Artigo de Opinião ” Aposta nos Talentos” (Revista SPOT)

A Aposta nos Talentos

Por Bruno Silva

O conhecimento e a tecnologia são dois dos principais “combustíveis” para a inovação, aliados a uma boa gestão da inovação, capaz de transformar ideias em propostas de valor acrescentado. Nesse sentido a União Europeia tem há vários anos apostado em elevar o nível de habilitações escolares e de competências profissionais dos cidadãos europeus.

Neste aspecto Portugal está aquém da média da UE tendo apenas 54% da população activa com habilitações iguais ou superiores ao 12º ano (2,8 milhões em 5,2 milhões de população activa, segundo a Pordata). Há 10 anos eram ainda menos, 1,7 milhões em 5,5 milhões, ou seja, apenas 31% da população activa tinha habilitações iguais ou superiores ao 12º ano de escolaridade.

Nos próximos 10 anos é expectável que esse objectivo se aproxime dos 4 milhões de população activa com escolaridade mínima ao nível do 12º ano (pelo menos 75% da população activa), e para tal desígnio a União Europeia tem apostado na valorização do conhecimento adquirido ao longo da vida, existindo em Portugal a opção dos RVCC’s (Reconhecimento e Validação e Certificação de Competências) que tanto podem ser desenvolvidos ao nível da vertente escolar como também ao nível da vertente profissional.

A rede de Centros Qualifica está espalhada pelo país e, por exemplo, em Braga existem 5 Centros Qualifica (ACB – Associação Comercial de Braga, Município de Braga, IEFP – Centro de Emprego e Formação Profissional de Braga, Inovinter Braga e IPME – Instituto PME Formação), sendo que no caso do Município de Braga tal acontece através de parcerias com escolas secundárias, sendo os outros 4 Centros Qualifica mais vocacionados para a formação profissional, tendo experiência em RVCC escolares como também muita experiência nos RVCC profissionais, devido à sua larga experiência ao nível da formação profissional.

É possível em diversas etapas certificar os vários níveis de ensino, 4º ano, 6º ano, 9º ano, 12º ano, através de processos RVCC escolares ou através de EFA’s – Cursos de Educação e Formação de Adultos, com matriz escolar ou com matriz escolar e profissional, permitindo a dupla certificação (nível de habilitação escolar e também certificado profissional reconhecido a nível europeu).

Esta política europeia lançou também a Caderneta Individual de Competências, agora designada de “Passaporte Qualifica” em Portugal, que pretende registar e elencar todas as formações escolares e profissionais que cada cidadão vá adquirindo ao longo da vida, sendo um documento gratuito que pode e deve ser obtido no site com a mesma designação.

A aposta no Conhecimento, na Tecnologia e na Inovação veio para ficar, e compete a todos nós dominar ao longo da vida o conhecimento e a tecnologia que são mais relevantes a cada momento para a carreira profissional que desejamos prosseguir.



Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.



Artigo de Opinião “A Assistente do Google que fala consigo” (Revista SPOT)

A Assistente do Google que fala consigo (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

No mês de novembro a Google disponibilizou a Assistente do Google na língua portuguesa, e esta será uma revolução na forma como vamos passar a interagir com os dispositivos ligados à internet. A forma como interagimos com os “computadores” evoluiu do teclado para o toque com o dedo, e a partir de agora passa a ser possível interagir com os dispositivos por voz, em português, falando com o telemóvel (Assistente do Google). Essa tecnologia já estava disponível há algum tempo, no entanto a Google foi a primeira grande marca tecnológica a disponibilizar a Assistente do Google na língua portuguesa de Portugal.

Basta afirmar “OK Google” para o telemóvel activar a Assistente do Google, e se por exemplo afirmarmos “como está o meu dia” a assistente dá as boas vindas, diz o nosso nome, mostra como está o tempo, quais os compromissos na agenda para o dia de hoje. É possível solicitar a distância ou o tempo que uma viagem decorre até determinado local ou cidade. É possível solicitar por voz que seja enviado um SMS ou uma mensagem via Whatsapp para determinada pessoa, e depois falar qual a mensagem pretendida e em seguida confirmar o envio da mensagem sem necessidade de tocar com o dedo num teclado ou num ecrã. É possível fazer uma lista de compras, e sempre que alguém se lembrar de um produto que é necessário adquirir pedir à Assistente para adicionar o produto à lista de compras. É possível solicitar que a Assistente adicione um evento para determinada hora com determinada designação na nossa Agenda.

Uma das funcionalidades mais importantes está relacionada com as pesquisas que se pode fazer no motor de buscas do Google, solicitando informações por voz. Por exemplo, se alguém perguntar “o Que é o Natal?” a assistente da Google dá uma breve resposta em voz além de sugerir o link do Wikipedia. Noutros temas a Assistente pode apenas mostrar os links relevantes no ecrã. Se alguém disser o comando “Ok Google, sugere um restaurante perto daqui” a Assistente sugere restaurantes num raio de 4 Kms de acordo com a nossa localização e os perfis e classificações do Google Business / Google Maps.

No entanto, estas são apenas algumas das funções iniciais dos Assistentes Virtuais que podem ser comandados por voz, já que a Inteligência Artificial irá evoluir imenso. Aliando a Inteligência Artificial à Internet das Coisas e à Domótica, será possível interagir também com outros dispositivos ligados à internet, como por exemplo a TV de casa, a Iluminação, electrodomésticos, entre outras funcionalidades. À medida que os dispositivos estejam conectados à internet é possível por exemplo solicitar à Assistente do Google que ligue ou desligue a TV da sala, que ligue ou desligue a luz da sala de estar, entre outras situações que apenas eram possíveis em filmes de ficção científica.



Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School (2006).
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro (2007)
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro (2007)
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.



Artigo de Opinião “Segurança nos métodos de pagamento” (Revista SPOT)

Segurança nos métodos de pagamento (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

A partir de Setembro de 2019, entrou em vigor uma nova directiva comunitária de pagamento (DSP2 na sigla em inglês), e tem como intenção tornar os pagamentos mais seguros, por exemplo quando os utilizadores acedem à sua conta de pagamento por via online, quando realizam operação de pagamento por meios electrónicos, e ainda quando realizam operações através de canais remotos, como app’s que permitem levantamentos de dinheiro e outras operações financeiras.

Todas as operações financeiras são passíveis de envolver risco de fraude nos pagamentos, e as entidades financeiras vão ter de implementar métodos de autenticação mais fortes, solicitando pelo menos 2 tipos de elementos de segurança, onde se incluem os elementos de “conhecimento” (por exemplo: nome de utilizador, palavra-passe, etc), de “posse” (algo que só o cliente tem, como por exemplo um sms enviado para o telemóvel) e/ou  de “inerência” (como por exemplo a impressão digital).

Por outro lado, alguns métodos de segurança tradicional vão desaparecer. Os cartões matrizes usados para certificar operações online, pelo facto de poderem ser copiados ou extraviados, desaparecem. Os levantamentos com cadernetas chegam ao fim, devido à proibição do uso dos meios que apenas usam banda magnética, para levantamentos ou transações de numerário. Cartões de débito e crédito que além da banda magnética também têm chip poderão continuar a ser utilizados. Brevemente deixará de ser possível realizar pagamentos com cartões de crédito na internet utilizando apenas o número do cartão impresso, data de validade e código cvv/cvc, já que esses dados podem ser também extraviados ou acedidos por piratas informáticos, hackeando as bases de dados dos sites onde os clientes realizavam as suas compras, como infelizmente acontecia até agora.

Com a nova regulamentação, uma operação só passa a ser considerada autorizada caso o utilizador (particular ou empresa) tenha conhecimento e dado o seu consentimento à execução da operação, através de mais do que um método de segurança, medida que permitirá aumentar a confiança dos consumidores e das empresas em relação aos métodos digitais e aos métodos à distância, área onde os chineses e os americanos estão a apostar forte com o lançamento de iniciativas inovadoras como a Alipay, WeChat Pay e a Libra, esta última que vai envolver o Facebook, Messenger e Whatsapp, entre outras entidades credíveis a nível mundial.

Bruno Silva

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– Licenciatura Pré-Bolonha em Gestão pela Universidade do Minho (2004).
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Artigo de Opinião “Os métodos digitais de pagamento” (Revista SPOT)

Os métodos digitais de pagamento (Revista Spot)

O Facebook anunciou o apoio e o seu envolvimento no lançamento da moeda digital Libra, que poderá ajudar a revolucionar a forma como os negócios são realizados e como os pagamentos são processados. O projecto Libra além do facebook envolve empresas como a Vodafone, Visa, Ebay, Spotify, Paypal, Uber, Mastercard, Kika, a Farfetch, entre outras entidades.

As notícias que têm vindo a ser conhecidas apontam para a possibilidade de os utilizadores poderem, a partir de 2020, transferir dinheiro ou pagar compras, por exemplo, através do Facebook Messenger e do Whatsapp, algo que poderá revolucionar a forma como as marcas se posicionam no digital e em particular nas plataformas de Social Media.

Esta iniciativa já está a suscitar medos e receios do sector financeiro tradicional e dos reguladores, que sempre controlaram os principais movimentos financeiros e os métodos de pagamento. Com esta iniciativa imagine-se um utilizador do Facebook, que conta com mais de 2 mil milhões de pessoas, poder visualizar um produto ou serviço na rede social e realizar o pagamento da aquisição sem sair da plataforma do Facebook e sem depender dos métodos de pagamento da banca tradicional.

Os micropagamentos poderão receber um novo impulso e uma solução interessante para rivalizar com as soluções tradicionais de pagamento, onde por exemplo uma transferência interbancária tradicional pode demorar vários dias para chegar ao destino e por vezes é necessário enviar comprovativo bancário para o comerciante de forma a ajudar a identificar o pagamento realizado.

Esta solução do projecto Libra contrasta com a recente movimentação da banca portuguesa ao penalizar os utilizadores do MBWay, solução digital que permitia na maioria dos casos a realização de pagamentos e de transferências de baixo valor sem custos. A Banca portuguesa, numa movimentação de “cartel” decidiu aumentar as comissões para as transferências realizadas nessa plataforma digital portuguesa, e demonstrou a falta de visão dos reguladores e dos banqueiros nacionais.

A tendência internacional para métodos de pagamentos digitais está a chegar à Europa e aos Estados Unidos, e já é muito forte na China tendo o Alipay cerca de 900 milhões de utilizadores. No caso nacional, ou Portugal consegue perceber a mudança tecnológica ou então as instituições portuguesas ficarão mais uma vez atrás do pelotão ao nível do processo de inovação que vai alterar as tecnologias e os processos que começam a revolucionar a forma como as pessoas utilizam o dinheiro, realizam transferências e efecutam os seus pagamentos.

Bruno Silva

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Artigo de Opinião “Os robôs e a Segurança Social” (Revista SPOT)

Os robôs e a Segurança Social

A robótica e a inteligência artificial irá revolucionar nas próximas décadas grande parte dos empregos cujas tarefas possam ser automatizadas, e não admira que pessoas que actualmente tenham a profissão de motoristas, agricultores, operários da indústria, atendimento / caixa, telemarketing, administrativos, contabilistas, advogados, entre outras profissões que podem ser replicadas pelos robôs e pela inteligência artificial, comecem a perceber os riscos que a evolução tecnológica poderá trazer para as suas actuais profissões.

Naturalmente que vão surgir muitas novas profissões ligadas à tecnologia, à sustentabilidade, ao envelhecimento da população, entre outras necessidades que surgirão nas próximas décadas, no entanto a grande dúvida é se a destruição de empregos provocada pela automatização, robotização e pela inteligência artificial irá ser reposta ao mesmo ritmo pelas necessidades identificadas para as próximas décadas.

Se num planeta com mais de 7 mil milhões trabalham cerca de metade, é difícil de prever se daqui a 30 anos, por volta de 2050, com 10 mil milhões de pessoas, se serão necessários 50% de trabalhadores ou apenas 20% ou 30% da população. E este assunto, sim poderá gerar tremendos impactos na evolução da sociedade na medida em que se não for necessária uma percentagem considerável da população para efectuar as profissões indispensáveis ao bem-estar da humanidade então poderemos começar a debater modelos em que as pessoas só tenham de trabalhar 20 horas por semana, em vez das actuais 40 horas, ou então modelos onde a renda básica universal poderá ser implementada nas próximas décadas.

Nas próximas décadas este debate irá acentuar-se na medida em que poderá não ser necessária tanta gente a trabalhar, ou a trabalhar tantas horas. Este aspecto irá suscitar questões relevantes para a sustentabilidade da segurança social e para o modelo de estado social da europa e não admira que surjam algumas visões alarmistas de que as pessoas poderão ter de trabalhar até aos 70 anos e até aos 80 anos devido ao envelhecimento da população na europa, devido a menos pessoas a contribuir com os seus impostos.

Acontece que além desses modelos previsionais existem modelos que apontam para um tecto máximo das pensões de velhice a atribuir no futuro, algo que aliás já se verifica em Inglaterra, Suiça e outros países desenvolvidos. Outros modelos defendem que os robôs deverão pagar impostos no futuro, posição defendida por Bill Gates (fundador da Microsoft), e existem modelos que defendem que as empresas devem contribuir para a segurança social através de outros indicadores como o valor acrescentado criado pelas empresas, e não apenas devido aos salários de cada uma das empresas. O debate apenas está no início e não será de admirar que estes assuntos mereçam muita atenção por parte dos políticos e da sociedade civil nos próximos anos.

Bruno Silva

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