o Bom Jesus e o Sameiro (Braga), o Mosteiro de Tibães (Braga), Museu dos Biscainhos (Braga), a Citânia de Briteiros (Guimarães) a Fortaleza (Valença do Minho), Parque da Devesa (Vila Nova de Famalicão), São Bento da Porta Aberta (Terras de Bouro), Castro de S. Lourenço (Esposende), Santuário de Nossa Senhora da Peneda (Arcos de Valdevez), Torre do Cimo da Vila e o Paço dos Condes de Barcelos (Barcelos), Ponte e o Castelo do Lindoso (Ponte da Barca), Museu do Brinquedo Português (Ponte de Lima) e a Torre do Relógio (Caminha).

Se não fizer férias lá fora, faça férias cá dentro!

 

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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Artigo de Opinião “A Inovação das próximas gerações” (Revista SPOT)

A Inovação das próximas gerações

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Uma das grandes inovações que a nossa sociedade necessita está relacionada com a preparação das próximas gerações para um mundo em rápida mudança, como a capacidade de resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, trabalho em equipa, inteligência emocional, julgamento e processo de decisão, orientação para o serviço, negociação e flexibilidade. Estas são algumas das principais competências-chave que o World Economic Forum defende como cruciais no ano de 2020.

E como será o futuro de uma criança que entra agora na escola primária e que apenas irá trabalhar em 2030? Como será o mundo nessa altura? Que competências e aptidões terá de ter e de dominar? Com um nível de mudança tão rápido como o que se tem verificado nem sempre é fácil realizar previsões a 15 anos ou a mais distância, no entanto algo é fácil de perceber: As escolas, instituições de ensino por excelência, terão de ser capazes de se adaptar para a preparação de problemas complexos e de mudanças exponenciais que a nossa sociedade irá enfrentar e para as quais ainda nem imaginamos na sua plenitude.

O emprego para a vida acabou, hoje em dia é normal um jovem nos primeiros 15 anos de actividade profissional ter uma dezena de experiências profissionais / cargos, e além disso teremos revoluções fundamentais e ondas de inovação, por exemplo, na área digital, na indústria 4.0 e na área da sustentabilidade, que vão acabar com muitos empregos pouco qualificados / especializados, que acabarão por se tornar obsoletos, enquanto outros empregos irão ser criados em áreas de competência onde serão necessárias maiores níveis de conhecimento e o domínio das tais competências-chave que as nossas crianças terão de aprender a dominar com mestria no futuro.

Este é um processo e responsabilidade de todos: governos, instituições de ensino, famílias e sociedade civil no geral, que terá de encontrar mecanismos de apoio ao ajustamento social e de suavização de períodos de reorientação profissional que as próximas décadas vão acentuar, já que as grandes ondas de inovação referidas poderão originar constantes períodos de ajustamento profissional com implicações sociais e familiares para os “profissionais” do futuro.

Para que as actuais crianças tenham a capacidade para desenvolver um impacto marcante nas suas vidas profissionais e na nossa sociedade, será fundamental pensar seriamente se a actual “escola” e o modelo de “ensino” se adequa às necessidades da próxima geração e se a forma como se educam as crianças está ajustada aos enormes desafios que irão enfrentar, e às competências básicas e necessárias em 2030, ou até mesmo em 2050.

Parece-me que esta é uma das áreas onde poderá existir muito para melhorar e para inovar! Assim esperemos que aconteça para a evolução e desenvolvimento de todos nós, como sociedade!

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
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