Marketing: Exportadoras beneficiam de reembolso automático do IVA
Março 30, 2011 by Inovação & Marketing
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A partir de Setembro, a isenção do IVA nas exportações para fora da UE, que demora três a quatro meses, vai ser automática.
A partir de Setembro, as empresas exportadoras poderão pedir a isenção do IVA assim que a mercadoria enviada para países terceiros sair do espaço comunitário, em vez de se arriscarem a esperar três ou quatro meses por um comprovativo. A medida faz parte do Simplex Exportações, que será hoje apresentado às empresas e que visa eliminar custos de contexto para as exportadoras.
“Foi das medidas mais reivindicadas e mais pedidas pelas empresas”, garantiu Maria Manuel Leitão Marques, secretária de Estado da Modernização Administrativa, em entrevista ao Diário Económico.
Qualquer empresa que venda para fora da União Europeia está isenta do pagamento do IVA. Mas para beneficiar da medida, tem que apresentar um documento à direcção-geral dos Impostos que comprove que a mercadoria saiu de facto do espaço comunitário. Só depois do comprovativo é que o imposto entretanto pago pode ser devolvido, exigindo capacidade de tesouraria por parte da empresa para suportar eventuais atrasos.
Fonte: Económico
Marketing: Só 11% dos empregadores portugueses são licenciados
Março 30, 2011 by Inovação & Marketing
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Em Espanha, o número relativo de patrões com instrução superior era de 29% em 2009, acima de 27,6% registados na média da União Europeia.
Em Portugal, o número de empregadores com nível de instrução inferior ao secundário é oito vezes mais alto do que o de licenciados. Em Espanha, a diferença não chega a metade. Na União Europeia, a distância fica-se por um ponto percentual com vantagem para quem tem ensino superior.
Nestes dados divulgados no estudo “A Península Ibérica em Números” relativos a 2009, cerca de 78,9% dos patrões portugueses têm a primária ou o secundário inferior (que se enquadra desde o 1º até ao 3º ciclo), enquanto 10,3% têm o secundário superior e outros 10,8% são licenciados.
Já em Espanha, há 29% de empregadores licenciados, 22,9% têm o ensino secundário e 48,1% têm uma qualificação inferior. Na média europeia, há 27,6% de licenciados, acima dos 26,6% de patrões com diplomas abaixo do secundário, sendo que os restantes 45,6% obtiveram o grau de ensino do secundário.
Em relação aos empregados portugueses, a percentagem de licenciados é um pouco maior: 18,1%, que compara com os 62,3% com ensino primário e secundário inferior e com os 19,6% com ensino superior.
Em Espanha, o número de funcionários com diploma do primário ou do ensino secundário inferior também é maior, embora numa percentagem muito mais baixa: 39%. Mesmo assim, este valor é superior aos 36,8% de licenciados e aos 24,3% com nível intermédio.
Este comportamento ibérico contraria a tendência da União Europeia a 27, onde os 28,6% dos funcionários que têm licenciatura superam os 21,3% com primária ou com ensino básico. Os restantes 49,9% têm um nível intermédio.
Açores é região ibérica com menor desemprego
Portugal e Espanha também contrariam a Europa na relação entre mulheres e homens no mercado de emprego. Na UE a 27, 8,9% dos desempregados são do sexo feminino, enquanto 9% são do sexo masculino. Mas, tanto em Portugal como em Espanha, há mais mulheres do que homens sem emprego, em termos relativos. Há dois anos, em Portugal, a taxa de desemprego feminino era de 10,3% face aos 18,4% no país vizinho, acima dos 9% e 17,7% de desemprego masculino, respectivamente.
Em relação a Espanha, Portugal consegue ficar melhor na fotografia no que diz respeito ao desemprego. Em 2009, o desemprego europeu estava nos 8,9% enquanto Espanha estava nos 18% e Portugal nos 9,6% (com valores mais altos nos anos seguinte).
Mas é em relação às regiões que Portugal se consegue destacar. Das seis regiões ibéricas com menor nível de desemprego, seis são portuguesas, onde os Açores, com 6,7%, se evidenciam. Só o Norte não lista neste grupo, estando colocado como a 9ª região com uma taxa de desemprego mais reduzida, marcando 11%. A taxa mais elevada regista-se nas Canárias, com 26,2%.
Fonte: Jornal de Negócios
Marketing: Economia destrói mais 60 mil empregos até 2012
Março 30, 2011 by Inovação & Marketing
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Rendimento das famílias vai recuar 3,4% este ano.
No final de 2012, Portugal contará com menos 60 mil postos de trabalho do que hoje. A par do emprego vai também cair o rendimento disponível, ao passo que a inflação vai disparar. A previsão é do Banco de Portugal (BdP), que frisa que esta é a melhor das hipóteses, por não incorporar medidas adicionais de consolidação, que o supervisor considera serem necessárias para atingir as metas do défice.
“No que diz respeito ao mercado de trabalho, o fraco desempenho da actividade económica deverá implicar uma redução do emprego de 0,9% em 2011 e de 0,3% em 2012”, pode ler-se no Boletim de Primavera, ontem publicado.
No documento, o BdP avança ainda que a redução “será comum aos sectores privado e público”, mas “mais pronunciada neste último” – devido à necessidade de emagrecer o Estado, para consolidar as contas públicas.
Fonte: Económico
Marketing: Crise não derruba venda de jóias de luxo
Março 29, 2011 by Inovação & Marketing
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A crise afastou a classe média das ourivesarias, mas não conseguiu derrubar a venda de jóias de luxo. Os diamantes são os mais caros e também os mais procurados, segundo designers do sector.
Prova disso mesmo é o que acontece no atelier do criador José Figueiredo, na rua do Ouro, em Lisboa. Na montra da loja sobressai um anel com a forma de um búzio cravado de diamantes. O seu preço é de 30 mil euros, mas está em vias de ser vendido, contou à agência Lusa o designer, que vai buscar à natureza a inspiração para muitas das suas peças.
«A crise afastou das joalharias a classe média, mas as pessoas com poder de compra continuam a comprar se as peças forem muito boas», diz o joalheiro, que tem no estrangeiro muitos clientes, apesar de já haver em Portugal um nicho de mercado para estas jóias.
«As peças só em ouro não estão a ser vendidas», disse o designer. Contudo, as jóias com preços entre os 10 mil e os 20 mil euros são as que se vendem mais rapidamente. José Figueiredo não tem dúvidas de que a peça mais vendida é o anel e a pedra mais procurada o diamante.
A criadora de jóias Margarida Pimentel faz o mesmo retrato: «O que eu tenho notado, sobretudo neste últimos meses, é que o cliente médio que gastava 200 e 300 euros sem dificuldade nenhuma praticamente acabou».
«Os que compram são os estrangeiros que vão para os hotéis de luxo, mas também clientes portugueses com um certo poder de compra que adquirem peças caras», conta a designer, que tem uma loja no Centro Cultural de Belém, onde expõe as suas jóias feitas à mão que despertam o interesse de muitos turistas.
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Redes sociais dão novo poder ao consumidor
Março 29, 2011 by Inovação & Marketing
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Há pouco mais de um mês, a catarinense Daniely Argenton, de Concórdia, criou um site, perfis nas redes sociais Twitter, Facebook e Orkut e um canal no Youtube para reclamar seus direitos de consumidora.
A história de Daniely é o mais novo exemplo de como as redes sociais estão reequilibrando as forças na relação entre empresas e consumidores. E especialistas afirmam que isto é só começo.
O volume de queixas feitas através destes novos canais tende a ficar cada vez mais intenso. Se o boca a boca continua sendo a melhor propaganda, o que dizer de uma mensagem negativa correndo em um site como o Orkut, com seus mais de 31 milhões de brasileiros cadastrados.
As empresas não têm saída: precisam sair do velho padrão “produz, anuncia, vende e acabou” e reinventar a forma com que se relacionam com os seus clientes.
Daniely afirma que o retorno da denúncia na internet extrapolou qualquer expectativa. O mesmo aconteceu com o procurador Oswaldo Borrelli, que só viu seu problema resolvido depois que o caso teve alta repercussão no universo das redes sociais.
Seria este um comportamento que se tornará cada vez mais comum daqui para a frente?
Frederick van Amstel, cofundador do Instituto Faber-Ludens de Design de Interação, afirma que o consumidor ganhou voz através das redes sociais. Isso significa que a comunicação das marcas com os clientes precisa deixar de ser unidirecional, como acontece nas mídias tradicionais, em que o interesse da empresa está resumido apenas na ação de se apresentar.
Nas mídias sociais, observa ele, o cliente também fala e as empresas devem perceber a oportunidade que há nisso e querer ouvi-los. Surgiria aí um novo tipo de negócio, um modelo em que o consumidor participa do produto final.
Amstel cita o exemplo da Dell, que, em 2007, criou o Idea Storm. No site do projeto, o cliente pode postar ideias a respeito de serviços e produtos. As sugestões são avaliadas pelos próprios internautas, e as mais votadas, desenvolvidas pela Dell. Em outro link, o cliente pode ver a sua proposta ser transformada em algo real.
— Com o poder que o consumidor adquiriu na rede, a velha tentativa das empresas de abafar o caso não funciona mais — resume ele.
Especialista em gestão de marcas (branding), Rodrigo Arrigoni, sócio-fundador da R18 Comunicação, ressalta que a internet está amplificando uma mudança de mercado iniciada nos EUA na década de 1990, quando o foco das empresas migrou do produto para o consumidor.
— Esse processo do cliente ganhar cada vez mais voz é supersaudável, porque o relacionamento da empresa com os clientes só vai amadurecer quando houver uma abertura maior para o diálogo.
Monitoramento do que é dito
Neste novo contexto, existem as reclamações legítimas, mas também consumidores oportunistas. Como o Brasil vive este processo agora, a recomendação é que as empresas escutem, acima de tudo, o que está sendo dito pelos consumidores nas redes sociais e busquem fornecer prazos reais para a solução dos problemas relatados.
Um estudo da Deloitte divulgado no ano passado apontou que 86% dos internautas brasileiros costumam usar redes sociais. Já existem companhias que monitoram o que está sendo dito – de bom ou de ruim – sobre uma marca neste mar de usuários.
Isso permite, por exemplo, identificar uma mensagem no Twitter de um cliente insatisfeito e entrar em contato com ele para tentar resolver o problema rapidamente.
Elizangela Grigoletti, gerente de Inteligência e Marketing da Miti Inteligência, que oferece o serviço, observa que o volume de reclamações na internet evolui muito mais rápido do que a capacidade das empresas em lidar com a situação.
Mas pelos últimos exemplos, é melhor elas aprenderem rápido.
Acordo em 30 dias após quatro anos
A catarinense Daniely Argenton, de Concórdia, no Meio-Oeste, investiu R$ 1 mil para fazer um site inusitado. O www.meucarrofalha.com.br nasceu no mês passado com o único objetivo de compartilhar a via-crúcis que se tornara o problema com o Mégane zero quilômetro que ela havia comprado em 2007.
Além de expor a sua insatisfação com a Renault, ela publicou links para o seu processo na página do Poder Judiciário de Santa Catarina e outros casos divulgados em sites de reclamação. Fez um menu com a explicação do caso, fotos do carro, vídeos, informativos e um fórum de discussão. A resposta tomou uma dimensão inesperada: até a última sexta-feira à noite, o site já havia recebido mais de 772 mil acessos.
Daniely também abriu contas em redes sociais para divulgá-lo. A intenção da advogada era a de tornar a história conhecida e, com isso, chamar a atenção da montadora. Até então, Daniely seguia com um processo na Justiça e tinha como trunfo uma perícia que comprovava a veracidade da reclamação – uma falha no motor que começou pouco depois da compra do veículo.
Para a catarinense, o retorno obtido após a ação na internet extrapolou qualquer expectativa inicial que ela poderia ter – os dois vídeos no Youtube foram vistos mais de 112 mil vezes. Hoje, mesmo depois do caso encerrado, ela passa entre duas a três horas por dia agradecendo mensagens de apoio e respondendo dúvidas de seus seguidores sobre direitos do consumidor.
Um vídeo que mudou a conversa
Em janeiro deste ano, o servidor público Oswaldo Borreli, de Santana do Paranaíba, na Grande São Paulo, levou a marca Brastemp aos trending topics (assuntos mais contados do dia) no ranking mundial do Twitter.
Ele, que até então tinha apenas 16 seguidores e nenhuma publicação na rede social, decidiu publicar um vídeo em que manifestava a sua insatisfação com a Brastemp. Na última sexta-feira, o perfil de Oswaldo no Twitter (@oborelli) contabilizava quase 3,6 mil seguidores.
Oswaldo comprou uma Brastemp frost free inox de 432 litros no início de 2008. Em outubro do ano passado, o aparelho apresentou problemas técnicos. O procurador autárquico recorreu à assistência autorizada da marca e afirma, no vídeo, publicado nas redes sociais, ter pago R$ 268 para resolver o problema, mas que o vazamento de gás da geladeira voltou a ocorrer.
Simultaneamente, o cliente fez diversas reclamações no SAC da empresa, e a resposta, segundo ele, era sempre a mesma: “Em 24 horas retornaremos a ligação com a solução”. Mas a tal ligação nunca acontecia. Oswaldo resolveu procurar uma outra rede autorizada, que estipulou o valor de R$ 3 mil para trocar toda a parte da frente da geladeira e resolver o problema do vazamento de gás. O valor do conserto era maior do que aquele pago pelo consumidor para adquirir o eletrodoméstico.
Oswaldo insistiu e o atendimento da Brastemp, no dia 16 de dezembro de 2010, propôs um acordo: como a geladeira não estava mais no período de garantia, ele pagaria uma diferença, entregaria a geladeira velha e, em 20 dias, receberia a nova em casa. Mesmo alegando que o Natal estava próximo e que a família precisava da geladeira, Oswaldo não conseguiu encurtar o prazo. E o pior: a promessa de até 20 dias não foi cumprida.
Após ficar 90 dias sem uma geladeira em casa, o servidor público contou com a ajuda de um primo para agir através das redes sociais. Em um vídeo publicado no Youtube e no Facebook sob o título irônico de Não é uma Brastemp, ele solta o verbo:
— Fui ao Procon, agora vou à Justiça. Faço isso para mostrar o que a Brastemp faz com os seus clientes.
Ao final, o procurador pede apoio na divulgação do vídeo. O vídeo ultrapassou a marca de 743 mil visualizações. E o caso chamou a atenção da mídia nacional, a ponto do próprio diretor de serviços e qualidade da Whirlpool, a dona da marca, ligar para Oswaldo.
O perfil dele no Twitter, atualmente, concentra mensagens de outros usuários que reclamam de seus casos e recebem dicas do procurador.
Como fazer
Reclamar nas redes sociais exige responsabilidade. Maria Inês Dolci, do Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor), os especialistas Elizangela Grigoletti e Rodrigo Arrigoni dizem o que considerar antes de usar a internet.
• Prove que você está falando a verdade. Publique cópias de documentos, número do protocolo de atendimento no Procon, fotos e vídeos. As empresas só irão retornar os casos comprovados e amplamente divulgados.
• Não corra riscos: Não se refira à empresa de maneira pejorativa, não calunie.
• A internet não deve ser utilizada apenas como um canal de desabafo.
• Registre o caso em órgão de defesa do consumidor para que seja trabalhado em favor da coletividade, caso outros consumidores tenham tido o mesmo problema. Além de incitar, na empresa, o compromisso em nível coletivo.
• Ao divulgar seu problema nas redes sociais, você perde o controle da abrangência e da direção que o caso tomar. Daniely chegou a ser processada por danos morais pela Renault.
• Informe-se, inclusive pela internet, sobre a legitimidade da sua causa. Depois, busque a ética do relacionamento com a empresa através do diálogo e de resoluções práticas.
Fonte: Diário Catarinense



