Inovação: Desenvolvimento económico e social de África passa pela ciência e tecnologia

Fevereiro 5, 2011 by  
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A directora de cooperação multilateral do departamento de ciência e tecnologia da África do Sul, Mmapei Mabusela, defendeu hoje, quinta-feira, em Luanda, que o desenvolvimento económico e social de África depende do investimento nesse sector.

Mmapei Mabusela, que chefia a delegação sul-africana do sector da tecnologia, fez saber que para desenvolver a saúde, a agricultura e outras áreas que concorrem para o desenvolvimento do continente, não se deve desassociar a ciência e a inovação.

“Durante algum tempo, descobriu-se que mesmo com os avanços da tecnologia na África do Sul não se registaram grandes repercussões no desenvolvimento económico, o que levou a se redefinir as formas e políticas no sector, que é muito importante para o combate à fome e às assimetrias sociais”, explicou.

Acrescentou que este encontro é muito importante para a África do Sul, porquanto não pode desenvolver-se de forma isolada do resto da região ou do continente, daí o envolvimento com os outros países, através de acordos multilaterais e trilaterais.

A relação com Angola vai permitir melhorar o sistema de inovação científica e tecnológica, dando a contribuição sul-africana através de programas colectivos de benefícios mútuos.

Neste âmbito, vai se estabelecer as agências que poderão apoiar as actividades científicas, aprovar leis para dar cobro a estas iniciativas, bem como manter contacto com as universidades angolanas.

Para si, os trabalhos conjuntos só terão o sucesso desejado se os peritos dos dois países terem conhecimentos profundos, como os dois sistemas de investigação e inovação funcionam, depois partilhar ideias que visam encontrar um denominador comum nos países da região.

As delegações de Angola e da África do Sul estão reunidas desde esta esta manhã de quinta-feira, em Luanda. Na mesa estão discussões técnicas sobre dossiês relativos ao conhecimento mútuo dos sistemas nacionais de inovação tecnológica, formação de quadros e transferência de tecnologia.

O objectivo central do encontro é estreitar as relações e fomentar as parcerias, no quadro dos acordos rubricados entre Angola e África do Sul em Abril de 2008.

Na última viagem à África do Sul em 2010 do estadista angolano, José Eduardo dos Santos, o Presidente manifestou a disponibilidade de Angola aprofundar o relacionamento com este país africano, quer no campo das ciências e tecnologias e outros sectores de actividade económica. A mesma intenção foi manifestada pelo Presidente sul-africano, Jacob Zuma.

Fonte: Angola Press

Marketing: Portugal com maior crescimento da Europa no retalho

Fevereiro 5, 2011 by  
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O comércio a retalho diminuiu em Dezembro 0,6% na zona euro e 0,4% na UE, enquanto Portugal liderou com o maior crescimento ao aumentar 4,7%.

O comércio a retalho português inverteu assim, em Dezembro, o cenário de Novembro quando registou a maior queda dos parceiros europeus, ao cair 4,1% face a Outubro.

Da lista de países europeus, Portugal destacou-se em Dezembro como o país com maior crescimento no comércio a retalho (4,7% face a Novembro), seguindo-se a Polónia onde este cresceu 2,4%. Já a maior quebra na variação mensal foi registada por Malta, ao cair 3,4%.

“Alimentação, bebidas e tabaco” caiu em Dezembro 0,5% na zona euro e 0,4% na Europa dos 27, face a Novembro, segundo os dados do Eurostat hoje divulgados, enquanto os bens não alimentares (excepto combustível) caíram 0,5% e 0,4%, respectivamente.

Em termos homólogos, em Dezembro de 2010 face ao mês homólogo de 2009, o comércio a retalho na zona euro caiu 0,9% e na União Europeia recuou 0,1%. Portugal registou uma queda de um por cento.

A Roménia liderou as quedas homólogas ao perder 9,4%, seguida da Espanha ao cair 5%. Já os maiores crescimentos homólogos foram registados na Polónia (12,4%) e na Letónia (8,1%).

Em Dezembro passado, comparando com o mesmo mês do ano anterior, o grupo “alimentação, bebidas e tabaco” caiu 1,1% na zona euro e 1,2% na Europa dos 27, enquanto o sector não alimentar recuou 0,5% e 1,3%, respectivamente.

Fonte: Económico

Marketing: Número de usuários do Facebook dispara no Egito

Fevereiro 5, 2011 by  
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O Facebook registrou seu maior número de usuários no Egito desde que as autoridades do país árabe, imerso em uma onda de protestos, restabeleceram nesta quarta-feira o acesso à internet, informou a empresa.

Sob pressões políticas da comunidade internacional, as autoridades egípcias restabeleceram nesta quarta-feira o acesso à internet, que tinha sido bloqueado em 28 de janeiro após os protestos contra o regime de Hosni Mubarak, no poder há 30 anos.

A liberação do acesso à internet no Egito se refletiu principalmente no aumento do número de usuários do Facebook.

“Desde que se restabeleceu o acesso (à internet), temos mais usuários do que nunca” no Egito, disse o porta-voz do Facebook, Andrew Noyes, em declarações ao jornal “The Huffington Post”.

Segundo a empresa, há cerca de cinco milhões de usuários no Egito, e um quinto deles tem acesso ao Facebook através do celular.

Noyes afirmou que houve um “aumento drástico” no número de grupos e comunidades criados no Egito nas últimas duas semanas. No total, foram criados 32 mil grupos e 14 mil comunidades.

A comunidade mais popular entre os usuários egípcios pertence a Amr Khaled, um religioso que conta com o apoio de mais de dois milhões de usuários, e em segundo lugar fica a do apresentador de rádio, Amr Diab.

A empresa Renesys, que se especializa no estudo de internet, disse que vários sites no Egito retornaram à normalidade, incluindo os da embaixada dos EUA e da Bolsa de Valores.

Segundo a Renesys, o Twitter também já está disponível.

De acordo com os próprios usuários da rede social, o acesso à internet retornou em cidades como Cairo e Alexandria, cinco dias depois da interrupção do serviço.

O bloqueio ao acesso à internet, pensada para impedir as comunicações entre os que exigem a saída de Mubarak, gerou críticas dos Estados Unidos e de outros países.

Antes das restrições impostas à web, os egípcios tinham utilizado o Facebook e outros sites para organizar protestos, segundo o “The Huffington Post”.

Fonte: Exame Brasil

Marketing: Produtos low cost vão dominar o mundo depois da crise

Fevereiro 4, 2011 by  
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A crise foi o empurrão que faltava para convencer os consumidores a experimentarem os produtos low cost. E agora que o fizeram, já não querem voltar atrás.

Um estudo da consultora PriceWaterhouseCoopers (PwC), citado pelo espanhol «Expansión», mostra que os consumidores pretendem consumidores continuarão a comprar bens de baixo custo, como alimentos, produtos de drogaria e até de moda nos estabelecimentos mais baratos, mesmo depois de a crise passar.

A Primark, cadeia de roupa e acessórios low cost da Associated British Foods (ABF) foi fundada em 1969 na Irlanda, tendo aproveitado a crise do início dos anos 90, no Reino Unido, para crescer no país. Agora, conta com 215 lojas no Reino Unido, Espanha, Holanda, Bélgica, Alemanha e Portugal. É um bom exemplo de formato de baixo custo, descoberto pelos consumidores numa crise, mas que depois se consolidou como uma opção de compra.

O estudo da PwC consultou mais de mil consumidores em Espanha para analisar os seus hábitos de consumo antes, durante e depois da crise. E confirma que a recessão fez disparar o consumo neste tipo de estabelecimento. Mais: os espanhóis continuaram a apostar nesta opção mesmo depois da recuperação económica.

Mais barato não é sinónimo de menor qualidade

«Os consumidores descobriram que as opções baratas não implicam uma perda de qualidade do produto», afirmou o sócio responsável de Retalho e Consumo da PwC, Javier Vello, citado pelo «Expansión».

«Se as marcas querem que o consumidor pague mais pelo seu produto, têm de convencê-lo de que vale a pena», explica. Na verdade, os consumidores não parecem acreditar na vantagem das marcas mais caras: 87,2% dos consumidores consultados disseram que, ao experimentarem um produto low cost acharam que a qualidade do produto era melhor (22,7%) ou mais ou menos a mesma (64,5%).

Antes da crise, apenas 10,3% dos consumidores compravam alimentos e bebidas em estabelecimentos de baixo custo. Agora, são 38%. Passada a crise, 23,9% pretendem continuar a comprar neste tipo de loja.

Os segmentos onde o tamanho (do preço) importa

A alimentação é o segmento onde o preço baixo tem maior importância. Pelo contrário, o equipamento para o lar e a electrónica de consumo são os que registam menor crescimento. Antes da crise, 24% compravam equipamentos para o lar numa loja barata. Depois da crise, são apenas 31%.

O lazer é outro segmento onde a recessão deixou sinais. Cerca de 52% dos consumidores saem menos, frequentam menos hotéis e 37,6% dizem que, se o fazem, gastam menos. Neste sector, a escolha de locais mais baratos cresceu 30 pontos percentuais para 43%, e espera-se que 22% mantenham o hábito quando a economia crescer.

«As outras empresas deviam pensar qual a melhor estratégia a seguir face a este fenómeno do low cost», defende Javier Vello. Mas, até agora, a maioria «limitou-se a tomar medidas conjunturais, à espera que o consumo volte a subir».

O especialista considera que a febre consumista é «uma coisa do passado» e que o consumidor não voltará a ser o que era.

Fonte: Agência Financeira

Marketing: Produtos de marca própria vão deter 50% do mercado

Fevereiro 4, 2011 by  
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A quota de mercado dos produtos de marca própria da distribuição cresceu de forma sustentada nos últimos anos, até aos 34/35%, e poderá chegar aos 50%, segundo a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).
“No contexto europeu estamos mais ou menos a meio da tabela em termos de quota de mercado dos produtos da distribuição, o que indica que ainda há espaço para crescer, porque os líderes têm mais de 50% de quota”, disse a directora geral da APED em declarações à agência Lusa.

Falando à margem da apresentação do estudo “Marcas de Fabricante vs Marcas de Distribuição – O Combate da Década”, que hoje decorreu no Porto, Ana Isabel de Morais destacou que o consumidor encara cada vez mais a opção pelas marcas de distribuidor (MdD) como uma “compra inteligente”.

“O que está muito realçado neste estudo é a ideia da compra inteligente, em que o preço é de facto importante, sobretudo num momento de crise, mas em que há outros factores que também pesam, como a qualidade dos produtos, a relação de confiança e a informação que os produtos da distribuição passam”, sustentou.

A prová-lo, diz, está o facto de haver alguns produtos “em que o consumidor, mesmo tendo um rendimento que pode suportar a compra de produtos mais caros, acaba por escolher a MdD porque tem uma percepção de qualidade e de que aquele produto satisfaz a necessidade que procura”.

O facto de a questão financeira não ser a única a interferir na opção pelas MdD é destacado como uma das principais conclusões do trabalho por Fátima Marcos, da Magma Research, responsável pelo estudo.

Segundo referiu, os consumidores optam pelas marcas próprias da distribuição por questões financeiras, mas também pela atractividade e relação de proximidade que estas conseguiram conquistar, em detrimento das marcas de fabricante (MdF).

“De facto, quando as pessoas se sentem muito pressionadas em termos financeiros a opção passa por MdD, mas nem em todas as categorias e nem sempre isto acontece. Actualmente há outros factores de contexto social que ajudam nesta opção, porque há uma certa pressão social de que uma boa escolha é uma MdD”, explicou.

Do trabalho – realizado com base nas percepções dos consumidores – resulta que “a agradabilidade que foi surgindo e a cada vez maior diversidade dos produtos oferecidos pelas MdD criou uma relação de proximidade muito grande” com os consumidores.

“Há uma queixa clara de que os fornecedores não estão a olhar pelos consumidores, ao contrário dos distribuidores, que estão muito solidários com eles”, disse.

Sentindo que “as MdF não estão a ocupar bem o seu lugar e não estão a dialogar”, para voltarem a optar pelas marcas do fabricante “os consumidores reclamam, acima de tudo, que lhe expliquem o valor acrescentado que têm e, nesse caso, dizem-se dispostos a pagar mais”.

Para a APED, o previsível aumento do peso das MdD não é necessariamente negativo para as MdF: “É dito neste estudo, e nós partilhamos, que quem vai vencer este confronto somos todos. É o consumidor, são os distribuidores e são as MdF, porque todos temos que viver com todos”.

Fonte: Oje – o Jornal Económico

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