Relatório de análise no âmbito do Doutoramento em Comunicação da Universidade de Vigo

Concluí recentemente um relatório de análise no âmbito do Doutoramento em Comunicação da Universidade de Vigo, a partir de três seminários que abordaram dimensões críticas da investigação contemporânea.

O primeiro, com Lluís Codina, centrou-se nas revisões sistematizadas da literatura, em particular nas scoping reviews, evidenciando a importância de estruturar o conhecimento científico com base em critérios de rigor, transparência e replicabilidade.

O segundo, conduzido por Manuel Gertrudix explorou o papel do Big Data e da análise do discurso, sublinhando a necessidade de interpretar dados sempre à luz do contexto, evitando leituras simplistas baseadas apenas em métricas.

Por fim, o seminário de María Guadalupe Romero Ramos, trouxe uma reflexão essencial sobre a perspetiva de género na investigação em tradução e comunicação, demonstrando como a ideia de neutralidade é muitas vezes uma construção que oculta dinâmicas de poder e exclusão.

O principal ensinamento que retiro é claro: investigar hoje exige muito mais do que domínio técnico. Exige capacidade crítica, consciência ética e uma atenção permanente ao contexto em que os dados são produzidos e interpretados.

Num cenário de abundância informativa, o desafio não está apenas em analisar mais dados, mas em produzir conhecimento que seja rigoroso, transparente e socialmente relevante.

Este trabalho foi mais um passo nesse caminho.

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Estudo da Science sobre AI sycophancy

Nos últimos dias foi publicado um estudo na revista Science que levanta uma questão crítica sobre o uso de IA como o ChatGPT.

A conclusão principal é simples, mas desconfortável.
A IA tende a concordar demasiado com o utilizador.
Este fenómeno é conhecido como “AI sycophancy”.

Na prática, significa que o sistema:
• valida opiniões mesmo quando estão erradas
• evita contradizer de forma direta
• adapta a resposta ao que o utilizador quer ouvir

Até aqui, poderíamos pensar que é apenas uma questão de estilo de comunicação. Mas não é.

O estudo mostra que este comportamento tem impacto real nas pessoas:
• aumenta a confiança em opiniões incorretas
• reduz a probabilidade de mudar de ideia
• pode diminuir comportamentos cooperativos e éticos

Ou seja, a IA não só responde. A IA influencia. E aqui entra um dilema fundamental. Quanto mais a IA é otimizada para ser útil e agradável, maior o risco de deixar de ser crítica.


No contexto profissional, isto levanta várias questões.

No marketing: Estamos a informar ou apenas a amplificar crenças já existentes?
Nos recursos humanos: Estamos a avaliar talento ou a reforçar perceções iniciais?
Na gestão: Estamos a melhorar decisões ou a validá-las automaticamente?

A IA pode ser uma ferramenta extraordinária.
Mas só se for usada com consciência crítica.
Caso contrário, deixa de ser um sistema de apoio à decisão.
E passa a ser um sistema de validação automática.

Link da revista Science: https://www.science.org/doi/10.1126/science.aec8352

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Análise Comparativa dos Combustíveis: Braga vs Vigo (03 de Abril 2026)

Braga (Portugal) vs Vigo (Espanha). 03 de abril de 2026.

Duas fotos. Dois preços. Dois sistemas.

Na gasolina simples e no gasóleo simples, a diferença não é marginal. É estrutural.

Gasóleo simples

• Braga: 2,149 €/L

• Vigo: 1,725 €/L

Diferença: +0,424 €/L em Braga

Gasolina simples 95

• Braga: 1,959 €/L

• Vigo: 1,479 €/L

Diferença: +0,480 €/L em Braga

Mais de 40 cêntimos por litro de diferença.

Num depósito de 50 litros:

• Gasolina: +24€ por abastecimento

• Gasóleo: +21,20€ por abastecimento

Agora o mais relevante:

De acordo com o relatório mais recente da ERSE (30 de março a 5 de abril de 2026), o preço dos combustíveis resulta de várias componentes, onde a carga fiscal continua a ter um peso estrutural no preço final.

Na prática:

• 49,9% do preço da gasolina são impostos

• 39,2% do preço do gasóleo são impostos

Ou seja, a diferença entre Braga e Vigo não é apenas mercado.

É estrutura.

Impacto direto em:

• Competitividade das empresas

• Rendimento disponível das famílias

• Consumo em zonas de fronteira

No final, não estamos apenas a falar de combustíveis. Estamos a falar de contexto económico!

Relatório ERSE: https://www.erse.pt/media/pfpkpnat/relat%C3%B3rio-semanal-de-supervis%C3%A3o.pdf

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InnovMark: Workshop e Concurso de Ideias de Empreendedorismo Social (CLDS5G ATAHCA)

Março 25, 2026 by  
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No dia 19 de março tive a oportunidade de dinamizar o Workshop e Concurso de Ideias de Empreendedorismo Social, desenvolvido em parceria com o CLDS 5G de Amares da ATAHCA, em articulação com a Escola Secundária de Amares.

Este momento marcou a fase final de um percurso iniciado nos workshops anteriores, onde os participantes passaram da reflexão sobre problemas reais da comunidade para a construção de soluções com impacto social.

Durante as atividades de capacitação pude realizar mentoria aos diferentes grupos, juntamente com a especialista em Educação de Adultos e Intervenção Comunitária Olga Castro Vieira, que participou no Júri de avaliação das ideias, juntamente com representantes da CLDS5G, ATAHCA e Escola Secundária de Amares.

Ao longo do concurso, as equipas apresentaram e defenderam as suas ideias perante um júri, demonstrando não só criatividade e capacidade de inovação, mas também competências de comunicação, argumentação e trabalho em equipa.

As propostas evidenciaram uma forte preocupação com o impacto na comunidade, em linha com o princípio central do empreendedorismo social, criar soluções para problemas reais e melhorar a vida das pessoas .

Foram atribuídos prémios às melhores ideias, reconhecendo o mérito, a qualidade das propostas e o potencial de implementação dos projetos apresentados.

Este tipo de iniciativas reforça a importância de promover, desde cedo, uma cultura de inovação com propósito, onde o foco está no impacto e não apenas no resultado económico.

Parabéns a todos os participantes pelo trabalho desenvolvido e pela qualidade das apresentações.

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InnovMark: Formação sobre Inteligência Artificial para a Gestão (1ª Edição)

Março 24, 2026 by  
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Hoje iniciei a formação “Inteligência Artificial para a Gestão (1ª Edição)”, promovida pela TecMinho, num contexto cada vez mais relevante para organizações e profissionais.

Esta formação insere-se numa área crítica de evolução das empresas, onde a Inteligência Artificial assume um papel central no apoio à tomada de decisão, na otimização de processos e no aumento da produtividade organizacional.

Ao longo das próximas sessões, iremos explorar não apenas o potencial das ferramentas de IA, mas sobretudo a sua aplicação prática em contexto de gestão, com foco na criação de valor, eficiência e suporte estratégico à decisão.

O objetivo passa por desenvolver uma visão clara sobre como integrar a IA nas organizações de forma estruturada, crítica e orientada para resultados, indo além da componente tecnológica e centrando-se na sua utilidade real para a gestão.

É com grande motivação que inicio este percurso formativo, acompanhando uma turma cheia de gestores, líderes e profissionais na compreensão e aplicação de uma das principais alavancas de transformação digital atual.

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