Artigo de Opinião “O Design, a Inovação e Steve Jobs” (Revista SPOT)
Novembro 23, 2016 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião

O Design, a Inovação e Steve Jobs
Por Bruno Silva
Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT
O Design pode ser considerado como a idealização, criação e desenvolvimento de produtos com o objectivo de melhorar os seus aspectos funcionais e visuais. Além da estética a questão funcional é fundamental para o desenvolvimento de um novo produto. A ligação do Design à Inovação é crucial na medida em que o Desenvolvimento de Produto assume-se como uma etapa crucial no processo de Inovação.
Nos últimos anos, o caso mais emblemático de uma empresa que tem sabido aliar o Design ao processo de Inovação, e por sua vez ao Marketing, é a Apple. Steve Jobs, um dos maiores visionários da era moderna sempre se preocupou em apresentar produtos excepcionais ao mercado, onde a vertente estética e funcional sempre assumiram uma atenção especial.
Além de ter revolucionado a usabilidade dos Pc ‘s (iMac), com um sistema operativo visual, estético e fácil de usar, seguiu-se a revolução nos dispositivos móveis de música (iPod), onde a facilidade de personalizar as músicas que queríamos ouvir e a facilidade de transferência dessas mesmas músicas assumiu uma atenção especial, tendo revolucionado toda a indústria da música.
Mas não se ficou por aqui. De seguida focou-se nos dispositivos móveis de comunicação, os telemóveis, que no início apenas serviam para fazer e receber chamadas e sms ‘s, e pouco mais. Steve Jobs pensou no telemóvel (iPhone) como uma extensão do ser humano, como um aliado precioso de muitas das funções que queremos executar no dia-a-dia, envolvendo comunicação, trabalho, acesso e partilha de informação, entretenimento, etc.
De seguida pensou numa nova categoria de produto, cujos estudos de mercado indicavam pouco potencial no início, porque os consumidores não entendiam muito bem o que poderiam fazer com ele: os tablets (iPad). O início da revolução editorial começou, e dentro de alguns anos o livro físico será uma peça de museu. Hoje em dia podemos observar crianças a pegar em livros e a tentar expandir com os dedos a informação que está nesses mesmos livros, como se fosse possível executar a mesma função que encontramos nos tablets ou nos smartphones.
O sucesso da usabilidade dos tablets é fácil de reconhecer observando crianças de 2 ou 3 anos, que mesmo ainda não sabendo ler e escrever conseguem utilizar esse dispositivo para jogar jogos, ver vídeos no youtube, entre outras funções de fácil usabilidade que a tecnologia permite.
Steve Jobs já não está entre nós, mas o seu sonho de um iWatch, de um iCar ou de uma iHouse, mesmo que os 2 últimos exemplos possam não ser um produto a 100% da Apple, estão em desenvolvimento. A internet das coisas começa ao poucos a ser uma realidade, e o futuro que nos espera será radicalmente diferente do presente e do passado a que nos habituamos, “porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são aquelas que o mudam” (Apple, Think Different, 1997)
Sobre o Autor
Bruno Silva
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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica
Artigo de Opinião “Competitividade das Empresas” (Revista SPOT)
Setembro 28, 2016 by Inovação & Marketing
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Competitividade das Empresas
Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT
A “Crise” só existe para as empresas e organização que encontram dificuldades na adaptação à mudança, e uma das principais características da sociedade actual é o aumento desse ritmo de mudança, em grande medida provocado pela maior aposta no conhecimento e no desenvolvimento tecnológico, que impulsionam a Inovação, em diferentes áreas da sociedade, tal como tem acontecido no mundo empresarial.
A capacidade competitiva de uma empresa, hoje em dia, está em grande medida correlacionada com a sua capacidade de Inovação. E por sua vez, os países com maior capacidade de inovação apresentam melhores índices de desenvolvimento humano e de riqueza.
Portugal tem dado maior atenção à temática da inovação, sendo esta uma política transversal a toda a União Europeia. O “rosto” mais evidente desta política é o “Portugal 2020”, que consiste, ao nível das empresas, em sistemas de incentivos para apoiar a competitividade através de uma maior aposta na inovação, nas suas diferentes vertentes (conhecimento, investigação & desenvolvimento, transferência de tecnologia, propriedade intelectual, etc.) bem como numa maior aposta no marketing (onde o marketing inovador, o marketing digital e o marketing internacional assumem um papel de maior relevo).
Hoje em dia, uma empresa deve ter uma visão abrangente do mercado, estando disposta a apostar numa presença global, na criação e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, na criação de marcas credíveis e com notoriedade, canais de distribuição adequados, presenças digitais bem elaboradas, além de uma força de vendas motivada e focada, tudo com o objectivo de satisfazer as necessidades do mercado, que vão mudando ao longo dos tempos, e vão tendo sempre diferentes soluções a cada momento.
Esta maior competitividade global coloca maiores desafios às empresas, bem como aos profissionais que contribuem para o seu desenvolvimento. A flexibilidade, melhoria contínua e criatividade, devem ser orientadas e focadas para a resolução de problemas reais e importantes na sociedade, e que permitam a sua monetização.
É possível o lançamento de estratégias inovadoras em sectores não lucrativos, como acontece por exemplo, no sector estatal, ou em organizações sem fins lucrativos, no entanto para que exista inovação nas empresas é preciso que o mercado acolha esses novos produtos e serviços com rentabilidade adequada para quem desenvolve essas propostas únicas de valor.
As empresas que conseguirem esse desiderato, de uma forma consciente e contínua, estarão sempre um passo à frente da sua concorrência, e mais preparadas para os desafios que irão enfrentar, e para os sucessos ainda por conquistar, na medida em que inspirado em Darwin já se escreveu que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
Sobre o Autor
Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 6
Abril 27, 2015 by Inovação & Marketing
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Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 6
Considerações sobre os 5 projectos apresentados:
ORIGAMA (Toalha de Praia com Apoio de Costas)
(INVESTIMENTO DE 120 Mil€ por 30% – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira)
– Empreendedores pediam 100 Mil€ por 10% (Avaliação de 1M€)
– Já venderam 10 mil unidades. (30€/cada) e facturaram 300 mil€, em 2014.
– O custo de produção é neste momento de 13,60€, mas pode baixar para os 8€ com maiores quantidades produzidas. Aos distribuidores o preço é de 30€. O PVP é de 44,9€
– Esperam vender 1M€ em 2015. Neste momento têm 7 Trabalhadores + 3 comerciais e pretendem expandir o negócio. No digital têm cerca de 120 mil likes no Facebook e o site tem mais de 220 mil visualizações/ano. Já exportam para 40 países, e têm já lojas presenciais a vender o produto.
– O produto está patenteado (Patente europeia).
– Existiu uma proposta de 3 Sharks – Mário Ferreira, Tim Vieira e Susana Cerqueira (120 mil€ por 30%) e outra proposta do João Koehler por 200 mil€ (51% do negócio). Os empreendedores aceitaram a 1ª proposta.
– Este foi até agora dos projectos mais bem apresentados, com sustentabilidade financeira, métricas de vendas, métricas de marketing digital, métricas financeiras, informação sobre força de vendas e presença física, informação sobre a propriedade intelectual, tratando-se de um produto em rápido crescimento e em fase de internacionalização. É natural que com estes pressupostos todos alcançados existissem várias propostas para investimento no capital da empresa. Foi um Bom Pitch e um Bom Investimento por parte dos Sharks.
TUGA NATURA (Parque de Diversões ao Ar Livre) (SEM INVESTIMENTO)
– o Empreendedor solicitou 35 mil€ por 10% (Avaliação 350 mil€)
– Este projecto explora um Parque de Diversões ao Ar Livre, utilizando as Laser Tag (Distribuição exclusiva na Península Ibérica). A Facturação em 2014 foi de 80 mil€, e a margem ronda os 40%.
– Apesar de este projecto ter algum potencial de expansão, e poder ser importante para o “cluster” do Turismo, a realidade é que os números financeiros não batem certo com a avaliação feita pelo Empreendedor (múltiplo superior a 4 face à facturação anual e um múltiplo superior a 10 face à margem anual).
– Vários “Sharks” interessaram-se pela Laser Tag e até assumiram que poderão frequentar o espaço como clientes, no entanto enquanto investidores tomaram a melhor opção ao não investirem num projecto que gera pouca margem anual para a avaliação solicitada.
AQUA VERE (Torneira multi-funções) (INVESTIMENTO de 50 mil€ por 100% – Mário Ferreira)
– Os Empreendedores pediam 30 mil€ por 25% da exploração de uma patente de uma Torneira multi-funções (água, líquido e secador). (Avaliação de 120 mil€).
– Apesar de o produto ser interessante e inovador, e ter existido o cuidado na protecção da propriedade intelectual, a verdade é que os jovens Empreendedores estavam mal preparados para apresentar um Pitch sobre a viabilidade do negócio em torno da exploração comercial da Torneira multi-funções. Conheciam mal os custos de produção individual e em escala, qual poderia ser a rentabilidade, projecções de vendas, custos, margens, necessidades de investimento, etc.
– Devido a esse facto ninguém se interessou em ser sócio desse negócio, e a única proposta que existiu foi para a compra da Patente. Mário Ferreira ofereceu 50 mil€ por 100% da patente, e os jovens empreendedores aceitaram a proposta. Foi um investimento interessante, que agora poderá ser explorado com parceiros industriais, e a sua disponibilização a muitos negócios potenciais, como por exemplo o canal “Horeca” (hotéis, restaurantes, cafés) e o canal “particulares”. É também um negócio com potencial de internacionalização.
SMART TRAILER (Atrelado sem rodas para automóvel) (SEM INVESTIMENTO)
– O Empreendedor solicitava 60 mil€ por 20% (Avaliação de 300.000€)
– Até agora, em 5 anos, apenas foram vendidas 58 unidades, com 510€ de margem e 890€ PVP por unidade.
– O Produto não tem “patente”, tendo sido essa umas das principais objecções para o investimento. O Produto também ainda não está “pronto”, já que necessita de algumas melhorias no Design de Produto.
– Trata-se de um produto de nicho, tendo despertado pouco interesse. Miguel Ribeiro Ferreira até tem nas suas empresas todas as máquinas que o Empreendedor precisava de adquirir, só que a avaliação excessiva e as baixas vendas retiraram o interesse ao Shark, que noutro cenário poderia ter-se tornado sócio deste projecto. Sem patente, sem marca registada e com pouco histórico de vendas é difícil que algum investidor se interesse por um negócio deste género, ainda para mais com uma avaliação excessiva e irrealista.
MITA (Fraldas reutilizáveis) (INVESTIMENTO de 30 mil€ por 50% – Tim Vieira)
– A Empreendedora solicitava 20 mil€ por 15% (Avaliação de 133 mil€).
– Em 2014 esta marca de Fraldas reutilizáveis venderam 5 mil€, e cada produto custa 4€, e o Kit completo custa 10€/Cada.
– A ideia tem algum interesse, mas trata-se de um produto de “nicho” nos mercados mais amadurecidos, destinado para crianças alérgicas às fraldas descartáveis, ou a pais preocupados com a questão da ecologia.
– João Koehler, que actua no sector, foi algo duro e frontal sobre esta ideia de negócio. Outros Sharks tentaram colocar alguma água na fervura, e o Tim Vieira acabou mesmo por investir 30 mil€ por 50% do negócio.
– Apesar de ser um produto de “nicho” é um produto que pode ser internacionalizado, e como o Shark tem relações com o continente Africano pode tentar explorar esse produto em países em desenvolvimento, onde as famílias que não tenham tanta capacidade financeira para comprar as fraldas descartáveis. Sem essas ligações internacionais o investimento seria mais arriscado. Neste caso, é um investimento que se aceita por parte do Tim Veira.
Vídeo do Episódio Completo:
Sobre o Autor
Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
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– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 5
Abril 24, 2015 by Inovação & Marketing
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Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 5
Considerações sobre os 6 projectos apresentados:
OF PRODUÇÕES (Produção de Festas) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedores solicitavam 40 mil€ por 10% do negócio de organização de festas e animações (Avaliação de 400 mil€)
– Facturaram 195 mil€ em 2014. Ganharam 25% da margem (+-50.000€), e têm tido um crescimento de 10%/Ano. Pretendiam investir em Marketing e lojas próprias para eventos em Centros Comerciais.
– Nenhum Shark decidiu investir, por não ter interesse no negócio e/ou por considerarem a avaliação desajustada. É uma decisão que se aceita. É um projecto facilmente replicável (organização de eventos) e sem grande diferenciação do que existe no mercado.
BIO POLI (Copos Biodegradáveis) (Sharks Investiram 40 mil€ por 50% do negócio – João Rafael Koehler; Susana Cerqueira, Tim Vieira)
– Empreendedores solicitavam 20 mil€ por 20%, do negócio de copos biodegradáveis. Podem ser utilizados para grandes eventos, ambiente corporativo, familiar, etc. (Avaliação de 100 mil€). O projecto está em fase de protótipo. Cada copo poderá ter uma margem de 50%.
– 3 Sharks investiram no negócio (40 mil€ por 50%), e estão ligados à área do Marketing, Organização de Eventos, etc. Trata-se de uma boa aposta num produto que poderá ter futuro numa área em crescimento (sustentabilidade).
STAND BAG (Expositor para feiras) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedor solicitou 150 mil€ por 10% do produto, que consiste na venda ou Renting de expositores de feiras Auto montáveis.
– O investimento seria apenas para o novo produto Stand Bag, e não para a empresa que o empreendedor tem. Tratava-se apenas da ideia que não está patenteada, e não tem ainda protótipo. A empresa do empreendedor facturou 300 mil€ em 2014.
– O empreendedor foi muito confuso, pouco claro e teve enormes dificuldades de responder às perguntas, e nem conseguiu justificar a avaliação da nova ideia em 1,5M€.
– Tim Vieira ofereceu 150 mil€ por 100% da empresa e também pela nova ideia de produto. O Empreendedor não aceitou a proposta. Considero que apesar de a ideia ser interessante, e ter potencial de internacionalização, teve uma avaliação absurda e o pitch foi muito mal apresentado. A proposta do Tim Vieira foi baixa (equivale a 50% da facturação anual da empresa). É natural que o Shark não quisesse o Empreendedor como sócio analisando o Pitch, e é natural que o Empreendedor também não aceitasse essa avaliação por todo o negócio (empresa+produto).
MARIA WURST (Restaurante Cachorros) (SEM INVESTIMENTO)
– Empreendedoras solicitavam 40 mil€ por 15% do negócio (avaliação de 267 mil€).
– O Pitch foi bem apresentado pelas Empreendedoras. O negócio ainda está no início e a presença em alguns eventos permitiu facturar 22 mil€ até agora. Pretendem que cada roulotte que venha a ser desenvolvida facture 150 mil€/Ano. Cada “produto” tem 50% de margem, face ao “food cost”. As empreendedoras investiram 30 mil€ até agora. A margem do negócio é pequena para a avaliação que fizeram (267 mil€ por um negócio que ainda só facturou 22 mil€). A ideia é interessante mas a vertente financeira tem de ser mais bem trabalhada e é natural que nenhum Shark tenha pretendido investir nesta fase inicial do negócio, atendendo à valorização do negócio por parte das empreendedoras, e ao risco associado.
IMPAC TRIP (Turismo Solidário) (32 mi€ por 10% do negócio – Susana Cerqueira)
– Empreendedores solicitavam 32 mil€ por 10% do negócio, para actuar no negócio de packs de turismo solidários. (Avaliação de 320 mil€). O negócio está em fase de teste, e ainda não está na fase de vendas. Considero que a estratégia de Marketing e o Marketing-Mix apresentado tem de ser mais bem estruturado, a vários níveis.
– Susana Cerqueira ofereceu 32 mil€, não em dinheiro, mas sim em serviços de Marketing por 10% da empresa, e a proposta foi aceite pelos empreendedores. O risco da empreendedora acaba por ser baixo para entrar num negócio que está numa fase inicial, e que ainda apresenta muito risco para a viabilidade do projecto. Tratou-se de uma proposta lógica por parte da Shark que actua na área do Marketing, e a mesma foi aceite.
MICROBÓIA (Dispositivo de segurança contra afogamento) (50 mil€ por 75% – Miguel Ribeiro Ferreira, João Rafael Koehler, Mário Ferreira)
– Empreendedor solicitou 50 mil€ por 25% do projecto (Avaliação de 200 mil€), por uma ideia que não tem patente definitiva, e que se trata de um pequeno dispositivo de segurança contra afogamentos. A ideia suscitou curiosidade e interesse por parte de vários Sharks, a começar por Mário Ferreira da Douro Azul. Apesar de o negócio necessitar de melhoramentos ao nível do desenvolvimento do produto, o facto de o empreendedor estar numa fase de reorientação profissional, e poder focar-se a 100% ao negócio, incentivou à realização de uma proposta por parte dos Sharks (50mil€ por 75% da empresa). 3 Sharks acabaram por investir na empresa, sendo que 2 Sharks são da indústria e 1 Shark é do sector do turismo (onde a vertente náutica tem uma forte componente), ou seja, trata-se de áreas onde o negócio necessitará desse tipo de apoios e sinergias. A ideia é interessante, a necessidade a que o produto responde é importante. Foi notório que além da aposta na ideia existiu também uma aposta no empreendedor (na pessoa), que demonstrou uma atitude sensata e humilde durante todo o Pitch.
Vídeo do Episódio Completo:
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Bruno Silva

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Shark Tank Portugal: Análise ao Episódio 4
Abril 23, 2015 by Inovação & Marketing
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Shark Tank Portugal – Série 1 – Episódio 4
Considerações sobre os 6 projectos apresentados:
DINWALLETS (Carteira feita em madeira para cartões de crédito) O empreendedor pedia 10.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 100.000€). O produto já está em fase de comercialização num site e facebook. O Empreendedor já vendeu mais de 1.500 unidades. É um produto com grande margem comercial e recebeu 2 propostas de Mário Ferreira (10.000€ + 10% Royalties) e de João Rafael Koehler (10.000€ + 8% Royalties). O Empreendedor estava muito bem preparado em termos de valores financeiros, conhecimento do negócio, etc. (A proposta de João Rafael Koehler foi aceite e investe 10.000€ pelo negócio + 8% Royalties)
EGÍDIO ALVES (Design de sapatos de senhora) O empreendedor pedia 100.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 1 milhões de euros) É um projecto com notoriedade e comercialização internacional. É um negócio que já factura 400 mil€/Ano, e tem 40% de margem. O mercado-alvo tem sido a classe alta e luxo. João Rafael Koehler fez proposta de 200.000€ por 50% (Avaliação total de 400.000€). Egídio Alves fez uma contraproposta para ficar sócio maioritário e João Rafael Koehler não aceitou esse cenário, e a sociedade não avançou. É uma posição de ambos que se aceita.
FFAN CLUB (Ginásio com botas de mola) As empreendedoras solicitavam 10.000€ por 10% do negócio (avaliação total de 100 mil euros). As botas de mola baixam o impacto físico em comparação com as botas habituais. Como negócio não têm representação exclusiva, e apenas têm margem de 10% na venda, e como tal têm alugado o serviço, criando um clube com mensalidade. Concordo com a posição de alguns Sharks, se o negócio tivesse distribuição exclusiva em Portugal seria um negócio interessante. Com a margem comercial baixa, estar a tentar criar um negócio apenas à volta do aluguer de botas de mola é uma ideia com baixo potencial, já que a introdução das botas de mola em todos os ginásios portugueses e lojas de desporto seria uma estratégia mais adequada, mas para isso a empresa teria de ter a tal representação exclusiva, e ganhar uma margem comercial mais elevada. Como o negócio neste momento tem estas limitações, a proposta possível foi a de Tim Vieira que investe 1.000€ + 9.000€ em serviços (contactos e publicidade) por 10% sociedade, e tendo conhecimento do negócio pode eventualmente tentar replicá-lo em Angola e África do Sul. A proposta foi aceite pelas empreendedoras.
CRISE DO CÃO (Casotas para cães) (Sem Investimento) os empreendedores solicitam 50.000€ por 15% (Avaliação total de 333 mil €). Não existe empresa constituída, e não existem vendas actualmente. Apenas existe uma ideia de negócio, ou seja, a avaliação do negócio foi completamente disparatada e irrealista! Com uma margem de 60€ por produto, seriam necessárias mais de 5.000 unidades vendidas para a avaliação se aproximar da avaliação dos empreendedores. Naturalmente nenhum Shark quis investir.
SLEEKLAB (Drone publicitário) Empreendedores solicitavam 20.000€ por 20% da empresa (avaliação de 100.000€). Tim Vieira gostou da ideia e investiu 30.000€ por 50% do negócio. Neste momento existe um vazio legal e poderão existir limitações para a implementação do negócio. Tim Vieira foi algo impulsivo ao propor o negócio sem conhecer as implicações legais dos drones. Os empreendedores aceitaram a proposta. É um negócio que se aceita, mas tem de ser muito bem analisado em termos jurídicos, embora o Tim Vieira possa tentar implementá-lo também em Angola e África do Sul onde as questões jurídicas sejam diferentes.
EGGCELENT (Restaurante com pratos à base de ovos) Empreendedor solicitou 100.000€ por 20% da empresa (Avaliação de 500.000€). O negócio faz 50 vendas por dia (mais de 11.000 refeições até ao momento) a um preço médio de 7,30€, o que dá 12 mil€ de facturação mensal (140 mil€/Ano). Os Sharks gostaram da demonstração, só que a avaliação excessiva foi o problema. O empresário já tem um potencial parceiro (o fornecedor de ovos poderá ter interesse na sociedade) e esse poderá ser um caminho interessante para o empreendedor. Devido à avaliação excessiva nenhum Shark quis entrar na sociedade.
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Bruno Silva

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# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
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