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Marketing: Egipto, depois da revolução o marketing

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No Egipto, a Revolução de Lótus está a marcar a forma de fazer publicidade.

No Egipto, os ‘marketers’ estão empenhados em comunicar o país pós-revolução e em fazer da viragem do regime uma presença constante nas mensagens publicitárias. O Egipto é agora “o país da revolução pacífica” ou o lugar “onde tudo começa”. As frases são tiradas da última campanha global do turismo egípcio, que também anuncia a praça Tahrir, como “a praça que agitou o mundo”.

Depois da Revolução de Lótus que levou milhares de manifestantes à praça Tahrir forçando a saída do presidente Hosni Mubarak e a mudança de regime, os egípcios decidiram fazer da revolução a sua imagem de marca. Para segurar o turismo, uma das suas maiores fontes de receita que representa 6% do PIB, o país lançou mesmo uma campanha, da autoria da JWT, que convida os turistas a conhecerem “a praça que agitou o mundo”.

A publicidade reflecte não só uma nova imagem do Egipto para o exterior, mas também a forma como o país se vê a si mesmo. A juventude e redes sociais passaram a ter um papel fundamental para quem quer anunciar. Por exemplo, a coca-cola que vai publicar em breve, na internet, um filme descrito como um “tributo” à opção “gosto disto” no Facebook. Uma referência ao papel das redes sociais durante a revolução, que resulta de uma parceria com a agência Ali Ali, do Cairo.

Fonte: Económico

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