
Um novo capítulo para o ensino superior politécnico em Portugal!
A passagem de 13 institutos politécnicos públicos à designação de universidades politécnicas constitui um marco relevante na evolução do ensino superior português.
Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e do Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar, Viana do Castelo e Viseu passam a assumir uma designação que reconhece formalmente um percurso construído ao longo de décadas.
Estas instituições deixaram há muito de estar circunscritas a uma missão exclusivamente formativa. Desenvolvem investigação aplicada, promovem inovação tecnológica e social, transferem conhecimento para empresas e organizações, participam em redes internacionais e contribuem de forma significativa para o desenvolvimento dos territórios.
A nova designação aproxima, assim, a identidade institucional da realidade académica e científica que estas instituições já representam.
Não se trata apenas de uma mudança de nome. Trata-se do reconhecimento de um modelo de ensino superior com identidade própria, orientado para a aplicação do conhecimento, para a resolução de problemas concretos e para a formação de profissionais altamente qualificados.
A designação de universidade politécnica poderá também reforçar a projeção internacional destas instituições, facilitando a compreensão da sua missão, da amplitude da sua oferta formativa e da sua capacidade científica. Poderá, igualmente, favorecer a atração de estudantes e investigadores, a mobilidade académica e a criação de novas parcerias.
O desafio será agora fazer corresponder o novo estatuto a uma ambição institucional renovada, reforçando a qualidade pedagógica, a investigação aplicada, a inovação, a cooperação com empresas e organizações, a internacionalização e o contributo para o desenvolvimento regional.
Mais do que uma alteração institucional, estamos perante o reconhecimento de uma evolução que já estava em curso, liderada por Fernando Alexandre.
