Privacidade dos cidadãos da UE é prioritária na era digital
Abril 16, 2009 by Inovação & Marketing
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“Os europeus devem ter o direito de controlar o modo como as suas informações pessoais são utilizadas”, afirmou Viviane Reding, anunciando diversas áreas nas quais a Comissão está pronta a actuar para manter este direito num contexto em que a evolução tecnológica facilita a utilização, inclusive a utilização abusiva, de informações pessoais.
Reding adverte que a UE tomará medidas nos casos em que os Estados-Membros não apliquem as regras comunitárias que protegem a privacidade e exigem o consentimento prévio do interessado para que os seus dados pessoais possam ser processados.
“As regras comunitárias respeitantes à privacidade são bem claras: as informações relativas a uma pessoa só podem ser utilizadas com o seu consentimento prévio. Não podemos abandonar este princípio básico e permitir que todas as nossas comunicações sejam monitorizadas, escrutinadas e armazenadas em troca da promessa de publicidade “mais pertinente”! Não me coibirei de tomar medidas caso um país da UE não cumpra este dever”, afirma Viviane Reding na sua mensagem vídeo.
A Comissária avisou ainda que o potencial económico das pastilhas inteligentes RFID (identificação por radiofrequências), integradas em produtos e que enviam sinais de rádio, só se realizará “se elas forem utilizadas pelo consumidor e não tomando como alvo o consumidor”. Nenhum europeu deve ter pastilhas RFID nos seus haveres sem ser informado com precisão da sua finalidade, devendo ter a possibilidade de as retirar ou desligar “a qualquer momento.”
A temática da privacidade das informações transmitidas de forma digital é um assunto pertinente, e cada vez mais merecerá atenção por parte dos políticos e dos utilizadores.
Actualmente já existem leis comunitárias e nacionais que proíbem expressamente o acesso e a distribuição de transmissões pessoais por via digital, no entanto na maior parte das vezes essas mesmas leis são desrespeitadas, por desconhecimento ou por má-fé de quem pratica tais actos.
No médio e longo-prazo estas temáticas ganharão uma maior notoriedade, e tais práticas passarão a ser percepcionadas pelo comum dos cidadãos como crimes, que já o são.
Pedido meio milhar de patentes em 2008
Abril 14, 2009 by Inovação & Marketing
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Sinal de capacidade de inovação, o pedido de registo de patentes para novos produtos ou técnicas por parte de empresas e investigadores continua a aumentar.
Em Portugal, foram perto de 5 mil, em 2008, e todos os anos tem aumentado.
São sobretudo centros de investigação e universidades quem regista patentes, em Portugal, e todos os anos os números têm aumentado. No ano passado, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial recebeu 513 pedidos de registos de invenções, bem acima dos cerca de 300 recebidos no ano anterior.
O dinamismo dos inventores nacionais, contudo, ainda não se reflecte da mesma maneira no registo internacional. É certo que o número praticamente duplicou desde 2004, mas ainda assim no ano passado os pedidos não ultrapassaram os 95 – uma quantidade ínfima comparada com os 164 mil pedidos apresentados, no total, à organização sediada na Suíça e que põe em prática o Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes. São os Estados Unidos quem lidera a lista, desde há uns 30 anos, e por uma grande margem: sozinhos respondem por perto de um terço de todos os pedidos. É o reflexo do dinamismo dos seus investigadores.
Em 2008, entre as cem maiores utilizadoras do sistema, 38 eram norte-americanas, 28 japonesas e 13 alemãs. Mas é para o outro lado do globo que se deve olhar quando se procura a entidade que, sozinha, mais pedidos de registo apresenta: a empresa chinesa de telecomunicações Huawei Technologies foi a que mais pedidos de registo de patentes apresentou ao sistema internacional (1.737).
Firmas como a Huawei ou a ZTE (também de telecomunicações e também na lista das cem mais dinâmicas) permitiram já à China alcançar o sexto lugar entre os países com mais número de pedidos de registo de patentes.
O actual sistema mundial de patentes data de 1978 e está, neste momento, a ser reformulado.
In JN
A propriedade intelectual, principalmente ao nível das patentes, é uma das áreas onde Portugal está pior, ao nível dos indicadores internacionais que avaliam a temática da Inovação.
Todo o work-flow da inovação deverá funcionar melhor, e para isso será fundamental que as universidades e centros de investigação começem a vender mais serviços ao mercado empresarial, até para equilibrar os seus orçamentos.
Mais da metade da população ativa mundial tem emprego informal: OCDE
Abril 13, 2009 by Inovação & Marketing
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PARIS, França (AFP) — Mais da metade da população ativa mundial, ou seja, 1,8 bilhão de pessoas, trabalha informalmene, uma cifra recorde que poderá provocar um aumento da pobreza nos países emergentes, segundo um estudo da OCDE publicado nesta quarta-feira.
“Um total de 1,8 bilhão de indivíduos, ou seja, mais da metade da população ativa mundial, trabalha sem contrato de trabalho ou benefícios sociais. Esta cifra aumentará e alcançará em 2020 os dois terços da população ativa”, e, inclusive, agrava ainda mais o impacto da crise sobre o emprego.
“Nos países em desenvolvimento, onde a indenização pelo desemprego não existe, aqueles a quem a crise financeira priva de seu emprego declarado se veem obrigados a aceitar empregos informais”, assinala a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), ao explicar o nível recorde alcançado atualmente.
Fora a atividade agrícola, o trabalho informal representa três quartos dos empregados na África Subsaariana, mais de dois terços no sul e no sudeste da Ásia, a metade na América Latina, no Oriente Médio e na África do Norte e quase um quarto nos países em transição, segundo o documento.
Sobre as consequencias do boom do informal, o estudo aponta salários e rendas mais baixas nos países pobres, num momento em que 1,2 bilhão de trabalhadores informais já vivem com menos de dois dólares diários.
As mulheres, os jovens e as pessoas mais velhas serão particularmente afetados, segundo a OCDE, que afirma ainda que os baixos salários e a ausência de proteção social diminuem as possibilidades de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio fixados pela ONU de diminuir a pobreza à metade antes de 2015.
A OCDE recomenda uma ação rápida centrada na criação de empregos de qualidade mediante o apoio às obras públicas e ao microcrédito.
In AFP
Mais cedo ou mais tarde o dumping social, e até o dumping ambiental, levado a cabo pelos paises emergentes, terá de ser amenizado por parte dos países mais desenvolvidos, ao nível das relações comerciais internacionais.
No entanto, também considero que o atraso ao nível dos indicadores de educação e de saúde, registado principalmente no continente Africano, deverá receber compensações por parte dos países mais desenvolvidos, que possibilitem o desenvolvimento dessas regiões do planeta.
Consumo de Internet ultrapassará TV em Junho de 2010
Abril 12, 2009 by Inovação & Marketing
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O consumo de Internet ultrapassará a televisão tradicional em Junho de 2010, caso as actuais tendências de crescimento continuem, esta é a principal conclusão de um estudo realizado pela Microsoft, a nível europeu e que inclui Portugal, que analisa o comportamento das pessoas online e debate as tendências do futuro.
As tendências actuais e futuras da Internet indicam que o consumo de Internet em 2010 será, em média, de 14,2 horas por semana ou mais de 2,5 dias por mês, em comparação às 11,5 horas por semana ou 2 dias por mês, para a televisão.
“Estas estimativas reflectem as constantes mudanças na forma como utilizamos os conteúdos de TV”, refere a Microsoft em comunicado.
Segundo esta análise, o PC está a tornar-se rapidamente num ecrã de televisão, tanto para ver conteúdo de banda larga, com um crescimento contínuo de popularidade, como para ver TV em directo e programas de TV gravados no PC.
Um em cada sete jovens entre os 18 e os 24 anos não vê quaisquer programa em directo na TV, enquanto 42% dos jovens adultos vê regularmente TV online, através de um PC.
Nos próximos cinco anos, de acordo com o relatório, haverá uma mudança na utilização do PC, deixando de ser praticamente o único ponto de acesso à Internet (representando 95% dos acessos), para passar a representar apenas 50% da utilização de Internet.
Nos próximos cinco anos, a Microsoft prevê que o conteúdo de vídeo em formato longo e o IPTV se irão tornar no padrão de TV, eliminando a necessidade de ver TV em tempo real.
“A Internet 3D tornar-se-á uma realidade, permitindo aos consumidores experimentar virtualmente uma estância de férias antes de a marcar, no PC ou no telemóvel”, acrescenta a Microsoft no mesmo estudo.
Quanto aos telemóveis inteligentes (smartphones) serão opções predominantes e acessíveis em termos económicos.
Actualmente, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo vêem vídeos online, mais do que as que ouvem áudio. O MSN, o portal da Microsoft já tem 100 milhões de transmissões de vídeo todos os meses na Europa e em contínuo crescimento.
Cerca de 50% dos europeus tem agora uma ligação à Internet. As pessoas passaram cerca de 9 horas por semana na Web em 2008, mais 27% desde 2004.
Em Portugal existem mais de 4 milhões de utilizadores online que passam 34% do seu tempo na Internet, mais do que o tempo passado a ler material impresso, a ver filmes offline ou a jogar videojogos, conclui a mesma fonte.
Não ter presença na Internet, em breve, será quase o mesmo que não existir …
A crise económica
Abril 9, 2009 by Inovação & Marketing
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Economia britânica só deverá recuperar em 2012
“A economia da Reino Unido não vai conseguir recuperar da crise económica antes de 2012, avançou hoje o instituto de estatística do país. Estas previsões surgiram na mesma altura em que foi conhecido que a economia da região contraiu 1,5% nos primeiros três meses do ano.” In Jornal de Negócios
Universidade Católica afasta cenário de recuperação rápida na economia nacional
“No curto prazo, a economia nacional dificilmente conseguirá retomar taxas de crescimento elevadas, pelo menos de uma forma sustentada, como ficou patente na frágil retoma de 2006 e 2007″. O cepticismo sobre a evolução próxima de Portugal é assumido pelo núcleo de estudos de conjuntura sobre economia portuguesa (NECEP) da Universidade Católica.” In Jornal de Negócios
Católica estima recuo de 3,2% do PIB no primeiro trimestre
“Segundo a previsão da Universidade, a contracção da actividade em Portugal nos primeiros três meses de 2009 será, em termos homólogos, a maior dos últimos 30 anos.” In Expresso
“O Banco Central Europeu continua a acreditar numa retoma económica na Zona Euro em 2010, depois de um início de 2009 que terá sido “muito fraco”, segundo o boletim mensal.” In JN
Exportações caem quase 30% em Janeiro
“As exportações portuguesas caíram 28,6 por cento em Janeiro deste ano em comparação com o período homólogo de 2008, enquanto no mesmo período, as importações também sofreram um recuo de 26,5 pontos percentuais, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).” In Correio da Manha
Os cenários pessimistas de há alguns meses atrás estão-se a confirmar. Portugal, a Europa e o Mundo encontram-se mergulhados numa das piores crises económicas das últimas décadas, colocando as empresas numa situação dificil perante o mercado recessivo.
Previsões de melhoria? 2010 a 2012.



