Marketing: 41% das empresas têm problemas de segurança de TI
Abril 9, 2011 by Inovação & Marketing
Filed under Notícias
A McAfee divulgou o relatório Panorama de risco e conformidade: 2011, encomendado pela empresa e conduzido pela Evalueserve. A análise revela que 41% das organizações estão desprotegidas contra os riscos à segurança da área de Tecnologia da Informação ou desconhecem esses riscos e 40% estão totalmente inseguras em relação à implementação de contramedidas.
O relatório Panorama de risco e conformidade: 2011 constatou que cerca da metade das empresas planeja investir este ano 21% mais em soluções de risco e conformidade. Em geral, a pesquisa conclui um forte crescimento no setor de risco e conformidade. A maioria dos profissionais da área de TI prefere soluções automatizadas e integradas.
Em relação à conformidade normativa, 75% dos entrevistados têm dúvidas de que a empresa seja aprovada em uma auditoria e mais da metade declarou que já foi reprovada. Nove por cento das empresas indicaram que essas reprovações resultaram em multas emitidas por entidades governamentais ou do próprio setor. Os bancos de dados também estão entre os maiores desafios de infraestrutura em termos de conformidade com exigências legais.
Entre as principais conclusões, 41% das empresas indicaram investimentos em monitoramento da atividade de bancos de dados e 45% das empresas aplicam patches (arquivos utilizados para aplicar correções de programas) semanais em seus sistemas; 49% das empresas declararam que tentam proteger os dados por meio da aplicação de patches em todos os elementos do sistema;84% dos entrevistados sentem que suas empresas e operações comerciais são afetadas por patches inesperados e 37% têm dúvidas de quais ativos precisam de patches quando surge uma nova ameaça.
Em relação aos investimentos, 24% das organizações estão investindo mais de US$ 250 mil anuais em auditores. Já a conformidade é vista como fator determinante dos orçamentos em 25% dos projetos de TI. O relatório mostra que 40% das organizações entram em “modo de emergência” em função da proximidade de uma auditoria normativa, afastando os recursos essenciais das prioridades estratégicas.
Trinta e nove por cento não sabem se são capazes de converter riscos de TI em riscos comerciais. Entretanto 56% das organizações indicaram que a adição de conhecimento de contramedidas às análises de riscos traria o maior benefício. Já 60% dos entrevistados acreditam que cerca de 10% do tempo de inatividade pode ser atribuído a alterações não autorizadas que ocorrem ao longo do ano.
“As empresas estão enfrentando cada vez mais pressão para proteger as informações e a privacidade dos clientes, além de suas próprias informações. Isso gera a necessidade de um grande foco no gerenciamento de risco e conformidade”, declara Stuart McClure, vice-presidente sênior e gerente-geral de Risco e Conformidade da McAfee.
“Conforme demonstra o estudo, as empresas concordam que há necessidade de aprimorar o gerenciamento de riscos por meio da identificação mais adequada de ameaças, vulnerabilidades e contramedidas, assim como a necessidade de melhorar a conformidade com políticas, por meio da automação de controles de TI”, finaliza Stuart.
Fonte: Correio do Estado
Inovação: Google, entre inovação e privacidade
Abril 9, 2011 by Inovação & Marketing
Filed under Notícias
Rostos e placas de carros fotografados pelo Google Street View terão que ser borrados. A decisão do Tribunal Administrativo Federal (TAF) da Suíça relançou o debate sobre a proteção da privacidade.
Em sua decisão, o tribunal deu razão ao responsável federal da proteção de dados, Hans-Peter Thür, que estima que o Google não respeita o direito dos cidadãos à proteção de seus dados pessoais.
O interesse econômico do Google terá que frear o passo diante da proteção da imagem de cada cidadão, julgou o TAF, reiterando a proibição de fotografar um indivíduo sem seu consentimento.
A empresa expressou seu descontentamento com a decisão e já está pensando em apresentar um recurso perante a mais alta corte do país, o Tribunal Federal. Por sua vez, o comissário federal de proteção de dados se diz contente por ter desempenhado um “papel pioneiro” contra o Google Street View.
“Estou satisfeito que a questão de saber se um cidadão andando na rua pode ser alvo de outros serviços online foi respondida”, disse Hans-Peter Thür. Segundo o suíço, “a sentença confirma nossos direitos à imagem. Os atores internacionais devem respeitar as leis da Suíça. As fotos são tiradas aqui, mas são trabalhadas e colocadas online nos Estados Unidos e por isso o Google estava achando que estaria subordinado só às leis dos EUA.”
Gostinho de vitória
A Suíça não é o único país a questionar os procedimentos do Google Street View. Hans-Peter Thür indica que seus homólogos de outros países também estão aproveitando a brecha. Para Thür, “por onde o gigante da internet passa, seus serviços testam os limites legais, infringindo a lei.”
Os responsáveis europeus da proteção de dados, reunidos segunda-feira (4) em Bruxelas, tomaram nota da decisão da Suíça. A francesa Gwendal Le Grand disse à televisão suíça que seu país irá acompanhar de perto a forma como o governo suíço vai aplicar a decisão do tribunal.
Para o alemão Peter Schaar, o veredicto vai obrigar o Google a agir de forma mais responsável. “Eu acho a decisão muito boa. É uma verdadeira vitória para a proteção de dados, certamente será um exemplo para além das fronteiras suíças. As autoridades alemãs de proteção de dados também vão analisar se devemos ir no mesmo sentido em relação ao Google”, declarou à televisão suíça.
O caminho da inovação
Principal ferramenta de busca na Internet, o Google conecta e copia dados desde o início de sua atividade, avançando nos limites da sua tecnologia e da proteção de dados.
Sua ferramenta Google Street View é mais um avanço tecnológico que, desde a sua criação, passou por melhorias e mudanças – como muitas inovações”, diz Marc Pollefeys, professor de informática.
“A única maneira de fazer é tentando”, explica o professor da Escola Politécnica de Zurique, em referência ao modelo de negócios do Google.
“Você vai afinando as coisas aos poucos, melhorando cada vez mais. Só quando elas começam a funcionar é que você vê que as pessoas estão interessadas, que vale a pena investir mais na tecnologia”, explica.
De acordo com Marc Pollefeys, se as empresas tivessem que garantir que seus sistemas são 100% eficazes antes de serem produzidos, a inovação simplesmente não existiria. “Acho que essa é a diferença essencial entre os EUA e a Europa. Nos Estados-Unidos, eles tendem a experimentar coisas para ver se funcionam, afinando-as ao longo do caminho.”
“Metade dos produtos do Google está em fase beta [estágio incompleto]. Eles tentam as coisas rapidamente para ver se funcionam. É uma forma de inovar, eu acho. Assim, pouco a pouco, a tecnologia vai se desenvolvendo.”
Cada um é responsável
A decisão do tribunal suíço também pode causar problemas em termos de aplicação. Outros agentes que o Google tiram fotos contendo um público desinformado. “Os programas de televisão serão obrigados a encobrir os rostos das pessoas em suas reportagens? E as fotos postadas no Facebook ou em sites de fotos como Flickr?”, pergunta Stéphane Koch, consultor em segurança digital em Genebra.
“Isto levanta verdadeiras questões sobre a igualdade da aplicação da presente decisão para os diferentes atores que produzem o mesmo tipo de conteúdo. Espero que chegue um momento em que tais decisões ou jurisprudências tornem-se difíceis de aplicar ou totalmente incoerentes.”
Para Stéphane Koch, o Google fotografa a vista da cidade, mas não intencionalmente as pessoas. E qualquer foto pode ser alterada sob demanda, lembra. No mundo de hoje, cada um é responsável pelo respeito de sua privacidade e intimidade.
“No Facebook, por exemplo, a maioria das pessoas não usa as configurações de privacidade. As pessoas são talvez muito passivas, enquanto que hoje, administrar sua privacidade deriva de uma abordagem proativa. Temos que controlar os instrumentos absolutamente, ao invés de deixar os instrumentos nos controlar.”
Fonte: Swiss Info
Marketing: YouTube será reformulado para concorrer com televisão
Abril 9, 2011 by Inovação & Marketing
Filed under Notícias
A intenção da Google é criar 20 canais de conteúdos exclusivos com qualidade profissional através do portal, divididos em temas como arte e esportes durante várias horas de programação semanal
Por Agência EFEA gigante Google já começou a trabalhar num projeto para reformular o portal do YouTube com o objetivo de transformá-lo em uma plataforma televisiva na rede com uma programação própria, informou nesta quinta-feira “The Wall Street Journal”.
A intenção da Google é criar 20 canais de conteúdos exclusivos com qualidade profissional através do portal, divididos em temas como arte e esportes durante várias horas de programação semanal e com o objetivo de criar uma audiência estável e vender espaço publicitário. Segundo fontes do jornal americano, os diretores do YouTube querem que as pessoas criem o hábito de assistir ao site da mesma forma que costumam assistir à programação da televisão.
A reforma do site de vídeos prevê um investimento de US$ 100 milhões para a produção de conteúdos de baixo custo projetados especificamente para o formato do YouTube. A decisão da Google chega em um momento que os serviços de vídeos em streaming (sem download) através da internet cresce com força e está mudando a maneira dos espectadores acompanharem seus programas preferidos.
Sites como o “Netflix” nos Estados Unidos, que oferece uma videoteca por uma assinatura de baixo custo, assim como “Amazon.com” e “Hulu.com” são exemplos de modelos de negócio que estão explorando com sucesso o conceito de televisão pela internet como concorrência com as tradicionais televisões a cabo e por satélite. EFE
Fonte: Época Negócios
Marketing: Groupon atinge 10 milhões de cadastros no Brasil
Abril 9, 2011 by Inovação & Marketing
Filed under Notícias
O site de compras coletivas Groupon atingiu a marca de 10 milhões de usuários cadastrados no Brasil, desde o início da operação por aqui em junho do ano passado.
Presente em 44 municípios, a empresa planeja expandir atuação em mais 20 cidades até o fim do ano. Com isso, cobriria 60 municípios brasileiros.
Segundo Florian Otto, CEO do Groupon, a operação da empresa no país está entre as quatro maiores do Groupon no mundo. “Nosso desafio é chegar ao segundo posto ainda neste ano”, diz ela.
Em comemoração à marca dos 10 milhões, o Groupon Brasil afirma estar concedendo descontos de até 90% para as seguintes regiões: São Paulo (capital, ABC, Guarulhos e São José dos Campos), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu e Londrina.
Fonte: Exame
Marketing: Junte-se a outros para fazer negócio
Abril 9, 2011 by Inovação & Marketing
Filed under Notícias
Hoje passados mais de 50 anos, o contexto pode ter mudado e o mundo pode realmente estar mais globalizado, mas nem por isso a cooperativa, nascida com o incentivo e ajuda da então Junta Nacional do Vinho, perdeu o fôlego, conseguindo manter válidos os argumentos iniciais e acrescentando-lhe outros, o que a mantém “no activo”.
“As cooperativas nasceram de modo a que, em termos tecnológicos e de economias de escala, houvesse uma entidade agregadora dos produtores. Perante isto, parece-me que esse objectivo é válido há 50 anos atrás como continua a ser válido hoje”, argumenta Manuel Rocha, director-executivo da Adega Cooperativa de Borba.
No contexto do Estado Novo, as cooperativas foram fundamentais no sentido do desenvolvimento da agricultura e desenvolvimento tecnológico da qualidade do vinho, lembra o responsável. Hoje em dia o conceito é “extremamente actual” porque permite “ganhar escala” para se reunirem maiores vantagens competitivas quando se produz para o mundo inteiro. “Trabalhamos cada vez mais ao nível do globo, e quando já não estamos confinados à esfera do nosso país, a escala é muito importante. Sendo Portugal um país de reduzida dimensão, é crucial ter escala para conseguirmos exportar para outros países”.
O “negócio” da Cooperativa Agrícola dos Lavradores do Concelho de Oliveira do Bairro (Calcob) é diferente, assim como o contexto em que foi criada, já no pós-25 de Abril, mas permanece a ideia de que apesar das alterações de cenário ideológico, o cooperativismo continua a fazer sentido.
“A abertura da economia ao exterior e a era da globalização são processos irreversíveis, que nos afectam diariamente, das formas mais variadas e temos de aprender a conviver com isso, porque existem mudanças positivas, mas também mudanças que dificultam a expansão diária de cada entidade”, considera Fernando Silva.
O gerente da Calcob diz ter havido uma alteração radical no campo de acção e na forma de funcionamento, que obrigou a uma adaptação constante para que as cooperativas portuguesas se conseguissem manter em pé de igualdade competitivo com as suas congéneres europeias. “Todo o processo evolutivo traz consigo o bom e o mau da expansão. Abriram-se fronteiras à expansão comercial, encontraram-se novos mercados, novos processos produtivos, novas oportunidades de negócio, mas também se liberalizaram mercados e preços, alargando a oferta, apostando em preços baixos, dificultando o devido e merecido pagamento de produtos e serviços”.
No entanto, acredita que apesar de todas as alterações trazidas pela era da globalização, positivas e negativas, as bases do cooperativismo, “nomeadamente a solidariedade, a equidade, a liberdade e, acima de tudo, o trabalho em equipa” não foram relegados. “Aliás, porque se o fossem o futuro de qualquer cooperativa estaria comprometido”, defende.
Cooperar para lucrar
A maior parte das cooperativas não tem políticas de angariação de associados, mas está sempre aberta à entrada de novos produtores, embora exija o cumprimento de alguns requisitos. “O sermos uma cooperativa implica estarmos predispostos a aceitar novos associados e fazemo-lo desde que estes nos tragam vantagens competitivas”, explica José Barroso, secretário de direcção da Adega Cooperativa do Cartaxo, criada em 1954, e que hoje conta com um total de 290 associados, responsáveis por uma área total de produção de 950 hectares.
Na integração de um produtor é por isso necessário avaliar se há um equilíbrio entre a oferta e a procura, já que as cooperativas são obrigadas a aceitar a quantidade total produzida pelos seus associados. “Havendo ou não mercado, a cooperativa tem de ficar com a totalidade de produção das uvas. Logo temos todo um equilíbrio para gerir, tendo em mente que lidamos com uma actividade vulnerável às alterações climatéricas, que podem fazer com que haja oscilações em termos de produção”, lembra por sua vez Manuel Fernandes.
Para o CEO da Adega de Borba uma das principais dificuldades colocadas a uma cooperativa é gerir da melhor maneira os seus sócios e respectivas produções, lidando com os excedentes ou as carências que possam existir em relação ao mercado.
Na avaliação de um “candidato”, e independentemente de estarmos a falar de vinho, fruta ou lacticínios, pesa também o seu “compromisso” com o progresso, nomeadamente o cumprimento de boas práticas ou o respeito pelas normas de certificação. Outro requisito para quem queira integrar uma cooperativa é a compra de uma quota de capital.
Em troca, e além dos valores de remuneração, os produtores recebem acompanhamento e formação. “As cooperativas foram construídas pelo povo e para o povo, logo têm nele o seu maior beneficiário”, defende Fernando Silva.
“Os sócios são membros activos de uma sociedade, fazendo ouvir a sua voz na cooperativa, onde exercitam a democracia e decidem colectivamente sobre o rumo da casa que é de todos eles”. Deste modo, as cooperativas empenham-se em prol de uma fusão entre uma economia de serviços e de lucros, “onde a assunção da responsabilidade no crescimento da sociedade circundante está bem presente”, alega o responsável.
Na Calcob a filosofia é proporcionar aos associados a resposta às dúvidas que possam surgir e às expectativas decorrentes. “O associado é acompanhado desde o início das suas plantações até ao momento da colheita por um técnico especializado, é-lhe fornecida todo um plano formativo, de modo a aumentar o seu saber saber, saber ser, saber estar e saber fazer, tem um espaço comercial onde encontra todos os factores de produção de que necessita, para além de um elevado rol de serviços”, destinados a facilitar e melhorar a sua prática e vivência diárias.
A formação também é levada a sério na Adega de Borba. “A cooperativa age como um pólo dinamizador de disseminação de todas as boas práticas ao nível dos nossos associados. Por isso constantemente promovemos acções de formação e de ‘fertilização’ de boas práticas de viticultura, em várias vertentes. Também somos muito preocupados com a formação dos nossos colaboradores. O ano passado demos mais de 5.000 horas de formação aos nossos 60 colaboradores”.
Mais cultura empresarial
Com objectivos idênticos aos que persistiram à sua formação, o contexto onde as cooperativas se inserem tem vindo a mudar, mas não é o único elemento diferenciador neste novo cenário. “A forma como as cooperativas são geridas é diferente – adequou-se à realidade”, considera José Barroso, da Adega do Cartaxo.
“O ideal de uma cooperativa assenta nas pessoas e nas expectativas, de através da sua intervenção activa, ajudarem na construção de uma sociedade melhor”, considera por sua vez Fernando Silva. “É acreditando que o maior capital de uma empresa são as pessoas (associados, colaboradores e parceiros), que se constroem bases sólidas de crescimento e de protecção face às adversidades externas e internas com que nos deparamos diariamente”.
Tal como acontece nas restantes organizações empresariais, também existem cooperativas mais bem geridas e outras menos bem geridas, e nem todas conseguiram adaptar-se ao novo modelo instituído e vingar na actualidade como modelo de negócio.
Para Manuel Fernandes, o grande trunfo da Adega de Borba foi ter-se dotado de quadros competentes e de uma direcção com alguma visão, que soube aproveitar as oportunidades que surgiram. “Há 50 anos a atrás a gestão da cooperativa era mais amadora”.
Apontada quase como um “caso à parte” entre as suas congéneres, a Adega de Borba diz distinguir-se pela capacidade de profissionalização de todas as suas áreas funcionais, no sentido de ter “os melhores recursos humanos” do mercado. Adicionados outros factores favoráveis, e o objectivo é facilmente atingido. “Ter produtores com uvas de grande qualidade, com acesso a equipamento tecnológico de ponta e a recursos humanos de grande nível de competência transforma qualquer empresa cooperativa, ou outra, num caso de sucesso”.
Independentemente de todas as mudanças de contexto e do esforço de modernização que tem sido feito ao nível da gestão, há algo que não se pode contornar: a extrema importância que as cooperativas assumem num país que continua a ser feito de muitos pequenos produtores.



