Inovação: Concurso de Inovação BES premiou projecto da Universidade do Minho

Novembro 4, 2010 by  
Filed under Notícias

O projecto da Universidade do Minho, «Drops in Lotus», liderado por João Mano, recebeu do Presidente da República o Grande Prémio da 6ª edição do Concurso Nacional de Inovação BES, com a distinção na categoria de Processos Industriais.
“Inspirado no funcionamento da natureza, este projecto apresenta uma tecnologia inovadora que abre caminho à concepção e desenvolvimento de novos produtos em sectores tão variados como biomedicina, medicina regenerativa, indústria farmacêutica, alimentar, cosmética e agricultura”, refere a organização do galardão numa nota divulgada à imprensa.
A tecnologia criada pela equipa da Universidade do Minho recorre ao uso de superfícies sintéticas extremamente repelentes a líquidos, baseadas em alguns exemplos encontrados na natureza, como a folha do lótus, para produzir partículas sólidas praticamente esféricas, de uma forma económica e ambientalmente atractivas.
“Abrem-se, assim, novas possibilidades para o fabrico de produtos úteis em áreas tão díspares como a biomedicina, incluindo a indústria farmacêutica e a medicina regenerativa, e noutros campos de grande consumo, como a industrial alimentar, cosmética e agricultura” lê-se na nota.
Desde a sua criação, em 2004, o concurso, contou com 1059 projectos, dos quais 33 foram vencedores, e atribuiu prémios num valor superior a 2 milhões de euros.
Na sua maioria, os projectos vencedores concretizaram-se em aplicações empresariais, com relevância nacional e internacional.
Todas as candidaturas são sujeitas a um processo de avaliação e selecção, de acordo com critérios de excelência científica e carácter inovador do projecto, impacto potencial dos resultados na competitividade empresarial e credibilidade da empresa, instituição de I&D ou inventor.
A cumprir a sua sexta edição, o Concurso Nacional de Inovação BES é uma referência nacional “que, ao premiar projectos que aproximam a investigação e o conhecimento académico e científico ao sector empresarial, estimula, de forma competitiva, o futuro da economia portuguesa”.
Fonte: Mundo Português

Marketing: Maiores empresas portuguesas vendem menos mas lucram mais

Novembro 3, 2010 by  
Filed under Notícias

A «Exame» revela esta quarta-feira a lista anual das 500 Maiores & Melhores (M&M) empresas em Portugal, naquela que é a 21ª edição.

De acordo com o estudo, feito em exclusivo para a «Exame» pela Informa D&B e pela Deloitte, as vendas das 500 M&M caíram 8,1% para 108,8 mil milhões de euros em 2009.

Em termos de volume de vendas, a liderança pertence à distribuição de combustíveis, a quem cabem 12,8% dos 108,8 mil milhões. Este sector, a que pertence a Petrogal, a maior empresa portuguesa, registou, no entanto, um decréscimo de vendas em 24,22%. O total das vendas das 500 M&M representa 64,7% do PIB português.

Apesar da quebra nas vendas, este grupo de 500 empresas lucrou 5,4 mil milhões de euros, mais 11,9%. Os sectores com mais lucros são o sector da água, electricidade e gás com 1,2 mil milhões de euros (22,7% do total dos lucros). O total dos lucros representa 3,2% do PIB português.

O estudo conclui ainda que o endividamento está a crescer e atinge já os 69,8%. O« endividamento é um dos maiores problemas nacionais e as 500 M&M são um exemplo disso. O endividamento (rácio entre passivo e activo) do grupo subiu de forma contínua nos últimos anos, passando de 66,8%, em 2005, para 69,8%, em 2009. O endividamento não é o único indicador que ilustra a maior vulnerabilidade financeira das 500 M&M. A solvabilidade (quociente entre capital próprio e passivo) voltou a diminuir, para 43,1%», explica a «Exame».

Hipers são as empresas que mais empregam

A capacidade das 500 M&M para enfrentarem compromissos financeiros de curto prazo também voltou a cair. A liquidez geral, que relaciona o activo circulante com o passivo circulante desceu de 127,5% em 2006 para 103,4% em 2009.

No seu conjunto, este «clube exclusivo» deu emprego a 401.115 pessoas em 2009, quase 30 mil pessoas mais que em 2008. O número representa 8% do total da população empregada em Portugal, em 2009. Pingo Doce e Modelo Continente são os maiores empregadores.

O estudo conclui que mais de 60% das empresas presentes na Exame 500 têm as suas sedes na região de Lisboa e Vale do Tejo, seguindo-se o Norte com 19,6% e a região Centro com 9,8%.

A Otis Elevadores é eleita a melhor empresa do ano.

Fonte: Agência Financeira

Marketing: Empresas disponíveis para prestar todas as mordomias

Novembro 3, 2010 by  
Filed under Notícias

Ir buscar os filhos à escola, preparar refeições e festas, tratar de burocracias ou contratar canalizadores tornou-se mais fácil.

Discretos, eficientes e imperturbáveis. Três expressões que facilmente encaixamos na descrição da figura do mordomo. A riqueza é também uma característica associada a quem pode ter um mordomo aos seus serviços. Contudo, nos dias que correm isto não parece ser assim tão verdade. Por exemplo, ter alguém que trate das limpezas da sua casa e da preparação de refeições pode custar-lhe apenas 180 euros por mês. Existem várias empresas em Portugal que pretendem substituir o papel de mordomos e ir ao encontro das necessidades do dia-a-dia de um leque bastante mais vasto de pessoas.

Não tem tempo para ir buscar os filhos à escola ou levá-los à equitação, nem para confeccionar uma refeição, arranjar um canalizador, tratar de questões burocráticas ou preparar uma surpresa de aniversário? Estes são apenas alguns dos serviços que estas empresas estão disponíveis a prestar-lhe ao longo de 24 horas. Após algumas pesquisas na internet sobressaem alguns nomes sugestivos como Mordomo à Medida, Mordomoos, Gettime, Donas de Casa Desesperadas ou ReadyMaid. Algumas dessas empresas funcionam com base numa avença mensal em que o cliente contrata um pacote de serviços que lhe vão sendo prestados ao longo do mês. Os serviços podem ir desde a simples contratação de uma empregada doméstica ao planeamento de uma festa, passando pela entrega em casa de um medicamento às três horas da manhã. É o que se passa por exemplo com a Gettime. “O cliente através da aquisição de um dos nossos cartões de valor mensal, passa a ter acesso a uma panóplia de serviços, os quais variam com o tipo de cartão adquirido. A partir desse momento passará a ter um contacto de uma gestora pessoal, a qual ficará responsável por corresponder aos seus pedidos”, revela João Ribeiro, responsável desta empresa nortenha. Um dos pedidos mais extravagantes que a Gettime recebeu foi em Julho, e consistiu no aluguer de um iate e na organização de um roteiro diário para uma oferta surpresa a um aniversariante. A organização de um evento com essas características pode custar cerca de 600 euros.

Com moldes semelhantes funciona também a Mordomoos na região da Grande Lisboa. Segundo João Ferreira, o cliente-tipo é uma família da classe média/alta de quatro ou cinco pessoas, para a qual a gestão diária complementada com alguns serviços extra custa cerca de 300 euros por mês. Para este responsável, a grande vantagem de recorrer a empresas que oferecem este tipo de serviço é o facto do cliente ter flexibilidade de conjugar o que necessita e adaptar o preço à sua situação. “Acaba por ser mais barato em cerca de 25% a 30% do que se tivesse de contratar todos os serviços individualmente”, refere. Um dos pedidos mais peculiares que a Mordomoos recebeu foi o de uma cliente que simplesmente precisava de alguém que lhe organizasse os utensílios de cozinha dentro dos armários. “Trata-se de uma pessoa que tem uma particular preocupação com a organização”, recorda João Ferreira.

Fonte: Económico

Inovação: Técnica de busca rastreia ideias mais influentes

Novembro 3, 2010 by  
Filed under Notícias

Cientistas da computação da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desenvolveram uma nova maneira de rastrear as origens e a propagação de ideias.

Segundo eles, a técnica pode ajudar a avaliar a influência que será alcançada não apenas por artigos científicos, mas também por notícias que se tornam manchetes e alcançam grandes audiências, e até por comentários que “viralizam”.

Metamorfose da linguagem

O método se baseia em algoritmos de computador que analisam como a linguagem se metamorfoseia ao longo do tempo dentro de um grupo de documentos – sejam eles trabalhos de pesquisa em física quântica ou posts em um blog sobre política.

O resultado dessa análise na transformação da linguagem é uma avaliação de quais textos foram os mais influentes.

“A questão é ser capaz de administrar a explosão de informações possibilitada pelos computadores e pela Internet”, diz David Blei, explicando o elemento motivador da pesquisa.

“Estamos tentando entender como os conceitos são gerados e se modificam. Talvez você queira saber quem cunhou um certo termo, como ‘quarks’, ou pesquisar notícias antigas para descobrir onde foi o primeiro protesto contra a guerra nos anos 1960,” exemplifica ele, citando “primeiros casos” que depois se espalharam pelo mundo.

Blei afirma que a técnica poderá futuramente ser utilizada por historiadores, cientistas políticos e outros estudiosos para estudar como as ideias surgem e se espalham.

Ideias influentes

Mecanismos de busca, como o Google e o Bing, são exemplos de técnicas de localizar informações de muito sucesso. Mas os critérios usados por eles não refletem a influência que um artigo inicial teve ou terá.

Os cientistas também se interessam muito pelo assunto, na tentativa de quantificar o impacto de um artigo científico. Normalmente isso é feito contando o número de vezes que outros pesquisadores citaram o artigo.

Mas o que fazer quando se quer saber a influência de um post em um blog, de uma notícia de um jornal ou mesmo de uma patente registrada por um inventor?

Blei e seu colega Sean Gerrish decidiram se voltar para o próprio documento, analisando como a linguagem muda ao longo do tempo: documentos que se tornam influentes em um campo vão estabelecer novos conceitos e novos termos que vão mudar os padrões de palavras e frases usadas nos trabalhos posteriores.

“Pode haver um artigo que introduza, por exemplo, o laser, que será mencionado em artigos subsequentes”, explica Gerrish. “A premissa é que um artigo introduz a linguagem que será adotada e usada no futuro.”

Encontrando documentos esquecidos

A primeira versão do programa é capaz de analisar cada artigo e sua influência ao longo de décadas em três publicações científicas: Nature, Pnas e Antologia da Associação para a Linguística Computacional.

As publicações científicas foram escolhidas porque isso permitiu comparar o resultado do novo programa com o método tradicional de medir o impacto acadêmico de um artigo, que possui técnicas reconhecidamente eficientes de avaliação.

Os pesquisadores afirmam que seus resultados coincidiram com a avaliação tradicional em cerca de 40 por cento do tempo.

Mais importante, porém, eles descobriram artigos que tiveram uma forte influência sobre a linguagem da ciência, mas que não foram muito citados. Em outros casos, eles descobriram que artigos que foram citados com frequência não tiveram muito impacto sobre a linguagem utilizada em seu campo.

Os pesquisadores afirmam que não pretendem que seu modelo seja um substituto para a contagem do número de citações, mas que ele representa um método alternativo para medir a influência de um artigo.

Com a vantagem de que a técnica pode ser estendida para encontrar notícias, sites e documentos legais e históricos influentes.

Fonte: Inovação Tecnológica

Inovação: Conheça cinco projectos nacionais que ganharam bolsas milionárias de Investigação

Outubro 29, 2010 by  
Filed under Notícias

O Conselho Europeu de Investigação escolheu cinco investigadores portugueses e atribuiu-lhes bolsas superiores a um milhão de euros.

A imagem do cientista isolado no seu laboratório não lhes serve. Colaboram com institutos franceses, ingleses, norte-americanos e com várias instituições portuguesas para chegar aos resultados das suas experiências. Vão receber, dentro de um mês, o suficiente para cumprir um projecto em larga escala, para comprar equipamentos novos e para dar destaque internacional à sua investigação. Ou seja, bolsas de cerca de 1,5 milhões de euros do conselho Europeu de Investigação.

Para Bruno Santos, do Instituto de Medicina Molecular, da Universidade de Lisboa, “estas bolsas são muito importantes pelo prestígio que trazem e pela oportunidade de fazer projectos bem mais ambiciosos do que seria possível com uma bolsa típica. Podemos ambicionar a técnicas e a equipamentos que de outra forma não estariam ao nosso alcance”.

Com a bolsa de 1,5 milhões de euros que negociou com o Conselho Europeu de Investigação, Bruno Santos vai “investigar em detalhe como é que populações de linfócitos, isto é, glóbulos brancos que combatem infecções, se diferenciam, ou seja, como é que se tornam capazes de montar uma reposta contra a infecção”. As doenças de que vai tratar são a “malária e tuberculose, particularmente relevantes porque temos uma capacidade clara de obter melhores vacinas para doenças que matam milhões de pessoas”.

Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular, da Universidade do Porto, conta como conseguiu uma bolsa de 1,5 milhões de euros para “tentarmos perceber como é que determinados aspectos da dinâmica da célula no momento em que ela divide são coordenados de forma a assegurar que a informação genética contida numa única célula é transmitida à geração de células “filhas” de uma forma absolutamente fiel”. Hélder Maiato resume estes projectos numa frase: “nós estamos interessados em perceber a vida”.

No caso de Isabel Gordo, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), o valor da bolsa, 1,167 milhões de euros, vai ser usado para “estudar a adaptação de bactérias na presença de um factor que elas encontram normalmente quando estão na transição entre passar de viver mutualisticamente connosco para serem patogénicas”. Mas, na prática, estas bolsas servem para pagar salários, “para empregar duas pessoas que já têm doutoramento e outras duas que queiram fazer o doutoramento” na investigação de Isabel Gordo e para comprar equipamento. Todos os projectos incluem a compra de um equipamento científico que custa cerca de 200 mil euros, o valor de uma bolsa da FCT. Além disso, lembra Isabel Gordo, “existe, em todas as bolsas para projectos, algo chamado ‘overhead’, uma quantidade de dinheiro, tipicamente 20%, que reverte para os gastos da instituição onde se vai realizar esse projecto”.

Teresa Teixeira teve direito a uma bolsa de 1,49 milhões de euros para um projecto que tem como “objectivo desvendar o chamado problema da replicação das extremidades de ADN e como este problema afecta o controlo da divisão celular “. É um mistério a resolver, “não nos podemos contentar com estas falhas de conhecimento quanto mais não seja pela importância que as pontas dos cromossomas têm no envelhecimento e cancro”, diz a investigadora, que trabalha no Institut de Biologie Physico-Chimique, em França.

Mónica Dias também recebeu “o valor máximo da bolsa”: 1,5 milhões de euros. A sua investigação na área da multiplicação das células vai poder contar, portanto, com um “microscópio específico, com maior resolução, que permite filmar ao vivo o que se passa dentro da célula”, conta a cientista, também do IGC. Além disso, a bolsa vai possibilitar dar “contratos de trabalho”, continua Mónica Dias, tocando num dos pontos sensíveis da investigação científica em Portugal. Para a cientista, “é uma das coisas a mudar na investigação no nosso país”, o facto de haver “investigadores a trabalhar com bolsas” de pós doutoramento.

Os impostos sobre a actividade científica são outro problema apontado pelas duas cientistas portuguesas contactadas pelo Diário Económico. “Se estiver a fazer investigação científica, a partir de 1 de Janeiro, vou pagar 23%. Isto não é muito competitivo”, reclama Isabel Gordo, apoiada por Mónica Dias.

“Este ano o ministério da Ciência resolveu, através da FCT, não financiar bolsas de doutoramento de cidadãos estrangeiros que venham trabalhar em Portugal”, aponta ainda Bruno Santos. Assim, a bolsa do Conselho europeu vai servir também para pagar “o salário da estudante de doutoramento que veio da Alemanha para iniciar este projecto”, conclui Bruno Santos.

O investimento em investigação em Portugal “tem sido uma prioridade nos últimos anos”, concordam os cientistas contactados pelo Diário Económico. Criou-se “massa crítica, com mais pessoas a investigar e mais instituições”, acrescenta Mónica Dias. No entanto, com a crise, diz Bruno Santos, “estamos a andar para trás”. E, sublinha, “este ano já se nota alguma quebra, mas o pior receia-se que ainda esteja para vir. E, nesse sentido, estas bolsas dão-nos uma enorme tranquilidade”.

Investigadores de topo:

– Mónica Dias vai “tentar perceber como uma célula normal regula o número” de centríolos (uma estrutura celular). “O que acontece no cancro, por exemplo, é que há mais ou a estrutura é anormal”.

– Hélder Maiato quer “perceber como toda a coreografia do processo de divisão celular é coordenada de forma a que a informação genética seja transmitida de forma fiel”.

– Isabel Gordo vai “estudar os passos que uma bactéria pode evoluir para escapar à predação” pelas células macrófagas que existem no nosso corpo.

– Bruno Santos vai “investigar em detalhe como é que populações glóbulos brancos que combatem infecções como é se tornam capazes de montar uma reposta contra a infecção”

– Teresa Teixeira quer “utilizar uma levedura como modelo experimental para estudar o problema de replicação das extremidades”. O projecto vai tentar “perceber como as pontas dos cromossomas lineares são duplicadas”.

Fonte: Económico

« Página anteriorPágina seguinte »