Marketing: Portugal representa 62% das exportações mundiais de cortiça
Junho 26, 2012 by Inovação & Marketing
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Portugal exportou 169 mil toneladas de cortiça no ano passado, mais 7% que em 2010.
Portugal garantiu, em 2011, uma quota mundial de 62% no sector da cortiça, exportando 169 mil toneladas equivalentes a 806 milhões de euros, uma recuperação de 7% face ao ano anterior.
Os dados são do International Trade Center e do Instituto Nacional de Estatística e foram hoje divulgados pela Associação Portuguesa de Cortiça (APCOR).
França, EUA, Espanha e Itália foram os principais destinos da cortiça portuguesa, com 20, 16, 11 e 10 por cento do valor exportado, respectivamente.
A exportação de rolhas de cortiça, que representam 70% dos produtos exportados, aumentou cerca de 6,0 por cento entre 2010 e 2011, passando de 529 para 564 milhões de euros.
As vendas de cortiça portuguesa no estrangeiro representam cerca de dois por cento das exportações totais e significam um saldo de 670 milhões de euros na balança comercial. Portugal é também o terceiro maior importador mundial de cortiça natural, que é exportada posteriormente sob a forma de produtos de consumo final.
Em 2011, as importações atingiram 135 milhões de euros e 63 mil toneladas.
Fonte: Económico
Marketing: Indústria da saúde vai criar 5,6 milhões de postos de trabalho até 2020
Junho 25, 2012 by Inovação & Marketing
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A indústria de saúde vai criar 5,6 milhões de novos postos de trabalho até 2020 nos Estados Unidos, de acordo com um estudo do Centro para a Educação e Trabalho da Universidade de Georgetown.
Assim, o sector “vai continuar a crescer rapidamente e providenciar alguns dos empregos mais bem remunerados do país”, segundo os autores. “Mas as pessoas nestes empregos vão precisar de altos níveis de educação para entrar no campo e de aprendizagem contínua assim que entrarem no sector”, segundo o Huffington Post.
Os norte-americanos gastaram 2,6 biliões de dólares em saúde em 2010, dez vezes mais comparando com os gastos em 1980. Este aumento das receitas levou à criação de mais emprego, tendo criado mais de 540 mil postos de trabalho só no Estado do Michigan. Segundo o New York Times, o sector continua a ser o único no país que continua a criar empregos.
A profissão com mais destaque é a enfermagem, sendo de esperar um aumento de 26% na criação destes postos de trabalho. No entanto, vão faltar, pelo menos, 800 mil enfermeiros para preencher as novas vagas criadas, segundo o estudo.
No entanto, mais de 80% dos novos empregos vão requerer o ensino superior e um relatório recente estimou que mais de 90 milhões de trabalhadores com poucas qualificações não vão ser necessários em 2020.
Fonte: Dinheiro Vivo
Marketing: Maioria dos trabalhadores estará online em 5 anos
Junho 25, 2012 by Inovação & Marketing
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Uma recente pesquisa efetuada pela Elance, uma empresa de recrutamento, revela que 73% dos empregadores estão a recorrer e a contratar pessoas via online. Uma mudança de mentalidades que acompanha a evolução tecnológica.
Com a incerteza da economia e com a atual tecnologia que liga os profissionais de qualquer lugar, em todo o mundo, o trabalho já não é o mesmo. O antigo horário das 9 às 5 já não restringe os trabalhadores a pequenos cubículos ou ilhas num open space.
Hoje em dia, o trabalho é conduzido projeto a projeto, por equipas ad-hoc que se formam para enfrentarem os desafios de negócios ou as oportunidades que surgem para, em seguida, enfrentarem outro projeto e mais outro e outro e assim sucessivamente.
Trabalhar ligado a partir de casa
A pesquisa que envolveu 1.500 empresas revela uma mudança considerável na contratação de trabalhadores, com empresas cada vez mais à procura de talento via online.
O estudo mostra ainda que os gestores das empresas preveem que a maioria das suas forças de trabalho (54%) serão profissionais online, ou seja, trabalhadores que não precisam de ter um espaço físico na empresa. Trabalham a partir de casa.
Neste capítulo, as principais aéreas procuradas pelas empresas são a programação web, design gráfico e desenvolvimento de conteúdos.
E, apesar do emprego tradicional continuar a prevalecer em todo o mundo, quase três quartos (73%) dos entrevistados confirmaram a intenção de contratar mais trabalhadores a partir da web. Um valor que fica muito acima do registado em 2011 e que se deve, sobretudo, ao aumento impulsionado pela onda de profissionais disponíveis na internet. Aliás, 40% das empresas pesquisadas afirmam mesmo que encontram excelentes talentos na net.
E os resultados não enganam: não só apontam para uma tendência crescente para o teletrabalho, como para uma evolução das empresas em confederações de empresários e empreiteiros.
Esta abordagem flexível também oferece às empresas vantagens competitivas. Segundo a pesquisa Elance, 84% das empresas que contratam online têm vantagens sobre os concorrentes, através de melhorias na flexibilidade, uma significativa redução de custos e maior produtividade.
Quase 70% das empresas que recorreram à web para contratar profissionais conseguiram reduzir os seus custos numa média de 55% e ter acesso a talento que não estava registado localmente, nem em centros de emprego nem em jornais.
Fonte: Agência Financeira
Marketing: Portugal como plataforma mundial de serviços
Junho 25, 2012 by Inovação & Marketing
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Ainda não há um grupo concreto que esteja a desenvolver a imagem enquanto plataforma mundial de serviços ‘outsourcing’, mas a ideia agrada a empresários.
Não é apenas um, mas vários os sectores que hoje se executam por via do ‘outsourcing’ em Portugal. O sector das TI será o mais representado. Mas outros há cuja representatividade é cada vez maior: os ‘call centers’, a segurança, a limpeza, os recursos humanos e o trabalho temporário são apenas alguns que merecem destaque.
Muito procurados pelas empresas nacionais, estas empresas debatem-se hoje com o problema da fraca evolução do mercado interno e da redução generalizada dos preços. A opção passa, por isso, e de acordo com a Associação Portugal Outsourcing, pela internacionalização dos seus serviços. E também pela aposta na administração pública que, a confirmar-se a sua reorganização, passará a optar cada vez mais pelos serviços em ‘outsourcing’.
“Esta área de actividade já alcançou alguma maturidade em Portugal mas tem vindo a assumir, nos últimos anos, uma importância crescente como resultado do contexto sócio-económico em que vivemos”, refere o presidente da associação Portugal Outsourcing, Miguel Moreira, em entrevista ao Diário Económico, que revela ainda que “devido à pressão constante ao nível dos custos da renovação das infraestruturas e sistemas de suporte, a área do ‘outsourcing’ de Processos de Negócio (BPO) tem vindo a observar algum crescimento, cobrindo estes serviços um largo espectro de processos desde funções de suporte como a gestão de recursos humanos ou financeiros até a actividades mais centrais para o negócio, como o ‘business analitics’,a a gestão de centros de contacto com clientes”.
Plataforma Portugal
A nível sectorial, é conhecida a vontade de muitas empresas e associações de ‘outsourcing’ concretizarem no curto/médio prazo o objectivo de tornar Portugal num centro ‘nearshore’ de serviços de ‘outsourcing’. Para isso, defende Paula Adrião, Partner da Accenture responsável pela área de Business Process Outsourcing (BPO) em Portugal, “é crucial aumentar a massa crítica, por via do crescimento de mercado interno; criar procura externa, através do apoio à internacionalização dos prestadores de serviços de ‘outsourcing’ portugueses; promover a exportação de serviços, aumentando o apoio à captação de investimento em centros de serviços partilhados que aproveitem as capacidades e conhecimentos disponíveis; e promover o empreendedorismo”.
As vantagens dos portugueses são as elevadas qualificações, os salários competitivos, a facilidade com que se encontram pessoas que falam bem línguas estrangeiras e ainda os custos muito competitivos. Estas e outras vantagens foram, aliás, referidas em várias apresentações sobre o tema e que a Associação Portugal Outsourcing chegou mesmo a levar a Londres e a Nova Iorque em 2010. Na altura, foram mesmo apresentados vários ‘case studies’ de empresas como a Axa, a Cisco, a Fujitsu, a IBM, a Siemens, a Microsoft ou a Xerox que tinham optado por Portugal para a implementação de centros de apoio europeus e mundiais na área das TI. Todas estas empresas concordam com as vantagens apresentadas que Portugal tem a nível dos seus recursos humanos, chegando inclusive a destacar a legislação laboral da altura (há cerca de dois anos) como vantajosa para os seus negócios.
Tendo entretanto ocorrido algumas alterações a nível laboral “que jogam a nosso favor”, de acordo com fonte oficial da associação Portugal Outsourcing, o sector espera algo mais que tenha em conta as especificidades das empresas, que “trabalham por porjectos” e que não podem por isso “contratar para a vida”.
No que concerne aos custos da força de trabalho, e apesar deste ser um factor destacado pelas diversas empresas com centros em Portugal, um estudo recente levado a cabo pela consultora Gartner e baseada em informação da associação Portugal Outsourcing coloca Portugal no patamar dos países desenvolvidos, que “revelam-se muitas vezes pouco competitivos em termos de custos quando comparados com mercados emergentes”.
No entanto, a consultora classificou Portugal como um dos onze principais países desenvolvidos escolhidos para serviços ‘offshore’ de Tecnologia de Informação (TI) e Business Process Outsourcing (BPO), estando incluído nos sete países líderes da Europa, Médio Oriente e África, a seguir a uma lista de treze mercados emergentes dessas regiões.
Prós e contras
5 Prós
• Permite a libertaçãode recursos paraas actividades críticasda empresa.
• Acesso a tecnologiase a especialistasnão existentes dentroda organização.
• Pode permitir o acessoàs melhores práticasda indústria e tornar-seum importante observatóriode benchmarking.
• Permite a transformação de custos fixos em custos variáveis.
• Permite a diminuiçãodas necessidadesde investimentoe sua melhor afectação.
5 Contras
• Perda de controloda execuçãodas actividadese de confidencialidade.
• Possibilidade de conflitos de interesse.
• Menor envolvimentoe dedicação por partedo subcontratado.
• Incorrência em custosmais elevados do quese as actividades tivessem sido executadas comos meios internos.
• Desmotivação do pessoal gerada pelas instabilidades associadas ao processo.
Fontes: Santos, António; Outsourcinge Flexibilidade; 1998; Texto Editora
Johnson, Mike; Outsourcing In Brief; 1997; Butterworth – Heinemann
Fonte: Económico
Marketing: Made better in China, marcas e inovações chinesas ganham o mundo
Junho 23, 2012 by Inovação & Marketing
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A China ainda encontra muitos obstáculos nas suas tentativas de alimentar uma cultura profunda e duradoura de inovação e criatividade (Economia nacional! Política! População! Meio Ambiente! Propriedades Intelectuais!).
Contudo, já existe uma avalanche de marcas chinesas atendendo a um mercado interno grande e sofisticado e competindo com (e até mesmo superando) marcas estabelecidas do mundo todo. Pare e pense no que vai acontecer quando a China realmente deslanchar.
Fatores que impulsionam a tendência
1 Boom urbano
A ilusão dos novos ricos está levando os chineses para áreas urbanas. Bastam duas estatísticas para demonstrar os níveis surpreendentes no boom de consumo urbano da China:
- A renda familiar urbana disponível deve dobrar entre 2010 e 2020 (Fonte: McKinsey, março de 2012).
- Em 2010, a China teve 18 milhões de famílias com renda anual acima de USD 16.000. Até 2020, esse número deve subir para 167 milhões. Isso significa quase 400 milhões de pessoas (Fonte: McKinsey, março de 2012).
O resultado? Uma classe enorme e sofisticada de Citysumers, com uma demanda imensa por produtos e serviços de alta qualidade.
2 O melhor do Oriente no Ocidente
A demanda por produtos e serviços de alta qualidade é atendida (na maioria das vezes) por marcas ocidentais que se baseiam no status da sua herança. Na verdade, essas marcas conseguiram não só vender para consumidores chineses, mas também homenageá-los. Com variedades especiais de produtos “Made for China” (feitos para a China) ou estendendo o “Red Carpet” (tapete vermelho) para consumidores chineses no mundo todo.
Ambos determinaram as expectativas dos consumidores chineses e ofereceram às marcas e empreendedores chineses a inspiração e confiança necessárias para seguir adiante e ainda deixando-os conscientes da necessidade de atingir – ou superar – os padrões de qualidade definidos pelas melhores contrapartes ocidentais.
3 Cérebro Global
O impacto da Grande Muralha da China é bem documentado, mas a China está conectada. Com mais de 513 milhões de internautas (contra 245 milhões de americanos online)*, os empreendedores e consumidores chineses fazem parte do “Cérebro Global”, alimentando (e acrescentando) cultura e criatividade aos consumidores do mundo todo.
* Fonte: www.internetworldstats.com, dezembro de 2011.
Então, não é novidade que os exemplos de produtos e serviços chineses* inovadores e de boa qualidade sejam mais fáceis de se encontrar do que nunca.E, se a criatividade chinesa realmente deslanchar, nós ainda não vimos nada!
A hiper concorrência poderá precisar ser redefinida, com aquilo que é “Made for China” (feito para a China) sendo substituído por “Made better in China” (feito melhor na China). Agora, vamos aos exemplos…
* Nesse Trend Briefing, “chinês” estamos considerando a China continental. Filtramos muitos exemplos ótimos de Hong Kong e Taiwan, além de empreendedores chineses- americanos, marcas ocidentais fortes com parcerias grandes com empreendimentos chineses, e assim por diante.
Projetado melhor na China
Você sabe que sua economia é forte quando a arte, arquitetura e design se tornam produtos de exportação:
Wang Shu: vencedor do Pritzker de Arquitetura 2012
Em maio de 2012, em Pequim, o arquiteto chinês Wang Shy recebeu o Prêmio Pritzker de Arquitetura 2012, sendo o primeiro arquiteto chinês premiado por um trabalho realizado na China.
MAD Architects
Com conclusão esperada para 2013, o Sinosteel International Plaza, em Tianjin, na China, foi projetado pelo arquiteto chinês Ma Yansong, da MAD Architects. A fachada de aço do Plaza descarta a necessidade de colunas na estrutura, o que oferece mais espaço livre no prédio.
As janelas hexagonais com tamanhos diferentes criam um padrão na superfície do Plaza, além de melhorarem a eficiência energética. Seu posicionamento estratégico vai ajudar a manter o calor no inverno e o frescor durante o verão.
Feito melhor na China para todos
Apesar do poder econômico crescente da China, ainda há milhões de chineses com renda relativamente modesta. Junto com esse mercado nacional imenso, há bilhões de outros consumidores de mercados emergentes pagando por marcas chinesas que oferecem alta qualidade, embora os produtos de baixo custo de mercado sejam inúmeros.
China Unicom: smartphones mais baratos
Em dezembro de 2011, a China Unicom lançou o MI-ONE, com um processador de 1,5GHz, tela de 4 polegadas e câmera de 8 megapixels. Feito para crescer diante da demanda nacional cada vez maior de smartphones com preço razoável, o MIONE custa CNY 1.999.
JAC Motors: primeira fábrica internacional no Brasil
No final de 2011, a empresa chinesa JAC Motors anunciou um investimento de USD 500 milhões no Brasil, o quarto maior mercado mundial de automóveis. A primeira fábrica internacional da empresa deve produzir 100 mil carros por ano.
Feito mais verde na China
Com o governo chinês incentivando bastante a sustentabilidade (por questões de economia e orgulho nacional), e as populações urbana e rural preocupadas com a degradação ambiental cada vez maior, deve haver um fluxo maior de inovações e iniciativas chinesas para salvar o planeta:
BYD: os táxis elétricos ocupam as ruas de Shenzhen
A cidade de Shenzhen tem uma frota enorme de táxis elétricos fabricados pela montadora chinesa BYD, e o projeto piloto levou 50 táxis elétricos para as ruas. Os planos são de acrescentar mais 250 carros à frota em 2012, além de 200 ônibus elétricos.
ENFI: a maior estação de captação solar do mundo
No final de 2011, a China ENFI Engineering Corp concluiu o trabalho na maior estação de captação solar do mundo, em Ningxia. Os sistemas de captação solar da unidade têm 25% a mais de capacidade do que as estações tradicionais.
Feito online na China
Feito mais estranho na China
Feito junto na China
Feito maior na China
Feito mais fácil na China
Feito mais rápido na China
Feito com mais luxo na China
Feito melhor na China há algum tempo
Novamente, essas marcas e inovações são apenas o começo. Alimentadas por tecnologias em constante melhoria, uma força de trabalho de alta qualidade e pelo consumo nacional crescente, as marcas chinesas estão apenas se aquecendo.
É por isso que todasas marcas devem ficar com os olhos na China, um mercado que vai definir, cada vez mais, a cultura do consumidor.
Com as marcas chinesas exportando produtos e serviços para o resto do mundo (sem mencionar as marcas ocidentais estendendo o “Red Carpet” para os consumidores chineses do mundo), devemos ver as preferências chinesas com influência ainda maior sobre os produtos e serviços de consumidores, e em escala global (sim, isso, sozinho, é um Trend Briefing!).
Claro, já dissemos e vamos repetir: o aumento das marcas chinesas não indica o final de marcas mais tradicionais de economias ocidentais.
A excelência e herança, seja de qualquer parte do mundo, vai continuar tendo um apelo global. As coisas só devem ficar mais competitivas, o que significa que você precisará trabalhar mais e de uma forma ainda mais inteligente. Bem, c’est la vie.
Fonte: Exame Brasil



