Inovação: Economia “verde” pode gerar até 60 milhões de novos empregos
Junho 6, 2012 by Inovação & Marketing
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A transição para uma economia verde pode criar entre 15 e 60 milhões de novos postos de trabalho em todo o mundo durante os próximos 20 anos, apontou o relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) “Rumo ao desenvolvimento sustentável”, divulgado nesta quinta-feira.
Em entrevista coletiva, Peter Poschen, um dos autores do relatório, explicou que na elaboração do documento foram consultados mais de 20 estudos com diferentes estratégias de economia verde sobre o emprego mundial.
Segundo Poschen, os resultados sobre emprego podem variar de um país para outro, o que explica a diferença do relatório sobre a criação entre 15 e 60 milhões de postos de trabalhos. As respostas dependem das políticas adotadas, cenários em que sejam desenvolvidos e objetivos.
Enquanto isso, o diretor-geral da OIT, Juan Somavía, denunciou que o modelo de desenvolvimento atual é ineficaz e insustentável para o meio ambiente e as sociedades, por isso reivindicou a necessidade da adoção urgente de um enfoque sustentável.
No entanto, Somavía disse que o relatório transmite “uma mensagem positiva”, pois considera que o modelo da economia verde pode melhorar a situação de milhões de pessoas que vivem na pobreza.
O estudo destaca que as experiências da Colômbia e Brasil, onde foi organizado um sistema de recolhimento de resíduos sólidos. Para Somavía, estas medidas podem gerar importantes benefícios econômicos para cerca de 20 milhões de pessoas.
Em contrapartida, o diretor destacou que a economia verde também pode eliminar postos de trabalhos. Apesar disso, o relatório considera “exageradas” as preocupações pelas eventuais perdas de emprego nos setores econômicos tradicionais e garante que a transição a uma economia verde afetará somente 1% da força de trabalho mundial.
Além disso, o estudo conclui que o lucro líquido para o emprego serão maiores nos países emergentes, onde há a oportunidade de avançar diretamente em direção ao uso de tecnologias verdes e evitar assim os custos associados à substituição de infraestruturas e empregos obsoletos.
Segundo o relatório, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, atualmente três milhões de pessoas têm empregos relacionados com produtos e serviços ambientais, enquanto na Espanha 50 mil pessoas estão empregadas nesse setor.
Fonte: Época Negócios
Marketing: PME apostam na internacionalização como forma de ultrapassar a crise
Junho 6, 2012 by Inovação & Marketing
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As PME estão cada vez mais a passar as fronteiras, sobretudo em mercados de países emergentes.
As pequenas e médias empresas (PME) têm reforçado a sua internacionalização desde que começou a crise económica e financeira mundial, em 2008. Se os primeiros mercados preferidos eram os países africanos de língua oficial portuguesa, actualmente os destinos são bem mais variados, contando-se entre os mercados-alvo países da antiga Europa do Leste, Magrebe e América do Sul.
No entanto, entre os responsáveis por PME a frase mais ouvida é: “Os bancos só dão dinheiro a quem não precisa. Há dificuldade no acesso ao crédito”.
A solução passa pelos apoios estatais como o do Programa Operacional Temático Factores de Competitividade – COMPETE – inserido no Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), os fundos de apoio à exportação e o seguro de créditos. Desde 16 de Janeiro último que os empresários têm uma nova linha de crédito disponível de 1,5 mil milhões de euros para financiamento, não exclusivamente para operações de exportação, mas agora com ‘spreads’ mais elevados – um agravamento de cerca de um ponto percentual face à linha anterior – e com bonificação da garantia mútua, que pode ir até 75% no caso das micro-empresas. Uma das opções utilizadas por muitas PME. No início de Maio, o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, Almeida Henriques, avançou que o concurso lançado no âmbito do QREN para projectos de internacionalização de empresas recebeu quase mil candidaturas. “Estimamos um volume de apoios candidatado superior a 100 milhões de euros”, disse na altura o governante.
COMPETE é um dos principais instrumentos de apoio à internacionalização
Este destina-se a apoiar o investimento produtivo de inovação, o empreendedorismo, a investigação e desenvolvimento tecnológico e a utilização de factores imateriais de competitividade. Por outro lado concentra o apoio em actividades que produzam resultados e efeitos económicos positivos e em prioridades bem delimitadas no âmbito da melhoria da competitividade. E é através do aumento da competitividade, da qualidade e da inovação que as PME conseguem escoar mais facilmente os seus produtos no estrangeiro.
Tecnologia para próteses, implantes e pacemakers
A Matera é uma empresa especializada no desenvolvimento de nano-materiais e revestimentos com propriedades anti-microbianas para aplicações na área biomédica e ambiental (indústria e outros sectores de actividade). A empresa foi constituída em Janeiro de 2009 por Lino da Silva Ferreira tendo sido um dos primeiros ‘spin-offs’ do Biocant Park, em Cantanhede. Entretanto, a empresa teve o apoio da Beta Capital. A tecnologia apresenta características anti-fúngicas eficazes e duradouras no tempo, ao contrário das soluções disponíveis actualmente no mercado. A título de exemplo, os revestimentos da Matera podem ser usados em próteses e implantes, madeiras, catéteres e ‘pacemakers’.
Soluções para processamento de dados
A Novabase Capital investiu 330 mil euros na FeedZai, 163,37 mil euros dos quais provenientes do Programa Compete, integrado no QREN e com financiamento da União Europeia via FEDER. A FeedZai, liderado Nuno Sebastião, dedica-se ao desenvolvimento de soluções para processamento de grandes volumes de dados em tempo real. Criada no final de 2008 na Universidade de Coimbra, a FeedZai é a primeira ‘spin-off’ do programa Carnegie Mellon University – Portugal, no qual a Novabase participa como parceiro industrial de referência e co-financiador. Em 2009 recebeu o Prémio BES Inovação, e em 2010 o Prémio Europeu “Smart Entrepreneurship Competition 2010”, na categoria de Modelos Digitais.
Empresa usa genoma da mosca da fruta
A Gene PreDiT pretende disponibilizar no mercado nacional testes que prevejam o risco que um indivíduo tem de contrair uma doença (nomeadamente para diversas doenças oncológicas). Os testes consistem em análises genéticas utilizando tecnologias de ponta como micro-arrayse sequenciação de DNA. Uma segunda área de intervenção da empresa prevê a criação de um núcleo de investigação com o objectivo de identificar factores de risco e novos alvos terapêuticos para doenças com elevada incidência. A Gene PreDiT tira partido da semelhança entre o genoma Humano e o genoma de Drosophila melanogaster (mosca da fruta).
Fonte: Económico
Marketing: Angola deve crescer 9,1% este ano e 8,8% em 2013
Junho 6, 2012 by Inovação & Marketing
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A economia angolana deverá crescer 9,1% este ano e 8,8% em 2013, segundo as estimativas do Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola, num relatório a divulgar na terça-feira, mas que é antecipado pela agência Lusa.
No «Relatório Económico de Angola», o CEIC diz que este ano «dirá se a retoma do crescimento económico em Angola se fará com a mesma intensidade da verificada durante a mini-idade de ouro», que decorreu entre 2004 e 2008, quando a taxa média anual de crescimento do PIB foi de 17%, a maior de África e uma das maiores do mundo.
«Não estará a economia angolana a entrar num período de crescimento menos intenso, ainda que bastante positivo?», questiona o CEIC, num resumo do relatório, a que a Lusa teve acesso.
Os riscos para a economia angolana
A previsão de abrandamento do crescimento económico tem em conta «o risco de a economia mundial poder entrar novamente em recessão» e a «crise das dívidas soberanas na Europa», que pode «desencadear efeitos sistémicos semelhantes às turbulências verificadas em 2008 e 2009».
As perspetivas do CEIC para o crescimento do PIB de Angola em 2012 são mais otimistas do que as do Banco Mundial (8,1%) e do Banco Africano para o Desenvolvimento (BAD – 8,2%) mas mais pessimistas do que as do governo de Luanda (9,8%) e do Fundo Monetário Internacional (FMI – 9,7%).
Já as perspetivas para 2013, são melhores do que as do FMI (6,8%) e do BAD (7,1%). Para 2014, o CEIC prevê um crescimento económico de 7,5%.
Os setores mais dinâmicos
Numa análise setorial da economia angolana, o CEIC prevê que a agricultura seja o setor que mais cresce em 2012, com um aumento de 13,2%.
Por outro lado, «a entrada em funcionamento dos grandes empreendimentos no domínio do gás e dos derivados do petróleo ajudará a diversificar a indústria transformadora», enquanto o investimento público em obras públicas e a construção civil «continuarão a desempenhar um papel positivo na estratégia de crescimento do país».
O relatório destaca ainda que, «pela primeira vez desde que o objetivo de redução da inflação foi eleito como um dos principais da política económica do Governo, o valor do índice de preços no consumidor se situou abaixo da meta». Ainda assim, «permanece o desafio de situá-la em um dígito», embora a meta oficial para 2012 tenha sido estabelecida ainda em 10%.
Meta de criação de empregos parece impossível de atingir
A promessa do governo angolano de criar 1,2 milhões de empregos até 2012 é impossível de concretizar, conclui o relatório.
A promessa foi feita em 2008, em plena campanha eleitoral, e o diretor do CEIC, Manuel José Alves da Rocha, questiona hoje «com que bases concretas se avançou com aquele número».
O professor universitário considera que a meta avançada em 2008 «foi excessivamente otimista» e questiona também os números avançados pelo governo em 2009, «ano em que o PIB angolano cresceu com a taxa mais baixa de sempre depois da paz».
Como é que nessa altura foi possível criar 386.000 empregos?, questiona o economista, citando as estatísticas oficiais.
«Para que a meta de emprego prometida em 2008 fosse cumprida até final de 2012 e considerando uma variação no valor da produtividade bruta média aparente do trabalho de 7,5%, teriam de ser cridos quase 630.000 postos de trabalho e o PIB teria de crescer 16,8% (a previsão oficial é de 9,8%)», diz ainda o documento.
O CEIC estima em 24,8% a taxa de desemprego em 2011, praticamente o mesmo valor que o calculado para 2010 (24,7%).
«Parece que a capacidade de a economia formal criar empregos a uma velocidade superior à do crescimento da população economicamente ativa se encontra bloqueada por qualquer razão», lê-se no relatório.
Alves da Rocha reconheceu que o facto de a qualificação dos trabalhadores angolanos não ser aquela que o setor privado necessita pode ser um limite à criação mais intensa de novos postos de trabalho.
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Metade dos portugueses é multitasker no consumo de televisão e internet
Junho 5, 2012 by Inovação & Marketing
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Metade dos consumidores portugueses (50%) vê televisão ao mesmo tempo que navega na internet. A conclusão é do Mediabrands Connections Panel, estudo internacional da Mediabrands, que adiantou ainda que 7% dos consumidores acede à internet a partir dos seus dispositivos móveis.
Significativo é também o consumo simultâneo de rádio junto dos internautas portugueses, uma vez que 48% dos inquiridos na investigação navegam na web enquanto ouvem rádio.
Dados do E-Marketer revelam, por sua vez, que 66% dos consumidores americanos vê televisão enquanto está no computador, seja portátil ou fixo. Além disso, 49% acedeu à internet através do telemóvel enquanto via televisão. Perante os dados, a análise permitiu concluir que as plataformas digitais promovem o multi-screening, ou seja, o consumo simultâneo de conteúdos através dos ecrãs de diferentes dispositivos.
«Os resultados deste estudo vêm contradizer a “teoria” de que as plataformas online seriam uma ameaça para os meios “tradicionais”. Pelo contrário, o estudo prova que afinal se complementam e que a dispersão da atenção do consumidor por diversas plataformas leva as marcas a desenvolver estratégias multicanal, de forma a garantir que conseguem contactar e envolver o target com as suas propostas», defende em comunicado Alberto Rui, director-geral da Mediabrands.
Fonte: Marketeer
Inovação: Renováveis já representam 44% da produção em Portugal
Junho 5, 2012 by Inovação & Marketing
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Portugal está entre os três países da OCDE com maior produção de energia eléctrica com recurso a fontes renováveis. A hídrica mantém liderança, mas eólica está no encalço.
As energias renováveis – incluindo a produção hídrica – representam quase metade da electricidade produzida em Portugal. Segundo dados da APREN – Associação das Energias Renováveis a energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis situava-se nos 44,3% em Janeiro deste ano, o que permite antever que as metas impostas para 2012 serão cumpridas.
A União Europeia impôs uma quota de 39% para a produção de electricidade de origem renovável mas os objectivos nacionais são mais ambiciosos, impondo um limite mínimo de 45%. “Não há, de momento, receio de não cumprir os objectivos de 2012. Contudo, o mesmo não posso dizer em relação às metas propostas para 2020 pois desconhecemos as políticas a implementar pelo Governo e as suas consequências”, refere, a propósito, António Sá da Costa, presidente da direcção da APREN.
Este responsável mostra-se preocupado com alterações que a política de austeridade poderá trazer ao Plano Nacional de Acção para as Energias Renováveis (PNAER), já que só daqui a um ano será avaliado o seu grau de execução. “Sabemos, no entanto que o Governo se prepara para rever o PNAER em baixa, o que na minha opinião, é negativo não apenas para o sector das energias renováveis como para o país. Essa revisão em baixa vai desacelerar a economia, diminuir o emprego, aumentar as importações de combustíveis fósseis canalizados para a produção de electricidade e afasta a captação de investimento estrangeiro”, afirma.
Portugal com objectivos ambiciosos
Portugal está entre os cinco países com os objectivos mais elevados da Europa a 27, e está nos três primeiros lugares no que diz respeito ao peso da produção de electricidade de origem renovável, entre os países da OCDE. Os dados de 2010 revelam que Portugal se situava logo após a Áustria, com um peso de renováveis na ordem dos 61%, e da Suécia, com 54%, sendo que a média europeia (média a 15 países-membros) é de 20,6%. Os Estados Unidos ficam-se apenas pelos 10% e o Japão 9,4 por cento.
A produção hídrica é a que mais peso tem no conjunto das fontes renováveis, atingindo em Portugal mais de metade da produção. Também na restante Europa a utilização da água dos rios é a forma de produção renovável mais utilizada, com quase 54%. A produção eólica começa agora a ganhar terreno, estando em Janeiro de 2012 com uma potência instalada de 4.301 megawatts, nos 218 parques existentes, e com um peso de 39,7%.
Sá da Costa refere que a o principal entrave ao crescimento da produção eléctrica por fontes renováveis está nas dificuldades de financiamento. “Além das dificuldades que resultam do risco país, juntou-se o chamado risco regulatório devido à falta de definições que têm tido lugar desde Julho de 2011”, afirma.
Microgeração com retorno a cinco anos
Sabia que, sendo consumidor de energia eléctrica em baixa tensão, pode tornar-se também produtor e vender o excedente à rede? Trata-se de um processo chamado de microgeração, aberto a qualquer pessoa que compre o equipamento (solar, eólico, biomassa, hídrico) e se candidate a uma licença. Neste momento, mais de 20 mil consumidores (particulares e empresas) já optaram por esta solução. Segundo Frederico Rosa, administrador da Sunergetic, empresa que actua no aproveitamente de energia solar, a rentabilidade é garantida. “O investimento está pago em cinco ou seis anos, com uma rentabilidade muito superior à da banca”, diz. No actual mercado de microgeração, a energia solar fotovoltaica é a mais procurada, atingindo os 90%. Porém, o sector está em compasso de espera, pois a emissão de licenças para a microgeração bonificada (com tarifas mais altas durante 15 anos) está parada por ter sido esgotada a respectiva quota. “Há interessados, mas não há licenças. Há clientes que começam a optar pelo regime geral, que ainda tem licenças disponíveis, apesar de a tarifa paga ser mais baixa”, refere Raúl Assunção, da Ecopower, empresa especializada em energias renováveis. Já a miniprodução destina-se a pequenos clientes empresariais com potências superiores à da microgeração. Em ambos os casos, os produtores apenas podem instalar metade da potência contratada.
O peso das renováveis
1 – Hídrica
Utiliza água dos rios. Produção bruta: 19%
2 – Eólica
Utiliza o movimento das massas de ar. Produção bruta: 16,5%
3 – Biomassa (com e sem cogeração)
Utiliza resíduos naturais. Produção bruta: cerca de 12%
4 – Solar Fotovoltaica
Utiliza a energia solar. Produção bruta: cerca de 0,5%
5 – Biogás
Utiliza gás como combustível. Produção bruta: 0,3%
6 – Geotérmica
Utiliza o calor da terra. Produção bruta: marginal
7 – Ondas e mares
Utiliza a força das marés. Produção bruta: marginal
Fonte: Económico



