Inovação: Novas tecnologias tornam viável obter energia do lixo

Abril 9, 2011 by  
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Em Borås, na Suécia, a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população de cerca de 64 mil habitantes é reciclada, tratada biologicamente ou transformada em energia (biogás), que abastece a maioria das casas, estabelecimentos comerciais e a frota de 59 ônibus que integram o sistema de transporte público da cidade.

Em função disso, o descarte de lixo no município sueco é quase nulo, e seu sistema de produção de biogás se tornou um dos mais avançados da Europa.

“Produzimos 3 milhões de metros cúbicos de biogás a partir de resíduos sólidos. Para atender à demanda por energia, pesquisamos resíduos que possam ser incinerados e importamos lixo de outros países para alimentar o gaseificador”, disse o professor de biotecnologia da Universidade de Borås, Mohammad Taherzadeh, durante o encontro acadêmico internacional Resíduos sólidos urbanos e seus impactos socioambientais, realizado em 30 de março, em São Paulo.

Promovido pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Universidade de Borås, o evento reuniu pesquisadores das duas universidades e especialistas na área para discutir desafios e soluções para a gestão dos resíduos sólidos urbanos, com destaque para a experiência da cidade sueca nesse sentido.

De acordo com Taherzadeh, o modelo de gestão de resíduos sólidos adotado pela cidade, que integra comunidade, governo, universidade e instituições de pesquisa, começou a ser implementado a partir de meados de 1995 e ganhou maior impulso em 2002, com o estabelecimento de uma legislação que baniu a existência de aterros sanitários nos países da União Europeia.

Para atender à legislação, a cidade implantou um sistema de coleta seletiva de lixo em que os moradores separam os resíduos em diferentes categorias e os descartam em coletores espalhados em diversos pontos na cidade. Dos pontos de coleta, os resíduos seguem para uma usina onde são separados por um processo ótico e encaminhados para reciclagem, compostagem ou incineração.

“Começamos o projeto em escala pequena, que talvez possa ser replicada em regiões metropolitanas como a de São Paulo. Outras metrópoles mundiais, como Berlim e Estocolmo, obtiveram sucesso na eliminação de aterros sanitários. O Brasil poderia aprender com a experiência europeia para desenvolver seu próprio modelo de gestão de resíduos”, afirmou Taherzadeh.

Coleta seletiva

Em dezembro de 2010, foi regulamentado o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos brasileiro, que estabelece a meta de erradicar os aterros sanitários no país até 2015 e tipifica a gestão inadequada de resíduos sólidos como crime ambiental. Com a promulgação da lei, os especialistas presentes no evento esperam que o Brasil dê um salto em questões como a compostagem e a coleta seletiva do lixo, ainda muito incipiente no país.

De acordo com a última Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 18% dos 5.565 municípios brasileiros têm programas de coleta seletiva de lixo. Mas não se sabe exatamente o percentual da coleta seletiva de lixo em cada um desses municípios.

“Acredito que a coleta seletiva de lixo nesses municípios não atinja 3% porque, em muitos casos, são programas pontuais realizados em escolas ou pontos de entrega voluntária, que não funcionam efetivamente e que são interrompidos quando há mudanças no governo municipal”, avaliou Gina Rizpah Besen, que defendeu uma tese de doutorado sobre esse tema na Faculdade de Saúde Publica da USP em fevereiro.

Na região metropolitana de São Paulo, que é responsável por mais de 50% do total de resíduos sólidos gerados no estado e por quase 10% do lixo produzido no país, estima-se que o percentual de coleta seletiva e reciclagem do lixo seja de apenas 1,1%.

“É um absurdo que a cidade mais importante e rica do Brasil tenha um percentual de coleta seletiva de lixo e reciclagem tão ínfimo. Isso se deve a um modelo de gestão baseado na ideia de tratar os resíduos como mercadoria, como um campo de produção de negócios, em que o mais importante é que as empresas que trabalham com lixo ganhem dinheiro. Se tiver reciclagem, terá menos lixo e menor será o lucro das empresas”, disse Raquel Rolnik, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP.

Nesse sentido, para Raquel, que é relatora da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre direitos humanos de moradia adequada, a questão do tratamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil não é de natureza tecnológica ou financeira, mas uma questão de opção política.

“Nós teríamos, claramente, condições de realizar a reciclagem e reaproveitamento do lixo, mas não estamos fazendo isso por incapacidade técnica ou de gestão e sim por uma opção política que prefere tratar o lixo como uma fonte de negócios”, afirmou.

A pesquisadora também chamou a atenção para o fato de que, apesar de estar claro que não será possível viver, em escala global, com uma quantidade de produtos tão gigantesca como a que a humanidade está consumindo atualmente, as políticas de gestão de resíduos sólidos no Brasil não tratam da redução do consumo.

“O modelo de redução da pobreza adotado pelo Brasil hoje é por meio da expansão da capacidade de consumo, ou seja: integrar a população ao mercado para que elas possam cada vez mais comprar objetos. E como esses objetos serão tratados depois de descartados não é visto como um problema, mas como um campo de geração de negócios”, disse.

Na avaliação de Raquel, os chamados produtos verdes ou reciclados, que surgiram como alternativas à redução da produção de resíduos, agravaram a situação na medida em que se tornaram novas categorias de produtos que se somam às outras. “São mais produtos para ir para o lixo”, disse.

Incineração

Uma das alternativas tecnológicas para diminuir o volume de resíduos sólidos urbanos apresentada pelos participantes do evento foi a incineração em gaseificadores para transformá-los em energia, como é feito em Borås.

No Brasil, a tecnologia sofre resistência porque as primeiras plantas de incineração instaladas em estados como de São Paulo apresentaram problemas, entre os quais a produção de compostos perigosos como as dioxinas, além de gases de efeito estufa. Entretanto, de acordo com José Goldemberg, professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, grande parte desses problemas técnicos já foi resolvida.

“Até então, não se sabia tratar e manipular o material orgânico dos resíduos sólidos para transformá-lo em combustível fóssil. Mas, hoje, essa tecnologia já está bem desenvolvida e poderia ser utilizada para transformar a matéria orgânica do lixo brasileiro, que é maior do que em outros países, em energia renovável e alternativa ao petróleo”, destacou.

Fonte: Exame

 

Inovação: Protector de ecrã carrega baterias

Abril 9, 2011 by  
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Está em desenvolvimento uma tecnologia que irá permitir aos utilizadores de dispositivos móveis carregar as baterias dos mesmos através de uso de um protector de ecrã

A investigação está a ser efectuada pela empresa WYSPIS, que assume o mesmo nome dado à tecnologia em causa, que significa What You See Is Photovoltaic Surface (O que vês é uma superfície fotovoltaíca), e no produto deverá chegar ao mercado em 2012.

A tecnologia consiste em colocar na película de protecção do ecrã um conjunto de células solares sobrepostas à superfície lenticular da mesma, sendo que este material absorverá a energia solar. A constituição desta película não irá impedir que se veja o que está no ecrã, tal como se de outra qualquer protecção se tratasse.

O site especializado em tecnologia Engadget já testou o protótipo e refere que o mesmo funciona, podendo a bateria ser carregada de uma só vez ou ir carregando a mesma à medida que esta vai ficando sem carga.

Fonte: Sol

Marketing: 41% das empresas têm problemas de segurança de TI

Abril 9, 2011 by  
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A McAfee divulgou o relatório Panorama de risco e conformidade: 2011, encomendado pela empresa e conduzido pela Evalueserve. A análise revela que 41% das organizações estão desprotegidas contra os riscos à segurança da área de Tecnologia da Informação ou desconhecem esses riscos e 40% estão totalmente inseguras em relação à implementação de contramedidas.

O relatório Panorama de risco e conformidade: 2011 constatou que cerca da metade das empresas planeja investir este ano 21% mais em soluções de risco e conformidade. Em geral, a pesquisa conclui um forte crescimento no setor de risco e conformidade. A maioria dos profissionais da área de TI prefere soluções automatizadas e integradas.

Em relação à conformidade normativa, 75% dos entrevistados têm dúvidas de que a empresa seja aprovada em uma auditoria e mais da metade declarou que já foi reprovada. Nove por cento das empresas indicaram que essas reprovações resultaram em multas emitidas por entidades governamentais ou do próprio setor. Os bancos de dados também estão entre os maiores desafios de infraestrutura em termos de conformidade com exigências legais.

Entre as principais conclusões, 41% das empresas indicaram investimentos em monitoramento da atividade de bancos de dados e 45% das empresas aplicam patches (arquivos utilizados para aplicar correções de programas) semanais em seus sistemas; 49% das empresas declararam que tentam proteger os dados por meio da aplicação de patches em todos os elementos do sistema;84% dos entrevistados sentem que suas empresas e operações comerciais são afetadas por patches inesperados e 37% têm dúvidas de quais ativos precisam de patches quando surge uma nova ameaça.

Em relação aos investimentos, 24% das organizações estão investindo mais de US$ 250 mil anuais em auditores. Já a conformidade é vista como fator determinante dos orçamentos em 25% dos projetos de TI. O relatório mostra que 40% das organizações entram em “modo de emergência” em função da proximidade de uma auditoria normativa, afastando os recursos essenciais das prioridades estratégicas.

Trinta e nove por cento não sabem se são capazes de converter riscos de TI em riscos comerciais. Entretanto 56% das organizações indicaram que a adição de conhecimento de contramedidas às análises de riscos traria o maior benefício. Já 60% dos entrevistados acreditam que cerca de 10% do tempo de inatividade pode ser atribuído a alterações não autorizadas que ocorrem ao longo do ano.

“As empresas estão enfrentando cada vez mais pressão para proteger as informações e a privacidade dos clientes, além de suas próprias informações. Isso gera a necessidade de um grande foco no gerenciamento de risco e conformidade”, declara Stuart McClure, vice-presidente sênior e gerente-geral de Risco e Conformidade da McAfee.

“Conforme demonstra o estudo, as empresas concordam que há necessidade de aprimorar o gerenciamento de riscos por meio da identificação mais adequada de ameaças, vulnerabilidades e contramedidas, assim como a necessidade de melhorar a conformidade com políticas, por meio da automação de controles de TI”, finaliza Stuart.

Fonte: Correio do Estado

Inovação: Google, entre inovação e privacidade

Abril 9, 2011 by  
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Rostos e placas de carros fotografados pelo Google Street View terão que ser borrados. A decisão do Tribunal Administrativo Federal (TAF) da Suíça relançou o debate sobre a proteção da privacidade.

Em sua decisão, o tribunal deu razão ao responsável federal da proteção de dados, Hans-Peter Thür, que estima que o Google não respeita o direito dos cidadãos à proteção de seus dados pessoais.

 

O interesse econômico do Google terá que frear o passo diante da proteção da imagem de cada cidadão, julgou o TAF, reiterando a proibição de fotografar um indivíduo sem seu consentimento.

A empresa expressou seu descontentamento com a decisão e já está pensando em apresentar um recurso perante a mais alta corte do país, o Tribunal Federal. Por sua vez, o comissário federal de proteção de dados se diz contente por ter desempenhado um “papel pioneiro” contra o Google Street View.

“Estou satisfeito que a questão de saber se um cidadão andando na rua pode ser alvo de outros serviços online foi respondida”, disse Hans-Peter Thür. Segundo o suíço, “a sentença confirma nossos direitos à imagem. Os atores internacionais devem respeitar as leis da Suíça. As fotos são tiradas aqui, mas são trabalhadas e colocadas online nos Estados Unidos e por isso o Google estava achando que estaria subordinado só às leis dos EUA.”

Gostinho de vitória

A Suíça não é o único país a questionar os procedimentos do Google Street View. Hans-Peter Thür indica que seus homólogos de outros países também estão aproveitando a brecha. Para Thür, “por onde o gigante da internet passa, seus serviços testam os limites legais, infringindo a lei.”

Os responsáveis europeus da proteção de dados, reunidos segunda-feira (4) em Bruxelas, tomaram nota da decisão da Suíça. A francesa Gwendal Le Grand disse à televisão suíça que seu país irá acompanhar de perto a forma como o governo suíço vai aplicar a decisão do tribunal.

Para o alemão Peter Schaar, o veredicto vai obrigar o Google a agir de forma mais responsável. “Eu acho a decisão muito boa. É uma verdadeira vitória para a proteção de dados, certamente será um exemplo para além das fronteiras suíças. As autoridades alemãs de proteção de dados também vão analisar se devemos ir no mesmo sentido em relação ao Google”, declarou à televisão suíça.

O caminho da inovação

Principal ferramenta de busca na Internet, o Google conecta e copia dados desde o início de sua atividade, avançando nos limites da sua tecnologia e da proteção de dados.

Sua ferramenta Google Street View é mais um avanço tecnológico que, desde a sua criação, passou por melhorias e mudanças – como muitas inovações”, diz Marc Pollefeys, professor de informática.

“A única maneira de fazer é tentando”, explica o professor da Escola Politécnica de Zurique, em referência ao modelo de negócios do Google.

“Você vai afinando as coisas aos poucos, melhorando cada vez mais. Só quando elas começam a funcionar é que você vê que as pessoas estão interessadas, que vale a pena investir mais na tecnologia”, explica.

De acordo com Marc Pollefeys, se as empresas tivessem que garantir que seus sistemas são 100% eficazes antes de serem produzidos, a inovação simplesmente não existiria. “Acho que essa é a diferença essencial entre os EUA e a Europa. Nos Estados-Unidos, eles tendem a experimentar coisas para ver se funcionam, afinando-as ao longo do caminho.”

“Metade dos produtos do Google está em fase beta [estágio incompleto]. Eles tentam as coisas rapidamente para ver se funcionam. É uma forma de inovar, eu acho. Assim, pouco a pouco, a tecnologia vai se desenvolvendo.”

Cada um é responsável

A decisão do tribunal suíço também pode causar problemas em termos de aplicação. Outros agentes que o Google tiram fotos contendo um público desinformado. “Os programas de televisão serão obrigados a encobrir os rostos das pessoas em suas reportagens? E as fotos postadas no Facebook ou em sites de fotos como Flickr?”, pergunta Stéphane Koch, consultor em segurança digital em Genebra.

“Isto levanta verdadeiras questões sobre a igualdade da aplicação da presente decisão para os diferentes atores que produzem o mesmo tipo de conteúdo. Espero que chegue um momento em que tais decisões ou jurisprudências tornem-se difíceis de aplicar ou totalmente incoerentes.”

Para Stéphane Koch, o Google fotografa a vista da cidade, mas não intencionalmente as pessoas. E qualquer foto pode ser alterada sob demanda, lembra. No mundo de hoje, cada um é responsável pelo respeito de sua privacidade e intimidade.

“No Facebook, por exemplo, a maioria das pessoas não usa as configurações de privacidade. As pessoas são talvez muito passivas, enquanto que hoje, administrar sua privacidade deriva de uma abordagem proativa. Temos que controlar os instrumentos absolutamente, ao invés de deixar os instrumentos nos controlar.”

Fonte: Swiss Info

Marketing: YouTube será reformulado para concorrer com televisão

Abril 9, 2011 by  
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A intenção da Google é criar 20 canais de conteúdos exclusivos com qualidade profissional através do portal, divididos em temas como arte e esportes durante várias horas de programação semanal

Por Agência EFE

A gigante Google já começou a trabalhar num projeto para reformular o portal do YouTube com o objetivo de transformá-lo em uma plataforma televisiva na rede com uma programação própria, informou nesta quinta-feira “The Wall Street Journal”.

A intenção da Google é criar 20 canais de conteúdos exclusivos com qualidade profissional através do portal, divididos em temas como arte e esportes durante várias horas de programação semanal e com o objetivo de criar uma audiência estável e vender espaço publicitário. Segundo fontes do jornal americano, os diretores do YouTube querem que as pessoas criem o hábito de assistir ao site da mesma forma que costumam assistir à programação da televisão.

A reforma do site de vídeos prevê um investimento de US$ 100 milhões para a produção de conteúdos de baixo custo projetados especificamente para o formato do YouTube. A decisão da Google chega em um momento que os serviços de vídeos em streaming (sem download) através da internet cresce com força e está mudando a maneira dos espectadores acompanharem seus programas preferidos.

Sites como o “Netflix” nos Estados Unidos, que oferece uma videoteca por uma assinatura de baixo custo, assim como “Amazon.com” e “Hulu.com” são exemplos de modelos de negócio que estão explorando com sucesso o conceito de televisão pela internet como concorrência com as tradicionais televisões a cabo e por satélite. EFE

Fonte: Época Negócios

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