Marketing: MVNO no Brasil, 10 milhões a 15 milhões de clientes até 2015, diz consultoria
Abril 7, 2011 by Inovação & Marketing
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De acordo com o estudo “MVNO – Oportunidades no Brasil” realizado pela Europraxis, o mercado brasileiro deve registrar entre 10 milhões e 15 milhões de usuários de MVNOs (Operador móvel virtual) até 2015. A previsão da consultoria é que que a receita deste novo modelo de negócio chegue a R$ 3,5 bilhões ao ano no Brasil. Hoje, na América Latina, menos de 1% dos usuários de telefonia móvel são MVNOs. Já na Europa e nos Estados Unidos a base de usuários de MVNOs pode chegar a 20% dependendo do país.
A consultoria cita alguns exemplos de MVNO de sucesso pelo mundo. Na Holanda, a Rabo Mobiel foi pioneira na prestação de serviços financeiros via celular. O Rabobank buscou ser reconhecido como uma incubadora de serviços financeiros móveis. Como resultado, a empresa obteve redução de custos e novas oportunidades de receita, além de melhoria no relacionamento com seus clientes. A MVNO do banco hoje possui 125 mil clientes.
Já na Inglaterra, a Tesco, rede internacional de hipermercados, alcançou cerca de dois milhões de usuários em três anos após o lançamento da Tesco Mobile. Por meio da Tesco Mobile, a rede disponibilizou mobile advertising no seu portal WAP. A rede obteve aumento de venda de produtos não alimentícios, fidelização de clientes além de ofertar serviços de primeira classe.
Fonte: Teletime
Inovação: Explorando as origens da inovação
Abril 7, 2011 by Inovação & Marketing
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Muitas das melhorias e inovações em produtos já existentes são feitas por pessoas comuns em suas casas.
Onde você acha que acontece a inovação? Você acha que a inovação ocorre em um departamento corporativo de desenvolvimento de produto ou em uma garagem nos fundos de uma casa? Dois artigos recentes exploram os diferentes lados desta questão.
Um artigo recentemente publicado no New York Times informou os resultados de uma pesquisa britânica a respeito de inovação em produtos de consumo realizada em 2010. Liderada por Eric von Hippel, pesquisador do MIT Sloan School of Management, a pesquisa mediu o que se chama de “inovação em casa”. Ou seja, avaliou o grau de desenvolvimento e modificação de produtos realizados por usuários. O estudo final, que está prestes a ser publicado, envolveu 1.173 consumidores do Reino Unido e descobriu que 6,2% dos consumidores – ou seja, 2,9 milhões de pessoas – têm participado, nos últimos três anos, da inovação e desenvolvimento de novos produtos ao consumidor.
Segundo os cálculos dos autores, a soma anual que esses consumidores britânicos gastam fazendo modificações ou melhorando produtos existente é 2,3 vezes maior do que a soma dos gastos anuais de P&D de todas as empresas do Reino Unido. O estudo revelou uma grande variedade de “pequenas melhorias” em produtos, abrangendo desde equipamentos desportivos até ferramentas para jardinagem, e inclusive aparelhos eletrônicos. Essas pessoas que praticam o “faça-você-mesmo a inovação”, estão investindo seu tempo, energia e dinheiro para satisfazer uma necessidade atualmente não coberta por produtos comercialmente disponíveis. Isso vai além de Voz do Cliente – é Inovação pelo Cliente!
Von Hippel, que passou os ultimos 30 anos pesquisando inovação, afirma que estes resultados estão em linha com seus trabalhos anteriores. Por exemplo, ele estima que 77% das inovações relacionadas com instrumentos científicos vêm de usuários. A máquina coração-pulmão artificial desenvolvida pelo Dr. Heysham Gibbon é um típico exemplo.
Compare essas convincentes conclusões com o artigo intitulado “Inovação liderada por usuários não pode criar avanços; simplesmente pergunte à Apple ou à Ikea”. Nesse artigo, publicado pela revista Fast Company, os autores Jens Martin Skibsted e Rasmus Bech Hansen afirmam: “Grandes marcas lideram os usuários , e não o contrário”. Na opinião dos autores, o foco em usuários acaba levando as empresas a alcançarem apenas melhorias incrementais em vez de conduzir ao desenvolvimento de produtos radicais ou produtos realmente inovadores.
Os autores sugerem que a centralização do foco no usuário leva a produtos similares e a marcas similares, resultando em um “mar de mesmice”. Visionários, como Steve Jobs, Mark Zuckerberg e Steven Spielberg são essenciais para criar a próxima onda de inovação que preenche as nossas necessidades não ditas (ou não articuladas). Mas esses mesmos “technorati” (uma mistura das palavras tecnologia e literatos, que invoca a noção de inteligência tecnológica ou intelectualismo) não querem tomar o lugar das pessoas que estão inovando em base às necessidades dos usuários – por exemplo: eles não querem ocupar o lugar daqueles que desenvolveram os alimentadores automáticos para cachorros, cortadores de árvores, e para não esquecer, máquinas de coração-pulmão artificiais.
A Voz do Cliente está mais forte do que nunca. O desafio é capturar a voz inovadora dos usuários e usar a mesma para alimentar o seu processo de inovação. Os processos para desenvolvimento de novos produtos podem ser aprimorados com distintas metodologias, como Lean ou Design for Six Sigma (DFSS), que se concentram em garantir a capacidade de um projeto para atender as necessidades do cliente sem o desperdício associados a abordagens de tentativa e erro.
Resumindo: a inovação ocorre no laboratório ou na garagem? Na minha opinião, em ambos os lugares.
Fonte: IG
Inovação: A busca pela inovação tecnológica!
Abril 7, 2011 by Inovação & Marketing
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A pesquisa sempre foi uma das formas mais eficientes de crescimento econômico e social de uma nação. No Brasil como na maior parte do mundo as pesquisas são encabeçadas pelas universidades, que através de seus estudiosos buscam ao máximo aprimorar a inovação em busca de uma maior competitividade dos diversos ramos da sociedade. No entanto o Brasil ainda estar muito atrás dos padrões internacionais, prova disso é que o nosso país forma 12 mil doutores e 41 mil mestres por ano (dados de 2010), sendo que na China forma por ano na faixa de 36 mil doutores. Esses números são fáceis de serem explicados, basta vermos o total de investimentos em pesquisa de ambos os países no mesmo período, o Brasil em 2010 investiu 1,25 % do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto na China foram investidos 1,44%. No Japão, um dos países mais inovadores do mundo investiu-se por ano 3,44% do PIB. Portanto o Brasil tem muito a crescer no que se refere à pesquisa para inovação.
Através do Ministério da Ciência e Tecnologia e das Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia, o governo parece está disposto a virar essa mesa e tornar o Brasil umas das maiores potências em desenvolvimento, em pesquisa e inovação e acompanhar os níveis de países mais desenvolvidos. Como atitude concreta disso podemos ver a criação das FAPs (Fundação de Amparo a Pesquisa) que são criadas em todos os estados, vinculadas as Secretarias Estaduais de Ciência e Tecnologia e que busca o incentivo as pesquisas científicas e tecnológicas por meio de apoio técnico e financeiro; a contribuição para o desenvolvimento social, econômico e cultural; e apoiar a formação e o aperfeiçoamento de profissionais para pesquisa, inovação e desenvolvimento técnico de interesses dos estados.
Fundações semelhantes já foram criadas em vários estados do Brasil, no Tocantins esse o Projeto de Lei de autoria do governo do estado foi aprovado dia 23 sem emendas e por unanimidade pelos deputados estaduais. O Projeto de Lei 02/2011 institui a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins (Fapt) e logo no dia 31 durante o Fórum Nacional de Assuntos em Ciência, Tecnologia e Inovação realizado em Palmas foi assinado pelo governador o ato que cria o referido órgão.
Com isso, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia fica obrigada a aplicar parte de seu orçamento na concessão de bolsas integrais ou complementares, são pesquisas que futuramente ajudarão o Tocantins a crescer cada vez mais em inovação.
Fonte: Administradores
Marketing: Quase um milhão de portugueses fizeram compras na ‘Web’ em 2010
Abril 6, 2011 by Inovação & Marketing
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Análise da Carat revelou mudanças na tendências de consumo na Internet em Portugal. Roupa, hardware e livros são os mais comprados.
O cenário do consumo em Portugal está a mudar. A imagem de homens e mulheres carregados com sacos, no centro das das cidades ou ‘shoppings’ começa a ser ultrapassada por homens e mulheres a procurar as novidades atrás de um computador. Roupa e sapatos foram os bens mais adquiridos na ‘web’, em 2010, segundo dados da Marktest, analisados pela agência Carat, que revelou ainda que 996.621 pessoas fizeram compras online, em Portugal.
Os dados do Bareme Internet, da Marktest, revelaram os hábitos de consumo online dos portugueses com mais de 15 anos – 8,3 milhões de pessoas -, e mostram que perto de 70% da população nacional tem acesso regular à Internet, um valor que representa uma subida de 2,5% face a 2009. Dos 5,8 milhões de portugueses que acedem à Internet, 4,7 milhões fá-lo regularmente e as suas principais actividades são ler notícias nos sites de jornais, aceder a comunidades virtuais, utilizar motores de busca e visitar sites de ‘e-commerce’.
Fonte: Económico
Marketing: Empresas rendem-se às redes sociais
Abril 6, 2011 by Inovação & Marketing
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O avanço das redes sociais em actividades como colaboração, troca de informações e fonte de pesquisas esgueirou-se com facilidade para o seio das empresas e a sua aceitação rápida e estrondosa apanhou todos de surpresa. No início, eram consideradas fontes de diversão, principalmente por funcionários mais jovens. Mas elas ganharam características profissionais e impactaram o mundo empresarial. Os casos de sucesso provam que já não é possível ignorar as redes sociais.
Algumas empresas entraram neste mundo com acções direccionadas ao atendimento a clientes via Facebook e Twitter. Não demorou para perceberem que as discussões geradas nessas redes sobre a empresa podiam ser usadas de forma estratégica, incluindo para a criação de novos serviços e para um mapeamento mais eficiente do mercado.
O consultor sénior da TGT Consult, Waldir Arevolo, afirma que esse uso convergente de media está-se a mostrar a melhor prática do mercado. Segundo ele, usar as inovações das redes e aproveitar-se do colectivo para gerar boas experiências “é uma forma de manter a marca sempre em evidência, aprimorar os serviços e impactar os negócios”.
Outro elemento importante que as redes sociais trouxeram foi uma forma mais eficiente e rápida de avaliar a imagem perante os clientes, assim como os resultados de campanhas de marketing. De acordo com o analista da consultora IDC, e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Alexandre Campos, antes as empresas só conseguiam identificar certas tendências relacionadas com a sua marca ou serviços através de extensos estudos de mercado.
“Hoje, o retorno é imediato e o aumento do acesso às redes só vai reforçar isso, principalmente no Brasil”, diz, acrescentando que vale a pena destacar a chegada do Facebook ao Brasil como indicador da importância das tendências do marketing digital e dos negócios na Web 2.0.
As redes também contradizem a ideia de que um alcance abrangente só é viável para grandes empresas, com elevadas quantias para investir. A opinião de especialistas é que elas trouxeram um outro nível de competitividade, reforçando a crença de que entrar nelas, com planeamento, é uma actividade fundamental actualmente.
Seguindo as tendências das redes sociais, a Bolsa de Mercadorias e Futuros Bovespa (BM&F Bovespa) começou a estudar, em 2009, qual seria a estratégia ideal para tirar proveito delas com a meta de popularizar o mercado de acções, que até há alguns anos tinha um público muito restrito. A primeira etapa foi escolher as que tinham mais a ver com a proposta, o que resultou na escolha do Twitter, Facebook, Yahoo Respostas e Orkut.
O Twitter, pela característica de fonte de informações rápidas, passou a ser utilizado para divulgar cursos gratuitos, inscrições, números da bolsa, entre outros. O Yahoo Respostas para responder a questões de utilizadores da rede sobre os temas que dizem respeito à Bovespa. E o Orkut e o Facebook como comunidades: os participantes entram, tiram dúvidas, criticam e dão orientações para nortear a estratégia da Bovespa.
A empresa ainda não tem métricas bem definidas dos resultados, mas já notou um grande retorno em número de seguidores, que formam um público diferente dos que apenas visitavam o site. “Trata-se de um grupo que interage mais e que gera informações importantes. Essa experiência já apoia voos maiores da Bovespa nas redes sociais”, avalia a gestora de Internet da BM&F Bovespa, Renata Martins.
A experiência foi sustentada com o lançamento de uma aplicação que simula a participação no mercado de acções e é uma competição, em que os participantes partilham resultados e conseguem comparar o desempenho com outros amigos. “O objectivo para 2011 é manter esse trabalho e aumentar a abrangência de actuação nas redes, aproveitando as tendências e oportunidades”, diz Renata.
A operadora Porto Seguro também age intensamente nas redes sociais, mas iniciou a estratégia um pouco antes, em 2007, quando a área passou a departamento específico directamente ligado à vice-presidência executiva da organização. O primeiro trabalho foi de monitorização das redes sociais, para o qual se contratou uma empresa especializada.
Este “outsourcing” “foi importante para começar, não tínhamos tanto conhecimento e precisávamos de diagnosticar as redes sociais. Surpreendemo-nos com alguns dados que indicavam como as pessoas se relacionavam com a marca, entre outras informações. A partir daí, traçámos estratégias”, refere o gestor de Canais Electrónicos da Porto Seguro, Rafael Caetano.
O foco inicial era ser forte no atendimento, integrando o processo com o serviço de atendimento ao cliente (SAC) da empresa, cujas solicitações acontecem mais via Twitter. Depois, realizaram acções no Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter e Youtube, incluindo a partilha de vídeos e de fotos relativas a actividades da empresa.
Em relação à tecnologia, usa algumas das principais ferramentas do mercado para monitorizar, o que apoia a equipa interna. Hoje, a Porto já não contrata mais profissionais para esse fim, a menos que precise de um maior esforço pontual, em campanhas específicas.
Para Caetano, a integração das redes sociais com outros medias também traz muitos frutos. Foi o que aconteceu na campanha do Trânsito Mais Gentil, que pedia tolerância no trânsito e tinha como um dos objectivos reduzir o número de sinistros, o que tem impacto directo no negócio da organização.
“A campanha foi disseminada por meio dessa integração e tornou-se um dos nossos casos de sucesso”. Para o futuro, o gestor dos Canais Electrónicos da Porto Seguro vai procurar compreender como as pessoas interagem e se comportam nas redes para ajudar os corretores de seguros a estreitarem o relacionamento com os clientes usando esses canais.
“É importante que o grupo de corretores consiga entender e diagnosticar as necessidades dos clientes pelas redes que não seriam identificadas de outras formas. A Web 2.0 tem esse poder”, afirma.
Tecnologias
O empenho de algumas empresas em atrelar as redes sociais às suas principais tecnologias comprova a procura do mercado. É o caso da Oracle, que trabalha com o conceito de media social no seu middleware. Segundo o consultor sénior de Vendas da Oracle do Brasil, Dênis Abrantes, a ideia é levar todo o conceito das redes sociais para dentro das aplicações, tanto para uso interno quanto para aplicações externas.
O principal discurso da empresa é o da produtividade: com informações disponíveis em tempo real, graças às características colaborativas, o tempo dos processos e das actividades é reduzido sensivelmente. “A intenção é colocar à disposição das empresas todos os recursos das redes em camadas especializadas de software, para que elas sejam aplicadas da melhor maneira para cada organização”, diz Abrantes.
A SAP, seguindo o mesmo caminho, quer aprimorar soluções de busca inteligentes e de análise de conteúdo gerado pelas redes. São ferramentas de monitorização independentes do ERP, que permitem aos utilizadores observar o seu próprio contexto e o dos concorrentes nos media sociais para sustentar as tomadas de decisão.
A organização também se dedica a soluções para integrar as redes sociais como mais um canal de atendimento na estrutura de SAC das empresas, integrada também nas ferramentas analíticas. “A estratégia é oferecer soluções que possibilitem aos utilizadores uma postura pró-activa em toda a rede social, além de avaliar tendências”, diz o arquitecto de soluções SAP, Diego Anunciato.
Fonte: Computerworld



