Inovação: Kodak anuncia venda de mais de mil patentes
Junho 14, 2012 by Inovação & Marketing
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O grupo de fotografia Eastman Kodak, que pediu concordata em janeiro, anunciou na noite de segunda-feira um procedimento crucial de vendas de mais de mil patentes que envolvem a foto digital.
A empresa pioneira das câmeras fotográficas informou em um comunicado que solicitou ao tribunal de falências a aprovação do procedimento de vendas de “mais de 1.100 patentes que têm relação com a captura, manipulação e envio de imagens digitais”.
O procedimento prevê que os nomes dos interessados na compra não serão revelados e que serão divulgados apenas os compradores das patentes. “Isto permite aos interessados apresentar a melhor oferta sem o temor de mostrar suas cartas à concorrência”, afirmou o diretor de direitos autorais da Kodak, Timothy Lynch.
Concordata – Em janeiro deste ano, a Kodak apresentou perante um tribunal de Nova York um pedido de concordata para reorganizar seus negócios. Fundada em 1888 e com sede em Rochester (Nova York), a Kodak dedicou a maior parte de seus investimentos durante os últimos anos à área digital e a materiais de alta tecnologia, responsáveis por 75% de sua receita em 2011, e enfrentava inúmeros problemas financeiros nos últimos tempos.
Precisando de 1 bilhão de dólares para continuar operando, a empresa não conseguiu o capital necessário para financiar sua recuperação a longo prazo. A companhia comunicou que firmou um acordo de crédito com o Citigroup para um aporte de 950 milhões de dólares, a devolver em 18 meses, o que permitirá aumentar sua liquidez. À época, a empresa também havia afirmado que iria desfazer-se de suas patentes para conseguir arcar com o pagamento de suas dívidas.
Fonte: Veja
Marketing: Facebook ganha plugin oficial do WordPress
Junho 13, 2012 by Inovação & Marketing
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O Facebook anunciou nessa última terça-feira (12), uma série de integrações para usuários da plataforma WordPress, permitindo que o conteúdo de blogs seja adicionado à rede social com apenas um clique. Através de um plugin que integra os artigos do seu blog com o Facebook, incluindo os botões “curtir” e “enviar” e habilitando comentários para a rede social. A aplicação também permite que o autor do blog faça menções aos seus amigos na rede social.
Trata-se de um plugin esperado há bastante tempo pelos usuários do WordPress, com o mesmo padrão simples de instalação dos plugins para a plataforma de blogs. De acordo com o engenheiro do Facebook Matt Kelly, “o plugin deixa mais simples a tarefa de tornar seu site WordPress mais social – sem necessidade de codificação”.
Como sites em WordPress representam mais de 16% da web, na verdade o lançamento é um grande negócio também para o Facebook, que aproveita a chance para para se fazer presente nesse universo superior a 900 milhões de usuários. Em resumo, é uma integração benéfica para ambas as partes.
Fonte: TechTudo
Inovação: Cientistas criam tecido “invisível” que conduz eletricidade
Junho 13, 2012 by Inovação & Marketing
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Cientistas da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, criaram um tecido tão fino a ponto de ser invisível a olho nu, algo que poderia revolucionar o mundo da tecnologia. Isso porque o material tem um alto poder de condução de eletricidade.
Batizado como GraphExeter, o tecido é transparente e foi feito com o uso de máquinas de última geração. A invenção é feita a partir de grafeno, um tipo de carbono que no futuro pode substituir o silício.
O material poderá ser usado em produtos com a tecnologia “touch screen”, como as telas de smartphones e tablets, que são operadas com o dedo. O cientista Tom Bointon explica que, por ser transparente, o condutor requer menos energia para transmitir as imagens.
Inovador, o tecido ultrafino é considerado pelos pesquisadores como o material transparente mais eficiente para a condução de eletricidade. Saverio Russo, um dos criadores, compara o GraphExeter a uma lasanha.
“Em vez de massa, a invenção usa várias camadas de grafeno. E no lugar de presunto, são inseridas moléculas condutoras que ganham e perdem elétrons”, diz o pesquisador.
Em forma de spray, o GraphExeter poderá ser aplicado sobre janelas e espelhos, criando “revolucionárias superfícies inteligentes”, dizem os cientistas.
Fonte: Terra Brasil
Inovação: Como facilitar o processo de inovação?
Junho 13, 2012 by Inovação & Marketing
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Respondido por Guto Grieco, especialista em inovação
Muitas são as práticas de gestão que facilitam os processos de inovação. O estabelecimento de procedimentos estruturados ajuda a impor uma disciplina para os ciclos de inovação, desde a periodicidade de se começar um novo projeto como os passos a serem seguidos. Esses processos devem ser adotados de flexibilidade suficiente para incentivar a inovação e não para engessá-la.
Algumas empresas inovadoras se utilizam da chamada inovação aberta. Convidam toda a sua cadeia de valor, dos fornecedores aos consumidores, a participarem dos processos de geração de ideias para resolver problemas de produtos ou para darem insights para lançamentos.
Outro ponto importante que aumenta muito a velocidade com que as empresas conseguem entregar inovações para o mercado é a capacidade que elas têm de aprender e se adaptar às mudanças.
Essa ideia não é propriamente nova e Darwin, já no século XIX, propunha na sua teoria da seleção natural que “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta”. No século XX, de maneira pragmática, Jack Welch, ex-CEO da GE, expôs que “se a velocidade da mudança dentro das empresas for menor do que a velocidade fora delas, o fim está próximo”.
Fonte: Exame Brasil
Inovação: Intraempreendedores, o motor da inovação nas organizações
Junho 12, 2012 by Inovação & Marketing
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Mais do que funcionários eficientes, que realizam adequadamente suas tarefas, cumprem regras e se esforçam para atingir suas metas, as organizações modernas estão à procura de um novo tipo de profissional.
Diante do imperativo da inovação, algumas empresas, na busca do melhor caminho rumo à competitividade, depositam em seus funcionários a esperança de promover mudanças significativas nos negócios.
Mais do que funcionários eficientes, que realizam adequadamente suas tarefas, cumprem regras e se esforçam para atingir suas metas, as organizações modernas estão à procura de um novo tipo de profissional. Querem encontrar aquele que realiza mais do que é esperado dele, que não se sujeita a seguir regras que possam impedir suas realizações, que vai além de suas obrigações e responsabilidades, que não só gera grandes idéias, mas traz a capacidade de transformá-las em realidade. As organizações estão procurando intraempreendedores.
Quando se ouve a palavra ‘empreendedor’, logo se imagina o indivíduo que abandona sua carreira para perseguir o sonho de ter um negócio próprio. Quando são bem sucedidos nesta trajetória, notamos alguns traços comuns em todos eles: Criativos, dinâmicos, auto-motivados, cheios de energia, persistentes, bem relacionados, articulados, inteligentes, dotados de visão do futuro, perspicazes e mais uma série de qualidades. Se pensarmos bem, estas são características de um empreendedor, mas não necessariamente de alguém que tenha um negócio próprio.
Sob esta perspectiva, é difícil acreditar que existam pessoas que tenham este perfil empreendedor, mas não queiram ter um negócio próprio? Sim, elas existem, estão contentes com o mundo corporativo e querem continuar desenvolvendo sua carreira. Eles são raros e valiosos para as empresas, não importando em que lugar da empresa estejam. Pode ser uma simples iniciativa de uma secretária para resolver conflitos de agendamento da salas de reunião até um operador de copiadora que cria uma campanha para as pessoas reciclarem suas cópias em papel. O escopo de atuação do intraempreendedor abrange toda a empresa e não apenas as lideranças.
Só para ter uma ideia, veja dois exemplos bastante simples que conheci. Um lixeiro que trabalha em uma companhia de coleta no interior de São Paulo reduziu pela metade o tempo diário de coleta na rua. Em algumas cidades o sistema de coleta de lixo funciona da seguinte maneira: Em cada quarteirão existe uma grande caixa de plástico, com tampa e dotado de rodinhas, na rua, encostada no meio-fio. Para jogar o lixo, as pessoas vão até esta caixa, abrem a tampa e depositam seus sacos de lixo lá dentro. De madrugada, os caminhões passam pelas ruas e param ao lado de cada uma destas caixas. O lixeiro só tem o trabalho de empurrar a caixa para conectar a um dispositivo na traseira do caminhão, quando então um dispositivo é acionado que levanta e vira a caixa para que a tampa se abra e todo o conteúdo seja derrubado dentro do caminhão. Depois de esvaziar a caixa, esta volta à situação inicial, o lixeiro a destrava e a recoloca no seu lugar na rua. Em seguida o caminhão se dirige à próxima caixa e todo o processo se reinicia. Pois este lixeiro teve a ideia de sair do depósito com uma caixa vazia já conectada ao dispositivo. Ao chegar no primeiro quarteirão, ele destrava a caixa vazia, coloca-a no lugar da caixa cheia e conecta a caixa cheia no dispositivo. Em seguida, ele aciona o dispositivo e, enquanto a caixa é esvaziada, o motorista se dirige ao próximo quarteirão. Ao chegar à próxima caixa, a caixa anterior já está vazia pronta para ser retirada do dispositivo. O lixeiro então troca novamente a caixa e todo o ciclo se reinicia. Ao usar o mesmo tempo de esvaziamento da caixa para o deslocamento do caminhão, o lixeiro e sua equipe conseguem encerrar o trabalho todo na metade do tempo que os outros colegas normalmente levam.
No segundo exemplo, conheci uma copeira de uma grande multinacional que era muito querida por todos os funcionários. Ela vivia dando dicas de receitas e de atividades domésticas: como tirar manchas de tecidos, como tirar pelo de roupas escuras, como passar ternos, etc. Suas dicas eram tão procuradas que, a convite do pessoal do RH que cuidava da intranet, ela criou um blog para disseminar seus ricos conhecimentos, que ela atualiza semanalmente com ajuda da equipe técnica. Hoje é uma das páginas mais visitadas da empresa.
Claro que estes exemplos não são de grandes inovações que vão revolucionar o negócio da empresa, são nada mais do que pequenas iniciativas pessoais, mas o que vale é a cultura que permeia toda a empresa, uma cultura que mostra que qualquer um pode fazer a diferença. Quando esta cultura está instaurada, as pessoas trabalham de forma cooperativa, se responsabilizando umas pelas outras, os líderes dão liberdade e autonomia para que seus subordinados inventem novas soluções para os problemas da empresa, os controles são deixados de lado quando ameaçam uma boa idéia, as pessoas ousam experimentar coisas novas e não são penalizadas se cometerem erros, problemas são vistos como desafios a serem superados e ninguém se sente constrangido ou intimidado por manifestar livremente sua opinião.
Existem histórias também de grandes negócios que surgiram a partir de pequenas iniciativas espontâneas de funcionários. A mais clássica e conhecida delas é de Art Fry, engenheiro da 3M, que inventou os bloquinhos autoadesivos post-its. Fruto de um erro na busca por uma fórmula de adesivo, Fry descobriu que o defeito poderia se tornar uma qualidade ao explorar este atributo na vida prática para marcar páginas do seu hinário quando cantava na igreja. Hoje é um dos maiores sucessos da história da empresa, que já é inovadora.
Muitas histórias como esta existem nas empresas brasileiras. Só não são mais numerosas porque estes funcionários conseguem vislumbrar problemas e soluções, mas não conhecem bem as técnicas para estruturar suas ideias ou levantar os recursos para transformar suas ideias em realidade. Quanto mais complexa for sua ideia, maior a necessidade de recursos, maior a resistência interna em designar estes recursos para este funcionário, maior a necessidade dele ser muito bom em negociação, venda da ideia, liderança, conhecimento holístico, técnicas de gestão de projetos, entre outras necessidades mais complicadas e, geralmente, fora do alcance das pessoas normais.
A saída é desenvolver, junto com uma cultura voltada para a inovação, uma estrutura organizacional que viabilize o contato do intraempreendedor com áreas que vão ajudá-lo a desenvolver seus projetos e levantar os recursos necessários. Muitas vezes, estas estruturas precisam ficar distantes das estruturas já existentes para não se contaminarem com a visão orientada a resultados, eficiência, controles, processos estruturados e rigidez.
Fonte: Administradores



