Artigo de Opinião “O Plano de Recuperação e Resiliência” (Revista SPOT)

Março 19, 2021 by  
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Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Plano de Recuperação e Resiliência (PPR), que irá aplicar verbas europeias adicionais para a recuperação da economia portuguesa, e que faz parte da designada “Bazuca” europeia, irá aplicar 16,4 mil milhões de euros em subvenções, além de 14,2 mil milhões de euros possíveis em empréstimos, através de 3 mecanismos financeiros. Além deste valor ainda falta executar até 2023 cerca de 11,2 mil milhões de euros do Portugal 2020 (43% do total), e estarão disponíveis para o Quadro Financeiro Plurianual 2021-2029 cerca de 33,6 mil milhões de euros.

Estes números actualizados foram apresentados no momento em que se conhece as componentes do PPR e os respetivos Investimentos Associados. Existirão 3 grandes áreas estratégicas no PPR ao nível da resiliência, da transição climática e da transição digital.

Em termos de resiliência, cerca de 8.543M€ em subvenções e 2.399€M€ em empréstimos serão aplicados no Serviço Nacional de Saúde, Habitação, Respostas Sociais, Eliminação das Bolsas de Pobreza, Investimento e Inovação, Qualificações e Competências, Infraestruturas, Florestas e Gestão Hídrica.

Em termos de transição climática, serão aplicados 2.888M€ em subvenções e 300M€ em empréstimos nas temáticas da Mobilidade Sustentável, Descarbonização da Indústria, Bioeconomia Sustentável, Eficiência Energética em Edifícios e Hidrogénio e Renováveis.

Em termos de transição digital, serão aplicados 2.513M€ em subvenções nas temáticas da Escola Digital, Empresas 4.0, Qualidade e Sustentabilidade das Finanças Públicas, Justiça Económica e Ambiente de Negócios e Administração Pública – Capacitação, Digitalização e Interoperabilidade.

As verbas disponíveis para a próxima década irão corresponder ao dobro das verbas que Portugal costumava receber para o mesmo período temporal e nesse sentido é fundamental que sejam implementadas várias melhorias ao nível do investimento.

Recentemente o Ministério do Planeamento referiu que pretende melhorar a divulgação das oportunidades de apoio ao investimento através das redes sociais, no entanto considero que é necessário melhorar vários outros aspectos como é o caso do Calendário Anual de candidaturas ao investimento e o respeito pelos prazos previstos da abertura das candidaturas, uma maior clarificação dos critérios de aprovação das candidaturas e a fundamentação de aprovação ou de rejeição, o respeito pelos prazos de análise e de resposta às candidaturas submetidas, a simplificação e maior rapidez nos pedidos de reembolsos dos projectos aprovados, a melhoria da comunicação pública dos projectos aprovados e apoiados em Portugal, e no geral é necessário reduzir bastante a burocracia e procedimentos complexos durante todas as fases da candidatura ou de execução dos investimentos.

Todas as sugestões de melhoria mencionadas são aspectos que têm afastado ou desmotivado vários investidores ou potenciais investidores, e compete ao Governo melhorar significativamente estes aspectos se de facto existe a intenção de apostar e apoiar o talento nacional e tornar Portugal num país mais competitivo, global e inovador.

Bruno Silva

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# Coach,Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “A Educação para o Portugal 2030” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Governo português definiu a área da Qualificação, Formação e Emprego como uma das áreas prioritárias para o desenvolvimento do país nos próximos 10 anos, tendo como objectivo prioritário assegurar a disponibilidade de recursos humanos com as qualificações necessárias ao processo de desenvolvimento e transformação económica e social nacional, assegurando a sustentabilidade do emprego, ou seja, recursos humanos que ajudem Portugal a ser uma economia mais inovadora, mais competitiva e mais global.

Ao nível da Qualificação e Formação um dos pilares passa pela Educação e Formação de Jovens visando o combate ao abandono e insucesso escolar, o alinhamento das vias profissionalizantes no secundário com as novas especializações pretendidas pelo mercado laboral, a formação superior de curta duração para novas profissões e a formação avançada.

Em termos de Qualificação e Formação de Adultos, a reconversão para novas competências é uma prioridade e importa acrescentar também a necessidade de se apostar mais no reconhecimento, validação e certificação de competências dos adultos que têm muita experiência e aprendizagens ao longo da vida, devendo existir maior divulgação deste tipo de processos por parte do Governo e da rede de Centros Qualifica, além de o processo de diagnóstico e de acompanhamento dos adultos necessitarem de melhorias significativas face ao que se vai passando no terreno, sendo necessário melhorar o número de adultos envolvidos e certificados ao nível do Programa Qualifica.

O Governo anunciou que o orçamento para este Programa Qualifica iria abranger cerca de 200 milhões de euros investidos no período 2017-2020, num total de 300 Centros Qualifica espalhados pelo país. Segundo a ANQEP – Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, neste momento os adultos certificados não chegam aos 200 mil em cada ano, e a este ritmo seriam necessários 25 anos para certificar as competências escolares e profissionais de mais de 5 milhões de pessoas, atendendo a que apenas existem em Portugal 3 milhões e 700 mil pessoas (com mais de 15 anos) que têm o ensino secundário ou superior concluídos, de acordo com a Pordata, ou seja, 42% de um total de 8 milhões e 900 mil pessoas nessa faixa etária.

Esta é a pior métrica que Portugal apresenta nas áreas críticas para o desenvolvimento do país, e é uma métrica péssima comparando com os restantes países da União Europeia. Se analisarmos as estatísticas do Eurostat relativamente a cada país da União Europeia ao nível escolaridade da população (entre os 25 e os 64 anos), é possível perceber que Portugal está na cauda da europa com apenas 52% da população nessa faixa etária a ter concluído o ensino secundário e/ou superior, estando a média da europeia nos 78%, e apenas 5 países estão abaixo da média europeia: Grécia, Itália, Espanha, Malta e Portugal!

Para a inovação de uma região é fundamental o acesso a tecnologia e a conhecimento de qualidade, e nesse sentido continuando-se a apostar numa política que tem dificultado a educação e certificação de adultos dificilmente Portugal conseguirá melhorar significativamente a sua competitividade nos próximos anos.

Bruno Silva

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# Coach,Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Artigo de Opinião “Prioridades para o Portugal 2030” (Revista SPOT)

Por Bruno Silva

Publicado na Revista SPOT

O Governo português definiu 8 eixos de actuação em termos de desenvolvimento do país, segundo a estratégia Portugal 2030, tendo sido definidos 3 objectivos transversais e 5 objectivos com incidência territorial. Em termos de objectivos transversais destaca-se o primeiro eixo focado na Inovação Empresarial e Conhecimento, o segundo eixo focado na Qualificação, Formação e Emprego e o terceiro eixo destinado à Sustentabilidade demográfica.

Relativamente aos objectivos com incidência territorial, destaca-se o quarto eixo focado na energia e alterações climáticas, o quinto eixo focado na economia do mar, o sexto eixo focado nas redes e mercados externos, o sétimo eixo focado na competitividade e coesão dos territórios de baixa densidade e por último o oitavo eixo que terá como objectivo a agricultura e as florestas.

Em termos empresariais a aposta na inovação empresarial e no conhecimento serão fundamentais de forma a que o país assegure as condições de competitividade empresarial e de desenvolvimento da base científica e tecnológica nacional com o intuito de incentivar a estratégia sustentada na inovação.

Ao nível da Inovação Empresarial será dada especial ênfase às start-ups e à dinamização do espírito empresarial, além de se pretender dar destaque a novas especializações em áreas com procuras emergentes na área da indústria e serviços, à integração em cadeias internacionais em propostas de maior valor acrescentado nas áreas da agricultura, floresta, indústrias tradicionais e turismo e por fim a questão da globalização, internacionalização e produtividade das PME também será uma área de intervenção.

A existência de vários programas transversais como a Indústria 4.0 e a Economia Circular serão temas em destaque, e no global será fomentada a conetividade de pessoas, bens e informação. Para que exista uma maior dinamização da iniciativa empresarial também está a ser preparado um programa de inovação no sector público, focado em transformação digital e integração de serviços esperando-se que o estado consiga ser mais ágil e rápido nos serviços proporcionados às empresas e aos cidadãos em geral.

O desafio da competitividade e do desenvolvimento será determinante para que Portugal consiga continuar a ser um país desenvolvido e com melhorias na qualidade de vida das pessoas, e além da disponibilização dos fundos comunitários e nacionais prometidos será fundamental a melhoria no rigor e na competência ao nível da atribuição dos incentivos a projectos baseados em critérios de meritocracia objectivos, claros e transparentes.

Bruno Silva

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# Coach,Consultor, Formador e E-Formador, desde 2009, em projectos financiados e não financiados como é o caso de projectos conjuntos formação – acção (AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CTP, CCP), projectos individuais SI Qualificação / Inovação / Internacionalização (QREN e P2020),  Empreendedorismo no Feminino (CIG), Cursos de Especialização Tecnológica, Formações Modulares e de Vida Activa, entre outro tipo de projectos, na InnovMark, colaborando em parceria com Instituições de Ensino Superior, Associações Empresariais e de Desenvolvimento Regional, Entidades de Consultoria e de Formação Profissional DGERT.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 90.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Cronista desde 2006 no Portal Inovação & Marketing, Revista Inovar-te, Portal AEP, Revista Brasileira de Administração, Revista Farmácia Distribuição, E-Go-Marketing, Revista Portugal Inovador (Jornal Público), RTP2, Marketing Farmacêutico e Revista SPOT.

# Fundador e Responsável de Marketing (Community Manager), desde 2013, do “Dish Mob Portugal“, movimento cívico que promove o espírito “Dish Mob”, sendo um movimento nacional importante na promoção do networking e de aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo de base local, com cerca de 40 eventos realizados a nível nacional.

Licenciado em Gestão (Univ. Minho – 2004), Pós-Graduação em Marketing (IPAM – 2006), Mestrado (Parte Curricular) em Gestão da Inovação, Tecnologia e Conhecimento (Univ. Aveiro – 2007) e Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica (Univ. Aveiro – 2007)

Experiência nas seguintes temáticas: Gestão de Empresas, Inovação, Empreendedorismo, Marketing, Vendas, Comunicação de Marketing, Marketing Digital, Marketing em Social Media, Marketing Inovador, Internacionalização, Marketing Internacional, Negócios Internacionais, Recursos Humanos, Coaching Comercial, Coaching a Empreendedores e a Executivos.

Portugal 2020 com 53% de execução

Novembro 27, 2020 by  
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Com uma dotação global de cerca de 26 mil milhões de euros, o programa Portugal 2020 consiste num acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia que estabelece prioridades económicas no país.

O Portugal 2020 atingiu, até setembro, 53% de execução, destacando-se o Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) dos Açores, mas sete programas operacionais (PO) ainda estão abaixo dos 50%, foi anunciado.

“A despesa executada do Portugal 2020 no mês de setembro de 2020 registou um acréscimo de 671,3 milhões de euros em relação a junho, colocando a taxa de execução em 53%”, lê-se no último boletim dos fundos da União Europeia com informação reportada até 30 de setembro. Em junho, a execução do Portugal 2020 ascendia a 50%.

Dos 15 programas operacionais considerados, oito apresentam uma taxa de execução superior a 50%, destacando-se o PDR Açores (77%), seguido pelo PDR Continente (72%) e pelo programa Capital Humano (68%). Já sete programas têm uma execução inferior a 50%, permanecendo este número inalterado face a junho.

No final da tabela figuram os programas operacionais Alentejo 2020 (34%), Centro 2020 (35%), Norte 2020 (38%) e Algarve 2020 (38%).

Segundo o boletim, os maiores acréscimos na execução registaram-se no PDR 2020 com 128 milhões de euros, no PO Norte com 94 milhões de euros, no PO Competitividade e Internacionalização (CI) com 83 milhões de euros e no PO Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (SEUR) com 82 milhões de euros.

“Para o acréscimo da execução contribuíram de forma mais acentuada o PDR 2020 através dos ecossistemas dependentes da agricultura e das florestas, o PO Norte no eixo destinado à educação e aprendizagem ao longo da vida e no PO CI o eixo destinado ao reforço da investigação, do desenvolvimento tecnológico e da inovação e no PO SEUR o eixo orientado para proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos”, precisou.

Com uma dotação global de cerca de 26 mil milhões de euros, o programa Portugal 2020 consiste num acordo de parceria entre Portugal e a Comissão Europeia, “no qual se estabelecem os princípios e as prioridades de programação para a política de desenvolvimento económico, social e territorial de Portugal, entre 2014 e 2020”. Os primeiros concursos do programa PT 2020 foram abertos em 2015.

Fonte: Observador

Marketing: Aprenda a utilizar melhor o WhatsApp e o Instagram no seu negócio

Novembro 26, 2020 by  
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Quem usa O lnstagram e O WhatsApp , ambos do Facebook, deve ter percebido algumas mudanças no layout dos aplicativos neste mês.

Ficou mais fácil para os usuários visualizar os produtos vendidos por quem tem contas comerciais no nas plataformas. Antes, a funcionalidade ficava escondida na aba Explorar no Instagram ou no perfil da empresa no WhatsApp.

Agora, quem segue uma marca no Instagram se depara com o botão Ver Loja, logo abaixo das informações sobre o negócio, enquanto no WhatsApp Business o ícone de casinha, ao lado do nome da empresa, mostra o catálogo de produtos quando é clicado.

Cerca de 5,7 milhões de brasileiros fizeram a sua primeira compra online durante a pandemia, segundo pesquisa da empresa de inteligência de mercado Neotrust/Compre&Confie,  divulgada no fim de julho. Com isso, os aplicativos que possibilitam a interação com os consumidores se tornaram ainda mais relevantes para micro e pequenas empresas.

A seguir, Eder Max, consultor do Sebrae, e Maurici Junior, gerente de conteúdo da ComSchool, especialistas em marketing digital, esclarecem as principais dúvidas sobre o uso dos principais aplicativos do mercado e como  aumentar  as vendas por meio deles.

Empresas usuárias de contas pessoais de WhatsApp e Instagram devem trocá-Ias por versões comerciais?

Os perfis comerciais são gratuitos e oferecem funcionalidades exclusivas, muito úteis à gestão do negócio.

No Instagram só quem tem uma conta profissional pode acrescentar um botão de contato ao perfil. Além disso, consegue acompanhar os desdobramentos de uma ação para descobrir se ela trouxe os resultados planejados.

O aplicativo fornece uma série de métricas: alcance dos posts, engajamento, interações, onde estão e que idade têm os seguidores, gênero, quantos salvaram a publicação, número de visualizações dos vídeos e quantidade de cliques no link da bio. “O que não é medido não pode ser gerido”, afirma Junior, da ComSchool.

Já a versão Business do WhatsApp possibilita criar mensagens automáticas, como de ausência e de saudação.

Isso é importante para evitar que um cliente fique aborrecido, por exemplo, ao enviar uma mensagem num sábado à tarde para a empresa e perceber que o dono da linha está online e ainda assim não lhe responde.

Outra característica positiva da versão Business é que ela auxilia na gestão da clientela, classificando os contatos da agenda conforme os critérios que melhor funcionam para cada um.

É possível, por exemplo, identificar com etiquetas de diferentes cores os pedidos fechados, os clientes que são novos, os que fizeram a última compra há mais de três meses e assim por diante.

O empresário pode mandar mensagens específicas para grupos pequenos, conteúdos que só interessam àqueles clientes. “Assim, ele evita um erro grave e comum, que é enviar para todos os cadastrados aquilo que eles nem sempre querem receber”, afirma Max, do Sebrae. “O cliente acaba bloqueando o remetente.”

Ao adotar um perfil comercial nas redes sociais, os contatos do perfil pessoal são perdidos?

Quem já tem uma conta pessoal com muitos seguidores pode transformá-la em conta empresarial sem abrir mão da agenda e do histórico conquistados.

No Instagram, bastam seis passos. Acesse o seu perfil do Instagram, vá para o menu, escolha a opção “Configurações”, clique em “Conta”e, na parte inferior da tela, clique em “Mudar para conta profissional”. Então, é preciso responder algumas perguntas, como ramo de atividade, endereço, site e outras formas de contato.

No WhatsApp Business, depois de fazer o download do aplicativo, quem tem o WhatsApp comum é questionado se o número já cadastrado vai para a conta nova, já que é impossível vincular uma mesma linha a duas contas. Se o usuário concordar com a alteração, os contatos, o histórico de conversas e os arquivos de mídia migrarão automaticamente.

É possível também usar um telefone fixo no WhatsApp Business, o que é bom para o empreendedor que já mantém contato com a clientela dessa forma ou para aquele que dispõe de um aparelho de celular com um só chip.

As funcionalidadesde loja e catálogo do Instagram e do WhatsApp Business dispensam ter um ecommerce?

Em termos. Esses aplicativos ainda não foram homologados pelo Banco Central para efetivar vendas, é por isso que não estão integrados a mecanismos de pagamento.

Quando o consumidor se interessa por produtos vistos em perfis que não levam para um ecommerce, a transação acontece de modo informal, geralmente numa troca de mensagens pelo WhatsApp.

Se o consumidor tiver receio de não receber o produto, ele pode simplesmente não finalizar a compra. ” A loja virtual traz mais segurança para o consumidor e pode ser facilmente criada, até sem custos”, afirma Junior.

Se eu tiver algum tipo de loja virtual, ela pode estar atrelada à conta do Instagram?

Pode e deve. Alguém que esteja no perfil de Instagram de uma marca e clique no botão “Ver loja” acessará o catálogo de produtos. Clicando em um deles, encontrará mais imagens do item e um botão que o encaminhará para a página da marca na internet, onde poderá efetuar a compra.

Toda empresa que tem uma conta no WhatsApp Business precisa ter um catálogo de produtos?

Não, isso não é automático. Portanto, se quiser dispor dessa ferramenta, o empreendedor precisará seguir as orientações para criar o seu catálogo.

Como devem ser as fotos de um catálogo online?

Nada faz tanta diferença quanto as fotos:são elas que costumam fazer o consumidor parar e dar atenção a uma marca e não a outra.

Imagens nítidas e com tamanho adequado são o primeiro requisito. “Fotos quadradas servem tanto para o WhatsApp Business quanto para o Instagram e devem ter no mínimo 1.080 pixels”, orienta Max.

Para mostrar como é a mercadoria, vale investir na variedade de ângulos, até o máximo de dez por item.

Dependendo do tipo de produto, háfotos de divulgação disponibilizadas pelos fabricantes. A atenção vai para selecionar as que têm maior resolução e qualidade para a internet.

Fundos neutros e lisos destacam os objetos. Às vezes, porém, uma foto ambientada pode ser mais inspiradora e levar o cliente a imaginar aquele produto na própria casa.

Filtros alteram a cor natural das peças, por isso não devem ser utilizados. Quando a mercadoria oferecer variedade de tons, o catálogo deve retratá-la.

Como uso o Instagram e o WhatsApp Business para aumentar minhas vendas?

Rede social não é apenas um catálogo, mas uma ferramenta de relacionamento. Se não é para responder o consumidor mais rápido possível, torna-se perda de tempo fazer posts e abrir canais de comunicação.

“O pequeno empreendedor não precisa responder fora do horário comercial, mas se o cliente escreve de manhã, é razoável que queira um retorno no mesmo dia”, diz Junior.

Max alerta para a necessidade de fazer uso moderado do WhatsApp Business:”Ele serve para marketing conversacional e não para disparar fotos e aguardar vendas. Use-o somente para falar com quem já se relaciona”.

Os especialistas advertem que traçar uma estratégia de marketing digital é muito mais do que montar um perfil em cada rede social, sem saber o que esperar delas.

Quais são os principais erros das empresas ao usar o Instagram e o WhatsApp Business?

Nos perfis das contas empresariais, um erro comum é não mencionar informações básicas sobre a loja, como endereço, telefone, horário de funcionamento e área de atuação. No Instagram, muitos empreendedores também se esquecem de incluir um botão para contato por WhatsApp.

Outro equívoco é não pôr um texto ou um link que leve o usuário para uma nova etapa, por exemplo, para mais detalhes do produto, forma de contato ou carrinho de compras.

O empresário também não deve fazer posts muito longos, com erros de grafia e cheios de abreviações ou colocar muito texto em cima de fotos.

“Antigamente, o Facebook permitia fotos com até 20% da área coberta por texto. Esse limite caiu por terra e as pessoas passaram a ocupar tudo ou quase tudo, achando que isso é bom, mas não é”, diz o consultor do Sebrae

Muitos empreendedores erram também na frequência das publicações, ou porque publicam raramente, ou porque publicam o tempo todo. Apesar de não existir uma periodicidade certa de postagem, o ideal é buscar um certo equilibrio e não fazer posts unicamente com a intenção de venda.

Fonte: Folha de São Paulo

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