Inovação: O que a indústria da moda pode ensinar sobre inovação

Fevereiro 2, 2011 by  
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Saiba como empresas de outros setores podem ser tão criativas quanto o mundo da alta costura.

Até esta quarta-feira (2/2), o prédio da Bienal, em São Paulo, estará tomado pelo tradicional frisson do mundo da moda. Nesta edição da São Paulo Fashion Week, as grifes apresentarão suas coleções de outono-inverno.Lançar tendências e viver da criatividade é rotina para essa indústria, que deve ter movimentado 52 bilhões de dólares no ano passado, ante 47 bilhões em 2009, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção (Abit).

Empresas de outros setores podem aprender muito sobre criatividade com o mundo da moda. “São poucas as companhias que têm uma rotina que garante a inovação”, afirma o sócio-fundador da consultoria Pieracciani, Valter Pieracciani. Para ele, é exatamente essa mudança periódica que faz da indústria da moda um exemplo fértil para empresas que, mais do que inovar, querem sair na frente e conquistar um mercado ainda inexplorado. Em entrevista a EXAME.com, ele listou as características do mundo da moda que podem servir de inspiração e citou algumas empresas que já captaram esse espírito inovador.

Nestlé e o desapego a produtos de sucesso

Não importa o quanto uma coleção fez sucesso na última temporada. Ela não servirá para a próxima. Essa disposição para deixar para trás um produto que ganhou a simpatia do público e rendeu muitos lucros para lançar algo novo é uma qualidade que as companhias tradicionais podem aprender com a moda. De acordo com Pieracciani, uma empresa que já demonstrou essa habilidade é a Nestlé.

“Um caso muito forte é o do leite Ninho e o Molico, que antes eram apenas em pó e hoje são líquidos também”, diz. O consultor enfatiza que, para colocar em risco uma marca já consolidada em nome de uma novidade que, a princípio não tem garantias, é preciso ter muita coragem.

Fiat sabe ler e acreditar em tendências

Quando elaborou e lançou o Novo Uno, a Fiat estava fazendo como a indústria da moda: lendo e acreditando nas tendências que identificou. Pieracciani chama a atenção para o fato de que o mundo fashion gasta milhões de dólares comprando relatórios sobre o que estará em alta na próxima estação. A Fiat, com o novo modelo do carro popular, fez praticamente o mesmo: percebeu que havia um mercado jovem, foi buscar novas cores, fugiu do preto e do cinza e inovou no formato. “A indústria tradicional morre de medo disso, ela quer dados e fatos. A indústria vai ter que, cada vez mais, ler as tendências e acreditar nelas”, afirma.

Esse processo envolve, segundo o consultor, o entendimento de como o cliente usa os produtos. “Eu costumo falar para os representantes das empresas que a melhor forma de identificar tendências é prestar atenção nos clientes ‘perversos’, que usam o produto de uma forma diferente. Eles podem estar indicando uma tendência”. Para ilustrar, ele citou o caso de uma empresa de cadeiras que reclamava que algumas pessoas usavam os móveis como suporte de utensílios pesados, como armários. Ao ver esse uso inusitado, eles perceberam que era preciso reforçar a estrutura, para evitar danos ao material.

Delphi é íntima de fornecedores

Tanto na moda quanto na indústria tradicional, os fornecedores devem ser parceiros na hora de inovar. É deles que virão os melhores materiais e até mesmo algumas sugestões para melhorar o projeto que está para ser desenvolvido. O problema é que grande parte das empresas esconde os planos dos fornecedores, com medo de serem vazados para a concorrência.

Um exemplo de empresa que se dá bem com essa parceria é a Delphi, que fabrica peças e acessórios para a indústria automotiva e de tecnologia, como o GPS e até um dispositivo que faz o carro dirigir sozinho. “Nada disso é possível, se você não tiver bons fornecedores de placas, circuitos, cabos de alta performance, com materiais novos, ligas de alumínio, etc. Eles não conseguem fazer um carro que anda sozinho sem ter um fornecedor junto”, afirma Pieracciani.

Apple e a empresa de fios Universal são rápidas no gatilho

A velocidade na produção de inovação é característica imprescindível para quem quer ser lembrado e desejado. A frequência com que a moda precisa se renovar faz com que estilistas estejam sempre com o olhar à frente do que acontece no momento. A Apple é um exemplo claro de rapidez em inovação e consequente fascínio das pessoas por seus produtos. “Os produtos da Apple são objetos de desejo. Hoje, as pessoas colam a maçã, que é a marca da empresa, em computadores da IBM, só para ter a impressão de que têm o computador da Apple”, diz o consultor.

A empresa fabricante de fios Universal Indústrias Gerais também foi rápida na hora de captar uma nova exigência do mercado: a questão da sustentabilidade. Usando resíduos de outros fios, que seriam descartados, a companhia fez uma mistura que resultou em um novo material e lançou moda de forma ecológica. “As roupas feitas com esse fio ficam com uma cara de roupa velha, com umas bolinhas e acaba dando um ar despojado, esporte”, diz.

Pfizer tolera o risco

Se não fosse a abertura para arriscar, talvez a Pfizer nunca teria lançado o Viagra. O efeito colateral inesperado do remédio, que a princípio deveria tratar de angina e hipertensão, foi o estopim para a empresa mudar o rumo das pesquisas e lançar um medicamento contra a impotência sexual. “A forma como uma empresa convive com o erro e o risco é o que diferencia a empresa inovadora da empresa comum”, afirma Pieracciani.

Assim como a moda arrisca e fatura com isso, o consultor recomenda que as empresas parem de exigir a segurança de retorno financeiro imediato de um novo projeto e comecem a se desprender do sucesso obrigatório. “Na empresa inovadora, o erro é visto como aprendizado. Essa é a diferença cultural entre uma e outra”.

Fonte: Exame Brasil

Marketing: Google e Twitter “fintam” bloqueio à Internet no Egipto

Fevereiro 2, 2011 by  
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O Google anunciou na segunda-feira que cooperou com o Twitter durante o fim de semana para elaborar um sistema que permita aos egípcios enviar mensagens por telefone para o site de microblogging, contornando assim o bloqueio à Internet.

“Já é possível ‘twittar’ enviando uma mensagem telefónica para um dos seguintes números: +1 650 419 4196 ou +39 06 62 20 72 94 ou + 97 316 199 855. O serviço irá publicar instantaneamente a mensagem [no Twitter] utilizando a chave #egypt”, anunciaram os responsáveis do Google no blogue oficial do grupo norte-americano.

A mensagem refere ainda que “não é necessário qualquer tipo de ligação à Internet, as pessoas podem ouvir as mensagens através dos mesmos números ou em twitter.com/speak2tweet” .

“Esperemos que isto contribua para ajudar os egípcios a manterem-se ligados nesta altura tão difícil”, acrescenta.

Esta noite foi bloqueado o último fornecedor de acesso à Internet ainda em funcionamento no Egito, o grupo Noor, cortando todas as comunicações do país com o resto do mundo.

A Internet e os telemóveis tiveram um papel decisivo no desencadear das manifestações contra o regime do presidente Hosni Mubarak, um movimento inspirado na “revolução de jasmim”, que derrubou, a 14 de janeiro, o presidente tunisino Zine El Abidine Ben Ali.

Fonte: Sic

Marketing: Vendas no comércio a retalho desceram 2,3% no 4.º trimestre

Fevereiro 2, 2011 by  
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As vendas no comércio a retalho caíram 2,3% em termos homólogos no último trimestre de 2010, comparativamente a uma variação negativa de 0,6% no trimestre anterior, segundo as estatísticas oficiais.

A taxa de variação homóloga do índice de volume de negócios no comércio a retalho foi de – 0,8% em Dezembro, menos negativa do que a do mês precedente (-4,9%), indica o INE.

O emprego neste sector recuou 0,4% em termos homólogos (-0,2% em Novembro), enquanto o índice de remunerações apresentou uma variação homóloga de 3,8% (-0,3% no mês anterior).

O volume de trabalho, medido pelas horas trabalhadas, aumentou 0,2% em Dezembro de 2010 relativamente ao mês homólogo, enquanto em Novembro a variação foi nula.

Fonte: Oje – o Jornal Económico

Marketing: Android é o novo líder de mercado

Fevereiro 1, 2011 by  
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O Android é o novo líder do mercado mundial de smartphones, afirma a Canalys. O sistema operativo móvel da Google estava presente em 32,9 milhões de telefones vendidos no último trimestre de 2010, ultrapassando os 31 milhões de terminais Symbian, da Nokia.

A companhia finlandesa mantém, no entanto, a sua posição de liderança entre as fabricantes, com uma quota de mercado de 28 por cento. Até porque os 33 milhões de telemóveis Android vendidos incluem equipamentos fabricados por diversas marcas, que recorrem à plataforma de código aberto promovida pela Google.

Entre estas, destacaram-se principalmente os desempenhos da LG, Samsung, Acer e HTC, adianta a Canalys. Só a HTC e a Samsung foram responsáveis por 45 por cento do total de equipamentos Android que chegaram às lojas.

De acordo com os dados apresentados hoje pela consultora especializada no mercado das TI, nos últimos três meses de 2010 o mercado de telefones inteligentes continuou a crescer. As fabricantes enviaram para as lojas 101,2 milhões de unidades, o que representa um aumento de 89 por cento face ao mesmo período do ano anterior.

No total, foram produzidos em 2010 cerca de 300 milhões de smartphones (contagem à saída de fábrica), acrescenta a consultora, que coloca a taxa de crescimento anual na ordem dos 80 por cento.

O mercado da EMEA, do qual faz parte o europeu, continua a afirmar-se como o maior a nível mundial, com o número de encomendas a situar-se nos 38,8 milhões de unidades e um crescimento de 90 por cento face ao ano anterior. Aqui a Nokia continua a ser quem mais vende, ao contrário do que acontece, por exemplo nos EUA, onde a RIM mantém o domínio.

Fonte: Sapo TeK

Inovação: Apple ameaça indústria de pagamentos móveis, dizem analistas

Fevereiro 1, 2011 by  
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Com a possível implantação da tecnologia transações eletrônicas por aproximação no iPhone, empresa pode ser tornar um “PayPal com esteroides”.

A Apple pode causar sérios problemas na área de pagamentos móveis caso entre nesse meio, como tem sido divulgado pela imprensa, dizem analistas. Essas informações dizem respeito a planos da companhia para implementar a tecnologia de comunicação por aproximação (NFC, em inglês) na próxima geração do iPhone e iPad. Tal sistema permitiria aos usuários efetuar comprar simplesmente aproximando seus dispositivos de terminais de pagamento, semelhante ao que acontece com o bilhete único em São Paulo.

Tecnologias de pagamento similares surgiram ao redor do mundo há anos e foram recebidas positivamente pelos clientes. O que faz a Apple entrar nesse universo diferente, entretanto, é a gigante base de 160 milhões de usuários do iTunes, disse Avivah Litan, analista da consultoria Gartner.

Essa base dá à Apple a possibilidade de operar em grande escala como  um “sistema de pagamento fechado” com pouquíssima necessidade de interagir com companhias de cartão de crédito e bancos, analisou a analista. “Eles podem fechar empresas de cartão de crédito se quiserem isso, e operar da mesma forma que o PayPal fez no mundo virtual”, completou.

Os usuários do iTunes provavelmente precisarão continuar a utilizar seus cartões de crédito e contas de banco em seus gastos do iTunes, porém esse pode ser o único momento em que essas instituições financeiras estarão envolvidas no sistema de pagamento móvel da Apple. “Vejo a Apple como um PayPay com esteroides”, comparou Litan.

A possível investida da Apple no mundo do pagamento móvel surgem juntamente com o crescimento no interesse pela NFC . Em novembro do ano passado, A AT&T, a Verizon e a T-Mobile USA anunciaram um projeto chamado ISIS, com a participação da companhia Discover Financial Services e o banco Barclays para introduzir um sistema de pagamento móvel baseado em NFC nos Estados Unidos.

A Google adicionou funcionalidades de NFC em seu smartphone Nexus S, feito pela Samsung, e mesmo o PayPal fechou parcerias com companhias como a Bling Nation na tentativa de permitir que seus consumidores utilizem as contas do PayPal em pagamentos móveis em locais físicas.

Tais movimentos sinalizam a seriedade com que grandes provedores de serviço estão se aproximando do modelo de pagamento móvel, comentou Gwenn Bzard, analista do Aite Group. A grande vantagem que a Apple tem nesse espaço em crescimento é o fato de a empresa já processar pagamentos móveis, disse.

Já somam dez milhões os usuários do iTunes que utilizam suas contas para comprar músicas e aplicativos para iPhone. Ao introduzir o NFC nos próximos iPhones e iPads, a Apple fornecerá aos seus clientes a possibilidade de utilizar essas mesmas contas para muitas outras funcionalidades. “Eles possuem 160 milhões de usuários com carteiras digitais nas contas do iTunes. Eles não precisam fazer mais nada se não habilitar o NFC em seus dispositivos”, explicou Litan.

Para comerciantes em geral, o sistema de pagamento da Apple pode se mostrar atrativo. Muitos lojistas procuram sistemas de pagamento alternativos para evitar as taxas das operadoras de cartão de crédito por transação. A Apple poderia oferecer taxas de pagamento substancialmente mais baixas a esses comerciantes, além de várias aplicações de fidelidade para incentivar os clientes a utilizarem seus dispositivos iOS para fazer pagamentos, exemplificou Litan.

“Imagine passar pela catraca em um show, pagar com o iPhone e instantaneamente receber uma oferta para baixar a música daquele espetáculo”, disse ela. Da mesma maneira, os estabelecimentos comerciais poderiam trabalhar com a Apple e começar a oferecer descontos aos clientes que fazem pagamentos via iPhone.

Resta a dúvida de quando tudo isso irá começar a funcionar. No passado, tais sistemas de pagamento falharam ao oferecer pouca diferença, em comparação ao valor real feito com outros métodos de pagamento. Sendo assim, a Apple precisará de uma proposta atrativa de valores para fazer com que os comerciantes implementem seu método de pagamento, concluiu Bezard. Basicamente, a companhia precisa descobrir uma maneira de recompensar os usuários que usarem o sistema enquanto beneficiam também os lojistas.

Tendo em vista a experiência da Apple com marketing, isso pode não ser muito difícil. “Ela só precisa só colocar o logo da empresa na fachada das lojas para divulgar seu sistema de pagamento”, exemplificou Bezard. “Eles podem se tornar maiores do que o PayPal da noite para o dia, literalmente.

Os estabelecimentos comerciais precisarão fazer um upgrade nos equipamentos, para que possam aceitar pagamentos via NFC. Entretanto, essa mudança pode ser mais barata e menos complicada do que parece. Adesivos de pagamento especial já estão disponíveis para permitir que lojas habilitem o NFC em seus terminais de venda, disse Litan. Eles saem por 1 dólar e podem ser vendidos por muito menos se enviados em grandes volumes. Além, disso, um número crescente de sistemas de pontos de venda no exterior tem adotado o NFC para suas transações.

O centro das atenções está sobre o tempo que irá levar para que essa tecnologia ganhe força nos EUA, pontuou Karen Webster, consultora da Market Plataform Dynamics. “A única que coisa que ninguém comenta, talvez porque seja muito assustadora, é a enorme vantagem que a Apple possa ter sobre Google, PayPal, da ISIS e até mesmo sobre o Facebook”, comentou. “Dá para imaginar o poder de persuasão da Apple ao simplesmente trazer outros produtos para as contas de seus usuários no iTunes”, destaca.

Fonte: Mac World Brasil

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