Artigo de Opinião “O Balanço de 2017” (Revista SPOT)

O Balanço de 2017

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

É a altura de se fazer um balanço em retrospetiva do que mais significativo aconteceu a nível nacional e internacional. Na crónica de janeiro deste ano foram indicadas algumas tendências e todas elas acabaram por se confirmar ao longo dos últimos meses.

1 – Fazer mais com menos (Crédito limitado) – Apesar do elevado endividamento das economias mais desenvolvidas, e nomeadamente da economia portuguesa, as empresas portuguesas conseguiram fazer mais com menos, ou seja, apesar de existirem limites ao endividamento a economia tem conseguido crescer a ritmos positivos, apontando-se já previsões superiores a 2% de crescimento do PIB para 2018. Mais do que o investimento em “betão” a economia portuguesa tem de continuar a apostar na exportação e internacionalização das suas empresas, bem como na aposta do turismo, sectores fundamentais para estes bons resultados alcançados.

2 – Pensar global, a partir de Portugal (Brexit e Trump) – Duas das principais economias (EUA e Reino Unido) estão a confirmar os processos “protecionistas” das suas economias, sendo necessário pensar noutras geografias para o estabelecimento de novas parcerias comerciais. A instabilidade política existente nessas duas regiões continua e aconselha prudência quanto a investimentos consideráveis nessas geografias.

3 – Luxo e Nicho versus Massas (“Crise”) – As marcas de luxo continuam a dar cartas, pois sofrem pouco com as recessões, que afectam sobretudo a classe média, enquanto que as marcas de nicho continuam a prosperar. A Inditex (Zara, etc), o IKEA, entre outros conceitos do género são bons exemplos em como as marcas globais com boa relação qualidade / preço continuarão a dar cartas em segmentos específicos, dificultando a aposta em conceitos locais direccionados para as classes médias.

4 – Digital a crescer (Google, Facebook, Amazon e Apple) – o IPG Mediabrands anunciou recentemente que o investimento no Digital já superou a Televisão a nível mundial (41% vs 35%), e em 2020 o Digital irá alcançar os 50% de investimento. Não admira que os gigantes tecnológicos estejam cada vez mais valorizados em bolsa, a que se junta também a Tencent, empresa que domina o mercado asiático e também tem sido notícia pelas fortes valorizações bolsistas. A Amazon confirmou a sua entrada no retalho tradicional com a sua aposta no Amazon Go e na Whole Foods, e será uma tendência interessante de se acompanhar.

5 – Indústria, Turismo, Tecnologia, Comércio Externo (exportações) – Os incentivos do Portugal 2020 estão em execução acelerada, sendo que os reembolsos nem sempre têm chegado a tempo e a horas às entidades que executam os principais projectos. Sectores como a Indústria, Turismo, Tecnologia e Comércio Externo têm sido os mais beneficiados com esta nova onda de incentivos comunitários e não admira que seja nestes sectores que o crescimento de emprego mais se tem verificado.  Assim continuará a ser em 2018.

Finalizo com o Desejo de Boas Festas para todos!

 

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CTP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que é um importante movimento nacional de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo, com mais de 30 eventos já organizados.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “A Robô Sophia” (Revista SPOT)

A Robô Sophia

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

 

Nos últimos dias realizou-se o Web Summit em Lisboa, sendo considerado um dos principais eventos ligados ao mundo da inovação e da tecnologia. De todas as palestras e conferências existiu uma que ganhou maior notoriedade do que todas as outras. Tratou-se de um painel onde foram apresentados robôs. Um desses robôs chama-se Sophia e ao que parece até já tem cidadania concedida pela Arábia Saudita, e ficou famosa ao afirmar que os robôs vão roubar os nossos trabalhos.

A robótica e a inteligência artificial são 2 das áreas emergentes que vão revolucionar várias áreas importantes na humanidade. Estamos a assistir à integração da inteligência artificial na área automóvel permitindo os carros autônomos, e ainda recentemente a Uber comunicou a aquisição de vários carros autônomos à Volvo, com o objectivo de apresentar soluções de mobilidade onde não será necessário condutor. Outro projecto emblemático nesta área é a Tesla que alia as tecnologias digitais e autônomas a uma vertente de ecologia e de sustentabilidade em termos de energia.

Com o Web Summit ficamos a conhecer a Sophia que é neste momento a face mais visível de um movimento que vai revolucionar a nossa sociedade nas próximas décadas, com a previsão de que muitos milhões de empregos serão substituídos por robôs nos próximos anos. Todo o tipo de emprego com tarefas repetitivas, mecânicas ou que impliquem cálculos e raciocínios analíticos correm o risco de serem substituídos. Não é admirar que existam noticias e estudos com listagens dos empregos que poderão ser mais afectados, como é o caso de call centers, motoristas, carteiros, diagnósticos médicos, contabilistas, bancários, atendimento e check-in em hotéis, atendimento ao público em cafés e restaurantes, caixas de supermercados e hipermercados, trabalhadores fabris, agricultores, entre muitas outras profissões que correm o sério risco de serem substituídas e executadas por robôs nas próximas décadas.

Naturalmente que várias outras profissões vão ser criadas, empregos esses que ainda não ouvimos falar sequer, quase sempre ligados a estas vertentes tecnológicas, robótica, inteligência artificial, como é o caso do tele-curgião, conselheiro de robôs, analista e gestor de transportes automáticos / autônomos, advogado de inteligência artificial, responsável por sinergias entre máquinas e pessoas, optimizadores de tráfego de drones, entre outro tipo de profissões.

A grande dúvida que reside em muitos especialistas que analisam esta temática é se o ritmo de destruição de empregos, devido ao surgimento dos robôs, irá ser compensado com a criação de empregos em novas profissões, no mesmo ritmo. Há quem duvide disso, e não admira que Bill Gates (Fundador da Microsoft) já tenha defendido publicamente que poderá ser necessário que no futuro os robôs paguem impostos de forma a compensar a queda de pessoas que terão empregos, e há quem fale mesmo na hipótese de uma renda básica universal para compensar este fenómeno que irá afectar a humanidade. Esta temática da robótica é sem dúvida uma temática para acompanhar com muita atenção nos próximos tempos.

 

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
– Formações Profissionais em Vendas, Excelência Pessoal, Inteligência Emocional e Criatividade, Gestão do Stress, Organização de Eventos, Comunicação em Público, E-Business, etc.

Artigo de Opinião “O Sector da Moda” (Revista SPOT)

 

O Sector da Moda

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

O sector da Moda, que incluí actividades como o têxtil e vestuário, calçado e outras áreas associadas, teve há alguns anos previsões de cataclismo e de que seria um sector em declínio, na medida em que apostava principalmente em produtos de baixa qualidade, baixa tecnologia e baixo preço. Contudo, nos últimos anos temos assistido a uma revitalização e regeneração do sector com exportações superiores a 5 mil milhões de euros / ano, devido à aposta em produtos com maior qualidade, aposta tecnológica, criação de marcas próprias, reforço da distribuição e logística.

A região do Minho é fundamental para o sector da Moda na medida em que o vale do Cávado e o vale do Ave têm como uma das principais actividades a indústria do têxtil e vestuário, onde o quadrilátero (Barcelos, Braga, Vila Nova de Famalicão e Guimarães) assume um destaque fundamental na presença geográfica de empresas de referência neste sector, no emprego criado e nas exportações da região.

Atendendo a que a indústria da Moda tem uma forte presença nesta região geográfica é fundamental que também se aposte em movimentos e iniciativas de dinamização dos criadores e das marcas que têm vindo a ser desenvolvidas pelas empresas, designers e pelos estilistas da região. É com satisfação que, por exemplo, temos vindo a assistir na região de Braga a iniciativas como o Moda em Movimento da ACBraga, a Gala dos Jovens Criadores da CMBraga e o Tibães Fashion.

O ecossistema de promoção e de divulgação do melhor que se faz na região, na área da moda, está a dar os primeiros passos, e ainda não tem o mediatismo e os recursos financeiros que outras regiões disponibilizam para o Portugal Fashion, Moda Lisboa, entre outras iniciativas do género. Apesar dessas limitações considero fundamental que a região onde está sediada a maior parte da indústria do têxtil e vestuário aposte também em mecanismos de promoção e de divulgação dos jovens criadores, das marcas em ascensão e dos case-studies de sucesso.

Casos de sucesso como o das empresas Impetus, Salsa e Ana Sousa são bons exemplos de sucesso de empresas na área da moda que têm apostado em inovação, qualidade, marcas próprias e distribuição nacional e internacional. Mais exemplos devem ser seguidos por outras empresas do sector na medida em que a grande maioria das empresas ainda aposta no “private label”, ou seja, no fabrico de coleções para marcas de referência internacional, ficando em Portugal apenas uma parte do valor acrescentado desenvolvido no nosso país.

É através da Inovação, do Design e do Marketing de Moda que as empresas do sector poderão valorizar a quantidade de produtos já produzidos e desenvolvidos, elevando o nível de riqueza e de emprego criado, e nessa medida considero crucial que as estratégias que incidam na criação de marcas próprias, aposta no digital e na distribuição e força de vendas internacional serão sempre cruciais para fortalecer um sector que é fundamental para a região do Minho e também para Portugal.

 

Bruno Silva

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# Coach, Consultor e Formador nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo, desde 2009 na InnovMark, colaborando também com Instituições de Ensino Superior, Entidades de Consultoria e de Formação profissional, Associações Empresariais, onde se incluem projectos geridos pela AEP, IAPMEI, CAP, AIP, CCP, CIG, etc.

# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 80.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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Artigo de Opinião “A Flórida da Europa” (Revista SPOT)

A Flórida da Europa

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

Ao nível do desenvolvimento de Portugal e do seu modelo de competitividade têm surgido 2 correntes importantes nos últimos anos. Uma corrente tem defendido que Portugal deve transformar-se numa “Califórnia da Europa” e outra corrente tem defendido que o nosso país deve transformar-se numa “Flórida da Europa”.

A “Califórnia da Europa” pressupõe uma forte aposta nas industrias criativas, tecnologias de ponta, startups, empreendedorismo tecnológico, tal como tem acontecido nessa região dos EUA com grande destaque para Silicon Valley. Em certa medida Portugal tem apostado também neste caminho, e a aposta no Web Summit, nas incubadoras e aceleradoras tecnológicas, e no posicionamento do capital de risco e business angels a apostar em grande medida neste tipo de sectores de actividade, têm permitido sonhar com esse posicionamento.

A “Flórida da Europa” pressupõe uma forte aposta em serviços direcionados a uma faixa etária mais envelhecida, que incluem serviços de saúde, alojamento local, imóveis de 2ª residência, actividades de lazer, etc. já que é uma região nos EUA para onde se mudam muitas pessoas, séniores já em fase de reforma ou de pré-reforma, de forma definitiva ou então para passarem algumas temporadas do ano naquela região. Neste segmento, o turismo e o imobiliário assume um posicionamento muito relevante, e em grande medida temos assistido também a uma forte aposta neste posicionamento.

Existem vários factores que podem intensificar a que a “Flórida da Europa” seja uma realidade, como as viagens low cost, o preço relativamente baixo do nosso imobiliário, plataformas como o airbnb, tripadvisor, booking entre outros, que permitem facilmente a qualquer turismo encontrar hotéis, guest-houses, casas de alojamento temporário, restaurantes, cafés, bares, ou outros pontos de interesse e de visita, tudo à distância de um telemóvel e de alguns clicks.

À medida que o nosso Turismo tem crescido e vários turistas influentes têm vindo a conhecer a nossa gastronomia, a nossa cultura, a nossa segurança e a nossa boa capacidade de bem receber, cada vez mais os principais destinos portugueses começam a ser referenciados por figuras públicas, líderes de opinião, sites e revistas especializadas que sugerem e promovem o nosso país e as nossas regiões como um local para se visitar ou até mesmo para viver.

Recentemente temos verificado vários exemplos dessas figuras públicas associadas a Portugal como é o caso de John Malkovich, Monica Belluci, Michael Fassbender, Eric Cantona, Christian Louboutin e mais recentemente Madonna! Tratam-se de figuras públicas na maior parte dos casos “séniores”, acima dos 50 anos, com carreiras internacionais de sucesso, com bom nível de vída, e que  irão levar a que mais “seguidores” conheçam o nosso país, permitindo que a “Flórida da Europa” seja uma realidade, e onde também a tecnologia, as startups e a criatividade continuarão a ter um papel importante no nosso desenvolvimento, podendo o nosso país assumir-se com um posicionamento diversificado e atractivo, tendo a hipótese de conciliar de forma equilibrada a visão da “Flórida da Europa” com a visão da “Califórnia da Europa”.

 

Bruno Silva

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– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
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Artigo de Opinião “As Experiências do Consumidor do Futuro” (Revista SPOT)

As Experiências do Consumidor do Futuro

Por Bruno Silva

Artigo de Opinião publicado na Revista SPOT

A sociedade actual está a sofrer uma mudança de paradigma importante, pelo facto de a obtenção da informação e das formas de comunicação estarem a passar do paradigma tradicional (comunicação presencial, imprensa, rádio, televisão, etc) para um paradigma digital que está a começar a afectar o nosso processo de compra e as nossas experiências enquanto consumidores.

Antigamente existia a tendência de procurar informação, referências e opiniões à nossa rede de contactos, amigos, família, etc. e de prestarmos atenção à publicidade dos mass-media e à informação disponível no ponto de venda. Neste momento, além dessas opções começamos a prestar dar cada vez maior atenção à informação que podemos pesquisar online nos motores de busca ou que podemos consultar e pesquisar nos medias sociais.

Cada vez é mais comum um potencial consumidor procurar primeiro a informação na internet, comparar preços, condições e especificações do produto/serviço e depois dessa fase efectuar a compra online ou visitar o ponto de venda presencial. Mesmo no ponto de venda presencial, cada vez mais o que importa é a demonstração e a experiência do consumidor para depois decidir se compensa adquirir o produto ou o serviço no online ou no ponto de venda.

Naturalmente que compras de elevado valor ou de elevado risco continuarão a ser adquiridas preferencialmente no presencial, como é o caso do sector imobiliário e do sector automóvel, mas até neste tipo de comportamentos de compra é habitual a pesquisa de informação iniciar-se no digital.

E chegamos à grande questão: O que será o comércio, os serviços e o retalho do futuro?

Iniciativas como o projecto Amazon Go poderão ajudar a revolucionar a automatização no Ponto de Venda, com check-ins e check-outs automáticos, pagamentos digitais e quase sem interação necessária com funcionários na loja. Nesse modelo de comércio, os funcionários deixam de ser necessários para muitas das tarefas até agora manuais o que poderá originar menor necessidade de postos de trabalho, mantendo-se a necessidade na gestão e reposição dos stocks, no aconselhamento personalizado ao cliente e na gestão e manutenção da infra-estrutura tecnológica.

Com um crescente aumento do comércio eletrónico e com a vaga da indústria 4.0 que pretende aproximar a indústria do consumidor final, existirá menor lugar a grossistas e uma diminuição dos retalhistas, e mesmo o retalho deixará de ser um mero local de stocks, de exposição e de venda, mas acima de tudo um local de experiências onde o cliente poderá interagir com a marca, poderá experienciar e relacionar-se com o seu conselheiro personalizado, sendo dessa forma decisiva a aposta no marketing experiencial e no marketing relacional como vectores fundamentais da estratégia de inovação de uma marca, seja qual for a actividade em que actue.

Sobre o Autor

Bruno Silva

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# Speaker / Orador, desde 2009, com mais de 100 presenças nos principais Congressos, Seminários, Workshops e Conferências nacionais e Feiras de Negócios nas áreas da Inovação, Marketing e Empreendedorismo.

# Fundador e Community Manager, desde 2006, do Portal Inovação & Marketing, que conta actualmente com mais de 70.000 Subscritores, considerando todos os formatos de subscrição, sendo um dos maiores projectos deste género em Portugal.

# Fundador e Community Manager, desde 2013, do “Dish Mob Portugal” que promove o espírito “Dish Mob”, e que está a transformar-se num dos principais movimentos nacionais de promoção do networking e aceleração de ideias nas áreas da inovação e do empreendedorismo.

– Licenciatura em Gestão pela Universidade do Minho.
– Pós-Graduação em Marketing pelo IPAM – Marketing School.
– Pós-Graduação em Gestão da Tecnologia, Inovação e Conhecimento pela Universidade de Aveiro
– Curso de Especialização em Empreendedorismo de Base Tecnológica pela Universidade de Aveiro
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