Empreendedorismo: Apoios à criação do próprio trabalho: o que foi não volta a ser

Março 30, 2012 by  
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De 2010 para cá encolheram substancialmente os apoios à criação do próprio emprego. O dinheiro a fundo perdido foi substituído por crédito bonificado, mas há casos em que pode continuar a valer a pena

Aos 33 anos de idade, dois já bem contados como empresário, Gonçalo Peres acumula a condição de beneficiário de uma linha de apoio à criação do próprio emprego com a de consultor de projectos para desempregados que queiram recorrer às ajudas do Estado.

Talvez porque tenha sido consultor de si próprio, no primeiro papel, é um cliente satisfeito. Foi a tempo de aproveitar um dos incentivos mais generosos que já foram concedidos, entretanto extinto, e a sorte de ter privado com um centro de emprego de excelência. Já enquanto consultor, é mais crítico: do fraco suporte técnico que em geral é dado aos candidatos e da marcha-atrás que o Estado fez nesta área, emagrecendo os benefícios numa altura em que o desemprego dispara para níveis estratosféricos e são necessários estímulos adicionais à tomada de risco.

Gonçalo Peres abriu um “franchising” da Fiducial, uma empresa de contabilidade e consultoria, na recta final de 2009, recorrendo ao programa iniciativas locais de emprego (ILE). Tratou-se de um apoio precioso para se lançar por conta própria, porque permitia conjugar a antecipação do subsídio com 7.545 euros por cada posto de trabalho e mais 12.500 euros para cobertura das necessidades de investimento.

Hoje em dia já não há nada que se assemelhe. Quando o final de 2009 Portugal e a Europa resolveram mudar subitamente de rumo e trocar os estímulos á actividade económica por uma austeridade draconiana, as ILE foram levadas no vendaval. Actualmente, os apoios públicos resumem-se à antecipação do subsídio de desemprego e à disponibilização de linhas de crédito bonificadas (ver página seguinte) e Gonçalo ressente-se desta contracção. Ao seu escritório, na Fontes Pereira de Melo, já quase não chegam clientes para projectos para a criação do próprio emprego. “Em 2010 ainda fizemos alguns projectos porque, apesar da extinção das ILE, a antecipação do subsídio de desemprego ainda oferecia 5.000 euros a fundo perdido”, mas até este suplemento acabou por ser retirado. Hoje em dia os projectos de microcrédito continuam a ter planos de negócio associados, mas “como a banca deixou de emprestar dinheiro, também esta vertente se contraiu bastante”.

Se fosse hoje, não teria arriscado lançar-se por conta própria: “Os apoios seriam escassos para fazer frente aos custos do próprio franchising, que ainda são elevados”. Mas como cada caso é um caso, há situações em que pode compensar. Mas convém que no meio do voluntarismo não se atropelem regras básicas.

Uma delas é ter um estudo de mercado. “O plano de negócios é determinante porque nos organiza mentalmente, é uma espécie de guião onde vamos perceber qual o produto que estamos a prestar, definimos o cliente-alvo e conhecemos o mercado, que é influenciado por factores muito casuísticos”. Depois, é preciso avaliar as necessidades de financiamento. “No início é preciso ter dinheiro na conta bancária. Quando se ouve dizer que as empresas morrem no primeiro ou no segundo ano de vida, é mesmo assim. É um período em que sai muito mais dinheiro do que o que entra, é preciso estar preparado”. É neste contexto que é importante avaliar os apoios públicos e em que medida chegam para cobrir as necessidades.

Depois, será preciso estar preparado para não ganhar dinheiro instantâneo. A situação varia muito de sector para sector, mas dois anos depois de ter criado a sua própria empresa de contabilidade e consultoria, Gonçalo continua a remediar-se com um salário baixo e não recebe dividendos. “Mas o negócio da contabilidade é isso mesmo, só atinge a maturidade aí pelo 4º/5º ano, porque depende muito da angariação de clientes”. Ainda assim, está satisfeito. “Já estou acima dos meus custos fixos. Corre razoavelmente bem”.

3 CONSELHOS A TER EM CONTA AO CRIAR O PRÓPRIO EMPREGO

Ter um plano de negócios
O plano de negócios é determinante porque nos organiza mentalmente, é uma espécie de guião. Vamos perceber qual o produto que estamos a prestar, obriga-nos a definir o cliente-alvo e a conhecer o mercado.

Avaliar necessidades de financiamento
No início é preciso ter dinheiro na conta bancária. É um período em que sai muito mais dinheiro do que o que entra.

Não há dinheiro rápido
Os negócios não são todos iguais, e muitos só se equilibram muitos anos depois. É preciso estar preparado.

Fonte: Jornal de Negócios

Marketing: Marcas devem tentar conquistar quem não as compra

Março 29, 2012 by  
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Para crescer, as marcas devem chegar às pessoas que não compram os seus produtos com frequência. Os fãs de Facebook, por sua vez, já se assumem como “heavy buyers” sendo, portanto, mais fáceis de atingir. Quem o afirma é Byron Sharp, professor de Ciências do Marketing na University of South Australia e director do The Ehrenberg-Bass Institute for Marketing Science, um dos institutos de investigação daquela instituição.

O académico defende que as marcas deviam investir menos em chegar aos consumidores na rede social de Mark Zuckerberg, já que são estes que têm um maior contacto com as insígnias. Media como o Facebook foram «muito atraentes por algum tempo, mas acabaram por chegar aos heavy buyers dos produtos, enquanto que as ferramentas de marketing que se dirigiam aos light buyers apresentavam um «maior valor estratégico», advogou Byron Sharp, citado pelo Brand Republic. O especialista afirmou mesmo que a televisão tem um maior valor do que as redes sociais. Até os programas de menor audiência, continuou, são mais valiosos que aquele tipo de plataformas, já que chamam a si uma maior fatia de light viewers – e, potencialmente, light buyers.

O crescimento, afirmou, vem dos consumidores que não compram os produtos da marca com regularidade. As marcas de menor dimensão, por sua vez, dirigem-se apenas aos que já são seus consumidores. Para demonstrar como grandes marcas cresceram graças a pessoas que não as consumiam com frequência, Sharp recorreu ao exemplo da Coca-Cola.

«O que dizem os anúncios da Coca-Cola? “Enjoy Coke.” Os anúncios têm vindo a dizer a mesma coisa há décadas. Gastam uma quantia enorme de dinheiro para nos dizer a mesma coisa. Com quem é que a Coca-Cola está a comunicar? Com os milhões de pessoas que compram a marca uma ou duas vezes por ano. Estas são as pessoas em frente de quem a Coca-Cola tem de saltar e dizer: “Ei, tu conheces-nos. Porque é que não nos compras?”», explicou.

Fonte: Marketeer

Marketing: As regras para se dar bem nas redes sociais

Março 29, 2012 by  
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Como em todo lugar onde as pessoas se encontram, nas redes sociais também existe um conjunto de regras, ainda que informais, que permitem a boa convivência e garantem o maior aproveitamento das ferramentas por seus integrantes.

No livro O Novo Social Learning – Como transformar as empresas com aprendizagem em rede (Editora Évora), os autores Tony Bingham e Marcia Conner listam nove mandamentos para a troca de ideias no Twitter, no Facebook, no Google Plus e afins. Chamadas no livro de Regras do Playground, as lições, garante a dupla, ajudam a tirar o maior proveito possível das mídias sociais. São elas:

1. Nada de ficar à toa na área do playground. O valor está na participação e na interação.
2. O playground é para pessoas de todas as idades.
3. Somente pessoas interessadas em ter influência são admitidas no recinto.
4. Comportamentos intransigentes, abusivos ou invasivos não serão tolerados. Debate, desafio e provocações, no entanto, são bem-vindas.
5. Se você alimenta pombos, esteja avisado que eles podem fazer cocô em você.
6. Mantenha os xingamentos e o ativismo político exagerados longe da piscina.
7. Desfrute a vida offline para se manter interessante na online.
8. O direito de ser ouvido não inclui o direito de ser levado a sério.
9. Seja paciente, acima de tudo, com você mesmo.

Além de enumerar as regras, Tony Bingham e Marcia Conner alertam: “o descumprimento dessas regras pode resultar na perda de uma oportunidade sem precedentes para aprender como gente inteligente e interessante de todo o mundo”.

Fonte: Época Negócios

Marketing: Mercados emergentes são prioritários para 42% dos gestores portugueses

Março 29, 2012 by  
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Estudo da KPMG mostra que os gestores portugueses estão mais focados no crescimento em mercados emergentes do que os seus pares internacionais.

De acordo com o estudo Succeding in a Changing World realizado pela KPMG, cerca de 42% dos líderes empresariais portugueses considera prioritária a procura de oportunidades nos mercados emergentes para poder contrariar a crise mundial. Este valor supera a percentagem de gestores que tem a mesma opinião a nível mundial (21%), e com os 22% verificados em Espanha.

Os dados resultam de um inquérito realizado junto de cerca de 3.000 executivos de 31 países.

Além da aposta nos mercados emergentes, as opções preferidas para 31% dos gestores nacionais para ultrapassar a crise passam por manter os melhores colaboradores dentro da organização e as reestruturações para baixar custos.

Fonte: KPMG

Empreendedorismo: 6 atitudes marcantes dos empreendedores

Março 28, 2012 by  
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Especialistas listam coisas que fazem parte do dia a dia de empreendedores. A boa notícia é que tudo pode ser aprendido ao longo da vida.

Você que tem o desejo de se aventurar em um negócio, mas acha que não leva jeito para a coisa pode se alegrar. Ser empreendedor não é algo que nasce com cada um de nós: as características de um bom empresário podem ser adquiridas.

Especialistas ouvidos por Exame.com destacam algumas atitudes de quem deseja empreender com sucesso. Para colocá-las em prática, algumas características pessoais ajudam. “O sujeito que não está fadado a ser um empreendedor pode se capacitar para isso”, destaca o professor de empreendedorismo e novos negócios da Business School Edison Kalaf.

A autoconfiança é uma dessas virtudes consideradas provocadoras de atitudes empreendedoras. “São pessoas que focam em virtudes e não em defeitos. Com esse atributo, conseguem seguir mesmo com incertezas e dificuldades, que fazem parte de todo negócio”, diz Kalaf.

O otimismo para enfrentar as situações também pode ajudar as pessoas a agirem como empreendedores, assim como a tomada de iniciativas. “Quem é empreendedor se sente responsável pelo resultado final dos projetos em que está envolvido, o que faz uma enorme diferença na dedicação que a pessoa terá naquilo”. Ainda que tímido, é importante também conseguir se comunicar.

Confira alguns costumes que fazem parte do dia a dia de quem tem espírito empreendedor:

1. Conviver bem com riscos

Segundo o professor de empreendedorismo e novos negócios da Business School, a maioria das pessoas não convive bem com incertezas e diferenças de opinião. “Para o empreendedor, isso compõe a diferença de visões para alcançar um resultado superior.”

Geralmente quem é autoconfiante lida melhor com riscos do que quem não confia na própria capacidade. “Mas vale ressaltar que, caso a pessoa não tenha confiança em si, isso é algo que ela pode mudar.”

2. Estar sempre ligado

O consultor Marcelo Cherto afirma que empreendedorismo é enxergar oportunidade em problemas. “Empreendedor que é empreendedor pensa o seguinte: ‘se eu tenho problema, outras pessoas também o têm. Será que não tem um negócio aqui?’”, diz Cherto. Para empreender é importante olhar além e ver o que se pode aproveitar das situações.

De acordo com Cherto, é preciso estar antenado com o que acontece para “farejar” oportunidades. “Não tem lugar certo para empreender: de férias, na praia, no passeio no parque, ou até na missa. Vai do cara perceber o que pode fazer ali”.

3. Ter objetivos claros

Kalaf e Cherto destacam a importância de saber o que quer e onde se deseja chegar. Para eles, o verdadeiro empreendedor sabe não desviar do foco. “Há muitos empreendedores desfocados, mas quando escolhem um caminho vão até o fim. Não se pode deixar confundir”, destaca o consultor, que avalia um bom empresário como alguém determinado.

4. Gostar de trabalhar

Ao contrário da maioria das pessoas, que comemoram a chegada do fim de semana, o empreendedor deve ser alguém que sente prazer em trabalhar. “Ele criou condições para fazer o que gosta, o que faz muita diferença na hora de obter resultados”, diz Kalaf.

O professor de empreendedorismo da Business School destaca que é uma característica dominante dos empreendedores se sentir à vontade para trazer ideias e fazer o trabalho da forma como acredita ser melhor. “A gente tem menos controle sobre esse pessoal, deixa-os mais livres. Eles criam, inovam e trazem valor.”

5. Ser convincente

Pessoas empreendedoras conseguem reunir elementos para vender projetos adequadamente. “Seja uma ideia diferente de tocar um projeto ou de mudar a forma das pessoas trabalharem, eles sempre encontram elementos para persuadir.”

Marcelo Cherto comenta sobre o famoso “brilho no olho”. “Tem que fazer o que gosta e mostrar para os outros a vontade de que aquilo dê certo”. Assim, avalia o consultor, é possível convencer o mais exigente investidor a aplicar dinheiro no negócio ou o mais difícil dos clientes a comprar um produto.

6. Não desistir

O consultor Marcelo Cherto destaca como uma das mais importantes características de um bom empreendedor a força de vontade de continuar mesmo com dificuldades. “Muitas vezes é preciso levantar. Nem tudo dá certo o tempo todo. Diria até que há fases em que se erra mais do que se acerta”, explica Cherto.

Para ele, os erros e dificuldades devem ser encarados como um aprendizado e não como um obstáculo definitivo. “Os deslizes são coisas a serem superadas e representam uma oportunidade de aprender do jeito certo”. diz.

Fonte: Exame

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