Equipas podem dificultar inovação
April 4, 2009 by Inovação & Marketing
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Você acredita no consenso que duas ou mais pessoas pensam melhor do que uma?
Eu também. Mas saiba que isto nem sempre é verdade.
Um estudo, apresentado na semana passada por duas pesquisadoras americanas, mostra que equipes tendem a discutir e compartilhar informações que já são do conhecimento de seus integrantes, o que as tornam superficiais e pouco inovadoras.
As pesquisadoras, Jessica R. Mesmer-Magnus, da Universidade Wilmington, da Carolina do Norte e Leslie A. DeChurch, da Universidade da Flórida Central, dos USA, analisaram dados coletados nos últimos 22 anos. Ao todo foram pesquisadas aproximadamente 4.800 equipes e 17.200 pessoas em diferentes empresas.
“Muitas vezes as equipes não são tão eficazes porque ficam presas no que já sabem e acabam repetindo a mesma coisa, ao invés de repensarem o estabelecido ou criarem algo que realmente possa ser mais valioso para a empresa”, disse a profª. Mesmer-Magnus.
As pessoas tendem a compartilhar as mesmas informações porque assim sentem-se mais capacitadas, inteligentes e no controle. E quando trabalham muito tempo juntas acabam adquirindo forte senso de identificação, e se deixam levar pelo conhecimento comum do grupo ao invés de buscarem novas possibilidades.
Segundo o estudo, as equipes que gastam mais tempo compartilhando novas informações têm melhores resultados em suas atividades, e os seus integrantes ficam mais engajados quando estimulados a apresentar soluções melhores do que as consensuais.
A professora Mesmer-Magnus alerta que as equipes que falam muito sobre si mesmas não estão necessariamente compartilhando informações úteis, e que dificilmente atingirão bons resultados. O mais importante é saber sobre o que estão conversando do que com qual freqüência, especialmente em tempos de crise, que quando inseguras as pessoas tendem a concordar com tudo apenas para manter seus empregos.
Penso que as novas mídias (wikis, blogs, sms, instant messengers, podcast, etc.) podem trazer grandes benefícios para empresas, principalmente em projetos que exigem colaboração. O fato é que ao compartilhar informações e opiniões online, as pessoas ficam menos presas às questões hierárquicas, e o status quo nem sempre é percebido como crucial. Sem contar que nesses ambientes as pessoas ficam livres para pesquisar e dar suas opiniões sem o medo de ver uma cara feia bem ao lado, o que estimula a quebra de paradigmas e potencializa a inovação.
E então, em que pé anda sua equipe?
In Blog HSM
Post interessante sobre as equipas colaborativas, e sobre a necessidade de flexibilizar e disseminar a comunicação entre as pessoas.
Chip de grafeno poderá atingir 1.000 GHz
April 3, 2009 by Inovação & Marketing
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Se alguém duvida do potencial do grafeno para revolucionar a eletrônica, basta ver que esse material já foi utilizado para demonstrar os melhores transistores já fabricados, aí incluídos o mais rápido, o menor e o mais fino desses componentes que são a base de toda a eletrônica.
O grafeno é um material feito unicamente de carbono, com apenas um átomo de espessura, dispostos em um formato que lembra uma tela de galinheiro. Uma folha de grafeno enrolada resulta em um nanotubo de carbono.
Chip de grafeno
Agora, pesquisadores do MIT deram um passo adiante e fabricaram um chip experimental de grafeno. Embora ainda feito em escala de laboratório, o chip de grafeno demonstra a possibilidade do uso do material com as tecnologias padrão da indústria de semicondutores.
Segundo os pesquisadores, um chip de grafeno poderá estar disponível industrialmente em um ano ou dois.
Multiplicador de frequência
O chip de demonstração é um multiplicador de frequências, um dispositivo largamente utilizado em sistemas de comunicações de rádio e outras aplicações sem fio.
Um multiplicador de frequências é um dispositivo capaz de receber um sinal elétrico de determinada frequência – por exemplo, o sinal de clock que determina a velocidade de funcionamento dos processadores – e produzir um outro sinal que é um múltiplo desse sinal de entrada.
Os atuais multiplicadores de frequência exigem múltiplos componentes eletrônicos, o que gera sinais de saída com ruídos, que exigem filtros e consomem muita energia.
Chip de 1.000 GHz
O chip de grafeno, por sua vez, utiliza um único transístor e produz um sinal de saída limpo que dispensa os circuitos adicionais de filtragem.
“É muito difícil gerar altas frequências, acima de 4 ou 5 gigahertz, mas a nova tecnologia de grafeno poderá levar a sistemas viáveis na prática na faixa de 500 a 1.000 gigahertz,” diz o professor Tomás Palacios, que ajudou a desenvolver o chip.
Na sua primeira versão, o chip de grafeno gera frequências que são o dobro da frequência de entrada. Mesmo neste estágio, contudo, eles podem ser colocados em série para produzir frequências de saída muito mais altas do que as que são possíveis atualmente.
Um processador dos mais avançados ronda actualmente os 3 a 4 GHz. Se o grafeno permitir aumentar em 25 vezes a capacidade actual de processamento dos computadores, poderemos assistir a uma enorme revolução ao nível da complexidade e performance das aplicações que poderão passar a ser utilizadas, e que actualmente apenas são possíveis em filmes de ficção científica.
Com esta inovação tecnológica, a sociedade do conhecimento passará para outro patamar.
Catálogo Holandês
November 5, 2008 by Inovação & Marketing
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Através do Conticasos foi possível encontrar um interessante catálogo de produtos holandeses:
Abram o seguinte site, não mexam em nada, esperem um pouco, e vejam uma publicidade fantástica.
9 Princípios de Inovação da Google
February 27, 2008 by Inovação & Marketing
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No Digital Signage Today é referenciada uma apresentação de Jim Lecinski, Director do Google na Digital Signage Expo 2007, onde foram enunciados os 9 princípios em que se baseia a cultura inovadora do Google:

1 – Inovação, não perfeição instantânea
Lançar ideias rápida e frequentemente é mais importante do que ficar tentando atingir o produto/serviço perfeito para depois lançá-lo. O feedback dos consumidores irá aprimorar melhor a ideia e a resposta deles irá indicar os projectos mais promissores.
2 – Compartilhe tudo que você puder
Pequenas equipas que se comunicam abertamente tem trazido grandes resultados para o Google. Eles acreditam em transparência no ambiente de trabalho e de forma que todos saibam em que projectos os colegas estão a trabalhar. Eles têm um software onde podem procurar um nome e ver em que projecto esta pessoa está trabalhando e acompanhar o andamento do trabalho. Se eles tiverem alguma ideia sabem com quem podem falar.
3 – Se você é brilhante nós estamos contratando
Há sempre vagas para os mais brilhantes no Google. Eles preferem os generalistas, que podem contribuir de diferentes formas em diferentes projectos do que os especialistas.
4 – Deixe seus funcionários perseguirem seus sonhos
O Google trabalho no modelo 70/20/10. O desenvolvimento dos programas actuais e de novas funcionalidades ocupa 70% do tempo. Novos projectos da empresa ocupam 20% do tempo e os outros 10% são usados pelos colaboradores em seus projectos pessoais. Assim surgiu o Orkut e o Google Earth.
5 – Idéias vêm de toda parte
Algumas vezes o Google vai buscar suas ideias fora de casa. O Google Mastheads surgiu da contribuição de não-empregados, um deles uma rapariga de 13 anos.
6 – Dados e não opiniões
Tome suas decisões com base em factos e não em opiniões. Com tantas ideias no ar, procure basear suas decisões em informações e não em suposições.
7 – Criatividade adora restrições
“Deixe as pessoas explorarem, mas estabeleça limites claros para estas explorações”. Caldeirões de idéias tendem a explodir se ninguém controla a temperatura.
8 – Procure utilizadores e ofereça usabilidade – o dinheiro vai atrás
Noutras palavras, faça o que os clientes querem e precisam, e não o que eventualmente venda mais e melhor. Assim você manterá a liderança inovadora.
9 – Não mate ideias, modifique-as
O Google não joga idéias fora. Modifica e transforma as ideias em algo útil para a empresa.
Google Research
January 21, 2008 by Inovação & Marketing
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Segundo o Blog da Wired a Google está a lançar um novo serviço, o Google Research que terá como objectivo disponibilizar enormes quantidades de conteúdos científicos que estejam em sistema “open source”. O Armazenamento dos conteúdos, tal como o acesso a esses mesmos conteúdos será gratuito!
A Google irá incorporar uma tecnologia que permitirá examinar e verificar os documentos inseridos. O novo site terá um design do genéro do Youtube e os utilizadores poderão adicionar anotações e comentários.

Esta fantástica iniciativa irá permitir que os cientistas tenham um espaço onde possam dar maior visibilidade aos seus trabalhos científicos, e por outro lado os investigadores poderão ter à sua disposição uma base de conhecimento cuja dimensão não tem precedentes.
A Google está de parabéns pela iniciativa, e demonstra de forma inequívoca que está na dianteira no que diz respeito à Sociedade da Informação / Conhecimento.




