Inovação: Novo regime das patentes afastará as empresas portuguesas, dizem os consultores

Fevereiro 20, 2011 by  
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A Associação dos Consultores em Propriedade Industrial lamentou hoje que o Parlamento Europeu tenha recorrido à “cooperação reforçada” para criar a patente da União Europeia, considerando que o novo regime linguístico vai afastar as empresas portuguesas.

“Porque é que as empresas portuguesas vão ter que usar uma língua que não é a sua quando se dirigirem ao instituto para tratar dos pedidos de patente se um ministro quando vai ao Conselho Europeu fala em português e é traduzido”, questionou hoje o secretário-geral da Associação dos Consultores em Propriedade Industrial (APCI).

Em declarações à Lusa, Gonçalo Sampaio adiantou que o sistema de registo de patentes em apenas três línguas – inglês, francês e alemão – “vai afastar as empresas portuguesas do sistema de patentes”, admitindo que “vai ficar mais barato, mas só para alguns países”.

Segundo o porta-voz dos consultores em propriedade industrial, “estão-se a criar excepções à conveniência de certos países contra os interesses de outros”, ressalvando ser a favor de uma patente comunitária mas contra o processo que culminou, na terça-feira, com luz verde à chamada “cooperação reforçada”, um mecanismo previsto pelo Tratado de Lisboa que permite a um grupo de nove ou mais países progredir numa matéria mesmo sem haver acordo a 27.

“Se existe um mercado comum, deve existir uma patente comunitária. A fórmula, o processo e o regime que vai ser aplicado é que nos levanta as maiores dúvidas”, declarou, sublinhando que “nunca se chegou a acordo, porque nunca foi possível chegar a essa unanimidade”.

Gonçalo Sampaio sustenta que “o processo de cooperação reforçada [que permite avançar sem unanimidade] é utilizado apenas em casos de força maior em que há um dano grande à ideia do mercado interno. Precipitou-se a ida para uma cooperação reforçada, quando esta proposta tinha sido apresentada apenas há cinco meses e a única vez que tinha sido utilizada antes foi depois de uma proposta estar a ser discutida durante dois anos”.

O secretário-geral da APCI, que hoje vai apresentar estes argumentos à Comissão de Negócios Estrangeiros, avançou que “está a ser apresentado um projecto de resolução do CDS-PP que recomenda ao Governo que não aceite a cooperação reforçada, que vai ser formalmente aprovada a 10 de Março no Conselho da Competitividade, havendo ainda uma ténue réstia de esperança que Portugal se manifeste contra”.

O Parlamento Europeu autorizou na terça-feira, em Estrasburgo, um grupo de 12 Estados-Membros, entre os quais Portugal, a avançar na criação de um sistema comum de registo de patentes, uma decisão que acaba com um impasse que dura há vários anos.

O compromisso alcançado após vários anos de longas discussões prevê um sistema de registo de patentes em apenas três línguas: inglês, francês e alemão.

Fonte: Oje – o Jornal Económico

Marketing: Alguns empresários precisam de formação, afirma Presidente da CIP

Fevereiro 20, 2011 by  
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António Saraiva, presidente da CIP, considera que alguns empresários sofrem de défice de qualificações.

António Saraiva, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, considera que economia nacional está a ser prejudicada por vários aspectos e um deles é o facto de alguns “empresários sofrerem de défice de qualificações, o que prejudica a sua actuação nos mercados externos, junto com as outras empresas”.

Orador no seminário Produtividade Portugal, organizado pela AEP, a decorrer na Exponor, o responsável da CIP considera que “nós empresários temos, nalguns casos, défice de formação. Temos de sair da caixa e descobrir que há no mundo para elevar as nossas empresas”.

António Saraiva considera a insuficiente formação dos empresários é um dos entraves no desenvolvimento das capacidades das empresas no exterior.

O responsável alerta também para a necessidade de a economia ter de crescer este ano entre 2,5% e 3% de forma a que o país saia desta situação em que se encontra. António Saraiva considera que para atingir este objectivo é necessário que o país aposte nas exportações. Contudo, alerta que para que as exportações possam crescer “é preciso dar condições às empresas” para conseguirem este objectivo.

O presidente da CIP chama a atenção para dois aspectos que estão a condicionar a competitividade das empresas. Na sua opinião “a fatia dos salários é excessiva e está a penalizar as empresas”.

António Saraiva criticou ainda o comportamento da classe política, fazendo referência às recentes moções de censura. Considera que “os nossos políticos continuam a digladiar-se por razões eleitorais e deixam as discussões do país para segundo plano”

Fonte: Económico

Inovação: IBM retrata 4 tendências a serem seguidas por parceiros

Fevereiro 20, 2011 by  
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Crescimento em mercados, computação em nuvem, análises de dados e o conceito de smarter planet são foco da companhia

Ao prever novas tendências para o cenário econômico-social do mundo para os próximos anos, o presidente mundial da IBM, Samuel Palmisiano, definiu, nesta terça-feira (15/02), as quatro estratégias necessárias para o crescimento da companhia e dos parceiros com essas transformações. As declarações foram dadas durante a PartnerWorld Leadership Conference, realizada em Orlando (Estados Unidos) com milhares de parceiros ao redor do globo.

“As decisões que fizemos há anos nos trouxeram a este ponto, permitindo que apresentássemos números recordes”, disse Palmisiano. Conforme Palmisiano, mudanças na forma como converge a economia mundial, alterações na estrutura de TI por conta da mobilidade e novas perspectivas do cliente frente a suas necessidades diante deste cenário criam um ambiente no qual a inovação é o foco do trabalho.

Desta forma, as quatro estratégias da IBM, que devem ser seguidas pelos parceiros, são as seguintes:

* Crescer mercados: a proposta de ampliar a abrangência das atividades da companhia – conforme anunciou previamente aos jornalistas latinos o diretor de business partners para AL da IBM, Marcelo Zuccas – é o que levará as soluções da companhia àqueles que ainda não a possuem e, desta forma, garantir a descoberta de novos mercados.

* Analytics: segundo o CEO da IBM, todos os inúmeros smartphones, a blogsfera em geral e recursos de comunicação online criam “pegadas digitais” que pode ser utilizadas para melhorar os negócios e a vida de todos. “Esta será a primeira vez que a TI fará coisas de verdade. Isso é enorme: a mudança que isso trará na forma como as coisas sãos feitas é impressionante”, disse, lembrando que o objetivo é encontrar uma forma de ler os dados que são inseridos nesta grande enciclopédia coletiva online.

* Cloud computing: com otimização de sistemas e de fluxo de trabalho clientes precisarão de uma infraestrutura diferenciada. “Olhe além do óbvio. Olhe além do óbvio”, enfatizou. ” A infraestrutura precisa ser reestruturada e a nuvem pode ser uma forma de fazer isso.”

* Smarter Planet: traduzido literalmente como planeta mais inteligente, com a introdução de novas tecnologias e a capacidade de reduzir o consumo por meio da identificação de gargalos com ajuda da tecnologia, as sociedades como um todo serão beneficiadas. “Todos os problemas que as cidades enfrentam podem ser resolvidos – crime, deficiências no sistema de saúde, entre outros – com o conceito de smarter planet”, finalizou.

Acima de tudo, o executivo fez questão de salientar a importância de os parceiros investirem em suas próprias habilidades e inovar. “Se você não investir em inovação, talvez não esteja aqui em 2050, quando fizermos este encontro do PartnerWorld mais uma vez”, avisou.

Fonte: It Web

Marketing: Vendas globais de ‘smartphones’ disparam

Fevereiro 20, 2011 by  
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O Instituto Gartner, de previsões de mercado de tecnologia, crê que o comércio de smartphones tenha aumentado 72,1% em 2010 em relação a 2009 e sido responsável por 19% das vendas de dispositivos móveis de comunicação em 2010. “As fortes vendas de smartphones no quarto trimestre de 2010 impulsionaram a Apple e a Research in Motion (RIM), que passaram para 5ª e 4ª lugares, respectivamente, no ranking das maiores do setor – posições antes ocupadas pela Sony Ericsson e Motorola”, diz Carolina Milanesi, vice-presidente de pesquisas do Gartner.

“Já a Nokia e a LG viram suas participações neste mercado caírem, pois estão sob crescente pressão para que melhorem suas estratégias de atuação no nicho dos smartphones”, comentou ela.

A Apple vendeu 46,6 milhões de unidades em 2010, um crescimento de 87,2% em relação a 2009. Os analistas do Gartner afirmam que a empresa vai manter um preço médio de venda estável, o que vai impactar de forma favorável às margens de custo em suas oportunidades de conquista de market share.

Já as vendas gerais de celulares da RIM para usuários finais chegaram a 47,5 milhões de unidades – 38,2% mais em termos anuais. Porém, apesar do volume crescente das vendas, a fabricante não conseguiu acompanhar o crescimento do mercado e viu sua participação declinar de 19,5% no quarto trimestre de 2009 para 13,7% em 2010.

Fonte: DCI

Inovação: Celular do futuro será flexível e vai usar nanotecnologia

Fevereiro 20, 2011 by  
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Num dos seminários mais concorridos do Mobile World Congess, em Barcelona, Nokia, AT&T e TAT dicutiram o futuro da tecnologia móvel.

Um dos seminários mais disputados desta edição do Mobile World Congess, em Barcelona, aconteceu nesta quarta-feira, 16, e tinha como título “Inovação móvel: uma visão de 2020”. Nele, empresas como Nokia, AT&T e TAT, que criou a interface de usuário do Android e foi recentemente adquirida pela RIM, apresentaram o que esperam para o futuro da tecnologia móvel.

O CTO da Nokia, Rich Green, revelou que a fabricante pesquisa como integrar nanotecnologia aos seus celulares. Isso irá permitir a criação de telefones flexíveis, capazes de mudar de forma e virar, por exemplo, um acessório de moda, como uma pulseira. Em vez das pesadas baterias, microcélulas para captação de energia solar.

Para o CTO da AT&T, John Donovan, os terminais perderão importância no futuro, com a transferência de boa parte da inteligência e do processamento dos aplicativos para dentro da nuvem da Internet. Em vez de serviços orientados para o tipo de terminal, eles serão centralizados no usuário. Se o consumidor pegar emprestado o telefone de um amigo, por exemplo, este saberá exatamente quais são as suas preferências, sua agenda de contatos etc, porque essas informações estarão todas nos servidores das operadoras.

Embora John Donovan não tenha dito isso diretamente, na prática, no futuro imaginado pela AT&T, as operadoras poderão retomar o controle sobre a experiência do usuário, se forem elas a armazenar e oferecer tais serviços na nuvem. Um desses serviços já está em testes no laboratório da AT&T. Batizado de SmartCell, ele aprende as preferências do usuário ao longo do tempo e permite um melhor gerenciamento de chamadas e de consumo de conteúdo pelo celular.

O executivo da AT&T entende que, em 2020, sistemas de inteligência artificial permitirão uma ultra-personalização da experiência dos usuários em mobilidade porque cruzarão dados como localização, proximidade de outras pessoas e eventos, histórico de uso, dia da semana, horário etc. Green, da Nokia, concorda: “O aparelho vai saber o que você quer antes mesmo de você pensar. Vai parecer mágica. Será busca por antecipação”.

Cobertura

Em 2020, problemas de cobertura serão coisa do passado. “Conectividade será como oxigênio. Será doloroso não tê-la. Daqui a dez anos, será uma surpresa quando estivermos num local onde não há cobertura”, disse Donovan.

O co-fundador da TAT, Hampus Jakobson, prevê que, já em 2014, teremos telas flexíveis disponíveis comercialmente e serviços de compartilhamento de telas entre dispositivos por simples aproximação entre eles. O executivo, entretanto, fez o papel de contraponto crítico no seminário. Ele reclamou do fato de todos os smartphones atuais terem design parecido e as telas serem cada vez maiores, agora com 4 polegadas. “Por que todos fazem telas com 4 polegadas? Isso só serve para vídeo e navegação na internet. Mal consigo segurar com apenas uma mão. Os seres humanos não ficaram mais altos, nem os bolsos mais largos”, brincou.

Fonte: Exame

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