Marketing: 5 sectores onde investir em Angola

October 14, 2011 by  
Filed under Noticia

Conheça os novos sectores em ascenção em Angola.

Tradicionalmente, os investimentos portugueses em Angola concentravam-se nas áreas da banca e da construção civil. Nos últimos anos, tem-se assistido a uma diversificação para sectores como as TI, a logística, o retalho, a distribuição, a consultoria, a formação de recursos humanos, entre outros. A transversalidade do investimento nacional está “no conhecimento, na tecnologia e na qualidade das empresas portuguesas” o que lhes permite, segundo o presidente da CCIPA, actuar “em qualquer sector de actividade e em qualquer província de Angola”. Do ponto de vista do governo angolano, que quer diminuir a dependência do sector petrolífero, agropecuária, indústria transformadora, telecomunicações e TI, energia e águas, habitação social, saúde e educação, hotelaria e turismo, são já (e no futuro) sectores chave.

1 – Turismo rende 5 mil milhões de dólares

Agora que alcançou a paz, as autoridades angolanas esperam que o sector do turismo atinja nos próximos dez anos 5 mil e 500 milhões de dólares de facturação. O governo está a apostar nesta actividade que, por enquanto, corresponde a uns modestos 0,5% da riqueza gerada e representa 550 milhões de dólares por ano. O objectivo é que passe a representar 10% do PIB. A criação de empregos é consequência desejada resultante do crescimento do sector. Segundo Carlos Borges, consultor do Ministério da Hotelaria e Turismo, os próximos dez anos serão fundamentais para alterar este quadro negativo. O Plano Director do Turismo em Angola estabelece metas: receber cerca de 4,7 milhões de turistas até 2020 (um crescimento de mais de mil por cento em relação aos números actuais) e colocar o país, já em 2015, entre as principais rotas do turismo internacional. O Plano indica que Portugal é o país que mais alavancou o sector do turismo no país.

2 – Energia e água para todos

Em Luanda há milhares de geradores que compensam, actualmente, a insuficiência dos fornecimentos de energia das barragens de Cambambe e Capanda, inclusivamente para alimentar a iluminação pública. Daí que o processo de reabilitação das infra-estruturas básicas, de energia, água e a construção de barragens hidro-eléctricas, com vista ao aumento da produção/distribuição de energia e água ao país, seja uma das prioridades do executivo. Este esforço financeiro ascenderá a 20 mil milhões de dólares até 2017, a ser suportado por um fundo alimentado com receitas do petróleo. Outro sector com grande potencial de crescimento, com necessidades que vão desde o desenvolvimento de projectos até à sua implementação, é o sector das água e saneamento. Grande parte da população não tem acesso a água potável e, até 2012, o governo traçou a meta de uma taxa de cobertura de 100% nas zonas urbanas e 80% nas rurais. A aposta nos serviços de abastecimento de água e no tratamento seguro de águas residuais é encarada como uma prioridade já que põe em causa um valor essencial que é o da saúde pública.

3 – Produção industrial urgente

Canalizações, cimentos, resinas, a lista é infindável e Angola importa quase tudo de que necessita para a sua reconstrução. Ora as autoridades angolanas querem alterar esta realidade, criando indústria no país, geradora de novos postos de trabalho e de modernização na economia angolana. Nesse sentido, foram criadas as Zonas Económicas Especiais a primeira das quais Luanda-Bengue com vista a albergar estas indústrias. Os empresários angolanos têm prioridade mas as empresas estrangeiras podem abrir portas nestas ZEE desde que os seu sectores de actividade sejam: comércio e serviços, indústria transformadora e agropecuária. Criar postos de trabalho e dar formação aos seus colaboradores é condição essencial.

4 – O potencial das telecomunicações e TI

O mercado das telecomunicações e TI em Angola apresenta um grande potencial de crescimento para os operadores angolanos e estrangeiros. O sector das telecomunicações está em mudança com vista a desenvolver a sociedade da informação e do conhecimento entre 2010 e 2015. O Livro Branco das TIC dá um enquadramento legal que visa garantir concorrência no sector e com ela qualidade a preços competitivos. A aposta na criação de infra-estruturas e na abertura do sector aos operadores privados é, hoje, evidente em Angola.

5 – Formação e qualificação em falta

A falta de qualificação da mão-de-obra é muito significativa em Angola, sendo, dentro de uma política de médio e longo prazo, muito importante uma aposta plena na formação de quadros locais, em contrapartida de expatriados que, pelos seus elevadíssimos custos e estadias muitas vezes no curto ou médio prazo, não garantem, por si sós, a sustentabilidade dos projectos, devendo ser utilizados só quando não existe alternativa da mesma qualidade e especialização, defende o presidente da CCIPA. É outra área prioritária para as autoridades angolanas.

Fonte: Económico

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