No On-line: Continente, Worten e Vobis
Janeiro 8, 2008 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
O meu interesse pelo mundo on-line não é de agora. Esta área sempre me interessou, tal como outras, e desse modo nao terá sido de estranhar que tivesse sugerido esta temática para um projecto académico de investigação aplicada. Esse projecto focalizou-se nas áreas do Web-Marketing, E-Business e E-Commerce tendo como alvo de estudo o Continente Online.
A partir do momento em que a investigação foi iniciada ficou claro de que era possível obter resultados melhores do que aqueles que estavam a ser alcançados. Após cerca de um ano de investigação apresentou-se uma proposta de valor multi-canal, muito mais agressiva e abrangente daquela que vinha sendo adoptada pela Modelo e Continente SA e Sonae.com.
Os decisores dessas organizações acabaram por ter conhecimento da proposta de valor defendida nesse projecto de investigação académica, e se tivesse sido integralmente aplicada certamente teria sido uma pedrada no charco no mercado online português.
Tal não aconteceu, talvez pelo facto de as organizações em Portugal ainda sentirem algum receito na implementação de inovações disruptivas, preferindo jogar pelo seguro através da implementação de pequenas inovações incrementais. Restou na altura a satisfação de o projecto ter recebido um excelente feedback por parte do meio acadêmico onde foi apresentado.
Por mera curiosidade tenho seguido à distância a evolução do Continente Online, como também a evolução da presença on-line da Worten e Vobis, lojas online que na nossa opinião deveriam estar muito mais integradas com o Continente Online e com os canais de distribuição físicos, num sistema global de venda cruzada.
Apesar de a proposta mais arrojada não ter sido implementada, tenho notado que alguma coisa tem sido feita, principalmente na área da comunicação integrada de marketing, já que existiam várias situações críticas que necessitavam de urgente melhoria.
Observando-se a evolução dos projectos on-line em questão,

verifica-se que existiram progressos assinaláveis tendo todos os projectos aumentado consideravelmente a base mínima de visitantes, e mais importante do que isso, é possível observar-se aumentos de 200% a 500% no número de páginas visitadas. Já na altura era defendido que o sector com maior potencial de crescimento correspondia à gama de produtos da Worten, não sendo de estranhar que esse tenha sido o projecto que maior progresso alcançou.
É sempre agradável verificar que as ideias tinham a sua razão de ser, e pelo menos poderão ter servido para gerar um “abanão” nos projectos on-line em questão. Mas mais importante que isso, corresponde à constatação de que a transferência de conhecimento e sua aplicação pode gerar valor.
Se foi possível observar este fenómeno numa das maiores organizações do país, então isso será sinal de que as organizações de todos os sectores de actividade, principalmente pme´s, deverão começar a dar maior importância à obtenção de conhecimento relevante nas áreas críticas do seu negócio, de forma a inovar e a alcançar elevados níveis de competitividade.
Sobre o Autor
Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn
# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
O Papel da Inovação
Fevereiro 21, 2007 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
Por Bruno Silva
In Portal da AEP – Associação Empresarial de Portugal
Ultimamente tem-se assistido ao aumento de notoriedade da inovação mas nem sempre se explica muito bem o que representa a inovação e qual o seu verdadeiro alcance.
As definições são múltiplas e variadas, e isso deve-se ao facto de esta temática poder ser aplicada a todas as áreas da nossa vida, surgindo naturalmente diversas definições sobre a mesma expressão.
A inovação pode ser considerada como um processo de introdução de melhorias através da criação de algo novo, e esse processo pode ser aplicado a todas as esferas da nossa existência, na medida em que o ser humano devido à sua natureza curiosa e criativa, apresenta, em termos gerais, um desejo de elevar a humanidade para um patamar nunca antes alcançado.
Os países e as organizações têm dado cada vez maior atenção a esta temática, na medida em que é consensual que o desempenho económico de uma região ou de uma organização está intimamente ligado à capacidade de inovação que consegue empreender. A União Europeia, através do lançamento da Estratégia de Lisboa, começou a apostar na Inovação como um vector essencial na sua estratégia de desenvolvimento, tendo como objectivo final tornar-se a região mais competitiva e desenvolvida do mundo.
O nosso país seguindo esta filosofia apostou recentemente num Plano de Inovação designado de Plano Tecnológico que segue, na sua essência, as orientações europeias. Defende-se que os esforços nacionais deverão centrar-se principalmente em três eixos: tecnologia, inovação e conhecimento. A maior parte das inovações a que temos assistido nos últimos tempos apresentam um grande pendor tecnológico, sendo natural que se aposte nessa área. Mas por outro lado está também comprovado que o nível de conhecimento detido por um país ou organização está correlacionado com a capacidade de inovação, mesmo que exista um grande cariz de criatividade no processo de inovação.
Relativamente a este mesmo processo de inovação, têm existido diferentes tipos de abordagens teóricas a esta temática. Inicialmente acreditava-se que o processo consistia num Modelo linear, onde se defendia a aposta na Investigação & Desenvolvimento, de forma a se poder lançar invenções que originariam o surgimento de uma maior capacidade inovadora. Porém, ao longo do tempo tem-se constatado que este processo não é tão linear como poderia aparentar. As últimas tendências teóricas defendem que o processo de inovação consiste num Modelo interactivo, que engloba diversas fases: pesquisa de mercado; invenção e concepção criativa; design e teste; desenvolvimento e produção; acabando na comercialização, função onde o marketing assume um papel fundamental. Tal modelo também considera que em cada uma destas fases pode ser necessário recorrer à base de conhecimento disponível, e que só depois desta fase, caso seja necessário, se deve apostar na Investigação e Desenvolvimento.
Este modelo teórico de inovação, acompanha também os mais recentes desenvolvimentos na área do marketing, com o ascender do marketing segmentado e one-to-one em detrimento do marketing de massas, onde se defende que o cliente ganhou nos tempos mais recentes uma importância e um papel acrescidos, cabendo às organizações a função de estudar cada vez mais o comportamento do mercado, as suas necessidades e a forma como toma decisões, com o objectivo de se poder apresentar uma proposta de valor que gere benefícios para os clientes. Alias, em termos teóricos, também na área da estratégia se defende há algum tempo, a necessidade de definir um posicionamento estratégico que tenha em conta a necessidade de se apresentar uma proposta única de valor, sendo deste modo essencial a área da inovação.
Acontece que tal mudança de orientação politica ao nível da inovação, apenas está agora a surgir na Europa, sendo visível o reforço destas apostas no 7º Quadro Comunitário de Apoio, e como consequência no Quadro de Referência Estratégico Nacional lançado recentemente pelo nosso governo. Estas mudanças exigirão uma enorme capacidade de adaptação por parte dos nossos empresários, além de todas as mudanças que têm acontecido por via da liberalização dos mercados e do aumento da concorrência, tendo como consequência a necessidade premente de se alterar a forma como se gerem as organizações e os negócios.
Considero que a aposta actual deverá passar por organizações onde exista uma visão abrangente do mercado, dispostas a apostar numa presença global, e que por outro lado estejam dispostas a lançar uma forte e conscienciosa aposta na inovação e no marketing. Para tal aposta vingar é necessário apostar nas diversas fases do modelo interactivo de inovação, e tal aposta só será viável se as organizações, de uma vez por todas, valorizarem os seus recursos humanos, as suas ideias e as suas capacidades, e se lhes proporcionarem a possibilidade de colocar em prática todo o seu potencial.
Contudo, este modelo só poderá funcionar com o ascender da Meritocracia no panorama nacional, algo que como se sabe ainda tem algum caminho a percorrer em Portugal. Tal aposta é essencial, alias é crucial, na medida em que se não formos capazes de apostar na nossa massa critica, devido ao mercado liberalizado a nível organizacional e até educacional, começaremos a assistir a uma maior intensificação do fluxo de emigração dos nossos melhores cérebros, para países onde as instituições educativas e organizacionais os valorizem, e onde lhes sejam oferecidas melhores condições de desenvolvimento.
O desafio está lançado, cabendo a nós saber aproveitar da melhor forma esta mudança de paradigma. Numa coisa podemos ter a certeza, tudo dependerá da nossa capacidade de mobilização e da nossa capacidade empreendedora, mas tal como dizia Albert Einstein, o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário.
Sobre o Autor
Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn
# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
Pode a inovação mudar um país?
Janeiro 17, 2007 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
Por Bruno Silva
In Innoveight – Clube de Inovação / Revista Inovar-te
Sendo a inovação um processo de introdução de melhorias através da criação de algo novo, e estando os países em constante mudança, torna-se pertinente a aplicação de políticas de inovação que estimulem o desenvolvimento das regiões, organizações e cidadãos, nas suas mais diversas esferas.
A existência de uma forte relação entre a inovação e o desempenho económico tem levado a uma maior notoriedade desta temática. Mas para se mudar um país é fundamental mudar as pessoas, suas mentalidades, e até mesmo a forma como encaram a própria vida.
Apenas a mente preparada consegue inovar, e para inovar é necessário o desenvolvimento de processos criativos, que dependem do conhecimento detido pelas pessoas, sendo dessa forma fundamental a aposta em “países do conhecimento” ou até mesmo “países criativos”.
Para finalizar, creio que devemos perguntar o que é que a inovação pode fazer por um país, mas também deveremos perguntar o que é que um país está disposto a fazer pela inovação.
Sobre o Autor
Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn
# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
Organizações em Rede
Outubro 31, 2006 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
Por Bruno Silva
Uma organização em rede corresponde à interligação de uma organização, (conjunto de individuos que interagem de forma a alcançar determinadas tarefas tendo um propósito, uma missão em comum) com outras organizações, no sentido de estabelecer parcerias e estreitar sinergias no sentido de alcançar os propósitos a que se propõem. Redes não são organismos com um estrutura organizacional definida e uniforme, normalmente é flexivel fluida plural e descentralizada. Em rede as partes se unem para perseguir os objectivos especificos acordando os principios acordados. As redes permitem a convivencia e o trabalho comum de grupos, individuos e organizações bem diferentes, que não necessitam de alterar as suas posições particulares para actuarem em conjunto. Actualmente uma organização não consegue sobreviver isolada.Cada vez mais é essencial a partilha de informação, de competências, de conhecimento, conseguindo dessa forma maximizar as mais-valias de cada uma das organizações podendo apresentar-se um benefício superior. As organizações actualmente devido às TIC conseguem estabelecer parcerias com organizações em qualquer ponto do mundo, já que o factor territorial deixou de importar. Neste momento através de meios de comunicação moveis, internet, etc pode-se comunicar de uma forma simples e rápida alcançando o conceito de “aldeia global”. No novo paradigma é possivel ter-se um fornecedor da china, no minuto seguinte enviar por e-mail os conteudos necessários para o marketeer no Reino Unido, em seguida falar com o canal de distribuição dos EUA através de Voip, Teleconferencia e muitas outras formas de comunicação digitais.
Naturalmente o conceito de organização em rede está intimamente ligado ao conceito de Sociedade da Informação, que segundo Gouveia e Gaio (2004) “corresponde a uma sociedade que recorre predominantemente às Tecnologias da Comunicação e Informação para a troca de informação em formato digital, suportando a interacção entre indivíduos e entre estes e instituições, recorrendo a práticas e métodos em construção permanente” A organização em rede é possível devido a um uso crescente do formato digital que é possibilitado pelo uso intensivo de tecnologias de informação e comunicação.
Necessariamente deverá tentar obter-se um equilíbrio entre as tecnologias e a informação de forma a permitir a manipulação, recuperação e uso da informação; organização, representação e visualização da informação; e também combater o excesso de informação. As TIC´s permitem desta forma um aproximar das organizações, tornando-as mais abertas para o meio envolvente e em constante partilha. Obviamente que esta situação afecta também os indivíduos e até as próprias sociedades. Muitas serão as alterações no futuro mas é cada vez mais certo que o futuro será em “rede”.
Sobre o Autor
Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn
# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.
Portugal… Que Estratégia?
Julho 18, 2006 by Inovação & Marketing
Filed under Análises e Artigos de Opinião
Por Bruno Silva
In Blog Empreender (Secção Connectis)
De acordo com a teoria do ciclo de vida do produto de Vernon, existem 3 estágios de produtos: 1 – Novo produto onde a componente mão-de-obra qualificada e a inovação são fundamentais. 2 – Produto maduro assumindo o marketing e o custo do capital papeis de primordial importância. 3 – produto standardizado, onde o consumo de massa, alicerçado pelas matérias primas, capital e mão-de-obra pouco qualificada é essencial.
Nas últimas décadas Portugal assentou a sua estratégia nas indústrias apoiadas em mão-de-obra pouco qualificada, que têm disponibilizado produtos em fase de standardização, ou seja, produtos de baixo valor. Com a concorrência Chinesa e de Leste este posicionamento deixou de ter fundamento já que relativamente a esses atributos perdemos muita competitividade no mercado onde actualmente estamos abrangidos.
Por sua vez, Michael Porter defende a existência de 3 factores fundamentais para o posicionamento estratégico: 1 – criação de um posicionamento único e de valor, o que normalmente se chama de “unique selling proposition”, 2 – estabelecimento de trade-offs, ou seja, definir o que não deve ser feito, e onde se deverá alocar grande parte dos recursos, 3 – a criação de “fits”, ou seja, a forma como as actividades de uma organização interagem e se reforçam mutuamente, impossibilitando que facilmente se efectue Benchmarketing à própria organização, ou seja, a comparação dos concorrentes face às melhores práticas do sector.
O Posicionamento envolve então a performance de diferentes actividades face aos rivais, onde a componente de Inovação é fundamental, e também a aposta no desenvolvimento de actividades similares apresentando diferentes formatos dos concorrentes, onde o Marketing possibilita a diferenciação das percepções apreendidas pela mente dos consumidores.
Atendendo a estes aspectos, torna-se premente para Portugal efectuar uma forte aposta nos dois primeiros estágios de produto, onde os vectores chave deverão assentar na qualificação dos recursos humanos, capacidade inovadora e empreendedora, financiamento e apoio ao investimento, através da maior aposta no capital de risco por parte do sector financeiro, e por ultimo nas acções de Marketing, onde a criação de marcas internacionais é cada vez mais um imperativo para as organizações nacionais.
Para tal aposta vingar teremos de estabelecer trade-offs, abandonando actividades pouco rentáveis ou com fracas perspectivas a médio-longo prazo, ou seja, actividades fortemente assentes na mão-de-obra barata e pouco qualificada, e realocando recursos apostando num novo posicionamento que nos permita aumentar o valor dos produtos / serviços produzidos.
Finalizando, através deste reposicionamento estratégico difícil de ser concretizado num curto espaço de tempo, mas urgente e necessário, poderá ser possível começar a resolver o famigerado problema da produtividade nacional, elevando a riqueza produzida em Portugal.
Sobre o Autor
Bruno Silva

—> Perfil de Bruno Silva no Facebook
—> Perfil de Bruno Silva no LinkedIn
# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, IEFP, CIG, etc.
# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.
# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.
# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.
– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business para PME´s, e também Pedagógica de Formador.



