Opinião: O Pingo é Doce?
Maio 2, 2012 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
O Pingo é Doce?
A promoção do Pingo Doce tem dominado nas últimas horas as conversas do momento, começando nos consumidores em geral, passando pelos profissionais do marketing e acabando nos políticos.
Antes de me referir ao fenómeno em concreto, convém lembrar que nos últimos anos Portugal viveu um cenário de crescimento, desenvolvimento, acesso fácil e barato ao crédito, baixo desemprego e esperança no futuro.
No entanto, subitamente o cenário mudou, e actualmente o nosso país encontra-se a vivenciar uma das piores crises da sua história, não só em termos económicos, mas também em termos sociais, apresentando um Estado falido, um sistema financeiro à beira da falência, níveis de desemprego históricos e níveis de menor confiança no futuro.
Tal cenário deveu-se a um poder político e económico que assentou o modelo de desenvolvimento do país em alguns dos seguintes aspectos:
– Baixo nível de educação
– Baixo nível de rendimentos
– Baixo nível de empreendedorismo de oportunidade
– Baixo nível de inovação
– Baixo nível competitivo das marcas nacionais em termos globais
– Endividamento do estado, das empresas e das famílias
Perante este cenário, e numa fase em que as famílias nas últimas décadas investiram em imobiliário (que agora se encontra a desvalorizar), investiram na educação dos filhos (que agora se encontram com poucas perspectivas de emprego), é natural que se verifique um comportamento de baixa confiança, receio pelo futuro e de aperto do cinto ao nível do orçamento e do investimento das famílias.
Num cenário de dificuldade de acesso ao crédito e de níveis mais elevados de taxas e impostos a Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, recentemente decidiu sedear parte da sua actividade empresarial na Holanda, e com isso beneficiar de melhores condições de acesso ao crédito e de um menor pagamento de impostos ao Estado Português. Tal situação gerou um “buzz” muito negativo para a marca, e marcou a agenda mediática durante semanas com muitas críticas à empresa e à sua Administração.
No dia 1 de Maio de 2012, feriado Nacional, e dia do Trabalhador, o Pingo Doce decide lançar uma campanha promocional onde oferecia 50% de Desconto Imediato na maior parte das categorias de produtos existentes nas lojas. O fenômeno viral foi imenso, as lojas ficaram completamente lotadas e em muitas cidades ficaram em estado de sítio, com agressões, empurrões, más condições para as pessoas que se encontravam nas lojas (trabalhadores e clientes), falta de segurança, filas de espera intermináveis, com pessoas a estarem mais de 6 horas dentro das lojas para aproveitarem as promoções.
Muitos profissionais do marketing referem-se a um golpe de marketing, a um fenómeno viral, e de facto foi um fenómeno viral, mas importa perguntar, a que custo é que se deveu esse fenómeno viral?!?
Está estudado que o segmento de consumidores que são muito susceptíveis às promoções é de difícil fidelização. Este perfil de cliente tanto hoje vai ao Pingo Doce, como no dia seguinte está noutra loja se tiver um produto de oferta, como na semana seguinte vai a um estabelecimento diferente se tiver direito a um desconto. Sendo um público-alvo de difícil fidelização, e tendo em conta a campanha de marketing utilizada, quer-me parecer que o objectivo foi falar-se do Pingo Doce por outros motivos, que não os motivos de há alguns meses atrás. Num qualquer corredor da Sede da Jerónimo Martins/Pingo Doce até seria bem provável ouvir-se alguns funcionários afirmarem: “Preocupamo-nos pouco com Portugal, ao evitar pagar impostos cá? Nem por isso, até ofereceremos grandes descontos aos Portugueses!”
Acontece que o próprio Pingo Doce tinha uma política de não fazer promoções porque os seus produtos já eram baratos, entrando em contradição evidente e incoerência face à promessa que vinha fazendo ao mercado, e que em muitas lojas ainda se encontra afixada nas paredes. Perante esta incoerência é muito provável que esta campanha de marketing tenha sido uma “reacção” e não tanto uma “acção” planeada, estruturada, e bem pensada.
No antigo império romano, imperadores já tinham utilizado a estratégia do “pão e do circo” como forma de afirmação e aceitação pelo povo, em momentos de dificuldade. Neste caso, o Pingo Doce ofereceu 50% no preço do “pão” e o “circo romano” foi feito pelos próprios clientes do Pingo Doce, com guerras, lutas, agressões, empurrões e falta de civismo.
O que importa questionar aos políticos e empresários deste país é o seguinte:
– Será que vale a pena incentivar um cenário de estado de sítio pela luta de alimentos e outros produtos básicos?
– Será que a imagem que se visualizou no feriado 1 de Maio é a imagem que queremos para o nosso país, de um país 3º mundista, como se observa em Africa, quando os camiões chegam para distribuir comida às populações, e as pessoas colocam-se ao monte para terem direito aos alimentos?
– Será que em vez de ambicionarmos ser um país desenvolvido, que garante condições condignas aos seus habitantes, passaremos a desejar ser um país que privilegia o empobrecimento e a oferta de “circo e pão” ao povo?
Não seria mais indicado que o poder político e a elite empresarial lutasse para ter:
– Uma população mais qualificada?
– Uma população mais motivada e com perspectivas de futuro?
– Um país com mais iniciativa empreendedora?
– Empresas mais competitivas a nível global?
– Mais financiamento dirigido para a inovação empresarial?
Os países mais desenvolvidos são-no porque têm maior nível de educação e maior capacidade de inovação, ou seja, têm maior capacidade de transformar conhecimento e tecnologia em valor!
Portugal esqueceu-se durante décadas do fundamental, está pagar por essa falha de prioridades, e neste momento num cenário de crise económica, crise social, e crise de valores, alguém se lembrou de criar um cenário Romano de “circo e pão para o Povo”.
Sobre o Autor
Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
Marketing: Turismo, portugueses efectuaram 15 milhões de viagens
Maio 2, 2012 by Inovação & Marketing
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A população residente em Portugal efetuou , o ano passado, 15,2 milhões de viagens turísticas, menos 1,2% do que em 2010, revela um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Verificou-se um menor peso do motivo «lazer, recreio ou férias» face a 2010, por oposição a «visita a familiares ou amigos». Esta componente motivou 45,6% (6,9 milhões) do total das viagens turísticas realizadas pelos residentes em 2011, uma quebra de 3,1% face ao observado em 2010 (48,7%).
O segundo motivo mais expressivo foi «visita a familiares ou amigos» com 42,7% (6,5 milhões) do total, mais 3,5% face ao ano anterior.
As deslocacões «profissionais ou de negócios» registaram uma redução de 16,6% face a 2010, agravada em particular no 4º trimestre (-25,3% em termos homólogos), contabilizando este motivo um total de 964 mil viagens em 2011.
Os outros motivos, que incluem as deslocações por motivos religiosos e de saúde, somaram um total de cerca de 818 mil deslocações em 2011, mais 14,5% do que o registado no ano anterior.
Do total de deslocações realizadas pelos residentes em 2011, 90,4% foram destinadas a locais em território nacional e somaram 13,7 milhões. As restantes, cerca de 1,5 milhões, tiveram como seu destino principal o estrangeiro.
O automóvel foi o meio de transporte mais frequente nas viagens turísticas de 2011, usado em 81,7% das deslocações (81,9% em 2010).
O modo aéreo foi a opção em 8,5% das viagens, o mesmo peso do que em 2010.
Os destinos no estrangeiro revelaram menor expressão, face aos destinos em Portugal. O número de dormidas manteve-se estável face ao ano anterior, registando um valor de 68,3 milhões.
O número de dormidas geradas nas deslocações turísticas realizadas em 2011 ascendeu a cerca de 68,3 milhões, valor próximo (0,3%) ao de 2010.
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Marcas brancas já são 50% das vendas
Maio 2, 2012 by Inovação & Marketing
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Os consumidores portugueses que usam os super e os hipermercados para se abastecerem estão a recorrer cada vez mais aos produtos de marca branca, mostra o portal da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
A instituição fundada e financiada por Alexandre Soares dos Santos, o dono da rede Pingo Doce, constata que o universo das marcas próprias está a ser um negócio perfeito, sobretudo na alimentação. No quarto trimestre de 2011, mais de metade (51,5%) das vendas totais dos super, hipermercados e mercearias eram relativas a produtos de marca branca.
De acordo com os dados da Nielsen, coligidos pelo portal Conhecer a Crise, trata-se de um máximo histórico. A média do ano passado rondou os 49,5% e tem vindo a crescer em flecha desde 2008, pelo menos. Nesse ano, quando a crise começou, as marcas brancas valiam 42% do negócio. Os produtos congelados da marca própria são os que têm mais sucesso: cerca de 70% das vendas. Outra das alterações destacadas é o tipo de alimentação. “A despesa em carnes mais caras, como bovino, em mariscos e peixes frescos está a cair em detrimento de outras variedades mais baratas, como a carne de suíno e de aves”, observou António Barreto. “É mais um sinal de que os portugueses se estão a adaptar.” No quarto trimestre de 2011, o consumo de carne (em valor) cresceu apenas 4,8%, quando no mesmo trimestre de 2010 tinha aumentado 12%. É uma travagem significativa.
Os portugueses também estão a gastar menos com roupa e sapatos. De acordo com dados da Unicre citados pelo portal, as despesas com cartão neste tipo de produtos caíram mais de 9%.”A leitura destes dados mostra-nos que muitos portugueses estão a conseguir adaptar-se às dificuldades,alterando hábitos de consumo, por exemplo”, afirmou o sociólogo.
Fonte: Dinheiro Vivo
Inovação: 8 dicas para ser um grande inovador
Abril 30, 2012 by Inovação & Marketing
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Para inovar, não existem atalhos nem segredos. É preciso um olhar crítico e atento para enxergar o que os outros ainda não viram. As soluções que os inovadores normalmente encontram são coisas simples e objetivas, mas que transformam a realidade ou rotina das pessoas. Se você quer inovar, fique atento aos detalhes que muitas vezes ignorados.
Confira 8 dicas para ser um grande inovador:
Dicas para inovar: 1) Repense
Para inovar não é preciso começar do zero. Você pode pensar em formas diferentes de usar coisas que já existem. Pensar a partir de ideias que já estão no mercado é uma ótima iniciativa para quem deseja se diferenciar.
Dicas para inovar: 2) Consequências inesperadas
É muito comum que produtos façam sucesso ou ganhem utilidades completamente diferentes do que as programadas por seus criadores. Não seja rígido em relação ao seu produto, mas pense nele como algo flexível que pode se adaptar as diferentes necessidades de seus consumidores.
Dicas para inovar: 3) Pense diferente
Às vezes é necessário ignorar o convencional, status quo e a expectativa dos outros para surgir com algo inovador e completamente diferente. Não pense em fazer melhor do que seus competidores. Pense em fazer o que eles não fazem, em atender as necessidades que os produtos oferecidos por eles não atendem.
Dicas para inovar: 4) Siga as necessidades
Você pode começar com algo completamente diferente daquilo que irá trazer seu sucesso. Serão as necessidades de seus clientes que vão guiá-lo pelo caminho certo. Cada fase desse processo é muito importante, pois você conhece suas capacidades e aquilo que você trabalha bem ou não.
Dicas para inovar: 5) Não fique estagnado
Quando inovar, não pare por aí. Só porque você desenvolveu uma ótima ideia, não quer dizer que deve ficar preso a ela e ponto final. Fique sempre motivado para a inovação e não se contente com o sucesso atual. Busque sempre se aprimorar. Quando seu produto atingir determinada necessidade, já pense em quais ele ainda não pode ser útil.
Dicas para inovar: 6) Converse com outras pessoas
Quando estiver em busca da inovação não se isole de seus colegas. Compartilhar suas ideias pode desencadear novas perspectivas e melhorar os resultados finais. Quem sabe se a pessoa ao seu lado pode ter um momento de inspiração ou pensar em algo que você ainda não havia considerado?
Dicas para inovar: 7) A hora de parar
É muito importante que você saiba a hora de continuar ou parar. Interromper um projeto não significa necessariamente que você deve esquecê-lo, apenas que a hora para investir nele ainda não chegou e as ideias precisam ser mais trabalhadas.
Dicas para inovar: 8) Brainstorm
Como em qualquer outro método de inovação, o brainstorm pode ser feito de forma eficiente ou não. Com as pessoas certas, um bom líder, perguntas objetivas e bem escolhidas e um objetivo em comum, é muito provável que você chegue a algum lugar e avance alguns passos no sentido da melhor ideia.
Fonte: Universia Brasil
Inovação: Despertando o espírito inovador
Abril 30, 2012 by Inovação & Marketing
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Pense em como seria magnífico se todos tivessem a oportunidade de contribuir sugerindo ideias e sendo reconhecidos por isso. Por sorte, as companhias esperam cada vez mais que todos e não apenas alguns descubram métodos novos e criativos de fazer negócio.
Qualquer pessoa pode despertar a inovação e a criatividade não utilizadas utilizando os seguintes princípios:
1 – Elimine o mistério da criatividade: defina os resultados esperados para que todos entendam para onde os colaboradores devem dirigir os seus esforços.
2 – Descubra de que maneira as pessoas são criativas: cada uma delas tem o seu jeito particular de produzir ideias. Peça sugestões, mas lembre-se de que estilos de trabalho são diferentes.
3 – Defina especificamente os desafios: concentre-se em áreas nas quais as soluções criativas sejam necessárias em vez de desperdiçar tempo naquelas que geram pouco ou nenhum retorno para organização.
4 – Minimize o medo do fracasso: encontre maneiras de absorver o risco. Encare os erros como oportunidades de aprendizado. O fato de você recompensar os que correm riscos os estimulará a inovar ainda mais.
5 – Assuma a responsabilidade pessoal: desenvolva um clima de inovação. Comece com você mesmo e as pessoas a sua volta terá a mesma influência.
6 – Estimule a comunicação ativa: estabeleça linhas de comunicação direta entre as pessoas para possibilitar uma troca de ideias rápidas e constante.
7 – Aprimore seu comportamento e as suas habilidades criativas de o exemplo.
Atributos pessoais para a iniciativa.
8 – Dedique um tempo ao desenvolvimento da criatividade. Marque um compromisso regular com você para pensar a respeito da perspectiva mais ampla e de novas maneiras de resolver antigos problemas.
9 – Esteja aberto a novas ideias. Ouça o que os seus colegas tem a dizer, estimule a criatividade e respeite a opinião deles.
10 – Ponha ideias em prática. Ter uma ideia é apenas uma das partes da equação. Ela não terá valor se você não a levar adiante.
11 – Aprenda com os seus erros ou identifique os seus erros. Pergunte a você mesmo ou aos seus colegas o que poderia ter sido feito de um modo diferente. Planeje aplicar em futuras situações o que você aprendeu.
12 – Faça uma pausa. A pausa ajuda a permiti ao cérebro a chance de relaxar de que ele tanto precisa e ajuda recarregando as baterias.
13 – Divirta-se. Você passa cerca de um terço de seu tempo no trabalho (formal ou informal). Sem dúvida que o dinheiro é importante, mas a maneira como você leva a vida enquanto trabalha também pode ser divertida.
14 – Seja otimista. Procure o que é bom em todas as pessoas que encontrar e em tudo o que fizer. Você ficará impressionado ao ver como os seus colegas se sentirão melhor se você estiver presente para levantar o ânimo deles.
Fonte: Administradores



