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Marketing: Desemprego deve baixar ligeiramente em 2011

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No conjunto da União Europeia e nos países desenvolvidos o desemprego chegou aos 8,8% em 2010 mas deve descer ligeiramente este ano.

Os dados foram revelados ontem pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O estudo ‘Tendências Mundiais do Emprego 2011′ salienta que houve uma recuperação desigual dos mercados de trabalho no ano passado, com o desemprego a aumentar na União Europeia e Economias Desenvolvidas (Canadá, EUA, Austrália, Nova Zelândia, Israel, Japão, Islândia, Noruega e Suíça), enquanto na maioria dos países em desenvolvimento o cenário é de estabilidade ou melhoria ligeira.

Entre 2007 e 2010, a União Europeia e os países desenvolvidos registaram 55% do aumento do desemprego, embora representem apenas 15% da força de trabalho mundial.

Nesta região, o emprego recuou 2,2% em 2009 e, no ano seguinte, mais 0,9%.

Em 2010, apenas 54,7% da população em idade activa destes países estava empregada (face aos 57,1% em 2007).

Só a indústria perdeu 9,5 milhões de trabalhadores entre 2007 e 2009.

A OIT prevê que o desemprego deve descer ligeiramente em 2011, mas ainda assim existirão mais 15 milhões de pessoas sem trabalho nos países desenvolvidos do que em 2007.

O relatório salienta que o crescimento massivo do desemprego jovem durante a crise foi acompanhado de um declínio significativo da participação deste grupo na força de trabalho, mostrando um elevado nível de desânimo.

A OIT sublinha que, nas economias avançadas, os governos devem adoptar políticas e incentivos para estimular o investimento privado, enquanto promovem planos credíveis para reduzir os défices orçamentais a médio prazo.

Considera ainda que “são necessárias políticas para impulsionar a produtividade laboral de forma a reduzir os custos unitários do trabalho e aumentar a competitividade”.

O estudo revelou ainda que a produtividade aumentou, mas os ganhos de produtividade não se reflectiram aumento salarial, o que pode ameaçar as perspectivas de recuperação no futuro, já que existe uma ligação forte entre os salários reais e o consumo.

Fonte: Económico

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