Inovação: Web semântica caminha para a maturidade

Abril 4, 2011 by  
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Anunciada há anos como a evolução natural da web 2.0, nova tendência começa a ganhar mais corpo com padrões e fornecedores.

O sócio da empresa norte-americana de investimentos Alpha Equity Management, Vince Fioramonti, teve uma visão em 2001: ele percebeu que a web já ficara rica em informações sobre investimentos e que havia um crescente número de fornecedores oferecendo software para capturar e interpretar informações baseadas em importância e relevância.

Segundo Fioramonti, a companhia já tinha um time de analistas lendo e tentando resumir informações financeiras sobre companhias. Mas o processo era muito lento e tinha a tendência de ser subjetivo e inconsistente.

No ano seguinte, a empresa resolveu iniciar um trabalho mais qualificado com uma plataforma semântica para processar várias formas de informação digital de maneira automática, mas a primeira ferramenta utilizada proporcionava somente algoritmos gerais. A Alpha teria de investir em um time de programadores e analistas financeiros para desenvolver algoritmos específicos. Com um alto custo, o board acabou derrubando o projeto.

Segundo Fioramonti, restou à empresa recorrer a um provedor de serviços externo para tentar resolver os problemas. Mas somente em 2008 a empresa começou a ver resultados, depois assinou uma ferramenta que coleta e analisa informações de diversas fontes noticiosas, incluindo a Reuters, veículos online, jornais e blogs. Após a análise, a ferramenta pontua o sentimento do público em relação à companhia ou produto, além da sua relevância e grau de inovação. O nome do provedor de serviços é Thomson Reuters.

Os resultados são divulgados para clientes, incluindo relações públicas, profissionais de marketing, negociadores de ações e gerentes de portfólio de ações que agregam essas informações em decisões de longo prazo no tocante a investimentos.

A ferramenta não é exatamente barata. A Thomson Reuters não divulga valores, mas estimativas indicam que a assinatura mensal, que inclui atualização em tempo real das consultas gira entre 15 mil e 50 mil dólares por mês. Mas, para uma empresa como a Alpha, o valor gerado justifica o preço. “As informações ajudaram a alavancar o desempenho do portfólio da companhia e permitiu à Alpha Equity obter diferenciais frente aos concorrentes.”

Independentemente da forma escolhida, o preço por contar com uma tecnologia de web semântica é alto. Maior ainda se a informação procurada incluir jargões, conceitos e acrônimos que forem específicos de um negócio em particular. Mas o mercado hoje já está bem mais avançado que há dez anos e oferece opções para quem se interessa por uma solução do gênero.

Entre os grandes fornecedores, Oracle, SAS e IBM possuem ofertas no contexto de suas soluções analíticas e preditivas. Mas uma série de fornecedores de menor porte, principalmente startups norte-americanas, tem algum destaque no mercado. Entre elas estão Cambridge Semantics, Expert System, Revelytix, Endeca, Lexalytics, Autonomy e Topquadrant.

Padrões da web semântica
Pensando no futuro da web semântica, o World Wide Web Consortium (W3C) determinou padrões de linguagens que devem ser seguidos na construção das páginas, como RDF, RDFS e OWL. Estes são de grande valia para as empresas de software, pois, com eles, é possível desenvolver uma série de técnicas para analisar e descrever o significado de objetos de dados e seus relacionamentos. Isso inclui um dicionário de termos genéricos e específicos da indústria, assim como análise de gramática e contexto para resolver ambiguidades idiomáticas, como palavras com múltiplos sentidos.

Para ilustrar a vantagem dos padrões, o CEO da Revelytix, Michael Lang, descreve que se todos os vendedores de produtos eletrônicos online usarem os padrões em seus catálogos, os consumidores poderão, por meio de um browser em conformidade com as regras da W3C, obter bons resultados com consultas complexas como “mostrar todas as TVs de tela plana entre 42 e 52 polegadas, organizadas por preço”.

Já existe no mercado sites que fazem esse tipo de comparação, mas não raro as informações estão desatualizadas, imprecisas ou incorretas. Ela não consegue, por exemplo, filtrar disponibilidade de tamanho ou cor, por exemplo. E a web semântica traria uma nova dinâmica nessa questão.

Para as empresas, a dinâmica é parecida. Encontrar informações qualificadas assemelha-se à essa experiência do consumidor, questão que os principais fornecedores estão buscando resolver.

Opções SaaS
Para as grandes empresas, iniciar um projeto de web semântica de imediato não é tão difícil se houver dinheiro para investir. As menores, no entanto, podem seguir a Alpha Equity e buscar um fornecedor externo que ofereça serviços semânticos.

Além da Thomson Reuters, o mercado norte-americano possui o serviço OpenCalais, também baseado em busca de agregadores de notícias, blogs, catálogos e outras aplicações.

Outros serviços vêm de empresas como DNA13, Lithium Technologies e Cymfony, todas com a mesma tendência de coletar informações na web por meio de consultas específicas e analisar notícias e a mídia social, mas com um olhar específico sobre reputação e gerenciamento de marca, gestão de relacionamento com consumidor e marketing.

Fonte: Computerworld

Inovação: Motas também vão ter acesso à rede Mobi.E

Abril 4, 2011 by  
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Projecto da mobilidade eléctrica será alargado e replicado lá fora: Xangai é o arranque da internacionalização

O projecto nacional de mobilidade eléctrica não se vai limitar aos veículos de quatro rodas: em breve, também os motociclos terão acesso à rede Mobi.E, revelou ontem o secretário de Estado da Energia, na conferência sobre o tema promovida pelo Negócios. “Estamos a elaborar um plano de carregamento para veículos de duas rodas”, disse Carlos Zorrinho, acrescentando que prosseguem os trabalhos para o desenvolvimento das operações de carregamento doméstico.

O Mobi.E, que conta para já com cerca de 300 pontos de carregamento operacionais, deve chegar ao final de Junho com 1.350 unidades, sendo 50 de carregamento rápido (nas auto-estradas). Até agora, os detentores de motociclos eléctricos vinham tendo dificuldades na obtenção do cartão que dá acesso à rede de carregamento. Por outro lado, ao nível dos carros a utilização é ainda reduzida, dado que as marcas de automóveis apenas começaram a vender os seus novos modelos eléctricos no final do ano passado.

Mesmo nos motociclos o universo dos eléctricos é ainda residual. Eduardo Rodrigues, responsável da empresa Scooter Eléctrica, que revende a marca Bereco, indicou ao Negócios que desde o arranque, há cerca de dois anos, vendeu cerca de 50 motas eléctricas, devendo o total do mercado nacional rondar o triplo desse valor. São aparelhos cujos preços oscilam entre os 1.600 euros (com baterias de chumbo) e os 5.000 euros (baterias de lítio). Para as mais baratas, trata-se de um investimento que ao fim de dois anos está pago, ponderada a poupança que essas “scooters” representam em consumo por comparação com as convencionais.

Portugal vive um momento difícil mas não vai parar. O carro eléctrico, esse, já não pára mesmo.

CARLOS ZORRINHO
Secretário de Estado da Energia
Carlos Zorrinho sublinhou ontem que no domínio da energia “o armazenamento é uma questão-chave”, sendo os veículos eléctricos uma forma de o assegurar.

Mobi.E a caminho de Xangai
O coordenador do programa Mobi.E, João Dias, anunciou ontem que o projecto português foi escolhido para ser replicado em Xangai. A equipa portuguesa por detrás do Mobi.E já está a trabalhar com técnicos chineses para montar uma rede de mobilidade eléctrica naquela cidade, que tem o dobro da população portuguesa.

“Estamos a trabalhar em Xangai há sensivelmente oito meses, de forma contínua e regular, tendo já criadas equipas em conjunto”, afirmou João Dias ao Negócios, lembrando igualmente que a dimensão da cidade chinesa vai obrigar a “algumas costumizações do modelo”. O responsável, porém, escusou-se a revelar quais os próximos destinos na internacionalização do projecto.

O secretário de Estado da Energia destacou que “Portugal é fortemente pioneiro” em várias áreas e que na mobilidade eléctrica está a criar referências para outros mercados. Quanto ao futuro do projecto na conjuntura de crise política, Zorrinho afirmou ao Negócios que o Mobi.E “foi e será uma prioridade sempre de governos que sejam liderados pela actual força maioritária”.

Fonte: Jornal de Negócios

Marketing: “Hotéis têm de personalizar serviços para sobreviver à próxima década”, diz estudo

Abril 4, 2011 by  
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Os hotéis têm de optar pela personalização levada ao limite, tornando-se em “laboratórios vivos de inovação”, se pretendem sobreviver à década turbulenta que se aproxima, revela o relatório “Hotels 2020 – Para além da Segmentação”, realizado pela Amadeus e pela Fast Future.

Dos inquiridos, 92% espera uma personalização total das suas escolhas e 96% pensam que os hotéis vão focar-se na estratégia e na inovação para fazer face à concorrência global. O estudo foi apresentado por Rohit Talwar, CEO da Fast Future Research, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, e combina pesquisa, entrevistas a peritos, workshops internacionais realizados em Delhi e Dubai e uma pesquisa global junto de 610 inquiridos.

O estudo foi encomendado pela Amadeus, fornecedor de soluções tecnológicas e GDS para a indústria do turismo, e revela novos comportamentos e necessidades dos hóspedes do futuro e o que pode implicar para estratégias futuras, modelos de negócio, abordagens de serviços e inovação que os grupos hoteleiros terão de enfrentar na próxima década.

O relatório concebe cenários em que a realidade aumentada, ambientes personalizados e robôs poderão ser comuns para satisfazer as necessidades de personalização, conforto e inovação.

O estudo destaca novos modelos de negócio que poderão surgir como “hotéis apenas por convite”, hotéis co-branded com marcas de luxo, hotéis sem marca e hotéis com uma gama de oferta abrangente que pode ir ao mesmo tempo da mais económica a seis estrelas de luxo.

O estudo Hotels 2020 – Beyond Segmentation refere que os clientes terão a possibilidade de adaptar todos os aspectos da sua experiência no hotel, pelo que a segmentação tradicional dos clientes será substituída por gamas de serviços personalizados.

A segunda grande conclusão refere que o hotel do futuro vai ser mais pessoal, conectado e reactivo, com a introdução de inovações como mobiliário inteligente, quartos com ambientes personalizados, refeições à medida, entre outras.

Finalmente, o relatório detalha as características de uma cadeia de hotel de sucesso no futuro, que terá a capacidade de identificar riscos e oportunidades, acolher a inovação e  implementar mudanças rapidamente.

Fonte: Oje – o Jornal Económico

Marketing: Como usar o Facebook para atrair recrutadores

Abril 4, 2011 by  
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Checar o perfil de um candidato no Facebook já virou rotina de boa parte dos recrutadores. Não à toa, afinal 13 milhões de brasileiros já aderiram à rede arquitetada por Mark Zuckerberg.

Para se destacar em meio a tanta gente ou não perder um emprego por causa de um deslize virtual homérico, é preciso encarar essa rede de uma maneira mais estratégica.

EXAME.com listou alguns passos para que você use o seu perfil do Facebook para cativar os recrutadores.

1. Decrete a falência da sua fazenda no Farmville

O primeiro passo para transformar seu perfil no Facebook em ferramenta de trabalho é fazer um pente fino em tudo o que não tem qualquer conexão com o ambiente corporativo.

Fotos pessoais, jogos como Farmville e até comentários pouco pertinentes dos amigos devem ser abolidos do seu perfil. Se você não quiser se desfazer de tudo isso, crie um perfil alternativo para o trabalho.

2. A versão formal de você

Feita a faxina geral, é hora de criar um perfil com mais cara de currículo. E, nesse ponto, a regra é ser objetivo.

Portanto, nada de frases de efeito ou com caráter duvidoso no campo “sobre mim”. Antes, descreva suas habilidades e aspirações profissionais.

3. Panorama profissional

Aproveite o campo “empregadores” para colocar o nome de todas as empresas em que trabalhou – mesmo se por um curto período de tempo. Atenção também para o campo Projetos. Nesse ponto, é possível criar um inventário de todo seu trabalho e principais resultados.

Já em Faculdade/Universidade é possível criar um panorama da sua formação preenchendo o campo Aulas.

4. Faça um teste e torne-se relevante

Quer convencer todos os empregadores de que vale a pena contratar você? Então, mostre-se interessante. Um jeito divertido de fazer isso é entrar na onda dos testes para a rede social e elaborar um voltado para a sua área de especialidade.

O aplicativo Quiz Planet é ideal para isso. Basta preencher um formulário com questões e respostas e, pronto, o teste está criado. Depois, é só difundir entre a sua rede de contatos.

O perfil virou um hit na web. Pouco tempo depois, ele foi convidado a trabalhar na área de marketing em mídias sociais.

6. De mãos dadas com o Twitter

Outro meio para ficar relevante no Facebook é postar assuntos pertinentes à sua área de atuação – e que sejam interessantes, por favor. Se você já faz isso no Twitter, basta conectar as duas redes sociais.

O caminho é simples. Entre no aplicativo Twitter para Facebook e siga as instruções.

7. Espalhe o curtir

Se você tem um blog profissional, abra espaço para que outras pessoas divulguem seus posts no Facebook.

Acesse a página de plugins no Facebook, informe o endereço do post, escolha as suas preferências e cole o código gerado no post.

8. Um mural para recomendações

Os seus amigos podem ajudar você a conseguir um novo emprego apenas com o Facebook. Para isso, peça que eles escrevam mini-cartas de recomendação em seu Mural.

9. Meus queridos trabalhos

Aproveite a página dedicada a fotos para montar seu portfólio. Caso sua área de atuação não exija esse tipo de ferramenta, uma dica é colocar fotos (ou o logo) das empresas em que você já trabalhou e completar as legendas com informações sobre o trabalho que você desenvolveu nesses locais.

10. Perfil contra fotos constrangedoras

Para não queimar seu filme com alguma imagem vergonhosa que, por algum motivo, foi parar no álbum de um amigo, basta mudar as configurações do seu perfil.

Vá em Conta > Configurações de privacidade > Personalizar configurações. Nessa página, confira a seção Itens que outros compartilham. Mude as opções para Fotos em que fui marcado e desative a função Sugerir fotos minhas a amigos.

Fonte: Info

Marketing: Empresas têm que criar conteúdo na web, diz diretora do Google

Abril 3, 2011 by  
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“A propaganda tradicional não funciona mais, é preciso criar conteúdo”, afirma a diretora do departamento de Estratégia de Mídia Digital do Google, Eileen Naughton, durante o Think Infinite, evento que fala sobre inovações tendências do mercado tecnológico e acontece em São Paulo nesta quarta-feira. A executiva fala sobre a propaganda voltada exclusivamente à internet e a forma como o Google está tratanto essa nova publicidade na palestra O apaixonante mundo do display.

Eileen diz que a meta da empresa é transformar o telespectador do YouTube em potencial consumidor das marcas anunciadas. A empresa quer aproveitar o poder do site, onde são vistos 2,5 bilhões de vídeos todos os dias. Naughton mostrou alguns casos de sucesso, como projetos com a Coca-Cola, Toyota ou Nike, que fizeram parcerias com o YouTube para canais especiais para a inclusão de vídeos de anúncios. Outros exemplos são shows de música e lançamentos de filmes e trailers.

Além disso, propagandas de sucesso aproveitaram outras ferramentas do Google, como o Maps, para mostrar o consumo da marca em determinadas regiões de um país ou do mundo. Esses canais especiais, de comando centralizado no YouTube, podem também ser linkados nas redes sociais, por exemplo, como o Orkut, o Facebook e o MySpace.

Novas tecnologias como o Google Goggles também começam a agradar os anunciantes, Com o serviço, o consumidor tira foto de um produto e realiza uma busca no Google pela imagem, sem texto. Nos Estados Unidos, as empresas já passaram a adicionar aos produtos indicadores como os QR codes, uma espécie de “código de barras” que direciona o usuário, a partir de uma foto, para um site específico. Assim, caso o consumidor queira mais informações a respeito de um produto, basta ele tirar uma foto do anúncio e ele será direcionado, pelo celular, para uma página com mais detalhes sobre ele.

Google Think Infinitive
O Google Think Infinitive é um evento corporativo do Google Brasil realizado em apenas um dia no Hotel Unique, em São Paulo, apresentado pelo professor da Escola de Comunicação da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e PhD. em comunicação digital, Luli Redfahrer. O encontro reúne importantes executivos do Google e outros líderes para falar sobre as razões pelas quais os profissionais de marketing precisam repensar suas estratégias para atingir consumidores ligados em tecnologia e como as empresas podem fazer parte dessa onda de inovação.

Fonte: Terra

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