Marketing: Facebook detona receio de bolha 2.0

Janeiro 11, 2011 by  
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Analistas reclamam da falta das informações financeiras confiáveis sobre a rede social; investidores temem nova bolha com IPOs de Twitter, Groupon e LinkedIn.

O site de redes sociais Facebook está despertando receios entre os investidores sobre a formação de uma nova bolha de ativos no setor de Internet devido à alta acelerada do valor da empresa.

Executivos do Goldman Sachs ofereceram a seus clientes mais abastados menos de uma semana para decidirem se investem 2 milhões de dólares cada para terem um pedaço do site, com valor de mercado avaliado em 50 bilhões de dólares.

Para um cliente do Goldman, que esperava um documento financeiro de 100 páginas sobre o site ser entregue na quinta-feira, um dia antes do prazo para a decisão sobre o investimento, o cenário “lembra um pouco 1999”.

Graças à última infusão de recursos do Goldman Sachs, de cerca de 450 milhões de dólares com o compromisso de se levantar outro 1,5 bilhão de dólares, o Facebook se tornou centro do debate sobre se as novas empresas da Internet são capazes de gerar lucro suficiente para justificar as expectativas implacáveis de Wall Street.

“Parece um pouco irracional algumas dessas transações, alguns desses valores, particularmente dado o nível de divulgação de informações”, disse Robert Ackerman, fundador da empresa de investimento de risco Allegis Capital.

“Talvez com o Facebook isso se justifique”, disse ele, “mas e as outras empresas que vão acompanhar a onda do Facebook?”

Twitter e Groupon, esta última empresa que oferece serviço de compras coletivas e é considerada por alguns analistas como a empresa de crescimento mais rápido da história da Internet, também estão considerando planos para ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) antes do potencial IPO do Facebook no final de 2012, afirmaram executivos de bancos à Reuters.

Enquanto isso, a LinkedIn não está perdendo tempo. A rede social para profissionais, com 85 por milhões de usuários, contratou bancos para abrir seu capital este ano.

Para o Facebook, que a Bloomberg e outros veículos de imprensa estimaram ter gerado 2 bilhões de dólares em receita no ano passado, o valor de mercado de 50 bilhões de dólares significa que os investidores estão concedendo um prêmio com múltiplo de 25 vezes o faturamento, ante relações de nove vezes do Google e de 2,5 vezes da Amazon.com.

Nos primeiros nove meses de 2010, o Facebook teve receita de 1,2 bilhão de dólares e lucro líquido de 355 milhões, segundo dados financeiros não auditados divulgados pelo Goldman Sachs a seus clientes.

US$4 por usuário

O Facebook gera 4 dólares por usuário, ante 24 dólares do Google e 8 dólares do Yahoo, segundo relatório recente do JPMorgan.

Esses números fazem o Facebook parecer ser caro aos olhos de investidores que medem investimentos por meio de padrões financeiros tradicionais, afirmou Ken Sawyer, diretor da empresa de capital de risco Saints Capital, que detém ações do Facebook.

Os investidores vão ter de olhar para além dos retornos financeiros passados do site para se concentrarem no potencial de transformação de negócios da companhia.

“Depende de sua visão de mundo”, disse Sawyer. “Se você acredita que a capacidade de crescimento do mercado de redes sociais vai mudar a maneira como as empresas conseguem clientes, então o valor de mercado é barato.”

Assim como a busca atrelada a anúncios do Google revolucionou a maneira como empresas conseguem clientes, a audiência do Facebook de meio bilhão de pessoas tem permitido empresas como a produtora de jogos online Zynga e o serviço de encontros Zoosk a obterem dezenas de milhões de usuários próprios em tempo recorde, disse Sawyer.

Conforme o Facebook cria mais maneiras de fazer dinheiro a partir dessa capacidade, como obter comissões sobre transações feitas por outras empresas em sua plataforma, a oportunidade pode ser substancial, disse ele.

Fonte: Exame Brasil

Marketing: Facebook atinge a marca de 600 milhões de usuários ativos

Janeiro 11, 2011 by  
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A Goldman Sachs, empresa que anunciou um investimento de US$ 450 milhões no Facebook nesta semana, divulgou um documento que mostra que a rede social já atingiu a marca de 600 milhões de usuários ativos mensais. O número foi mostrado pela empresa a potenciais investidores da rede social.

A notícia significa que a rede de Mark Zuckerberg ganhou 100 milhões de usuários nos últimos seis meses. Segundo o site Metro, o novo número sugere que a rede social alcance a marca de 1 bilhão de usuários antes do previsto. Zuckerberg anunciou em junho de 2010 que esperava que o site atingisse o primeiro bilhão dentro de três a cinco anos.

O Facebook, maior serviço mundial de rede social, teve lucro líquido de US$ 355 milhões nos primeiros nove meses de 2010, com receita de US$ 1,2 bilhão, segundo uma fonte que recebeu os documentos que o Goldman Sachs forneceu a seus clientes.

Fonte: Terra

Empreendedorismo: Israel, o país das start ups

Janeiro 11, 2011 by  
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Rua Einstein, número 40. No décimo andar do Ramat Aviv Tower, um edifício modesto no norte de Tel-Aviv e a meia hora de caminhada do mar Mediterrâneo, trabalha um ícone do capitalismo no Oriente Médio. Seu nome é Yigal Erlich e, diante do escritório de carpete antigo e da forma como ele se veste – camisa polo verde-musgo, calça cáqui e sandálias de couro –, é fácil se render à imagem de um ancião a caminho da aposentadoria. Porém, como mostra o pouco espaço na agenda de Erlich e o interesse com que empreendedores e investidores de Israel reagem quando seu nome é citado, essa é uma imagem para lá de equivocada. “Ele é o pai das start ups de Israel”, afirma Shmuel Chafets, diretor do fundo de venture capital Giza, que tem sede no mesmo prédio, apenas dois andares acima, e é seu concorrente direto.

Erlich e sua empresa Yozma, a pioneira no país a levantar capital com investidores e injetá-lo em negócios de alta tecnologia, estão em plena atividade. Em novembro de 2010, uma das razões para a sua agenda estar cheia era que uma das empresas do seu portfólio, a produtora de aplicativos para internet Conduit, tornou-se notícia ao atrair a atenção da Microsoft. Numa primeira aproximação, a gigante americana de Bill Gates teria feito uma oferta de compra de US$ 300 milhões pela Conduit. “Adoraria fechar negócio com a Microsoft, mas nossa empresa vale mais de US$ 1 bilhão”, diz um Erlich cuja modéstia, por um breve instante, desaparece.

Poucas pessoas personificam o espírito empreendedor da Terra Prometida com tanta fidelidade. Em que pese sua realização à frente do Yozma (em hebraico, iniciativa), seu feito mais lembrado foi ter levantado um dos pilares de Israel – ou o “toque final” para que sua economia ingressasse no século 21, a despeito da relação trágica do país com os vizinhos muçulmanos que, volta e meia, os faz recuar milênios no calendário.

No posto de cientista-chefe, espécie de superministro do empreendedorismo, Erlich liderou o movimento que, no início da década de 90, fez dos pequenos e médios negócios de tecnologia a grande estrela do crescimento israelense. “Estava claro que faltava algo para deslancharmos”, diz ele, com um traço de orgulho. Ao desatar nós burocráticos, promover a aproximação entre universidades e empresas e imbuir as start ups de um até então inédito sex appeal para fundos de venture capital, ele ajudou o país a encontrar sua verdadeira vocação – e depois saiu correndo para também ganhar dinheiro.

Em matéria de empreendedorismo e inovação, o Brasil tem muito a aprender com esta nação que tem apenas 62 anos, 7,2 milhões de habitantes e território menor que o estado do Rio de Janeiro. Para começar, Israel é atualmente o país que investe o maior percentual de suas riquezas em Pesquisa & Desenvolvimento: 4,5% do Produto Interno Bruto. Em seguida estão Japão (3,2%), Estados Unidos (2,7%) e Coreia do Sul (2,6%). No Brasil, os dados mais recentes dão conta de irrisórios 1,2%. Em 2009, o número total de start ups chegava a 3,8 mil, o que lhes garantia a façanha de ter uma empresa de tecnologia para cada 1,8 mil israelenses. Na bolsa americana Nasdaq, eles são os primeiros depois dos anfitriões, com 63 companhias listadas, deixando para trás Reino Unido, Alemanha, Japão e França. Sua indústria de venture capital, uma das mais dinâmicas do mundo, movimentou US$ 2 bilhões em 2009. Nesta área, seu brilho também tem ofuscado os emergentes: o investimento per capita de VCs que aportaram por lá é 80 vezes maior que o registrado na China e 350 vezes superior ao valor injetado na Índia. De lá saíram, por exemplo, os microprocessadores Centrino e Pentium 4, da Intel, o comunicador instantâneo ICQ, o pen drive e o firewall. Como a Intel, cerca de 200 multinacionais, entre elas Google, General Electric e Cisco, instalaram centros de pesquisa no país.

“Em um mundo em busca da chave da inovação, Israel é o lugar certo para se procurar”, resume o livro Start up Nation, dos autores Dan Senor e Saul Singer, que narra a saga empreendedora de Israel e revela o que o mundo desenvolvido e os emergentes como o Brasil podem extrair dessa história. Best-seller nos Estados Unidos e em parte da Europa, a obra será publicada no Brasil em março sob o título Nação Empreendedora – O Milagre Econômico de Israel e o Que Ele Nos Ensina. (Leia um trecho do primeiro capítulo na pág. 102.) Por trás desse fenômeno, dizem os autores, está uma conjuntura muito particular, que une necessidade, espírito empreendedor e ousadia a uma riquíssima rede de contatos pelo mundo, e uma sinergia invejável entre o ambiente acadêmico e a iniciativa privada. No grande mosaico de histórias e análises escrito por Senor e Singer, enxerga-se que os ingredientes históricos e as características culturais dos judeus já estavam lá há um bom tempo. Bastava o lugar certo, a hora certa e uma série de políticas públicas com o poder de destravar esse potencial.

Fonte: Época Negócios

Marketing: Escolas de Nova Iorque adoptam iPad na sala de aula

Janeiro 11, 2011 by  
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Está a crescer o número de escolas em Nova Iorque que adoptam iPads nas salas de aula, segundo o New York Times.

Num projecto-piloto, a escola Roslyn High School informa ter entregue 47 iPads aos seus alunos e professores, mas o objectivo final é que o aparelho chegue a todos os estudantes.

De acordo com o jornal, os iPads devem ser usados durante as aulas e em casa durante todo o ano escolar para substituir livros e permitir correspondência entre alunos e professores. O aparelho também deve preservar arquivos sobre o trabalho do estudante.

Os educadores elogiam os aspectos físicos do iPad – ao seu ecrã sensível ao toque e design plano – e as possibilidades oferecidas pelas aplicações desenvolvidas para o produto.

Apesar disso, alguns pais e investigadores levantam questões sobre o quão efectivo é o uso do iPad. «Existe pouca evidência de que as crianças aprendem mais, melhor e mais rápido com essas máquinas», disse o professor da Universidade de Stanford Larry Cuban ao New York Times.

O jornal ainda revela que as escolas públicas de Nova Iorque fizeram pedidos de mais de 2.000 iPads.

Fonte: Diário Digital

Marketing: Ensino a distância prevê crescer 8% em 2011 e passar dos R$ 2,2 bilhões

Janeiro 11, 2011 by  
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Depois de uma pausa em 2009, gerada também pela crise financeira, 2010 terminou com ampla expansão da expansão do ensino particular. Entre os carros-chefe deste dado, destaca-se o ensino a distância (EAD), que fechou 2010 com cerca de 973 mil alunos, 30% de todos os universitários de instituições particulares, e movimentou cerca de R$ 2,2 bilhões em 2010. Para 2011, a expectativa, de acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distancia (Abed) é obter um crescimento de 8%, o que representaria uma injeção de R$ 176 milhões na movimentação do segmento.

“Fechamos 2010 com um amplo reconhecimento de o que é e para que serve o ensino a distancia, e aposto em 2011 como o grande ano da consolidação do segmento”, afirmou Renato Bulcão, diretor da Abed. O Brasil, que hoje conta com 7 milhões de universitários, de acordo com números recentes do Ministério da Educação (MEC), já possui 4 milhões deles no ensino particular, e 973 mil no EAD.

“O objetivo do MEC é chegar a 15 milhões de universitários em uma média de 10 anos e, na minha opinião, esse número só será consolidado com a inserção ampla de alternativas em EAD, tanto pelo preço da mensalidade e facilidade de acesso, quanto pelo gradual crescimento da inserção da população brasileira no mundo digital”, afirmou Luiz Gomes Santos, analista de mercado educacional da agência Educom.

A chegada de uma nova geração, criada em meio a equipamentos eletrônicos, também é um grande diferencial para o EAD em 2011. “Este ano marca a chegada à universidade de crianças que já cresceram com contato com o computador, seja em lan house ou em casa; esse aluno chegou à faculdade e já vem livre de preconceito para com qualquer contato virtual”, afirmou Bulcão.

Ano de fusões e aquisições

2010 foi um ano de grande retomada da agenda de fusões e aquisições no segmento de educação particular; a queda do nível de desemprego e aumento da renda média da população foram o motor do setor em 2010, proporcionando a expansão do setor, principalmente no EAD.

“Para 2011, as perspectivas permanecem positivas. A continuidade do ambiente econômico favorável e o maior acesso a crédito estudantil deverão impulsionar a captação, reduzir a inadimplência e evasão e favorecer a retenção de alunos”, afirma Gomes, que lembra que o Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que baixou o juros para o crédito do universitário de 9% ao ano para 3,4%, também será decisivo para o aumento do número de alunos.

Primeira universidade a abrir seu capital em bolsa, a Anhanguera vem de uma franca expansão em 2010, e o ritmo deverá ser mantido em 2011. A oferta pública de ações da universidade, que captou R$ 844,1 milhões, fez com que o grupo se tornasse a maior compradora de universidades brasileira. “A Anhanguera é a história mais desenvolvida e a companhia mais líquida no espaço educacional brasileiro: são 18 as aquisições nos últimos anos”, afirmou Gomes, que lembrou que a quantidade não significa, necessariamente, qualidade. “Apenas duas das universidades compradas pela Anhanguera obtiveram nota mínima no Enade.”

A crescente participação da Anhanguera nos negócios de ensino a distância também é destacada pelo analista, que afirma ser esta a aposta de baixo investimento e amplo retorno. “O EAD incrementa seu volume total de receita, possibilitando-lhe uma expansão com um menor comprometimento de capital.”

A Estácio Participações, também de capital aberto, depois de mudar a sua base acionária, usou 2010 para focar na reestruturação administrativa do grupo. Em dezembro, o grupo anunciou o recebimento de um empréstimo de U$ 30 milhões do International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial.

O financiamento, que terá prazo total de dez anos, será destinado principalmente a aquisições de empresas, além de expansão e aperfeiçoamento de unidades já existentes. “A companhia pretende alavancar as oportunidades de crescimento do setor de educação no Brasil por meio da abertura de novas unidades, da inovação na oferta de cursos, assim como por aquisições e consolidação do mercado”, afirmou a instituição, em nota.

Para Gomes, a iniciativa da Estácio também terá grande enfoque no ensino a distância. “O valor conquistado pelo grupo deverá render retorno rápido, e o EAD é o melhor investimento.”

O analista lembrou ainda que universidades como Metodista e Fundação Getúlio Vargas (FGV) seguem na linha de frente em investimentos e tecnologia. “Universidades como estas trazem credibilidade ao segmento, e força do mercado para investir.”

Não são apenas os pretendentes a ingressar em uma universidade que optam pelo EAD. Pesquisa recente da Abed apontou que cerca de dois milhões de alunos fizeram algum curso a distância em 2010, sempre indicados pelas empresas em que trabalham.

“Hoje temos grandes incorporações, como a Petrobras, que fazem toda sua base de treinamento a partir do EAD”, afirmou Renato Bulcão, diretor da Abed.

De acordo com os números levantados pela associação, 58% dos alunos de cursos on-line de capacitação profissional são provenientes de empresas estatais. “A aposta do governo em treinar seus funcionários a partir de cursos a distância impulsiona o segmento e mostra credibilidade”, como disse Balcão.

Setores como serviços e comércio também já usam essa ferramenta para preparar seu pessoal, muitas vezes com cursos internacionais. “Vertentes como serviços muitas vezes são ramos de empresas multinacionais, em que seria caríssimo investir em cursos presenciais, por isso a opção pelo EAD é tão viável”, finalizou.

Fonte: DCI

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