Inovação: 10 grandes tendências do sector alimentar em Portugal

Abril 25, 2012 by  
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Carlos Liz, investigador do consumo há mais de 30 anos, resume as 10 grandes tendências do sector alimentar em Portugal. O resultado é contra-corrente. Conheça estas tendências em pormenor.

1. Valorizar o que está próximo

Se há uma tendência de fundo na sociedade portuguesa é a deslocação da maneira de dar importância às coisas do muito grande para o muito pequeno. Complicado? Nem por isso. Quanto maior é a dificuldade em saber ler a realidade, que anda muito depressa, é instável, contraditória e até ameaçadora, mais as pessoas sentem necessidade de valorizar o que está próximo, onde encontram as suas verdades para tomar as decisões do dia-a-dia e sentirem-se equilibradas. Esta deslocação do global para o individual não se traduz em individualismo ou egoísmo, mas sim na necessidade de, perante a incerteza macro, encontrar algumas certezas pessoais e um sentido para a vida. Um bom exemplo é o crescimento do fenómeno dos livros de auto-ajuda. Desenvolver aquilo de depende da nossa própria atitude.

2. Alimentar a vida

Um dos mercados que mais tem crescido à boleia desta tendência é precisamente o alimentar. Porque os consumidores precisam de se alimentar bem para enfrentar este mundo tão competitivo.

E porque têm voz activa sobre os alimentos. Podem não saber discutir um tema filosófico, mas sabem falar sobre o que comem e o que dão de comer. É isto que explica a crescente procura por receitas de culinária e o mediatismo dos chefes de cozinha, que hoje rivaliza com actores, artistas e políticos.

Atentas, algumas indústrias alimentares já começaram a fazer este exercício: a deslocar a forma de ver o consumidor do domínio do racional para o emocional. Para o domínio das coisas que as pessoas mais valorizam, que as deixa mais gratificadas e preenchidas. Onde mais se revelam e relacionam: à volta da comida. Esta verdade antropológica ao longo dos séculos nunca foi tão verdade como agora. O carácter simbólico do alimentar transforma-se num verdadeiro fornecedor de sentido para a vida, muito mais do que sentido para o corpo, para o prazer imediato.

As pessoas contam histórias sobre comida e os seus olhos brilham quando partilham os feitos culinários.

Assim, não é exagerado afirmar que, mais do que o cumprimento das funções físicas, os alimentos estão a cumprir funções espirituais. O alimentar está a pôr-se a jeito para se transformar no tema sobre o qual os consumidores constroem as coisas que são verdadeiramente importantes na vida.

3. Marcas contam histórias

Esta travessia para o domínio do simbólico tem elevadas implicações nas estratégias de marketing das marcas alimentares. Porque significa que as marcas têm se ser construídas em torno desta capacidade de perceber que, quando um consumidor olha para um produto, vê também a história que este traz consigo. A publicidade do azeite Oliveira da Serra é um bom exemplo disso. As peças comerciais transportam os consumidores para os campos agrícolas sem fim à vista do Alentejo, para um lagar perdido no meio do campo de oliveiras, onde chovem azeitonas. São quase peças literárias que enriquecem a forma de ver a vida.

Esta matéria do simbólico está sub-aproveitada pelas marcas. A discussão está regra geral centrada numa agenda que não é a do consumidor. É a agenda dos concorrentes, da saúde, do bem-estar e, por exemplo, de aspectos de controlo sanitário e alimentar que, apesar de serem muito importantes, são dados adquiridos para o consumidor. “Os donos das marcas têm uma espécie de consciência desnecessária e colocam na sua comunicação temas que o consumidor deu por resolvido e o que poderia ser dito em letras pequenas torna-se tópico de comunicação”.

4. Comer no tabuleiro

A vida contemporânea fez nascer uma saudável desordem do tempo e do espaço no consumo alimentar, descreve Carlos Liz. Os consumidores criam os seus próprios ritmos alimentares como, por exemplo, comer de três em três horas, ou comer de tabuleiro à frente de um ecrã de PC, tablet ou telefone, hábitos bem diferentes da ordem anterior com grande focalização e picos ao longo do dia. A nova ordem desordenada torna obsoletas algumas peças de comunicação que mostram famílias reunidas à mesa numa hora que se supõe serem oito da noite em ponto. Não só porque a vida real é cada vez menos assim, como porque é assim sem culpa nem pena. As pessoas criam os seus próprios ritmos alimentares em função do próprio ritmo da sua vida. E não se sentem culpadas. Trata-se de uma desordem espacial porque as pessoas comem onde mais lhes convém (na sala, no quarto ou no escritório) e uma desordem temporal, porque os novos horários não são compatíveis com a ordem antiga. Esta desordem é um aspecto saudável da vida contemporânea e os alimentos têm de saber acompanhá-la.

5. Novas utilizações da comida

Esta desestruturação dos horários e dos locais onde comemos está a trazer para cima da mesa novas utilizações e adaptações da comida. As marcas que ainda fazem os seus produtos à medida da ordem antiga têm de se adaptar à nova realidade. Este desajustamento vê-se nas doses e formatos, nas formas de combinar os alimentos, na conservação dos alimentos e na própria comunicação, “quase moralista”.

As indústrias alimentares precisam de ganhar agilidade, de abrir o espírito, de compreender “este jogo de geometrias variáveis de que é feita a vida das pessoas”, e desenhar alimentos, com certeza saudáveis, mas adaptados à nova realidade.

6. Reutilizar os alimentos

A reutilização dos alimentos é uma tendência desaproveitada em Portugal. Para que os consumidores possam adaptar melhor as refeições ao estilo de vida, os alimentos precisam de ser mais modulares e oferecer meios de conservação que possibilitem a sua reutilização. Como se a refeição fosse uma espécie de puzzle e o cozinheiro pudesse montá-lo a seu bel-prazer, misturando ingredientes a gosto. “A indústria alimentar está mais preocupada com os alimentos do que com as pessoas. Desenha alimentos para pessoas que já não são assim. E isso dá mau resultado porque os consumidores vão encontrando soluções por conta própria. A indústria só consegue produzir valor se perceber o que está a acontecer”.

7. A arte do simbólico

Há uma certa batalha entre o domínio funcional e simbólico dos alimentos. Quanto menos as marcas investirem no seu valor, significado e na densidade emocional dos alimentos, mais ganha a função biológica, simplesmente comer. É isto que distingue as marcas brancas, sobretudo na sua versão inicial, dos produtos de marca. As marcas brancas cumprem o super básico. Um produto de marca oferece valor. As marcas de cerveja são um bom exemplo disso. As duas principais marcas portuguesas dominam porque os consumidores compram a história, o valor, a qualidade e o simbolismo destas marcas.

Quanto mais as empresas se reduzirem ao básico, menos valor terão os produtos e mais barato serão. “A indústria queixa-se de estar a ser ultrapassada pelas marcas da distribuição mas muitas vezes é porque não faz o trabalho de casa”. Nivela a estratégia a partir de parâmetros “pseudo-racionais”, como se os seres humanos fossem exclusivamente racionais e imunes às emoções. Os consumidores estão, sim, mais lúcidos, o que é muito diferente. O racional faz as contas livre de qualquer sentimento. O lúcido incorpora a emoção na decisão, continuando a comprar as marcas que gosta e lhe oferecem valor.

8. Apropriação das coisas

Mais lúcido, o consumidor compra menos automaticamente e com mais sentido. Quer ser personagem da história que um rótulo conta e tirar o máximo partido dos alimentos. Quer que as embalagens exibam o “mode d’emploi”. Que explique não só como se consome o alimento em boas condições mas que ofereça mais, como sugestões de compaginação e dicas e truques que estimulem a imaginação e permitam criações únicas. Saber para que serve e como utilizar é elementar, o consumidor não se importa de saber mais. É no fundo pôr o consumidor a apropriar-se da marca.

Há poucas coisas na vida onde podemos brilhar. A comida é uma delas. E cada vez mais. Com menos dinheiro na carteira, as pessoas trazem a experiência do restaurante para casa. Juntam ingredientes básicos e gourmet para criar algo único que depois querem partilhar com os amigos. As marcas inteligentes não vendem apenas a embalagem mas também a possibilidade de divulgar as criações e partilhá-las com os outros.

9. Comida é design

Os alimentos deixaram de ser meros cumpridores das necessidades básicas. São mesmo em algumas situações verdadeiras peças de design. Jarras, taças e outros objectos de exposição cheios de fruta passaram a fazer parte da decoração do lar. E os pratos são decorados com tal mestria que muitas vezes lembram verdadeiras obras de arte. Esta rentabilização da compra em criação de ambiente multi-sensorial é mais um tópico de comunicação para as marcas.

10. Ser português não chega

Ser português, por si só, não chega para levar à compra de um produto. Nesta altura de crise, o discurso de portugalidade até pode ajudar. Porque os consumidores acreditam que ao comprar português, produtos feitos de acordo com a cultura e hábitos locais, correm menos riscos no processo de decisão. E até porque contribui para a economia do País e criação de postos de trabalho. Mas, se, lado a lado numa prateleira, estiverem dois produtos idênticos, um produzido em Portugal e outro nos estrangeiro, os consumidores são “obrigados” a optar pelo mais barato, a não ser que as marcas portuguesas criem narrativas que perturbem o processo de decisão mais imediato. A campanha “frutologia” da Compal é o exemplo mais recente de como ser português faz toda a diferença para o consumidor.

Fonte: Meios & Publicidade

Inovação: Facebook compra patentes da AOL à Microsoft por 550 milhões

Abril 24, 2012 by  
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O Facebook chegou a acordo para comprar patentes da AOL à Microsoft por 550 milhões.

O Facebook gastou 550 milhões de dólares (cerca de 420 milhões de euros) para ficar com uma parte do portfólio de patentes que a Microsoft comprou à AOL, revelou hoje a empresa de software fundada por Bill Gates.

Em causa estão cerca de 650 patentes e aplicações que pertenciam à AOL e mais uma licença de partilha com a Microsoft.

“O acordo de hoje com o Facebook permite-nos recuperar mais de metade de nossos custos e alcançar os nossos objectivos com o leilão AOL”, disse Brad Smith, vice-presidente executivo e conselheiro geral da Microsoft. “Como dissemos no início deste mês, apresentamos a proposta vencedora do leilão AOL com vista a obtenção de uma licença duradoura para a carteira de AOL e a propriedade de certas patentes que complementam a nossa carteira existente.”

Já Ted Ullyot, conselheiro geral do Facebook, considerou que o acordo com a Microsoft “representa uma importante aquisição para o Facebook (…) no processo de construção de um portfolio intelectual que proteja os seus interesse a longo prazo”.

Fonte: Económico

Marketing: Três tendências para o mercado de Luxo em 2012

Abril 24, 2012 by  
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Não é novidade que os consumidores estão cada vez mais exigentes e demandam um grau de complexidade maior por parte das marcas em suas estratégias. No mercado de Luxo, o cenário não é diferente. Para isso, destacamos três tendências que pretendem auxiliar as empresas do setor em seu planejamento durante este ano, apontadas por Karen Weiner Escalera, membro do conselho consultivo do Luxury Marketing Council da Flórida, Estados Unidos.

“Participar e se divertir” é uma delas. Para a especialista, cada vez mais, as companhias terão de atrair e divertir para fidelizar. Um exemplo é a ação da marca de sapatos Jimmy Choo, que criou uma gincana em Londres para apresentar sua primeira coleção de tênis. Durante a ação “Catch a Choo”, os seguidores da marca nas mídias sociais viam que um par de tênis tinha feito check-in em algum lugar da cidade e o primeiro a chegar no local recebia o produto.

Operadores de turismo, hotéis e empresas aéreas também seguem a tendência, oferecendo viagens misteriosas de fim de semana para clientes fiéis e fãs, por meio de concursos, leilões ou descontos para destinos desconhecidos, com itinerários-surpresa.

Mudanças na linguagem
Karen sugere também “Uma nova linguagem do Luxo”. Nos últimos anos, os jargões têm sido palavras como “autêntico”, “artesanal”, “vintage” e “único”. Provavelmente, em 2012 continuará assim, mas as empresas devem ficar atentas. Na medida em que palavras da moda forem adotadas pelo mercado do consumo em massa, será necessário criar um novo vocabulário do Luxo, mais carismático e preciso, com termos como “precioso”, “raro” e “sagrado”.

A terceira dica é “Se diferenciar pelo estilo”. As marcas precisam melhorar o que oferecem e proporcionar vivências diferentes aos consumidores. Foi o que fez a britânica Alfred Dunhill, ao recriar uma loja com artefatos e peças de suas primeiras coleções. O complexo de três andares mergulha os visitantes em uma experiência completa de compras, jantar e beleza, com um bar e café, uma sala de cinema, alfaiataria, área de produtos em couro, SPA, barbearia e um clube de cavalheiros, à moda antiga.

luxo,tendências,2012Outro exemplo são os hotéis que atendem os que amam os “micro nichos”, como o The Food Hotel, em Neuwied, na Alemanha. O empreendimento temático tem decoração de supermercado, com bancos feitos de caixas de cerveja, almofadas que parecem biscoitos e cadeiras que lembram carrinhos de compras. Por meio de uma parceria com 36 das maiores marcas de alimentos domésticos da Alemanha, foram projetadas suítes que permitem aos hóspedes escolherem quais lanches, bebidas e ações de Marketing gostariam de receber e testemunhar ali.

Há ainda o Divorce Hotel, na Holanda, para casais que desejam se separar. O local conta com quartos de solteiro, mediadores, tabeliães e psicólogos, além de outros especialistas para ajudarem os clientes durante o processo de divórcio.

Fonte: Mundo do Marketing

Marketing: 32 bilhões de apps serão baixados em 2012

Abril 24, 2012 by  
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Este ano, serão baixados 32 bilhões de apps móveis no mundo, o que representa um crescimento de 38% frente ao registrado no ano passado (23 bilhões).

Ao todo, os consumidores gastarão US$ 26,12 bilhões com aplicativos e games móveis em 2012, montante 30,7% maior que aquele verificado em 2011. A publicidade dentro de apps e games móveis, por sua vez, movimentará US$ 2,9 bilhões em 2012.

Os dados fazem parte das projeções da Strategy Analytics para o mercado mundial de mídia móvel. A empresa prevê que planos de dados e navegação móveis gerarão US$ 82,8 bilhões em receita para as operadoras este ano no mundo.

As receitas mundiais com música e vídeos em dispositivos móveis este ano, por fim, será de US$ 16 bilhões e US$ 2,84 bilhões, respectivamente.

Análise

A pesquisa da Strategy Analytcs não aborda essa questão, mas o crescimento das vendas de smartphones Android cada vez mais baratos faz aumentar também a participação de downloads de apps gratuitos bancados por publicidade ou, principalmente, por vendas in-app de itens virtuais, dentro do modelo conhecido como “freemium”.

Esse tende a ser o principal modelo de negócios para apps móveis a médio prazo.

Fonte: Exame

Inovação: Telemóveis que vêem através das paredes?

Abril 23, 2012 by  
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Uma equipa de investigadores da Universidade do Texas, nos EUA, diz ter desenvolvido um microchip que permitirá ver através das paredes com um telemóvel.

Esta inovação envolve dois avanços significativos na tecnologia: uma banda não usada no espectro electromagnético e um novo chip de classe de consumidor, sugerindo que no futuro teremos telemóveis com visão raio-X.

Os investigadores da Universidade do Texas, em Dallas, explicam que a banda «terahertz» do espectro electromagnético, que se situa «entre as microondas e os infravermelhos», não tem sido explorada pela generalidade dos aparelhos de hoje em dia.

«Criámos uma aproximação que explora uma porção do espectro electromagnético não utilizada [pela tecnologia actual] e que pode ser aplicada em bens para o consumidor e com fins médicos para salvar vidas», afirmou Kenneth O, professor de engenharia eléctrica, num comunicado daquela universidade.

«A banda terahertz está cheia de potencial que pode beneficiar-nos a todos», sublinhou.

A equipa aliou este avanço com a tecnologia CMOS (Complementary Metal-Oxide Semiconductor), que permite criar os microchips que encontramos actualmente em aparelhos como computadores, iPhones LCDs ou consolas de jogos.

«A [tecnologia] CMOS é [financeiramente] acessível e pode ser usada para fabricar montes de chips», referiu o investigador.

«A combinação da CMOS e da banda terahertz significa que podemos colocar um destes chips num aparelho para levarmos no bolso, transformando-o numa máquina que vê através de objectos», sublinhou.

Em termos das preocupações com privacidade, o professor O explicou que a distância desta «visão raio-X» será de menos de quatro polegadas (cerca de10 centímetros).

Entre as aplicações que poderão beneficiar desta tecnologia temos os processos de autentificação de documentos, detecção de dinheiro falso, controlo de processos de fabrico, detecção de tumores, diagnóstico de doenças, ou avaliação da qualidade do ar, entre outras referidas pelos investigadores, citados pelo site SciTechToday.

Fonte: Diário Digital

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