Empreendedorismo: A motivação dos empreendedores

Abril 22, 2011 by  
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Recentemente, a revista Forbes publicou a lista dos homens mais ricos do mundo. Uma olhada rápida e podemos perceber que a maioria dos bilionários são empreendedores. Entre os 30 brasileiros, metade deles são donos dos seus próprios negócios. A característica dessa lista nos leva facilmente a generalizar a conclusão de que as pessoas escolhem o empreendedorismo como uma forma de ficar rico.

Estudos acadêmicos de todo o mundo mostram que essa ideia é equivocada e que, na verdade, os verdadeiros empreendedores estão em busca de outras realizações. O que percebemos é que os empreendedores brasileiros podem ser classificados em quatro tipos na sua relação com o dinheiro:

1) O empreendedor por necessidade, aquele que precisa do dinheiro para sobreviver, não encontra outra forma de remuneração por dificuldades para se inserir no mercado de trabalho e acaba adotando o caminho do empreendedorismo como forma de se sustentar. Geralmente, esses empreendedores não desejariam ter um negócio próprio se pudessem escolher. Sua taxa de mortalidade é alta, pois ou o empreendedor abandona seu negócio na primeira oportunidade de emprego que aparece ou acaba quebrando mesmo por falta de competência, de estrutura ou porque a oportunidade não era sustentável ao longo do tempo.

Existe uma dualidade na percepção de valor do dinheiro para esses empreendedores. Ou eles se classificam como os artistas que veem em sua atividade uma necessidade para sobreviver, mas dão importância a coisas mais “nobres” na vida, enquanto existem outros que gostariam de ganhar mais dinheiro e conseguir respirar um pouco, mas não conseguem por pura falta de competência. Estes precisam se contentar em conseguir terminar mais um dia sem passar fome. Nessa categoria se encaixam os empreendedores autônomos, artistas e alguns profissionais liberais, microempreendedores e empreendedores informais.

2) O empreendedor pós-sobrevivência. Trata-se daquele que começou como empreendedor por necessidade e consegue superar o sufoco dos primeiros anos, quando a instabilidade é alta, e a fragilidade, também. Normalmente às duras penas, esses empreendedores conseguem estabilizar seus negócios e atingir um nível de volume de negócios que lhes garante um ganho mínimo sem sobressaltos. Esses empreendedores têm medo de que seu negócio saia do controle. São traumatizados pelos primeiros anos de vida do empreendimento, passaram por muitas dificuldades e respiram com alívio a estabilidade adquirida.

Apesar de os empreendedores normalmente serem conhecidos pela predisposição para assumir riscos, esse tipo de empreendedor não tem a mesma propensão. Para ele, perder o negócio é um risco proporcionalmente muito grande e, por isso, ele se contenta em ter uma empresa pequena, mas que ele consiga controlar e manter. Para eles, o negócio é um meio de vida e não vemos neles muitos arroubos de crescimento. Os pequenos negócios de sobrevivência, como mercadinhos de bairro, postos de gasolina, lojas de varejo, salões de cabeleireiro e outros, se encaixam nesta categoria.

3) O empreendedor por oportunidade é aquele que, embora bem empregado e com ótimas perspectivas de carreira no emprego tradicional, identifica uma oportunidade e cultiva há tempos o sonho de empreender e ser o dono do próprio nariz. Eles normalmente se prepararam bem antes de se lançarem como empreendedores. Adquirem formação específica, ficam sempre de olho nas janelas de oportunidade, se mantêm sempre informados, acumulam capital e, quando chega o momento, largam o emprego para perseguir seus sonhos. A taxa de mortalidade desses empreendimentos é baixa porque os riscos proporcionais são bem menores do que os empreendedores por necessidade. A relação com o dinheiro que eles constroem varia em função de outros elementos que lhes dão satisfação, como equilíbrio de vida, hobbies e passatempos, família, viagens, prazer do trabalho, experimentação de coisas diferentes, vida social, entre outros. Para esses empreendedores, o dinheiro é bem-vindo sempre e cada vez mais, porém sua importância cai na medida em que ele atinge uma remuneração que lhe dá um bom padrão de vida, a ponto de ele poder se concentrar em outras coisas que lhe dão satisfação.

O sucesso, para esses empreendedores, não é exclusivamente o financeiro, e sim o equilíbrio propiciado por outras conquistas, nas quais o dinheiro é apenas um desses componentes. Esses empreendedores querem que seus empreendimentos cresçam, mas não muito. Não se veem como donos de empresas gigantescas, das quais acabarão se tornando escravos. Ao contrário, preferem se manter como médias empresas em um crescimento orgânico, mas excelentes em seus campos de atuação. Por isso mesmo, esses empreendedores não se dão muito bem com investidores de risco, pois invariavelmente seus objetivos entram em conflito. Enquanto o investidor quer ganhar muito dinheiro e rápido, o empreendedor troca facilmente seus objetivos de maior ganho por uma causa social ou um bem maior que o seu negócio pode gerar. Para eles, empreender é um estilo de vida, e não uma forma de enriquecer. Entram nessa categoria empresas de tecnologia, serviços baseados em capital intelectual, negócios com médio a alto grau de inovação e nichos de mercado de alto padrão.

4) Empreendedores de alto crescimento. Esses são os que querem sair na lista da Forbes. Para esses empreendedores, não há limite para crescer. Querem crescer muito e rápido. Representam o objeto de desejo de grandes investidores, pois compartilham os mesmos objetivos e reconhecem os demonstrativos de resultados como o principal, senão o único, parâmetro de desempenho. Esses empreendedores abrem mão de muita coisa para se dedicarem aos seus negócios. Procuram estar sempre bem relacionados com pessoas de poder, valorizam o prestígio e são vaidosos. Para eles, não há outro objetivo em ter um negócio senão a de proporcionar a liberdade de comprar tudo que de bom e de melhor o dinheiro possa obter e acreditam fielmente que o dinheiro pode tudo em uma sociedade capitalista.

Há quem questione esses empreendedores e seus valores e princípios, mas há uma grande quantidade de pessoas que se espelha em seus exemplos e cultivam os mesmos valores e objetivos. A mídia especializada trata de reforçar a mitificação destes empreendedores, dando ênfase e importância às suas histórias de vida e realizações, levando a uma questionável concepção do que é ter sucesso na vida. Nessa categoria está qualquer tipo de negócio, desde que seja grande ou esteja na rota do alto crescimento.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Marketing: Só Beckham supera Ronaldo nos mais bem pagos

Abril 22, 2011 by  
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Entre salários, bónus e patrocínios, o internacional português arrecadou 26 milhões de euros na última época. Beckham liderou.

O avançado português, que ontem ajudou o Real Madrid a conquistar a Taça do Rei, recebeu na última época 38 milhões de dólares (cerca de 26 milhões de euros), segundo a revista Forbes.

Apenas o inglês David Beckham, actualmente a jogar pelo LA Galaxy, superou os ganhos do internacional português, ao ter arrecadado 40 milhões de dólares, ou 27,4 milhões de euros.

Já em terceiro lugar surge Messi. O astro argentino recebeu “apenas” 32 milhões de dólares, aproximadamente 22 milhões de euros.

Os cálculos da Forbes tiveram por base o salário, os bónus e os patrocínios dos jogadores.

Manchester é o mais valioso

A revista norte-americana estimou ainda o valor dos maiores clubes de futebol do Mundo. Em primeiro lugar da lista está o Manchester United, com um valor de mercado estimado em 1,86 mil milhões de dólares (1,27 mil milhões de euros).

Em segundo lugar do ranking surge o Real Madrid. O clube de José Mourinho, Cristiano Ronaldo, Pepe e Ricardo Carvalho está avaliado em 1,45 mil milhões de euros (995 milhões de euros). Em terceiro estão os londrinos do Arsenal, que valem 1,19 mil milhões de dólares (816 milhões de euros).

Nenhum emblema português surge nos 20 mais valiosos.

Jogadores que mais ganharam em 2009/2010

1. David Beckham – 40 milhões de dólares
2. Cristiano Ronaldo – 38
3. Lionel Messi – 32
4. Kaka – 25
5. Ronaldinho – 24
6. Thierry Henry – 21
7. Wayne Rooney – 20
8. Frank Lampard – 17
8. Zlatan Ibrahimovic – 17
10. Samuel Eto’o – 15

Clubes mais valiosos

1. Manchester United – 1.864 milhões de dólares
2. Real Madrid – 1.451
3. Arsenal – 1.192
4. Bayern Munich – 1.048
5. Barcelona – 975
6. AC Milan – 838
7. Chelsea – 658
8. Juventus – 628
9. Liverpool – 552
10. Inter Milan – 441

Fonte: Económico

Marketing: Receitas de turismo em Portugal subiram 7,9% em Fevereiro

Abril 22, 2011 by  
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As receitas turísticas em Portugal subiram 7,9% em Fevereiro, para os 390,5 milhões de euros, divulgou o ministério da Economia em comunicado, com base nos números do Banco de Portugal.

“Para os resultados positivos registados nos valores relativos a Fevereiro de 2011 terá contribuído o bom desempenho da generalidade dos principais mercados emissores de turistas para Portugal”, acrescentou a mesma fonte.

O mercado alemão cresceu 1,9%, Espanha registou um aumento de 6,6%, França 10,8%) e Reino Unido 4,1%). A Holanda também verificou um aumento de 7,1% e os EUA de 37,5%.

Já a despesa a despesa dos portugueses em viagens e turismo no estrangeiro decresceu 2,6%, para 204,66 milhões, interrompendo uma série de crescimentos homólogos mensais que vinha desde Fevereiro de 2010, traduzindo a recuperação face ao ano “negro” de 2009, marcado pela crise económica e financeira mundial, segundo noticiou o “Presstur”.

A mesma publicação referiu que a evolução da despesa dos portugueses face à recuperação da receita (mais 2,2% ou mais 7,68 milhões em 2010 e mais 7,9% ou mais 29,75 milhões este ano, o que dá um aumento de 10,3% ou 36,4 milhões face a 2009), o saldo nos primeiros dois meses deste ano apresenta um crescimento de 16% ou 52,4 milhões de euros relação a 2010, para 380,86 milhões de euros.

Fonte: Jornal de Notícias

Marketing: As personalidades mais influentes do mundo

Abril 22, 2011 by  
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O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, o criador do site WikiLeaks, Julian Assange, e o jogador de futebol argentino Lionel Messi estão entre as 100 pessoas mais influentes do mundo em 2011.

A lista da “Time”, que inclui líderes políticos, empresários, artistas, activistas, desportistas, investigadores e empresários, chega esta sexta-feira às bancas nos Estados Unidos.

O director de negócios da Google para o Médio Oriente e África, Wael Ghoneim, um dos líderes da revolta popular no Egipto e o actor britânico Colin Firth estão também entre os mais influentes.

Na edição deste ano, a revista elege ainda a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o presidente norte-americano, Barack Obama, o príncipe William e a noiva, Kate Middleton, e a presidenta brasileira Dilma Rousseff.

Vencedores anteriores

Fundador do Facebook, Mark Zuckerberg (2010)

Presidente do Banco Central americano, Ben Bernanke (2009)

Barack Obama (2008)

Vladimir Putin (2007)

Você (representando os criadores e utilizadores de Internet, 2007)

Bono (2005)

George W. Bush (2004)

Fonte: Jornal de Notícias

Empreendedorismo: Financiamento, Um oásis no deserto

Abril 22, 2011 by  
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Para gerirem as suas operações diárias, as empresas precisam de capital. Com a chegada da crise económica e financeira, os bancos estão cada vez menos dispostos a emprestar e a solvabilidade de muitas empresas parece estar em risco. Os tempos do crédito fácil terminaram, mas restam algumas alternativas que vale a pena explorar.

A quebra do consumo e as dificuldades no acesso ao crédito estão, nesta altura, no topo da lista de preocupações das empresas. Com a crise a entrincheirar-se na economia portuguesa, os bancos estão mais cautelosos na concessão de crédito e as empresas têm cada vez mais dificuldade em encontrar meios para investir e fazer face às necessidades diárias de tesouraria.

No entanto, há algumas empresas que estão a conseguir financiar-se e a mostrar que ainda é possível ter sucesso num ambiente adverso. É o caso da Waymedia, uma “start-up” na área dos media digitais, para quem foi essencial o apoio do capital de risco. Carlos Marques, o director-geral da empresa, diz que, sem este apoio, “claramente não se teria conseguido avançar com o projecto”.

O promotor do projecto – que oferece serviços que vão desde a música “on-line” à música ambiente para espaços comerciais – diz que o capital de risco desempenha um papel crucial no desenvolvimento da economia e sobretudo no que respeita ao aparecimento de “start-ups”, quer pela alavancagem que permite dar aos projectos, quer pela própria relação que se estabelece entre promotores e financiadores. “São parceiros interessados no negócio, estão muito atentos ao que vamos fazendo no dia-a-dia e dão-nos apoio em todos os desenvolvimentos”, afirma Carlos Marques.

Para além disso, a segurança financeira que advém do apoio de uma firma de capital de risco poderá ser, segundo Carlos Marques, um factor importante na capacidade de sucesso da empresa. Por isso, aconselha a quem decida lançar uma “start-up” que arrume a questão do financiamento, para que possa focar-se no desenvolvimento do negócio propriamente dito, sem ter de lidar com problemas de tesouraria. “Vale a pena não arriscar demais e ter a parte do financiamento garantida, ou pelo menos 99%.”

Contornar a hegemonia da banca
Francisco Banha, presidente da Federação Nacional de Associações de Business Angels, defende o papel relevante do capital de risco na recuperação da economia portuguesa. “Se a solução não vem da banca, por que não vir das próprias pessoas?”

Segundo o empresário, os fundos disponíveis para investimento em empresas que se encontram em fase inicial tem vindo a aumentar de forma significativa e quer as sociedades de capital de risco, quer os “business angels” podem agora constituir uma alternativa ao tradicional financiamento bancário.

No entanto, Francisco Banha alerta que esta opção não é para todos. Até porque, diz, “os projectos, por si só, valem muito pouco. Têm de vir acompanhados por um empreendedor que encaixe no negócio e com competências para vir a ser um empresário de sucesso”. Dito isto, há bastante capital disponível e os investidores de risco estão interessados em empresas que tenham “um papel a desempenhar na nossa sociedade de amanhã”.

Olhando para o futuro, Francisco Banha acredita que as empresas vão definir-se segundo duas categorias: as que se conseguem reinventar e fazer face à crise e as que vão perecer. Para vencer a crise, é preciso que as empresas façam um esforço de avaliação e percebam “se estão a vender aquilo de que o mercado está à procura, para se alinharem com o consumidor”. Reinventar, investir, fundir, exportar, são algumas das palavras-chave que devem estar na lista de afazeres de cada empresa.

Aproveitar os incentivos do Estado
Para ajudar o tecido empresarial português e impedir que a economia nacional entre em derrapagem, o Estado também tem vindo a disponibilizar alguns apoios às empresas. Para quem cumprir as regras estabelecidas, opções como a linha de crédito PME Investe, do IAPMEI podem ser uma alternativa.

Estas linhas de crédito têm como objectivo facilitar o acesso das PME ao crédito bancário, nomeadamente através de taxas de juro bonificadas e do recurso aos mecanismos de garantia do Sistema Nacional de Garantia Mútua. Amplamente publicitadas e renovadas por várias vezes, as linhas PME Investe atraíram empresários como Paula, que dirige um centro de estudo e lazer no Norte do país e que decidiu, há cerca de dois anos, candidatar-se ao apoio da linha PME Investe. A empresária, que prefere não ser identificada, diz que, apesar da rigidez dos critérios – “basta um mês em atraso à Segurança Social para se ser rejeitado” – o processo até correu bem e o crédito foi concedido.

Com os 25 mil euros no bolso, pensava registar a empresa como Master Franchise e desenvolver o seu negócio a partir daí, mas nem tudo correu como o previsto. “A ideia foi boa, porque permitiu à empresa financiar-se com recurso a taxas de juro mais vantajosas, mas a situação está complicada e o retorno do investimento tarda em chegar”, lamenta.

O crédito não é uma panaceia
Esta empresária é a face visível de um problema que Augusto Morais, presidente da Associação Nacional de PME, aponta como sendo o verdadeiro cerne da crise: as dificuldades das empresas em escoar a produção ou vender os serviços que prestam. Neste cenário, não basta ter acesso ao crédito, mas é preciso também que o dinheiro recebido consiga ser aplicado e gere rentabilidade.

Para Augusto Morais, “o maior problema das PME é a quebra acentuada do consumo das famílias”, causada pelo desemprego e pela falta de condições na economia que impulsionem o crescimento. É isto que explica que sete mil PME tenham encerrado em Janeiro, salienta. Por isso, questiona-se se será, de facto, de crédito que as empresas carecem. “Do que as PME precisam é de escoar produto, é vender, pois o crédito tem de ser pago com juros”, frisa.

Uma afirmação que a empresária citada subscreve. “As pessoas querem investir, mas tem sido muito difícil fechar negócio, até porque o clima de insegurança económica no país contribui para o sentimento de cautela”. E o valor dos impostos a pagar também não ajuda. “O Estado é o meu maior sócio. Fica com 60% da minha facturação”, queixa-se. Neste momento, tem apenas três franchisados e uma prestação do crédito em atraso.

Soluções de curto e médio prazo
De facto, para as empresas que trabalham exclusivamente em território português, o cenário não parece muito risonho. Com a contracção do consumo, que tem vindo a intensificar-se, está cada vez mais difícil vender produtos e serviços. E, “menos vendas, significa mais dificuldades em obter e rentabilizar financiamentos, o que cria um estrangulamento da actividade das empresas”, afirma Francisco Maria Balsemão, Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários.

Já a situação não é tão complicada para os sectores exportadores. Tudo isto, “graças à retoma económica dos tradicionais mercados de destino dos bens e serviços portugueses, como o alemão ou o francês, e à subida das vendas para mercados emergentes, como o brasileiro e o angolano”.

Quanto a formas de contornar o problema do financiamento, o presidente da ANJE aponta o leasing para ajudar no investimento e o “factoring” para o reforço da tesouraria. A emissão de títulos de dívida ou a dispersão em bolsa poderão ser também alternativas a ter em conta. Já para Augusto Morais, a solução para os problemas das empresas passa em muito por medidas que permitam uma redução da carga fiscal a médio prazo, nomeadamente o emagrecimento do Estado.

Afinal a banca ainda é alternativa
Dispersar capital em bolsa foi, de facto, uma das ideias que a Douro Azul teve para desenvolver o seu negócio. Inicialmente, pensou fazer uma estreia na Alternext, a bolsa das PME, mas depressa percebeu que preferia “ser a mais pequena entre os maiores do que a maior entre os mais pequenos”, recorda Mário Ferreira, CEO da empresa. Assim, optou por preparar a entrada no mercado geral, a Euronext Lisbon. Mas nem aí. Com a turbulência sentida nos mercados, a ideia acabou por ficar guardada para mais tarde, quando os tempos forem mais propícios a estas operações. “Seria uma boa forma de as PME se financiarem e de poderem crescer, mas neste momento é arriscado”, conclui.

No entanto, a empresa de cruzeiros fluviais continuou à procura dos meios financeiros que lhe permitissem por em prática os projectos. Curiosamente, diz Mário Ferreira, foi o financiamento que acabou por lhe vir bater à porta. “Os bancos andam à procura de quem tenha bons rácios de capital próprio e um bom histórico de resultados”, afirma o CEO, considerando que os bancos continuam a ser uma fonte de financiamento válida, ainda que o cerco tenha apertado. Mas, para isso, é preciso convencer a banca de que tem perante si uma aposta segura.

Fonte: Jornal de Negócios

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