Inovação: Avião Solar Impulse, um avanço da energia verde
Julho 9, 2010 by Inovação & Marketing
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O avião experimental Solar Impulse decolou no início da manhã desta quarta-feira de um aeródromo na Suíça para um voo de 25 horas, um teste da capacidade do aparelho movido a energia solar de voar à noite, após ter as baterias carregadas durante o dia.
A energia solar está ainda longe de substituir o combustível comum para propulsar aviões, mas as inovações do Solar Impulse poderão encontrar aplicações em setores como o automobilístico e o espacial, segundo os especialistas.
O Solar Impulse partiu da pista em Payerne, região oeste da Suíça, alcançando 35 km/h antes do piloto Andre Borschberg executar a operação de decolagem às 6H51 (1H51 de Brasília) para um voo que deve durar 25 horas.
O avião tem como única fonte de energia 12.000 células fotovoltaicas que cobrem suas asas e alimentam os quatro motores elétricos, com potência de 10 CV cada. Também permitem recarregar as baterias de lítio polímero de 400 kg.
O aparelho demonstrou funcionar bem durante o dia, com um primeiro voo de sucesso em 7 de abril e outros 10 desde então. Agora precisa ser aprovado no teste noturno, para testar a capacidade das baterias de serem carregadas suficientemente durante o dia e alimentar o avião durante horas sem sol.
“No que diz respeito à aviação comercial, ainda se está relativamente longe de mover um avião com a força da energia solar”, reconheceu Pascal Vuilliomenet, da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL).
Para este chefe da coordenação de projetos de pesquisa entre o EPFL e a equipe do Solar Impulse, o avião não proporcionará de imediato aplicações comerciais, mas vários de seus subelementos poderão ser utilizados no futuro.
Segundo Vuilliomenet, as pesquisas com os paineis solares levam muito tempo, mas os avanços no terreno dos materiais compostos (resinas e plásticos) utilizados no avião parecem muito promissores.
A optimização dos motores elétricos, utilizados para mover as quatro hélices do Solar Impulse, poderá também encontrar aplicações no setor automobilístico.
Apesar de o protótipo ser muito avançado para ser adaptado para um voo comercial, suas novidades tecnológicas poderão servir para o desenvolvimento de energias verdes , afirmou o autor do projeto, Bertrand Piccard.
“Estamos convencidos que de se um avião pode voar dia e noite sem nenhum combustível, ninguém poderá depois dizer que é impossível utilizar as mesmas tecnologias para os carros, o ar condicionado, a calefação, os computadores ou os eletrodomésticos”, insistiu.
Anil Sethi, diretor-geral da empresa Flisom, especializada em paineis solares ultrafinos e flexíveis, prevê que a energia solar terá, sim, um futuro na aviação, e que projetos como o Solar Impulse podem também ter aplicações em terra, com veículos alimentados pelas elegantes lâminas solares.
De imediato, os combustíveis chamados verdes menos poluentes poderão ser utilizados na aviação, segundo Robert McIlveen, do grupo de pesquisas britânico Policy Exchange.
Segundo um relatório publicado pelo grupo de pesquisas, a introdução em grande escala desses combustíveis ecológicos permitirá reduzir em 15% , até 2020, e 60%, até 2050, as emissões de gás de efeito estufa da aviação na União Europeia.
Fonte: AFP
Capital Humano: Bruxelas alerta para a necessidade de se trabalhar mais anos
Julho 9, 2010 by Inovação & Marketing
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A Comissão Europeia lança hoje o debate sobre “o futuro dos sistemas de pensões na Europa” com a publicação de um Livro Verde em que defende o aumento da idade da reforma nos 27.
“Se as pessoas, que cada vez vivem mais anos, não permanecerem mais tempo empregadas”, os sistemas de pensões terão dificuldade em dar “reformas adequadas” ou poderá ocorrer um “aumento insustentável” das despesas, segundo uma versão provisória do Livro Verde a que a Agência Lusa teve acesso.
O Executivo comunitário insiste que, “com as tendências actuais, é evidente que a situação não é sustentável”.
Segundo fonte comunitária, o Livro Verde vai abrir uma consulta que se irá prolongar “durante vários meses” sobre a forma como a União Europeia (UE) pode “apoiar melhor os esforços nacionais para proporcionar pensões adequadas, sustentáveis e seguras”.
Bruxelas parte da constatação que os sistemas de pensões têm de enfrentar os problemas colocados com o envelhecimento da população europeia e agravados com a crise económica e financeira.
Em 2008 havia quatro pessoas em idade de trabalhar (entre 15 e 64 anos) por cada uma com 65 ou mais anos, enquanto que em 2060 essa relação descerá para metade, duas para uma.
“A crise revelou que é preciso fazer mais para melhorar a eficiência e a segurança dos sistemas de pensões”, conclui a Comissão Europeia.
Bruxelas reconhece que, desde há dez anos, vários países têm feito um esforço para reformar o seu sistema de pensões, mas defende que agora é necessário enquadrar a questão ao nível europeu através de uma “resposta integrada para explorar sinergias ao nível dos 27”.
Fonte: Económico
Marketing: Tempo dedicado a redes sociais subiu 122.3%
Julho 9, 2010 by Inovação & Marketing
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Cerca de 3,5 milhões de portugueses acederam a sites relacionados com redes sociais no primeiro semestre do ano. Este número integra o estudo sobre redes sociais que a Marktest está a levar a cabo, com base no Netpanel, e mostra que “83.8% do universo em análise, os residentes no Continente com 4 e mais anos que acedem à internet a partir dos seus lares” visitam redes sociais, sendo esta “das práticas mais frequentes entre nós”.
De acordo com a Marktest, por mês um mínimo de 2.289 mil utilizadores únicos e um máximo de 2.534 mil utilizadores únicos acederam a redes sociais a partir de suas casas no período em análise.
De Janeiro a Junho estes internautas visitaram “um total de 4,7 mil milhões de páginas de redes sociais, o que equivale a cerca de um quarto de toda a navegação feita na internet neste período (24.7%).”
Por sua vez o tempo dedicado a redes sociais “ultrapassou as 47 milhões de horas, número que representa 23.9% de todo o tempo que os portugueses dedicaram a este meio neste semestre”.
Face aos primeiros seis meses de 2009, o tempo dedicado a redes sociais subiu 122.3%.
Fonte: Meios & Publicidade
Inovação: TV do futuro, o que vem aí?
Julho 8, 2010 by Inovação & Marketing
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Dificuldades de financiamento vão manter-se e os canais vão ter de se adaptar às novas exigências das audiências.
Os modelos de financiamento, a utilização de novas tecnologias e a «pulverização de audiências». São estes os três principais desafios de um sector, cuja evolução «é difícil de prever».
Mesmo assim, alguns especialistas contactados pela Lusa, deixam algumas ideias para o que será a TV em Portugal num futuro próximo.
Para Francisco Rui Cádima, docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, «todas as previsões» que se fizeram no passado sobre a televisão em Portugal saíram «um pouco goradas», sobretudo desde o advento da Internet.
As previsões que se faziam «eram quase dramáticas», com diversos especialistas a declararem o fim da TV generalista, mas «isso não aconteceu, pelo menos ainda», disse Cádima.
Já as novas tecnologias, como a visualização da imagem em três dimensões (3D) ou a televisão no telemóvel, estão a «massificar consumos».
Mais canais? Sim. Mais qualidade? Nem por isso
No entanto, a maior dificuldade para os canais continua no seu modelo de financiamento. O mercado português é «muito pequeno para muita ambição e para tanta área de media tradicional», disse Cádima, acrescentando que é um sector «pleno de dificuldades e largas dívidas à banca».
Uma opinião partilhada pelo investigador e jornalista Joaquim Vieira, um dos principais problemas com que a televisão vai confrontar-se nos próximos anos.
Além disso, a «pulverização de audiências» é uma «tendência de há vários anos» que continuará a fazer-se sentir nos anos futuros e tem repercussão no financiamento dos canais, aponta o antigo provedor do leitor do «Público» e presidente do Observatório de Imprensa.
«As receitas vão ficar distribuídas por mais canais, o que afecta a qualidade da produção televisiva», defende Joaquim Vieira.
E o 3D? Para Joaquim Vieira, este fenómeno não passa de uma «curiosidade», prevendo o especialista que essa tecnologia não vai vingar no futuro mais imediato como uma «tendência alternativa dominante».
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Quase 70% das empresas ignora as redes sociais
Julho 8, 2010 by Inovação & Marketing
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Facebook ou Twitter servem mais para manter contactos comerciais do que para atrair novos clientes.
As redes sociais são cada vez mais uma via para fazer novos negócios ou simplesmente para os dinamizar. Mas em Portugal não é bem assim. Quase 70% das empresas portuguesas não tira partido deste submundo da Internet para atrair novos clientes.
Dos 75 países analisados pela fornecedora de escritórios Regus, Portugal é mesmo dos últimos na corrida ao mundo cibernético. Apenas cerca de 30% das companhias é adepta das redes sociais para fomentar os seus negócios (contra 40% da média dos outros países) e, destas, só 20% gastam dinheiro nesta ferramenta de marketing.
Mas mais de um quarto das empresas a nível mundial (27%) aloca uma percentagem do seu orçamento para marketing só para investir nesta área. Um número «revelador da confiança que as empresas estão a depositar nas redes sociais enquanto forma de negócio», aponta o estudo.
Redes servem para manter contactos comerciais
Em Portugal, a maioria das empresas utiliza o Facebook ou o Twitter, entre outras redes, apenas para a manutenção de contactos comerciais. Quase metade dos inquiridos apontou a possibilidade de gestão e comunicação com grupos de clientes como a maior vantagem das redes sociais. Mas há também quem olhe para elas como uma oportunidade de encontrar informação relevante de negócio (58% dos inquiridos, mais do que a média global de 54%).
Um bom perfil dá mais garantias de novos clientes
O perfil de uma empresa, se bem desenhado, pode constituir um foco de atracção importante, já que 49% dos inquiridos (44% globalmente) ficaram impressionados com as animações audiovisuais da página de uma companhia nestes sites de amigos virtuais.
É certo que o investimento em redes sociais não é grande, em Portugal, mas as empresas nacionais são menos cépticas em relação ao seu potencial, do que a média dos inquiridos (29% contra 34%).
Pequenas empresas estão mais à frente
Um dado surpreendente é que são as pequenas empresas as que mais utilizam as redes sociais. Isto porque 44% das pequenas empresas conquistou com sucesso novos clientes através de redes sociais, enquanto as empresas médias alcançaram uma média 36% e as grandes empresas 28%.
São os sectores das TIC, vendas a retalho, media e marketing e consultoria os que mais se apoderam das redes sociais, enquanto os sectores industrial, de serviços financeiros e da saúde ficam para trás na corrida.
Os países com maior sucesso na conquista de novos clientes através das redes sociais são a Holanda (48%), Índia (52%), México (50%) e Espanha (50%).
Este estudo foi gerido e administrado pela empresa independente MarketingUK, e levado a cabo junto de mais de 15 mil inquiridos em 75 países, em empresas de todas as dimensões e de todos os sectores.
Fonte: Agência Financeira



